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Três Lagoas
quinta-feira, 2 de julho de 2026

Renascimento da Malha Oeste: o trilho que move Três Lagoas e o Leste de Mato Grosso do Sul

A relicitação da Malha Oeste, com R$ 29 bilhões em investimentos previstos, coloca a ferrovia de volta no centro da estratégia logística do estado e projeta Três Lagoas como um dos principais polos de escoamento da produção do Centro-Oeste

Encerrado o ciclo da primeira concessão ferroviária do país, o Governo Federal aposta na recuperação de 1.625 km de trilhos entre Corumbá, em Mato Grosso do Sul e Mairinque, no interior de São Paulo. No meio desse corredor, Três Lagoas aparece como ponto de convergência: é por ali que passa a celulose, a proteína animal e os grãos que sustentam a economia regional.

BASE INDUSTRIAL

Três Lagoas consolidou nas últimas décadas uma base industrial forte em celulose e agronegócio. O gargalo, porém, sempre foi o transporte. Com a Malha Oeste reativada, a expectativa é reduzir a dependência do modal rodoviário e ganhar competitividade no caminho até os portos paulistas.

Do total previsto, R$ 3,5 bilhões são recursos públicos direcionados à recuperação imediata dos trechos mais críticos da ferrovia. A meta é modernizar a via e integrá-la aos terminais intermodais e à malha rodoviária já existente no município.

Renascimento da Malha Oeste: o trilho que move Três Lagoas e o Leste de Mato Grosso do Sul

Especialistas apontam três ganhos diretos com a ferrovia em operação plena:

– Redução de custos: O modal ferroviário tem custo menor por tonelada transportada em longa distância, o que impacta diretamente celulose, soja, milho e proteína animal.

– Sustentabilidade: Um trem emite muito menos carbono que uma carreta. A mudança alinha a indústria local às exigências de transição energética de mercados internacionais.

– Segurança nas estradas: Mais carga nos trilhos significa menos caminhões nas BRs, reduzindo acidentes e desgaste do asfalto no Leste do estado.

Mais do que recuperar um ativo histórico, a nova concessão tenta conectar o potencial produtivo de Três Lagoas e região a uma logística do século XXI. Se a integração entre ferrovia, rodovia e terminais avançar, a cidade reforça sua posição como nó estratégico entre o Centro-Oeste produtor e o Sudeste exportador.

Para Três Lagoas e os municípios do entorno, a Malha Oeste deixa de ser apenas trilho antigo e passa a ser a condição para transformar volume de produção em competitividade global nas próximas décadas.

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