19/11/2010 07h56 – Atualizado em 19/11/2010 07h56
Por Emerson Augusto Fonseca
No Edital Nº 01, de 18, de Junho de 2010, e suas diretrizes, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), traz em suas linhas e entrelinhas, a verdadeira proposta educacional do governo, que é a formação direcionada de seres “robóticos”, tendo em vista a nudez da estrutura do exame.
Sem que se deixasse “a meia luz” nota-se que o exame tem em sua essência a ilusão de que a lógica será capaz de substituir de forma abrupta a capacidade de se viver em um sistema que a muito vêm em paralelo, com direções exatamente opostas, aos países desenvolvidos.
A UFMS, que aderiu ao Sistema de Seleção Única (SISU), a partir de maio de 2010, como única forma de ingresso de calouros nos cursos de graduação, dita de forma irrevogável a cara que antes mascarada e pintada de “verde e amarelo”, a triste e perceptível capacitação de mão de obra para um país que vira as costas para uma educação onde deveria ter como principal objetivo transformar e depois ovacionar indivíduos capazes de pensar e não apenas de clicar um “F5”.
Das obras de um baiano chamado Jorge Amado, criou-se as “dunas” de um tempo em que para o educador e o educando, sonhar com um mundo talvez sul- real, mas que tinha a magia de criar ilusões e fazer criaturas humanas andarem por caminhos onde os fantasmas do mundo capitalista desapareceriam entre as cortinas de um palco.
Já dizia meu avó: ”…. Devemos aprender com os erros…”, e que me perdoe o povo brasileiro, que de nariz de palhaço teve que assistir sentados em cadeiras de balanço, e ouvindo a cada dia uma nova notícia, uma nova liminar Judicial, como nas antigas canções de ninar, vendo indo para o cano do ralo a sua identidade e respeito.
Saudades do Brasil, que ficou esquecido e empoeirado nas prateleiras de um caritó.


