13/09/2010 11h23 – Atualizado em 13/09/2010 11h23
por Waldemar Gonçalves – Russo
Deixei passar alguns dias após a operação deflagrada pela Polícia Federal que levou prefeito, vice, vereadores e empresários para o xilindró, após serem acusados de vários atos ilícitos na administração municipal, principalmente na área de saúde e da educação, para fazer este artigo somente com relação ao prefeito.
Em primeiro lugar, entendo que o Ari Valdecir Artuzi, que é do PDT, partido do candidato ao Senado da República nas eleições deste ano, o Dagoberto “rabo de cavalo”, não têm nenhuma culpa, mais sim, atribuiu ela {a culpa} a todos que nele votaram, claro, por acreditarem que ele seria o salvador da pátria, o pai dos pobres, mais que ao final de quase dois anos a frente da prefeitura, mostrou os federais, que a bem da verdade, não passava de um mau padrasto.
Vale ressaltar e deixar bem claro, que é público e muitas pessoas ligadas a mim sabe que eu há mais de dez anos, sempre combati o “homem de São Valentim” porque nunca acreditei que ele tivesse boas intenções com o povo, em especial os do Canaã I, comunidade esta na qual nós morávamos com nossas famílias.
Em 2000 enquanto ele e eu candidatamos a uma das 17 vagas para o cargo de vereador, o então presidente da Associação de Moradores do nosso bairro, escudado por Cecília Zauith, venceu e conquistou umas das vagas, enquanto a minha campanha que foi limpa, com propostas que sabia que poderia colocá-las em prática, principalmente para o povo de nosso bairro, foi por terra, justamente por não ter padrinho ou madrinha como ele, e ai começava uma “grande carreira” de um político que se dizia o “salvador dos pobres”, pois doava caixão e chorava nos velórios; mandava flores; adquiria junto a Secretaria de Saúde remédios e dizia que comprava com seu dinheiro, dava dinheiro para a “malandragem” comprar suas coca-cola e cachaça entre outros produtos (sic), enfim, o “Valdecir” entendeu que o assistencialismo era um bom negócio para se chegar a AL (Assembléia Legislativa).
E assim o Valdecir chegou a AL, sendo que na primeira tentativa numa votação apertada, mais ele estava em um partido pequeno, e na sua reeleição já no PMDB, ele foi o mais votado na história da cidade que assim como eu, tão bem o acolheu e mirou seus olhos para a sua maior ambição, que seria o de ser prefeito.
Sentido que não teria vez pelo PMDB para ser o candidato do partido, o “Valdecir” não atendeu ao pedido do governador para se manter na AL e pautado por um grupo de pessoas que apostavam em sua eleição, migrou-se para o PDT de João Leite Schmidt e do então deputado Federal, Dagoberto Nogueira, aquele que volto a repetir, veio em Dourados e na convenção que homologou o nome do caminhoneiro, disse que Dourados “crescia igual a rabo de cavalo” e pronto, lá estava o “Valdecir” a encabeçar a chapa pedetista, que juntamente com o PR (Partido da República) do Londres Machado -leia-se Carlinhos cantor e Cia- e alguns partidos pequenos, ganharia a eleição em cima do empresário Murilo Zauith (DEM) e do professor universitário Wilson Biasotto, do PT.
O TEMPO MOSTROU
Com o nome do “Valdecir” nas ruas e avenidas, em todas as classes sociais, principalmente nas mais paupérrimas, por conhecer a conduta dele, principalmente o seu caráter, e pedindo voto para o Murilo Zautih por entender que dos três candidatos que tínhamos, o empresário e hoje vice-governador e candidato ao uma das duas vagas ao senado da República, era o menos pior para administrar nossa cidade, comecei a mostrar para as pessoas, quem era ele, e em muitas destas tentativas foram fúteis, inclusive fui alvo de gozação, principalmente nos sábados e domingos quando comparecia na LEDA (Liga Esportiva Douradense de Amadores) por parte do próprio Mário Lúcio da Silva, o “Manteiga”, do Juarez amigo do esporte, que era candidato a vereador na chapa do pedetista, enfim, no legendário estádio era alvo de muitas gozações, assim como no Bar do “Jânio” na rua Cuiabá, no próprio Canaã I; também fui na época gozado por parte de muitas pessoas também consideradas cultas, como por exemplo, o meu amigo e empresário Akira Oshiro e seu funcionário Neil entre outras pessoas.
Todos, sem exceção, riam das explanações que eu fazia sobre o candidato pedetista, inclusive citava os nomes das pessoas que estavam por trás dele, muitos deles que foram desvendados e caíram na operação “Owari” e “Brother” e por fim a “Uragano” que até que enfim, levou o até então “pobre caminhoneiro” para trás das grades, após ser apontado como chefe da quadrilha que vinha surrupiando o dinheiro público que deveria ser destinado para a saúde, educação e creches que atendem o povão, o mesmo povão que nele confiou seu voto, e olha no que deu…!.
O tempo que seria o dono da razão como dizia meu velho pai, mostrou para as pessoas que acreditaram no “Valdecir” e que eu estava certo, quando dizia que o candidato a prefeito do PDT de João Leite Schmid e Dagoberto “rabo de cavalo” Nogueira” e companhia, acendia uma vela para DEUS e outra para o diabo, dando como exemplo, de que enquanto assistencialista, dava um caixão para atender uma família que teve uma vítima de homicídio e o advogado para a pessoa que matou, no entanto, mesmo assim fui voto vencido e ele se fez prefeito, o salvador dos pobres…!
Por outro lado, não podemos de deixar de lembrar que o “Valdecir” além do apoio que teve dos supostos empresários da cidade, dos dois caíques pedetistas da atualidade, do PR do Londres Machado, teve também o apoio do deputado Estadual que estava na época no PDT, Ari Rigo e seu grupo, como o seu braço direito Sérgio Castilho entre outros, bem como do deputado Federal Vander Loubet e Raufi Marques, que preteriram a candidatura do candidato do PT, Wilson Biasotto em favor dele, assim como o próprio Zeca do PT, que hoje luta para tentar voltar a “governar” o MS, não fez o mínimo esforço para ajudar na campanha do professor.
Não custa nada lembrar que depois deste “povo político” acima citado, inclusive os petistas Vander Loubet e Raufi Marques vir a Dourados ajudar o “Valdecir” a se eleger prefeito, vem o Zeca do PT junto com o Dagoberto “rabo de cavalo” Nogueira na cidade, num claro oportunismo, para cobrar agilidade no processo da operação “Uragano”; criticar o xerife Bráulio Galloni, e o pior, foi visitar o juiz/prefeito Eduardo Rocha, para segundo ele, dar um suposto apoio, e claro, espinafrar o seu adversário de campanha, como se ele tivesse toda a culpa deste tsunami que passou por nossa cidade , é mole…!
Nesta questão sobre os petistas, vale ressaltar que o senador Delcídio do Amaral, veio por várias vezes a Dourados dar o apoio ao professor, que era o legitimo candidato do seu partido, vai daqui, o resultado de se eleger o “Valdecir” está ai, com três operações da Polícia Federal em pouco menos de dois anos de governo, e o que é pior, a saúde, a educação e as creches num caos total, e o nome de nossa cidade divulgada para o país e para o mundo, de forma negativa, o que é muito triste e lamentável.
Finalizando, quando me perguntam na cidade como estou, respondo na bucha, “que graças a Deus estou vivo e solto, o que não é o caso do “Valdecir” por hora, não é mesmo…!
Depois desta, fui, mais volto qualquer dia desses ok…!


