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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Pivô de polêmicas, Marcelinho é demitido do Corinthians

17/08/2006 08h59 – Atualizado em 17/08/2006 08h59

Folha Online

A passagem de Marcelinho pelo Corinthians chegou ao fim, de maneira nada honrosa. Após seis meses de um contrato de dois anos, o jogador, de 35 anos, foi demitido pela cúpula da parceria Corinthians/MSI. A gota d’água, argumentam os dirigentes, foi a contratação do técnico Emerson Leão. Ele informou aos corintianos que não queria trabalhar com o meia-atacante por considerá-lo desagregador. No domingo, a diretoria do clube já havia decidido que Marcelinho não continuaria no time principal. Mas não sabia qual seria o destino do atleta, que poderia ter o contrato rescindido, ficar treinando separado do elenco ou até ser remanejado para o time B. O martelo para o rompimento do acordo com Marcelinho foi batido quando Leão, que assumiu com amplos poderes no departamento de futebol, recusou a possibilidade de contar com o jogador na equipe de aspirantes. Marcelinho foi contratado pelo presidente do clube, Alberto Dualib, à revelia da MSI, para encerrar duas ações judiciais. Numa delas, o meia-atacante devia cerca de R$ 8 milhões ao time alvinegro. Na outra, o Corinthians tinha que pagar R$ 9 milhões ao atacante Luizão, hoje no Flamengo. O acordo entre as partes, intermediado pela advogada Gislaine Nunes, encerrou o litígio. Em um contrato atraente para o atleta, Marcelinho assinou por dois anos com salário mensal de R$ 100 mil e se comprometeu a ceder o apartamento em que mora ao clube avaliado em mais de R$ 2 milhões ao final do contrato. Apesar de ter bancado o atleta, Dualib disse a aliados que teve que aprovar a saída de Marcelinho. O cartola considerava a situação do jogador insustentável no elenco. A saída dele é quase um consenso entre os jogadores corintianos. “Quase”, porque ele tinha um amigo no elenco, o meia Carlos Alberto, que o defendeu publicamente. Nos dois meses em que ficou integrado ao grupo, Marcelinho se notabilizou mais pelas confusões do que pelo futebol. Jogador que mais ergueu troféus com a camisa do clube, seus últimos meses no Parque São Jorge foram dignos dos atletas mais medíocres que defenderam a equipe alvinegra. Marcelinho atuou apenas cinco vezes nesta sua última passagem, apenas uma vez por 90 minutos. Não fez gols. Jogou, ao todo, 230 minutos. Considerando seu salário, ele ganhou R$ 2.600 por cada minuto que esteve em campo com a camisa da equipe alvinegra. Se pouco fez para ajudar o time a sair da rabeira do Brasileiro, Marcelinho não economizou na língua. Nas duas últimas semanas, incendiou o Parque São Jorge com declarações que atingiram em cheio os medalhões da equipe e brigou em um treino com o volante Mascherano. Na entrevista coletiva, em que atacou o mau futebol do time, o meia-atacante se indispôs com a maioria dos atletas. A briga com o volante argentino foi o último ato de Marcelinho no clube. Ele foi afastado pelo então técnico Geninho na última sexta-feira. Na quarta-feira, nem o clube nem os representantes do atleta confirmaram a rescisão contratual. Hoje, a advogada de Marcelinho promete fazer um pronunciamento à imprensa. Ontem pela manhã, o jogador treinou no Parque São Jorge, segundo a assessoria de imprensa do clube.

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