01/12/2010 08h24 – Atualizado em 01/12/2010 08h24
Por Emerson Augusto Fonseca
A cada ano, a maior festa popular do planeta, e que atrai turistas de vários países, dá um show de rebolado, criatividade, tecnologia e muito luxo, criando uma esfera de ilusões. Uma verdadeira mistura de cultura traduzida por comunidades e seus líderes.
Na passarela do samba, quem “banca”, samba de carruagem.
Não é novidade nem furo de reportagem que a muito as escolas de samba não somente do Rio de Janeiro, como em outros lugares onde a festa se tornou uma espécie de desfile de carros faraônicos, e de fantasias milionárias tem como fonte, dinheiro vindo do tráfico de drogas e de desvios de políticos, que adotaram o som da cuíca para esconder-se atrás dos babados e giros das damas do carnaval.
Para essa gente que pinta e borda por um sonho a ser conquistado que é ver sua escola recebendo nota 10 em todos os quesitos, sem notar que seu esforço e dedicação durante meses é fruto muitas vezes de um grupo minoritário e sua corte que oprime de forma nostálgica crianças e pessoas do bem, camuflando uma realidade tragada em cada esquina e nos pousos dos “aviõezinhos”.
A “velha-guarda” que me perdoe, mas o episódio ocorrido no Complexo do Alemão e seus redutos, vai sim trazer a tona uma bateria desafinada. Só tenho pena das ingênuas senhoras octogésimas que esperam 365 dias para rodopiar como “deusas”, sem saber que o seu babado foi costurado de agulhas que ferem e mancham de sangue o sobe e desse dos morros.



