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terça-feira, 17 de maio, 2022
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Em Três Lagoas integrantes do tribunal do crime são presos; vítimas continuam desaparecidas

Polícia Civil de Três Lagoas, prenderam quatro elementos foram presos e autuado em flagrante delito pelos crimes de sequestro e cárcere privado, organização criminosa e tentativa de homicídio qualificado

A Polícia Civil de Três Lagoas, através do Setor de Investigações Gerais—SIG- e 3º Distrito Policial, coordenadas pelos delegados, Ailton Pereira de Freitas e Luís Augusto Milani, durante o dia de ontem (06), efetuaram diligências pelos bairros Carioca e São João, nesta cidade. A ação resultou na prisão em flagrante de quatro indivíduos integrantes de uma facção criminosa, os quais estão sendo acusados de sequestrarem três rapazes, cujas vítimas foram mantidas em cárcere privado desde a tarde do último domingo (03) e, sob acusação de pertencerem a uma facção rival, foram submetidas a um tribunal do crime, sendo que durante esse período, as vítimas passaram por três cativeiros, sempre sob a ameaça de arma de fogo e arma branca.

VÍTIMAS RENDIDAS COM ARMA DE FOGO

Consta que as três vítimas vieram do estado da Bahia para trabalharem em Três Lagoas, com seus familiares e passaram a residir no bairro São João, sendo que os três rapazes saíram de casa na tarde do último domingo para participar de festas no bairro, quando foram atraídas até uma casa que fica em frente ao campo de futebol, sendo que ao entrarem no imóvel, imediatamente foram rendidas sob ameaça de arma de fogo, estando ali vários integrantes de uma facção criminosa, que passaram a questionar delas se faziam parte da facção rival, isso porque havia constatado que parente de uma das vítimas postou foto em rede social, fazendo sinal com as mãos que indicava pertencer à facção rival.

CATIVEIROS

Mesmo negando tal fato, as vítimas foram amarradas e mantidas nesse primeiro cativeiro até a madrugada de segunda-feira, sendo a seguir levada para um segundo cativeiro, ali próximo, onde ficou até a tarde da última terça-feira (05) e, depois, levadas até um terreno onde funciona um depósito de reciclagem, não muito distante do segundo cativeiro, onde seriam executadas.

Ocorre que, uma das vítimas, percebendo o descuido de um dos bandidos, o qual atendia ao telefone, fugiu com as mãos amarradas e pediu socorro no UPA, quando então a Polícia Militar foi acionada e ao chegarem no cativeiro de onde a vítima fugiu, já constataram que no local havia muitas manchas de sangue e rastros de veículos que deixaram o imóvel, levando as duas vítimas que estavam sendo mantidas em cárcere privado.

DILIGÊNCIAS

A partir daí, policiais Civis de Três Lagoas e do SIG e 3º DP, passaram a diligenciar durante todo o dia e noite de ontem, o que resultou nas prisões de quatro envolvidos nessa trama criminosa, os quais foram autuados em flagrante por crimes de sequestro e cárcere privado, tentativa de homicídio contra a vítima que fugiu e participação em organização criminosa.

Um quinto envolvido foi identificado ainda durante as diligências realizadas pela Polícia Militar, mas ele não foi localizado e diligências prosseguem nesse sentido, bem como de localizar mais envolvidos, haja vista que, segundo a vítima que fugiu, o bando que tentou contra sua vida era composto de cerca de dez pessoas.

VÍTIMAS DESAPARECIDAS

As duas vítimas que não conseguiram fugir do cativeiro não foram localizadas e, segundo informações colhidas na região, foram ouvidos disparos de arma de fogo, seguido de fugas de veículos do local, o que leva a crer que tais vítimas possam ter sido mortas e seus corpos levados dali para dificultar os trabalhos de investigação.

Diligências prosseguem sentido de localizar as vítimas desparecidas, bem como identificar os demais envolvidos para que possam responder perante a Justiça.

PRISÕES

Foram presos e autuado em flagrante delito pelos crimes de sequestro e cárcere privado, organização criminosa e tentativa de homicídio qualificado: R.G.N., vulgo “Robinho”, 32 anos; R.P.S, 27 anos; F.O.S, vulgo “Fernandinho”, 26 anos; e J.A.S., vulgo “Joãozinho”, 23 anos.

Denúncias poderão ser realizadas através dos telefones (67)3929-1173, (67) 3521-4984 ou (67) 99226-8210(WhatsApp).

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