26/11/2010 08h03 – Atualizado em 26/11/2010 08h03
Por Emerson Augusto Fonseca
Temos um presidente que viajou o mundo, mandou ajuda aos haitianos e se tornou uma das personalidades mais conhecidas do planeta. Chamado de herói, “do homem que matou a fome dos brasileiros” e que acenou para milhões que elegeram a primeira mulher presidenta. Talvez ele não sabia mesmo dos bastidores do seu governo e do “mensalão”.
O simpatizante de Hugo Chaves, talvez tenha esquecido que pra governar um país com tantos contrastes e que no dia 20 passado comemorou o dia da consciência negra, negra mesmo está a situação do Rio de Janeiro, que já não tem mais o maior cristo do mundo. O da Polônia tem coroa de ouro, o daqui infelizmente e dura verdade sangra como se estivesse adornado com uma de espinho.
O trágico episódio que segue, onde 800 homens do exército foram convocados para ajudar a frágil e despreparada polícia, que só assusta criancinhas quando estão dentro de um carro blindado chamado “caverão”, traz à tona a catarata nos olhos dos homens que governaram nosso país.
Até quando esses Senhores de terno e gravata, que deixaram para os seus, um legado de tristeza e fez a palavra medo se transformar em pânico, ficarão em seus gabinetes despachando e tricotando com os coronéis assuntos de víeis políticos para bens próprios?
A menos de um mês da noite do natal, e logo então o ano novo, explosivos já fazem a “festa” nos morros e a guerra entre o “bem e o mal” que poderia ter sido evitada se políticas públicas e leis mais rigorosas aos verdadeiros bandidos que sobem e descem, não o morro, mas de elevadores e passeiam de jatinhos tivessem atrás das grades.
Se medidas não forem tomadas em caráter de urgência, se nossas fronteiras, por onde passa a maior parte das “drogas” em direção ao mundo desenvolvido, não forem tratadas como corredores da morte, a nossa Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada, pode sim ser boicotadas, não por motivos de protestos, mas sim por uma bala perdida que assustará o mundo e fará sambar o espírito esportivo de um povo que pede socorro a um “Cristo” que de lá de cima do monte olha seus súditos “brincando de arminha de brinquedo”.


