07/12/2010 09h06 – Atualizado em 07/12/2010 09h06
Por Emerson Augusto Fonseca
Cinco, seis, sete horas da manhã, o despertar de milhões de pessoas, incontáveis robôs programados para em poucos minutosestarem em seus postos e realizarem movimentos condicionados pela prática insistente, consumam a sua escala de forma dinâmicae quase perfeita.
Horas a fio. Hoje também é dia de fazer compras. Vitrines expõem luxuosas e irresistíveis peças usadas por beldades do mundocriado por uma mídia ditadora e fética. Sobrecai então sobre nossas cabeças e como se usasse de hipnose, nos arrasta para umburaco onde o cheiro é verde clorofila e o resultado dos fatores, mesmo que invertidos ou convertidos em moedas virtuais nosafoga no fundo desse buraco de cheiro a perder o sono e o estressante mundo mesmo que conhecido e praticado torna-se umlabirinto de insegurança e respostas infundadas pelo tão almejado jeito americano de se viver.
Quando criança, disseram-nos que as vogais eram cinco, e o “ba, be, bi, bo, bu”, e um livro preconceituosamente apresentavaem forma de fábula uma cozinheira de cor preta que tinha um nome iniciado com “Z”, que a vovó usava um adorno no cabelo quedepois tornava-se um acento da gramática, e do começo ao fim como “corais” maestrados pela “fada madrinha”, eram corrigidosde forma brutal e em vermelho, “…MUITO BOM…”. Percebi então que o caminho não era tão suave assim.
O tempo passou o cuco por várias vezes saiu da toca e alertou-nos que a marcha não seria mais compassada, mas o percursoseria o mesmo.
Ultrajado de liberdade, o tom da música nos revela uma canção contemporânea, moderrnista de roupagem anarquista, mas flagradapor um arranjo cômico e de notas agudas alcançadas apenas pelos os tecnicamente preparados para como formigas cortadeiras decabelos a rigor enfileirar-se criando mais um novo evento marcado nos calendários do consumismo e com algemas vestirem seuuniforme listrado para seguir em frente sobe comando e lei de um regime semi aberto.


