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Três Lagoas
sexta-feira, 1 de maio de 2026
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Cultura cancela atuais chamamentos da Lei Paulo Gustavo; Novos editais serão publicados em breve

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), por meio da Diretoria Municipal de Cultura, informa que os chamamentos públicos nº 001e 002/2023 da Lei Paulo Gustavo foram cancelados. Novos editais serão publicados em breve no Diário Oficial dos Municípios do Estado de Mato Grosso do Sul.

Os cancelamentos dos atuais chamamentos e a publicação de novos documentos visam assegurar a lisura do certame, em resposta ao grande número de reclamações relacionadas ao processo e avaliação dos projetos, além de inconsistências no parecer da empresa contratada para avaliar os projetos inscritos.

Assim que os novos chamamentos forem publicados, serão amplamente divulgados pelos meios de comunicação oficiais da Prefeitura de Três Lagoas, tanto através do Portal (treslagoas.ms.gov.br), quanto das redes sociais.

Confira a programação do V Congresso Brasileiro de Eucalipto que acontece em maio, em Vitória (ES)

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Foto: Paulo Cardoso

Ainda dá tempo! Inscrições para um dos maiores fóruns florestais do país podem ser feitas através do site www.congressoeucalipto.com.br

Um dos mais importantes fóruns Brasileiros de intercâmbio e atualização sobre o setor florestal está de volta. O Congresso Brasileiro de Eucalipto será realizado nos dias 08 e 09 de maio, no Auditório do Centro de Treinamento Dom João Batista, na Praia do Canto, em Vitória (ES), e neste ano, em sua 5ª edição, traz como tema central: “Uso Múltiplo Sustentável”, a fim de promover uma maior reflexão e compromisso do setor com práticas que respeitam o meio ambiente e o desenvolvimento econômico e social.

O evento, que teve sua última edição em 2019, é uma realização do Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), e conta com a participação esperada de diversos segmentos, como celulose e papel, indústria moveleira e madeireira, carvão vegetal, energia, e atividades afins. O Congresso garante oportunidades únicas de aprendizado, networking e troca de experiências.

Temas e Programação

Com uma programação atual e diversificada, e contando com a participação dos principais profissionais do país no segmento serão abordados os seguintes temas no Congresso:

  • Cenários e tendências do setor de florestas plantadas no Brasil;
  • Mercado consumidor da madeira de eucalipto – Desafios e Soluções;
  • Mercado de créditos de carbono com reflorestamento;
  • Inovação tecnológica, sustentabilidade no setor florestal;
  • Uso de eucalipto em consórcio com nativas para restauração florestal em áreas de
    reserva legal;
  • Situação atual e perspectivas da aplicação do Código Florestal Brasileiro;
  • Uso múltiplo de eucaliptos em pequenas propriedades;
  • Uso do eucalipto em Sistemas agroflorestais de alta performance;
  • A dimensão/impacto de projetos florestais nas comunidades e na cadeia de valor;
  • Mecanização florestal em áreas acidentadas.

Clique aqui e confira a programação completa.

Estado berço

Escolhido para receber a quinta edição do Congresso, o estado do Espírito Santo possui a 9ª maior área plantada de eucalipto do Brasil com aproximadamente 258 mil ha e a primeira em termos percentuais com 5,6% do território estadual.

O setor

O setor florestal baseado em florestas plantadas tem ganhado notoriedade nos últimos anos pela sua importância e contribuição ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil, e tem se tornado um dos principais motores da economia local. O país possui grande potencial para o reflorestamento e manejo florestal sustentável, o que pode contribuir para a conservação da biodiversidade e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com dados do Relatório Anual Ibá 2023, o Brasil possui 9,94 milhões de hectares plantados de eucalipto, pinus e demais espécies para a produção de celulose, papel, painéis de madeira, pisos laminados, produção energética, biomassa, construção civil rural e urbana, acomodação de cargas, entre outros usos. As árvores plantadas são responsáveis por 90% de toda a madeira produzida para fins industriais no País – o restante vem de florestas naturais legalmente manejadas.

O documento que reúne as principais informações do setor florestal brasileiro, também indica que no mesmo ano houve um crescimento de 6,3%, com receita agregada de R$ 260 bilhões.

Inscrições – Vagas limitadas

As inscrições para o V Congresso Brasileiro de Eucalipto podem ser feitas diretamente pelo
link https://www.congressoeucalipto.com.br/inscricao.php (no site oficial do evento), com
valor especial até o dia 29/04.

Redação Mais Floresta

MS tem 3,9 mil vagas de emprego abertas em diferentes cidades

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Foto: Álvaro Rezende/Arquivo

Para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho a Funtrab (Fundação do Trabalho de MS) inicia a semana com 3.980 vagas de emprego em diferentes setores, como comércio, serviços, construção civil, área rural e setor industrial.

Na Capital são 1.447 vagas, entre elas aparecem oportunidades de ajudante de carga e descarga (66), assistente de vendas (14), atendente de lanchonete (43), auxiliar de armazenamento (22), auxiliar de cozinha (41), auxiliar de limpeza (77), operador de caixa (58), pedreiro (39), vendedor interno (44), entre outros.

Já em Dourados estão abertas 205 vagas. Na lista tem vagas de ajudante de obras (5), auxiliar de linha de produção (10), retalhador de carne (4) e outras oportunidades para tratorista, vendedor, psicólogo, operador de caixa e cozinheiro.

Os interessados devem ir às unidades da Funtrab espalhadas pelo Estado, levando consigo RG, CPF e Carteira de Trabalho, seguindo o horário de cada cidade, de segunda a sexta, para concorrer às vagas.

Confira a lista completa de vagas

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Audiovisual de MS ganhará novo filme que aborda sobre autismo e depressão

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Foto: Divulgação

Já foram iniciadas as filmagens da segunda unidade do filme “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”, do diretor treslagoense Aaron Salles Torres. O curta-metragem é uma iniciativa da Georgois Filmes, produtora audiovisual fundada em Três Lagoas em 2008 e que há alguns anos se expandiu com um braço editorial (a Georgois Livros, com títulos como “Inferno & Danação”, “O Brilho da Baliza” e “Todos os Sonhos do Mundo”, que possui distribuição nas principais redes de livrarias do país).

Aaron Salles Torres possui no currículo projetos como o longa-metragem “Quando o Galo Cantar Pela Terceira Vez Renegarás Tua Mãe” (Georgois Filmes), o sitcom “Vai que Cola” (Multishow) e a série “Noturnos” (Canal Brasil).

O novo filme, “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”, retrata os desafios enfrentados por uma família atípica — neste caso, a depressão da mãe Layla e as dificuldades do pai Jorge e da criança Ida em manterem a família unida. Devido a sua depressão, Layla abandonou a família por 9 meses — não sabemos exatamente o porquê nem em quais circunstâncias — e, quando retorna, não é imediatamente aceita pela filha Ida — que está no espectro autista e não entende o motivo da partida da mãe.

A adolescente Ida desenvolve uma rejeição à cor vermelha, que associa à ausência da figura materna, e essa ausência acaba interferindo até em sua rotina alimentar: Ida se nega a comer qualquer coisa que seja vermelha, o que pode trazer graves consequências a sua nutrição. Acompanhamos a reintegração da mãe Layla à família e sua luta para vencer a depressão e aprender a lidar com o transtorno do espectro autista da filha. Com a ajuda do pai, Jorge, Ida acaba por ensinar uma grande lição à mãe. Layla, por fim, dá a maior prova do amor materno.

O curta será destinado a festivais internacionais e nacionais, à TV paga e ao streaming, além de instituições que lutam para trazer clareza sobre os temas depressão e Transtorno do Espectro Autista, como a PRO D TEA, que compartilharão gratuitamente o filme entre si e com seus membros — que, por sua vez, compartilharão com amigos e familiares.

A fotografia principal de “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas” se iniciará em breve, em Três Lagoas e Campo Grande. No elenco estão nomes como Maria Maya, Filipi Silveira, Gleycielli Nonato Guató, a treslagoense Dandara Queiroz (que estará na próxima novela da tv Globo, “No Rancho Fundo”), Catarina Dantas, e uma atriz da saudosa novela “O Rei do Gado” — nome guardado a sete chaves, carta na manga do diretor. 

O projeto ficou em primeiro lugar no edital da Lei Paulo Gustavo estadual, com nota próxima à máxima, e possui o apoio de empresas locais e de marcas nacionais. Visa profissionalizar e especializar trabalhadores do audiovisual sulmatogrossense e treslagoense. Também haverá a capacitação de estagiários da cidade.

O filme foi pensado estrategicamente como parte de um continuum de produção audiovisual em Mato Grosso do Sul, o que permitirá a descentralização da produção brasileira, a exemplo do que já ocorre no estado de Pernambuco — que possui uma relevante indústria cinematográfica. Por isso, o curta será seguido pelo longa-metragem “Depressão Tropical” — também a ser filmado em Três Lagoas, Campo Grande, Paranaíba e Ponta Porã, a se utilizar do mesmo elenco e equipe — e por outro longa a ser rodado em Três Lagoas.

Chamada para Atores e Equipe

A produção de “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas” busca descobrir atores treslagoenses, que farão parte deste filme e das produções seguintes. A Georgois Filmes pede que os artistas enviem seu material em pdf simples — constituído de fotos atuais (headshots), stats (altura e peso), currículo e vídeos (reels) — para o seguinte e-mail: [email protected] . Do título do e-mail deve constar: Ator (ou Atriz) “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”. Experiência anterior na área é desejável, porém não é exigida. Dentre o material recebido também será escolhida a figuração do projeto.

Profissionais e estagiários interessados em fazer parte da equipe também podem enviar seus currículos para o mesmo e-mail, mencionando de qual departamento deseja fazer parte [Direção, Continuísmo, Fotografia, Arte, Figurino, Visagismo (Maquiagem ou Cabelo), Produção]. Do título do e-mail deve constar o departamento almejado, por exemplo: Cabelo “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”.

Dupla é presa por tráfico de drogas em Ribas do Rio Pardo

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Foto: PCMS

Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas pela Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Ribas do Rio Pardo, no final da tarde da última sexta-feira (19).

As investigações foram desencadeadas após uma denúncia anônima indicar que uma residência estava sendo utilizada para a venda de entorpecentes e armazenamento de armas. A equipe passou a monitorar o local e, ao abordar um indivíduo na residência, ele autorizou a entrada, negando qualquer atividade ilícita.

Conforme o site Cenário MS, dentro de um dos quartos, os policiais encontraram 10 porções de cocaína, 3 balanças de precisão, 5 porções de pasta base de cocaína e 4 tabletes de maconha debaixo da cama.

Adicionalmente, atrás de um armário, foi apreendido um simulacro de pistola e R$ 406,00 em uma pequena bolsa.

Ambos os homens presentes no local receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais necessários.

Cigarros e pneus ilegais são apreendidos pelo DOF em Ponta Porã

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Foto: DOF Polícia Militar

Policiais Militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam na manhã de sexta-feira (19), um veículo Ford Fiesta carregado com 300 pacotes de cigarros e 20 unidades de pneus. Os produtos eram de origem estrangeira e transitavam no Brasil sem a documentação legal exigida.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização no entroncamento das rodovias MS-386 e MS-379 quando visualizaram o momento em que o condutor do Fiesta prata, que seguia no sentido Ponta Porã/Amambai adentrou bruscamente em uma estrada vicinal.

Vídeo: DOF Polícia Militar

Após ser abordado, os policiais constataram o carregamento dos materiais ilegais. O homem, de 25 anos de idade, disse que foi contratado para pegar o contrabando na cidade paraguaia de Pedro Juan Cavalheiro Paraguai e que, o destino final dos produtos, seria a capital paulista.

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 50 mil.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro.

Serviço

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Siga o DOF no Instagram: @dofpmms

Coração Valente: com 16% de internos indígenas, presídio de Amambai fortalece cidadania e valores étnicos

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Foto: Comunicação Agepen

O Dia Nacional dos Povos Indígenas, comemorado na sexta-feira (19), marcou o início do projeto ‘Py’a Mbarete’ – que significa ‘Coração Valente’ em guarani – no Epam (Estabelecimento Penal de Amambai), no sul de Mato Grosso do Sul. A ação é coordenada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Com 16% do total de custodiados ali sendo indígenas, a iniciativa visa fortalecer a cultura dos reclusos, além de promover educação, cidadania e valores. Idealizada pelas policiais penais Verônica Cristina da Silva Lima e Doralice Pereira da Silva, a ação ainda busca proporcionar a oportunidade de resgate cultural e de construção de um projeto de vida, visando seu crescimento integral.

Coração Valente: com 16% de internos indígenas, presídio de Amambai fortalece cidadania e valores étnicos
Coordenadoras do projeto com palestrantes e o diretor do EPAm. (Foto: Comunicação Agepen)

A coordenação do projeto fica a cargo da Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Promoção Social. Dos 171 internos do presídio masculino de regime fechado de Amambai, 26 são indígenas, sendo 21 deles condenados por crimes violentos. 

Discussões sobre temas como valor da cultura indígena, diversidade cultural, cidadania, identidade, cultura da paz, família, violência e vícios, por meio de palestras e oficinas de artesanato e música indígenas, serão realizados durante o projeto.

A programação de abertura envolveu uma palestra sobre a importância dos cuidados com a saúde física e mental do indígena, ministrada na língua materna Guarani pela enfermeira Elaine Cáceres Nelson e pela técnica de enfermagem Rosinéia Souza, ambas da etnia Kaiowá.

A apresentação foi acompanhada pelo diretor do presídio, Alexandre Ferreira.

A experiência impactou positivamente um dos internos, de 28 anos, indígena Kaiowá. “Me sinto muito valorizado por ter recebido essa palestra na minha língua, por ter alguém da minha aldeia falando. Esse projeto é muito importante porque está valorizando o indígena”, disse o reeducando.

O projeto será permanente e desenvolvido nas dependências da sala de aula do Estabelecimento Penal de Amambai, com encontros quinzenais de 120 minutos cada.

Utilizando uma metodologia aberta e participativa baseada em rodas de conversas, serão abordados temas pertinentes à realidade dos participantes, incentivando a partilha de experiências e o respeito à diversidade cultural.

Além das atividades regulares, o projeto contempla oficinas de arte e cultura indígena, bem como a presença de visitantes, como as profissionais de saúde que palestraram, que contribuirão para uma troca pluricultural e multiétnica.

Essa iniciativa conta com parcerias importantes, como a Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Estadual de Educação, Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Casai (Casa de Saúde Indígena) e promotoria Ministério Público em Amambai.

Coração Valente: com 16% de internos indígenas, presídio de Amambai fortalece cidadania e valores étnicos
Palestrantes interagiram com os internos indígenas na língua materna. (Foto: Comunicação Agepen)

“A ideia é oportunizar aos internos indígenas a discussão de diversos assuntos através de palestras, bem como oficinas de artesanato e música indígenas, como forma de rever os conflitos advindos da prática delitiva e do processo de prisionização”, ressalta a policial penal Verônica Cristina da Silva Lima.

Segundo a coordenadora, só de ter pessoas falando na língua materna deles é visível a transformação. “Eles dificilmente se interessam em participar das atividades, mas com as profissionais de saúde falando em Guarani, eles participaram ativamente, fizeram várias perguntas”, comemora.

Na opinião do diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o projeto ‘Py’A Mbarete’ representa um importante passo na busca pela ressocialização e reintegração dos presos indígenas, valorizando sua identidade cultural e promovendo a construção de um futuro mais digno e inclusivo.

Comunicação Agepen

Produtores de laranja encontram em Mato Grosso do Sul ambiente propício e seguro para investir

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Foto: Bruno Rezende

Mato Grosso do Sul está se transformando em um novo celeiro e destino para produtores de citricultura do país. Este “boom” do mercado está associado ao clima, bom ambiente de produção e uma legislação rígida, com “tolerância zero” a doença de greening, que vem devastando plantações e pomares no mundo todo.

Este novo cenário anima também quem já está no setor e investe do Estado. É o caso do produtor rural Ronie Garcia Ferreira, de 77 anos, que resolveu plantar laranja em Dois Irmãos do Buriti desde 2012. Ele conta que foi uma ótima decisão e que não se arrepende de entrar nesta área.

“Nasci aqui nesta região e moro nessa Fazenda (Pouso Alegre) desde a década de 70. No começo era apenas pecuária e depois agricultura, mas com incentivos dos fazendeiros daqui da região, resolvi plantar laranja. Posso dizer que estou indo muito bem. A minha (laranja) é considerada a mais doce de toda região”, garante.

Ele tem 38 hectares de produção da fruta, com 10 mil pés de laranja plantadas. Seu principal comprador são mercados de Campo Grande, mas já vendeu para Dourados e até São Paulo. “Minha produção aqui é a seco e irrigada, temos até seis pessoas que trabalham de forma fixa, mas na época de grande colheita chegamos a ter 60 funcionários. É um setor que emprega bastante gente”.

Ronie conta que o apoio do Governo do Estado é importante ao setor, principalmente a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que sempre está à disposição para ajudar os produtores. “Mato Grosso do Sul é um dos melhores estados para se plantar, tem um clima e toda prevenção contra as doenças. Têm muitas pessoas interessadas em investir no setor da laranja, mas temos vantagem contra a concorrência, com um pomar adulto, com cinco a seis anos na frente”, descreveu.

Com um semblante tranquilo, Garcia diz que na sua fazenda tem várias ações de prevenção contra doenças, como a grenning. “Existe um controle e cuidado, graças a Deus aqui nunca houve nenhum caso, mas temos muita cautela. Recebemos a visita periódica da Iagro e tomamos todos os cuidados necessários”.

Ele conta com três maquinários para fazer colheita, passar a pulverização e carregamento da laranja. Na fazenda as laranjas passam na máquina de polir, antes de serem ensacadas. “Ela fica brilhosa e com ótima textura. Temos hoje um ótimo preço, até pela falta da laranja devido a doença. É um setor em expansão no Estado, mas que precisa se dedicar o ano inteiro”, avisou.

Novos investidores

Gigante do setor, o Grupo Cutrale faz parte deste novo momento de Mato Grosso do Sul. Eles anunciaram o investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares de laranja no Estado, que serão produzidos na Fazenda Aracoara, que fica às margens da rodovia BR-060, na divisa entre Sidrolândia e Campo Grande.

A empresa que lidera as exportações brasileira de laranja terá toda sua área irrigada e vai contar com o plantio de cerca de 1.730 milhão de pés de laranja. A previsão é que o projeto tenha um alcance em um raio de 150 km da propriedade, chegando no futuro a 30 mil hectares plantados.

Todo este investimento na produção teria como consequência até a instalação de uma futura indústria de processamento de laranja em suco no Mato Grosso do Sul. A atuação do grupo empresarial no Estado mostra o cenário de crescimento e expansão que tem aqui um novo destino.

Os investimentos seguem em outras cidades. O Grupo Junqueira Rodas começou em abril o projeto de citricultura em Paranaíba, com a intenção de plantar em 1.500 hectares. Já anunciaram que vão produzir em Naviraí no segundo semestre, com mais 2,5 mil hectares.

Para Sarita Junqueira Rodas, CEO do grupo empresarial, o Estado é promissor porque oferece boas condições fitossanitárias. “Estamos convictos em ter estes dois polos no Estado. Aqui tem boas condições (fitossanitárias), ainda preservado de doenças como a greening. Eu vejo aqui com um potencial imenso”. O objetivo deles é que a produção siga aos estados de São Paulo e Paraná.

Cenário positivo

Para contribuir com este novo cenário positivo, o Governo do Estado tem feito sua parte dando todas as condições possíveis para o investimento robusto no setor. Questões importantes para viabilizar o negócio, como infraestrutura, logística, escoamento da produção e até mediação na questão energética estão tendo o apoio dos órgãos estaduais.

“O setor terá todo apoio e comprometimento do Governo do Estado, que vai trabalhar para criar um bom ambiente de negócios. Estamos à disposição para ajudar no que for preciso, seremos parceiros deste projeto, com canal aberto com os produtores para discutir ações e facilitar soluções para eventuais problemas. Se abre uma nova fronteira em Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Segundo a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) a citricultura conta com 2 mil hectares cultivados no Estado, no entanto com a chegada de novos produtores e investimentos, esta área deve chegar a 10.300 (hectares) nos próximos anos, o que faz parte da estratégia da gestão estadual de diversificação da cadeia produtiva e econômica do Mato Grosso do Sul.

“A citricultura vai bem nas áreas mais arenosas, com menor teor de argila e isso é importante. Como a laranja está vindo com sistemas de irrigação, nós temos aí uma perspectiva de investimentos altos, mas com alta produtividade. Além do clima, solo e áreas disponíveis, notamos em especial a migração de produção de laranjas de São Paulo para MS em função da doença do greening”, explicou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

A citricultura tem sua atuação de mais destaque na região Leste do Estado, no entanto também vai ocupar a área central, com a chegada da Cutrale. “Muitos investidores estão querendo vir para o Estado. O investimento é alto, seria em torno de R$ 100 mil por hectare para implantar o pomar. Até por nossa legislação rígida, com controle, por isso não dá para começar se não tiver capital e know-how na área”, destacou Karla Nadai, coordenadora da horticultura da Semadesc.

Doença de greening: tolerância zero

A vinda de novos investidores ao Estado está atrelada a expansão da doença greening em São Paulo, que já afetou a produção que é a maior do país. Mato Grosso do Sul tem uma legislação rígida, com “tolerância zero” a doença. Aqui se a planta estiver doente deve ser erradicada e o pomar monitorado.

“Esta doença é endêmica e acabou com os pomares da Flórida, eles operam hoje com 10% do que tinham, que era o maior produtor mundial. O Brasil está colhendo os frutos desta situação, no entanto mais de 60% dos pomares de São Paulo estão comprometidos. Aqui já teve casos, porém isolados”, explicou Nadai.

A coordenadora esclareceu que a doença não prejudicial ao ser humano, mas traz danos enormes para as plantações. Além da citricultura, tem como uma a maior hospedeira a murta. O mosquito transmite a doença e distribui a bactéria pelo pomar.

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) inclusive emitiu um alerta aos produtores rurais e a população geral sobre o perigo da compra de mudas irregulares, que podem trazer graves problemas aos pomares do Estado, principalmente os urbanos e domésticos em função da doença.

“Um alerta fitossanitário sobre o risco de comprar e plantar mudas sem origem, clandestina ou de venda ambulante. Estas mudas não têm garantia de identidade, nem de qualidade para utilização em pomares domésticos ou comerciais. Elas representam um perigo sério para os pomares do Estado. Já que a presença da doença que não tem cura, já causou estragos em outros lugares”, descreveu Glaucy Ortiz, gerente de inspeção e defesa sanitária vegetal da Iagro.

Por esta razão a recomendação é para que sejam feitas as aquisições de mudas de qualidade e seja combatido a comercialização irregular, como é feita por ambulantes, que podem trazer riscos eminentes para os pomares do Estado.

Acordo de cooperação

Com legislação e fiscalização rígida, o Governo do Estado resolveu ampliar as ações contra doença. Para isto assinou um termo de cooperação com a Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), que é uma associação privada mantida citricultores e indústrias de suco do Estado de São Paulo, para promover pesquisas, novas tecnologias que desenvolvam o setor e tenham ações preventivas contra doença.

Assim o Estado e a Fundecitrus vão desenvolver projetos em comum, promover treinamento e capacitação de técnicos do Estado, auxílio em pesquisas e dados, além de intercâmbio de informações. O acordo foi assinado pelo governador Eduardo Riedel no dia 12 de abril.

“A nossa parceria é para transferir todo o nosso conhecimento que a gente adquiriu, com a experiência de enfrentar os nossos problemas em São Paulo. A gente vem de um cenário de doença (greening) muito complicado, mas aqui é outro cenário e o objetivo é que tenha um resultado potencializado, para não sofrer aqui, o que ocorreu lá”, disse Guilherme Rodrigues, representante da Fundecitrus.  

Karla Nadai ponderou que já existe uma troca de informações e ajuda entre as partes e que o acordo vai regularizar esta parceria. “Vamos ter técnicos experientes para nos auxiliar, com equipes daqui sendo capacitados dentro do laboratório da Fundecitrus, neste trabalho de reconhecer e identificar doenças. Eles reúnem assistência técnica, pesquisa, e estudos avançados, sendo referência mundial na citricultura”.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Brasil não trata meio ambiente com seriedade, diz promotor

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Foto: Leonardo Milano/ICMBio

Perigo maior é que danos aos ecossistemas sejam irreversíveis

A Associação de Membros do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa) promove, entre os dias 24 e 26 de abril, em Belém, no Pará, a 22ª edição do Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente. O tema é “Amazônia e Mudanças Climáticas: uma atuação socioambiental estratégica e integrada”. Mais de 30 especialistas vão discutir os desafios e as soluções para lidar com os impactos das mudanças climáticas.

Brasília 20/04/2024 Promotor, Alexandre Gaio, que falou sobre os  principais problemas relacionados à preservação do meio ambiente. Foto Arquivo Pessoal
Promotor Alexandre Gaio defende ações efetivas de defesa do meio ambiente e da Amazônia. (Foto: Arquivo Pessoal)

A Agência Brasil entrevistou o presidente da Abrampa, Alexandre Gaio. Ele falou sobre os principais problemas relacionados à preservação do meio ambiente, em especial, os que envolvem a atuação dos Ministérios Públicos estaduais e federal. O promotor destacou a falta de seriedade com que o país ainda lida com questões ambientais, o crescimento do crime organizado, a falta de proteção com ativistas e comunidades tradicionais, assim como os riscos de que os desmatamentos em curso nos principais biomas do Brasil se tornem irreversíveis.

Agência Brasil: O Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente vai reunir dezenas de especialistas para debates e palestras. Sendo um setor que demanda ações urgentes, como esse encontro pode resultar em medidas práticas e efetivas de proteção do meio ambiente no Brasil?

– Alexandre Gaio: Os congressos da Abrampa tradicionalmente buscam palestrantes de várias instituições, que têm uma atuação prática nas temáticas discutidas. Não se trata apenas de trazer diagnósticos, mas também proposições do que precisa ser feito para o enfrentamento dos problemas levantados. Nossos convidados são escolhidos pela atuação destacada para que possam servir de exemplo e referência, e os conhecimentos serem replicados nas mais variadas regiões do Brasil.

Também temos participado, seja a partir dos procuradores ou das instituições de forma ativa de Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP). A Abrampa foi nas duas últimas e vai estar presente na próxima. É um processo contínuo de debate e discussão, de convencimento em relação a prioridades e de enfrentamento às mudanças climáticas. Temos defendido nossos pontos de vista. É um espaço para discutir questões jurídicas e qual deve ser a política de Estado para enfrentar os problemas climáticos.

Agência Brasil: Hoje é possível dizer que o país enfrenta uma série de desafios ambientais. Um, que parece ter cada vez mais ramificações nacionais, é a criminalidade ambiental organizada. Como lidar com essas redes ilícitas complexas?

Alexandre Gaio: Esse tema precisa de muita atenção não só dos Ministérios Públicos, mas das demais instituições públicas do Poder Judiciário e da própria sociedade. A gente sabe que há crimes ambientais em todo o Brasil. E eles são constantes, ocorrem rotineiramente, merecem uma atenção destacada dos órgãos do sistema judiciário. Envolvem grupos especializados, associados com outros ilícitos. Atuam no desmatamento, na dinâmica ilegal do comércio da madeira, entre outras coisas. Há organizações que tratam do desmatamento ligado à grilagem de terras públicas. Outras que são especializadas no tráfico de animais silvestres. Essas situações merecem atuação também especializada dos órgãos de fiscalização, dos Ministérios públicos e do Poder Judiciário. Caso contrário, não teremos uma resposta proporcional a esse tipo de crime, que envolve complexidades, necessita de aprofundamento de investigações e técnicas diferenciadas. Primeiro, precisamos de disposição dos Ministérios Públicos, dos órgãos de Segurança Pública e dos órgãos de fiscalização, especialmente de fiscalização ambiental. E todos esses órgãos devem dispor de recursos humanos, de planejamento, de capacitação e de uma atuação articulada e integrada entre eles. Há uma série de elementos necessários para que esse enfrentamento ocorra de modo efetivo. Dentre esses elementos a gente pode citar a implementação de grupos de atuação especializada na defesa de Meio Ambiente. A gente tem buscado estimular, junto com o Conselho Nacional do Ministério Público, os Ministérios Públicos estaduais a formarem esses grupos. Que tenham equipes técnicas com uso de tecnologia, com integração com os órgãos de segurança pública e com órgãos de fiscalização ambiental. Isso tudo vai permitir uma atuação minimamente à altura das organizações que trabalham na criminalidade ambiental.

Agência Brasil: O país é conhecido negativamente pelo número alto de perseguições e assassinatos de ativistas. No que estamos falhando e como melhorar a proteção de lideranças e de instituições que atuam em defesa do meio ambiente?

– Alexandre Gaio: Primeiro, precisamos de recepção e tratamento mais adequados para esses casos de agressões, ameaças e violências contra ativistas, lideranças de organizações ambientais, de povos indígenas e populações tradicionais. Um protocolo ou uma prioridade de atuação em relação a esses casos, porque são atores importantes, que muitas vezes são desestimulados a continuar a luta por causa dessas violências. E quando não há respostas efetivas rápidas a crimes praticados contra os ativistas fica uma sensação de impunidade e de que não haverá resposta estatal à altura. Em segundo lugar, existe a questão do discurso, de como se maneja o discurso ambientalista pela mídia, poder público, sociedade civil. Há ainda um menosprezo em relação aos argumentos ambientais. A pauta ambiental não é tratada com a seriedade que deveria ser tratada, a ponto de se conscientizar e se convencer a sociedade brasileira de que crimes ambientais são fatos de gravidade. Que eles afetam toda a comunidade, a qualidade de vida geral e a própria possibilidade de as gerações futuras usufruírem de um meio minimamente equilibrado.

– Agência Brasil: Em relação às questões sociais, ainda estamos muito aquém do que deveríamos na proteção de comunidades tradicionais. Que inclusive são reconhecidas como protetoras do meio ambiente. O que pode ser feito nesse sentido?

– Alexandre Gaio: As populações tradicionais são fundamentais para o combate ao desmatamento, à grilagem e às queimadas. São fundamentais para a defesa da biodiversidade. E têm sido vítimas de pressão de grileiros e de proprietários de terras, que querem expandir suas fronteiras agrícolas. E muitas vezes há violações de direitos dessas populações. É preciso ouvir a voz delas e entender suas dinâmicas. O Estado deve proteger e auxiliar os que trazem essas demandas. Atuar fortemente na resposta a essas violações de direitos, garantir a consulta prévia e livre às informações de qualquer atividade, obra ou empreendimento que possa afetar diretos ou modos de vida tradicionais desses povos. Há uma série de medidas, iniciativas e atuações indispensáveis para a defesa dessas comunidades e desses povos. Também vale destacar as discussões que faremos sobre o tema das desigualdades socioambientais. A questão do racismo ambiental, como as decisões de governança, decisões de políticas públicas, são diferentes quando é para atender, por exemplo, grandes empreendimentos e quando é para atender populações socialmente vulneráveis. E como essas populações são atingidas com muito mais frequência do que aquelas mais favorecidas do ponto de vista econômico.

– Agência Brasil: Recentemente, o chefe do clima da Organização das Nações Unidas disse, enfaticamente, que a humanidade tem dois anos para tentar salvar o planeta. Uma frase forte, que alerta para a gravidade da proteção ao meio ambiente. Como estamos contribuindo no Brasil para salvar o planeta? Estamos avançando bem ou construindo um futuro sombrio?

Alexandre Gaio: Os desafios são atuais e constantes. O Brasil tem demonstrado esforços, desde o ano passado até abril desse ano, para a redução do desmatamento da Amazônia. É necessário reconhecer esse esforço, especialmente dos órgãos de fiscalização, dos integrantes do Ministério do Meio Ambiente no governo federal. E também a participação de alguns estados e municípios. É um avanço importante, mas há muito a ser feito. A situação é muito delicada, muito preocupante. Primeiro, porque o índice de grilagem de terras públicas na Amazônia ainda é muito alto. Houve redução do desmatamento, mas ele continua acontecendo. Em outros biomas, o desmatamento continua com índices bem elevados, exemplo do cerrado. E a gente continua com muitas dificuldades de estabelecer atuações integradas, planejadas, articuladas e constantes nesse combate ao desmatamento. Ele é a principal causa de emissão de gases do efeito estufa, considerando a alteração no uso do solo. Essa deve ser uma prioridade absoluta: que todas as instituições atuem no combate ao desmatamento ilegal. Há uma série de iniciativas que ainda precisam ser concatenadas com a fiscalização do desmatamento. Por exemplo, a interrupção dos financiamentos feitos por instituições financeiras. A capacidade de rastrear os produtos, algo que não funciona de modo adequado. A cadeia econômica do gado, da madeira.

Além da questão do desmatamento, estamos a passos muito lentos em relação à questão climática. Quando se fala em geração de energia, por exemplo, a transição energética é muito lenta. A matriz de impactos climáticos não é observada nos grandes licenciamentos ambientais. A Abrampa tem um trabalho sobre isso, produziu uma matriz de impactos climáticos e disponibilizou para todos os estados e todos os Ministérios Públicos para fazer o convencimento dos órgãos ambientais. Para que os MPs estaduais convençam os órgãos ambientais de que é necessário se observar condicionantes e pressupostos relacionados às mudanças climáticas nos grandes licenciamentos.

Os desafios são muito grandes. E não tem nada para ser comemorado. Pelo contrário. Há grandes porções territoriais da Amazônia que já não conseguem resgatar mais as suas funções ecológicas. Ou seja, entraram em um processo de irreversibilidade, que já afeta o regime hídrico não só da Amazônia, mas de outras regiões brasileiras. O cerrado, então, que abrange e dá origem a maior parte das bacias hidrográficas brasileiras, tem índices de desmatamento galopantes, que precisam de uma resposta imediata. Isso, sob pena também de irreversibilidade. O cenário não é positivo e a gente precisa ter uma atuação mais efetiva do poder público e da sociedade para freá-lo. Precisamos cumprir as metas que nos obrigamos a cumprir internacionalmente pelo Acordo de Paris. Estamos muito longe de conseguir isso.

(*) Agência Brasil

CRA analisa incentivo à produção de biocombustíveis da agricultura familiar

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Projeto prevê incentivos para produção familiar de matérias-primas para biocombustíveis. (Foto: Lenine Martins/Secom MT)

O incentivo à participação da agricultura familiar na cadeia de produção de biocombustíveis está na pauta da Comissão de Agricultura (CRA). A comissão pode votar na quarta-feira (24) o PL 5.927/2023, que prevê estímulos para o setor. A reunião está marcada para as 14 horas.

Do senador Jader Barbalho (MDB-PA), o projeto altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), estabelecida na Lei 13.576, de 2017. O texto inclui entre os objetivos da legislação o estímulo e o apoio à agricultura familiar direcionada para a produção de matérias-primas para biocombustíveis, como é o caso do biosiesel e do etanol.

O texto também prevê um percentual mínimo de participação na comercialização dos biocombustíveis para quem tiver o Selo Biocombustível Social, concedido para produtores de biodiesel que promovem a inclusão produtiva dos agricultores familiares. O selo é atribuído pelo Ministério da Agricultura e garante benefícios fiscais aos produtores.

De acordo com o projeto, os agricultores que fornecerem matérias-primas para as cadeias produtivas do setor deverão ter garantias de incentivos e assistência técnica para produzir. Segundo o autor, o projeto contribui para o “aumento da matriz energética do Brasil” e tem importância social e econômica.

O relator, senador Sergio Moro (União-PR), recomenda a aprovação com uma emenda.  

Conta de energia

Também na pauta da comissão, o PL 2.648/2022, da Câmara dos Deputados, cria uma nova subclasse de consumidores de energia elétrica, denominada Subclasse Rural por Autogestão, com o objetivo de reduzir o valor das contas de luz de associações que promovem saneamento residencial em áreas rurais. O voto do relator, senador Beto Faro (PT-PA) é favorável ao texto.

Pelo projeto, as unidades consumidoras que realizem operação e manutenção de sistema de abastecimento de água e esgoto para uso residencial em comunidades rurais serão classificadas como consumidores da nova classe e farão jus a desconto nas tarifas de energia elétrica conforme regulamento a ser baixado pelo Poder Executivo. A regra vale para comunidades organizadas em associações sem fins lucrativos, com gestão própria ou compartilhada com organização não governamental.

Visita

Logo após as votações, na segunda parte da reunião, a comissão recebe a visita oficial de parlamentares da Comissão de Agricultura e Silvicultura do Parlamento da Finlândia. A intenção é promover o intercâmbio e as relações bilaterais legislativas e diplomáticas, além de incentivar o compartilhamento de experiências em agricultura, silvicultura e áreas afins. Entre os 12 integrantes da delegação estão Jenna Simula, presidente da comissão, e Johanna Karanko, embaixadora da Finlândia no Brasil.

Agência Senado

Durante discussão, funcionária de banco morre atropelada pelo marido em MS

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Foto: Reprodução/Facebook

Andressa Fernandes Teixeira, de 29 anos, faleceu na noite do último sábado (20) após ser atropelada por seu marido, Willames Monteiro dos Santos, na Avenida Cinco, Bairro Nova Campo Grande, na Capital. O incidente teria ocorrido durante uma discussão familiar.

O irmão de Andressa, visivelmente abalado, compartilhou com o Campo Grande News que não tinha um contato muito próximo com a vítima, mas revelou que ela e o marido tinham dois filhos juntos, um menino de 3 anos e uma menina de 11.

Ele expressou a dificuldade em compreender os eventos, mencionando que a família ainda estava tentando entender o que aconteceu.

De acordo com o familiar, que preferiu não se identificar, Andressa era funcionária de serviços gerais no Banco do Brasil.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para prestar socorro à vítima, porém, apesar dos esforços da equipe para reanimá-la, Andressa não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) compareceu à cena do crime. Willames foi detido em flagrante e o incidente está sendo tratado como feminicídio, sob investigação pelas autoridades competentes.

Com apoio do Governo, Campeonato Estadual 2024 termina com título do Operário

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Foto: Saul Schramm

Com apoio do Governo do Estado, o Campeonato Sul-Mato-Grossense de Futebol terminou neste domingo (21) com o título do Operário. O vice-campeonato ficou com a equipe do Dourados Atlético Clube (DAC). A partida final ocorreu em Campo Grande, no estádio das Moreninhas.

Organizado pela FFMS (Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul), o Estadual 2024 teve a participação de 10 equipes, que foram divididas em dois grupos de cinco times. Os dois piores foram rebaixados (Náutico e Novo). Após a fase inicial, houve as quartas e semifinal, até chegar no confronto final entre as equipes da Capital e Dourados.

No primeiro confronto o time do DAC venceu o Operário por 1 a 0. Já no segundo e decisivo jogo o Galo conseguiu a virada, ao vencer por 3 a 1 a equipe de Dourados. A torcida comemorou o 13° título da história do clube, com muita festa e comemoração.

Realizado desde 1979, o Campeonato Sul-mato-grossense promoveu a 46ª edição neste ano. O maior campeão é o Operário, agora com 13 títulos, seguido pelo Comercial, que tem nove canecos. O inativo Cene é o terceiro maior vencedor, com seis títulos, seguido por Águia Negra com quatro e Ubiratan com três.

O governador Eduardo Riedel compareceu ao jogo final e parabenizou os dois times pelas ótimas campanhas. Também elogiou o campeonato que é tradicional em Mato Grosso do Sul.

“As duas equipes mereceram chegar até final e independente do resultado estão de parabéns. Minha torcida é pelo futebol sul-mato-grossense. O Governo segue apoiando e fomentando o esporte no Estado. Temos que destacar esta torcida que compareceu e cumpriu seu papel nesta grande final”.

O secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, ressaltou que o campeonato teve bom nível e o jogo final retratou este cenário. “O futebol do Estado deu sua resposta, nível muito bom. Aqui temos o Operário campeão com toda a sua história e o DAC resgatando o futebol de Dourados”.

Miranda ponderou que o apoio do Governo foi fundamental para competição. “Este apoio valeu a pena e o governador tem falado sobre a importância de fomentar o esporte, com geração de empregos, renda e novas oportunidades. Estamos felizes por esta parceria”.

Fomento ao esporte

Para fomentar o esporte e o futebol sul-mato-grossense o Governo do Estado apoiou e contribuiu para realização do Estadual 2024 com a celebração de um convênio financeiro aos clubes que participaram da competição. O repasse foi de R$ 1,2 milhão por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).

O valor que é 20% maior do que na edição passada foi utilizado para pagamento de custos de viagem, uniformes, materiais de treino e arbitragem. Não podendo ser utilizado para outras finalidades.

Este apoio financeiro é proveniente do FIE (Fundo de Investimentos Esportivos), que trata de investimentos do Governo do Estado para o fomento ao esporte local. A ajuda ao campeonato estadual contribuiu para equipes de oito municípios: Campo Grande, Dourados, Corumbá, Aquidauana, Sidrolândia, Coxim, Ivinhema e Costa Rica.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Homem embriagado invade residência de ex e é detido após ameaças de morte em Bataguassu

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Foto: Cenário MS

Na madrugada do último domingo (21), a Polícia Militar interveio em um caso de agressão em Bataguassu, após uma mulher de 40 anos solicitar ajuda através do 190. A guarnição da PM compareceu a uma residência no Bairro Irmãos Solito para intervir no conflito e cessar as agressões denunciadas pela vítima.

A equipe policial constatou que a mulher estava visivelmente embriagada, apresentando sinais como fala arrastada, olhos avermelhados, odor de álcool e falta de equilíbrio. Ela relatou ter sido agredida fisicamente e verbalmente pelo ex-companheiro, que também a ameaçou de morte.

A vítima, que mora com a mãe, informou que o agressor invadiu a residência, resultando em uma discussão que culminou nas ameaças e agressões, incluindo o rasgamento de suas roupas. Embora a vítima afirmasse possuir uma medida protetiva contra o ex-companheiro, não apresentou o documento como comprovação.

O suposto agressor, identificado como Vando, de 37 anos, também exibia sinais de embriaguez, impossibilitando-o de se manter em pé ou se comunicar adequadamente. Ele apresentava ferimentos pelo corpo, alegando tê-los causado a si mesmo.

Conforme o site Cenário MS, Vando foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para investigação, com o caso sendo registrado como violência doméstica e ameaça. Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas destacam que o consumo de álcool está associado a aproximadamente metade dos casos de violência doméstica, reforçando a importância de lidar com o problema de forma abrangente.

Bioparque Pantanal lança edital de seleção para Clube de Ciências; inscrições vão até 19 de maio

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Foto: Divulgação

As vagas são destinadas a estudantes de escolas públicas e privadas do Estado

Reforçando o pilar da educação ambiental e a popularização da ciência em um espaço que oferece experiência e conhecimento, o Bioparque Pantanal lançou edital para seleção de projetos para Clube de Ciências. A iniciativa visa estimular a pesquisa e o desenvolvimento estudantil, promovendo a integração entre a comunidade científica e a conservação da biodiversidade no bioma pantaneiro.

Serão considerados projetos que abordem os eixos temáticos relacionados ao Núcleo de Pesquisa e Tecnologias do empreendimento (Nuptec): Sustentáveis, Sociais, Educacionais e de Desenvolvimento e Inovação. O objetivo principal deste edital é incentivar pesquisas científicas que contribuam para o entendimento, preservação e gestão sustentável no ecossistema do Pantanal.

As vagas são exclusivas para professores e estudantes de escolas públicas e privadas de Mato Grosso do Sul. As inscrições e submissões de projetos seguem até o dia 19 de maio pelo link: https://forms.gle/bqmU8sUEeSVgT8R7A.

O preenchimento da ficha de inscrição on-line é de responsabilidade do professor, caso algum campo não seja preenchido, ou o projeto não seja enviado, haverá eliminação da inscrição.

O projeto terá duração de seis meses e será formado por doze grupos, cada um com no máximo cinco estudantes e até dois professores-orientadores. Para mais informações, os candidatos podem entrar em contato com a equipe organizadora pelo e-mail [email protected] ou via WhatsApp (67) 3389-9619. 

Clique aqui e baixe o edital.

Rosana Lemes, Comunicação Bioparque Pantanal

Semana começa com altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar

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Foto: Rafael de Souza

Esta segunda-feira (22) tem previsão de tempo estável com temperatura máxima de até 36ºC em Mato Grosso do Sul e baixa umidade do ar, oscilando de 25% a 45%.

De acordo com a meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), de segunda a quinta-feira (25) haverá sol e pouca nebulosidade, devido a atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica, que favorece o tempo seco.

Para Campo Grande, a mínima prevista é de 22ºC e a máxima de 31ºC.

Semana começa com altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar

Paulo Fernandes, Comunicação do Governo do Estado

Dia do Patrono da Polícia Civil: Homenagem ao legado de Tiradentes

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Foto: PCMS

Neste 21 de abril, a Polícia Civil do Brasil presta uma homenagem marcante ao seu patrono, Joaquim José da Silva Xavier, popularmente conhecido como Tiradentes. Este dia não apenas celebra a memória de um dos personagens mais emblemáticos da história do país, mas também ressalta os valores fundamentais que permeiam a atuação policial.

Tiradentes, além de sua notória participação na Inconfidência Mineira, é reverenciado por seu comprometimento com a justiça e a luta contra a opressão. Sua coragem e determinação em enfrentar as injustiças do seu tempo ecoam até os dias atuais, inspirando aqueles que servem na linha de frente da segurança pública.

Para os integrantes da Polícia Civil, o Dia de Tiradentes é mais do que uma mera data no calendário. É um momento de reflexão sobre o significado do seu trabalho e da responsabilidade que carregam em garantir a segurança e a ordem social. É também um momento de reconhecer os desafios enfrentados diariamente, bem como as conquistas alcançadas na busca por uma sociedade mais justa e segura.

Neste dia especial, diversas atividades são realizadas em todo o país para celebrar a vida e o legado de Tiradentes. Cerimônias, palestras, e eventos comunitários são organizados para fortalecer os laços entre a polícia e a comunidade que serve. É uma oportunidade para destacar a importância da colaboração mútua na construção de uma sociedade mais segura e solidária.

Além disso, o Dia do Patrono da Polícia Civil serve como um lembrete da necessidade contínua de aprimoramento e capacitação dos profissionais da área. Investimentos em tecnologia, treinamento e políticas públicas são essenciais para fortalecer as instituições de segurança e promover uma atuação cada vez mais eficaz e humanizada.

Portanto, neste 21 de abril, unamo-nos em homenagem a Tiradentes e a todos aqueles que dedicam suas vidas à proteção e à justiça. Que o legado de coragem e integridade deixado por nosso patrono continue a iluminar o caminho daqueles que servem na Polícia Civil, inspirando-os a fazer sempre o melhor em prol da sociedade brasileira.

Polícia Civil prende em flagrante autor de importunação sexual por descumprir medida protetiva de urgência em Dourados

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Foto: PCMS

Na tarde do último sábado (20), a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados (DAM), com apoio da 2ª Delegacia de Polícia e das lideranças da Aldeia Bororó, cumpriram o Mandado de Prisão Preventiva em desfavor de M.S. (37 anos), expedido pela 2ª Vara Criminal. O indivíduo é investigado pela prática de um crime de importunação sexual ocorrido na região dos condomínios, no dia 22/03/2024.

Após a comunicação do crime à DAM, a equipe de investigação obteve êxito em identificar e qualificar o indivíduo. A partir disto, verificou-se que M.S. já possuía histórico como autor de violência sexual, tendo sido condenado pela prática de um crime de estupro de vulnerável ocorrido em 2016, bem como investigado em outro caso de um estupro de vulnerável da enteada ocorrido em 2022.

Quanto ao crime de estupro de vulnerável em 2022, a vítima C.G.N. (13 anos) estava protegida por uma medida protetiva de urgência, sendo esta descumprida de forma reiterada por M.S., que retornou ao lar e continuou convivendo com a adolescente. Diante disto, a Autoridade Policial responsável representou pela prisão preventiva do indivíduo e pela busca e apreensão na residência, pleito este deferido no início do mês de abril. Desde então, a equipe da DAM empreendeu diligências a fim de cumprir o Mandado de Prisão Preventiva.

Em 08/04/2024, a equipe policial esteve no local, mas não conseguiu efetuar a prisão, pois M.S. fugiu no local e se embrenhou na mata próxima. Mas, na ocasião, a DAM constatou o descumprimento da medida protetiva de urgência, visto que M.S. esteve convivendo com C.G.N., vítima de um estupro de vulnerável.

Em continuidade das diligências, na tarde deste sábado, a equipe logrou êxito em prendê-lo. Na oportunidade, foi realizado interrogatório do autor dos fatos que confessou o crime, alegando arrependimento.

Empresário Luciano Hang e construtora anunciam prédio residencial mais alto do mundo no Brasil

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Foto: Reprodução/FG Empreendimentos

A construtora FG Empreendimentos fechou uma parceria com a Havan, do empresário Luciano Hang, para construir o prédio residencial mais alto do mundo em Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o edifício vai se chamar Triumphu Tower e o lançamento do empreendimento deve ocorrer no segundo semestre de 2024. A construtora ainda não definiu uma data para o início das obras.

O prédio deve se tornar o mais alto do mundo no lugar do Steinway Tower, em Nova York, nos Estados Unidos, apontado como a primeira posição, segundo o ranking internacional The Skyscrapper Center. O novo edifício vai ser construído na Barra Sul de Balneário Camboriú, com 509 metros de altura e 154 andares.

Dentre os brasileiros, o novo prédio vai superar o edifício One Tower, da mesma construtora. O imóvel é considerado o maior da América Latina, com 290 metros de altura e 84 andares. Inaugurado em dezembro de 2022, ele também fica na orla de Balneário Camboriú. A obra custou R$ 650 milhões.

Em segundo lugar no ranking nacional está o Yachthouse, que fica no mesmo município do litoral catarinense. Ele é formado por duas torres gêmeas de 281 metros e 81 andares. O edifício foi construído pela Pasqualotto, que anunciou uma obra para aumentar a altura do prédio para 294,1 metros. Assim, o imóvel será o primeiro da lista.

Segundo o Censo Demográfico de 2022, Balneário Camburiú se tornou uma das cidades brasileiras mais verticalizadas, com mais da metade de sua população morando em prédios. A verticalização já atinge outras regiões do país. Em Rondonópolis (MT), começou a construção do Niraj Towers, com 250,4 metros de altura. Ele deve ter um shopping anexo às duas torres.

O Grupo TMI Investimentos Imobiliários pretende certificar que o edifício esteja entre os mais altos da América Latina. Segundo o diretor da empresa, Thiago Teixeirense Muniz, o valor de vendas passa dos R$ 1,3 bilhão.

As alturas das edificações precisam ser validadas por meio de uma certificação do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano. A organização tem sede em Chicago, nos EUA.

André Bigarella, diretor de engenharia da FG Empreendimento, explica que a construção de prédios é uma grande demanda de sistemas construtivos arrojados e conta com a melhor tecnologia existente.

“O maior desafio construtivo de um prédio alto é a logística da obra, atrelada ao deslocamento vertical de colaboradores e materiais ao longo da torre”, disse Bigarella à Folha. “Elevadores de alta performance, sistema de inteligência do edifício, com bombas, válvulas, controle de acesso, para que todos os sistemas possam operar e dar segurança aos processos.”

Fonte: Terra Brasil Notícias

Entidades da Polícia Civil se unem pela implantação de sua lei orgânica nacional no MS

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Reunião conjunta de representantes de todas as carreiras da Polícia Civil de MS define luta pela regulamentação da Lei Orgânica Nacional no MS e aprova nota contra divisão na instituição.

Depois da aprovação no Congresso Nacional, as entidades da polícia judiciária de MS estão unidas e mobilizadas para sensibilizar o governo estadual a implantar a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil (LONPC) no Estado. Em nota pública divulgada na quinta-feira (18), as entidades apresentam a necessidade urgente da vigência da LONPC no MS, lei 14.735 de 24 de novembro de 2023. O movimento pela implementação da lei é assinado pelos dirigentes da Associação dos Delegados de MS (Adepol/MS), Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil (Sinpol/MS), Sindicato dos Peritos Papiloscopistas de MS (Sinpap/MS) e pelas associações do Escrivães de Polícia Judiciária (AEJ/MS) e dos Agentes de Polícia Científica.

As entidades entendem que os efeitos da lei federal são imediatos no Estado, pois esta em vigência e sua criação aconteceu para unificar procedimentos da polícia civil brasileira, fortalecendo sua coesão, agilidade e eficácia. A LONPC, aprovada em 2023, foi fruto de quase duas décadas de estudos e debates no Congresso Nacional, com a participação direta de todos os profissionais de segurança pública. Conforme as entidades, a Lei Orgânica da Polícia Civil veio para fortalecer o sistema de segurança pública, contemplando diretamente o clamor da população.

Pernambuco é o primeiro estado brasileiro a efetivar, por meio de portaria, a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil. O estado é governado por Raquel Lyra, que já foi delegada de Polícia Federal. A implementação da LONPC em Pernambuco causou uma reação isolada em MS por parte do Sindicato do Peritos Oficiais de MS (Sinpof/MS), que emitiu nota de repúdio a respeito da decisão do estado nordestino. “Em trecho da nota, o sindicato atacou de forma gratuita e aleatória a própria Polícia Civil a que pertencem, afirmando que ela flerta com a impunidade e enfraquece a produção de provas”, afirmação contestada pelos representantes dos demais servidores da polícia judiciária de MS.

Entidades da Polícia Civil se unem pela implantação de sua lei orgânica nacional no MS
Foto: Reprodução

Reação pela divisão 

Na nota conjunta, as direções das entidades dos profissionais da Polícia Civil de MS afirmam que “alguns peritos criminais destoam da maioria absoluta dos demais policiais civis, de todas as carreiras, pois pretendem a criação de uma nova polícia, separada da instituição que pertencem”, a chamada polícia científica.  Apesar do movimento – embrionário e na fase inicial de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) – a polícia científica não existe em lei e seus quadros pertencem a Polícia Civil.

“No MS, o que existe é a Coordenadoria-Geral de Perícias. Os peritos criminais são policiais civis”, atesta a nota conjunta. Por esta razão, as entidades  condenam os ataques e definem a ação isolada do Sinpof/MS como uma difamação a Polícia Civil a que pertencem.

PRF apreende 1,1 tonelada de maconha em Ivinhema

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Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1,1 tonelada de maconha e prendeu o casal que transportava a droga, na última sexta-feira (19), em Ivinhema (MS). O veículo utilizado para o transporte do ilícito foi recuperado.

A equipe de policiais rodoviários federais deram ordem de parada ao veículo Toyota Hillux SW, que estava fazendo manobras perigosas no km 117 da BR-376. O condutor, no entanto, não obedeceu a ordem policial e empreendeu fuga. Foi iniciado o acompanhamento tático ao veículo, que durante o trajeto de fuga realizou diversas ultrapassagens proibidas, e em alta velocidade. Em um momento, o suspeito perdeu o controle da direção e parou o veículo, sendo possível a abordagem. No interior do veículo ainda estava uma passageira. Foram encontrados também diversos tabletes de droga, que totalizaram 1.114 kg de maconha, e 21,2 Kg de skunk.

Os agentes ainda descobriram que o veículo utilizado no transporte da droga era adulterado e possuía registro de roubo em Jundiaí (SP). O condutor também possuía em desfavor dele um Mandado de Prisão em aberto. Ele disse que havia sido contratado em São Paulo (SP) para buscar a droga em Amambai (MS), e que para isso receberia 15 mil reais. Ele disse que convidou a mulher para acompanha-lo e que ela também receberia 15 mil reais.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil de Ivinhema.

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