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quinta-feira, 30 de abril de 2026
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Polícia Civil conclui investigação de feminicídio ocorrido em Três Lagoas

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Foto: PCMS

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), concluiu nesta terça-feira, 16/04, com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Andradina-SP, as investigações de um caso de feminicídio ocorrido no último dia 07/04, em Três Lagoas. Conforme as informações levantadas, a psicóloga Simone do Nascimento, de 46 anos foi morta pelo filho de 24 anos.

Inicialmente a ocorrência deu entrada com uma alegação de suicídio. O filho da vítima havia informado que eles estavam voltando de um rancho em Três Lagoas para Andradina, quando a mãe teria se jogado do carro em movimento.

No entanto, durante as investigações, foi apurado que, na verdade, ela sofreu um feminicídio praticado pelo próprio filho. O autor, que é usuário de drogas, foi visto no rancho, bastante alterado, discutindo com a mãe porque ele queria guiar o carro até a cidade. 

“Nós localizamos testemunhas na Roodovia MS-320, que liga a área rural onde eles estavam até a zona urbana de Três Lagoas, que viram esta vítima parada na Rodovia. A testemunha parou também. A vítima pediu ajuda e disse que estava sendo agredida pelo filho. E a testemunha viu o filho pegando a vítima pelo braço, pela nuca colocando ela novamente dentro do carro, e seguiu o caminho. Quando a testemunha olhou pelo retrovisor, ainda viu a vítima engateando pela Rodovia. Depois, a última visão que se tem desta vítima, mais ou menos, em um raio de 8 km a frente, foram as outras testemunhas que viram o corpo dela caindo de dentro do carro onde ela estava”, contou a delegada Letícia Mobis, titular da DAM de Três Lagoas e responsável pelas investigações.

De acordo com a delegada, esses elementos juntos de outros fatos apurados na investigação, principalmente a natureza das lesões que havia no corpo da vítima e o histórico do filho que já tinha passagem e prisão anterior por ter agredido a vítima em 2022, levaram a se pensar na tese de feminicídio. Agora o caso vai ser encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para julgamento. 

Mulher é presa por tentar sacar R$ 17 mil da conta de idoso morto em banco do RJ

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Foto: Instagram

Uma mulher foi presa em flagrante na tarde da última terça-feira (16) após tentar sacar R$ 17 mil da conta de um idoso morto em uma agência bancária em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Identificada como Érika de Souza Vieira Nunes, ela foi autuada pela Polícia Civil por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver.

Segundo investigações, Érika se apresentou como cuidadora do idoso, Paulo Roberto Braga, de 68 anos, e tentou fazer um empréstimo em seu nome

Funcionários do banco desconfiaram da situação e, ao perceberem que Paulo estava morto, filmaram a ação e acionaram a polícia e o SAMU.

Nas gravações, Érika aparece segurando a cabeça de Paulo e tentando fazê-lo assinar documentos, dizendo:

“Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais”. Em outro momento, ela pergunta se ele quer ir a uma UPA, mas ele não responde. Uma das atendentes do banco comenta que Paulo não está bem.

Segundo o site Metrópoles, a polícia investiga o caso como crime de furto mediante fraude ou estelionato e busca imagens de câmeras de segurança para identificar se outras pessoas estão envolvidas.

O corpo de Paulo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia e exame toxicológico.

PRF apreende 166 kg de cocaína em Miranda

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Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 166 kg de cocaína, na manhã desta terça-feira (16), em Miranda. 

Os policiais rodoviários federais fiscalizavam na BR-262, quando abordaram um caminhão M.Benz, acoplado a um semirreboque. Enquanto a equipe fiscalizava o reboque, o condutor abandonou o caminhão, empreendendo fuga a pé e não foi localizado.

No reboque, os policiais encontraram 120 kg de pasta base e 46 kg cloridrato de cocaína. 

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Miranda.

PRF apreende 517 kg de maconha e skunk em Caarapó

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Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 501 kg de maconha, 16 kg de skunk e recuperou um veículo, na tarde desta terça-feira (16), em Caarapó. 

Os policiais rodoviários federais fiscalizavam na BR-163, quando abordaram um Honda/Fit. Durante a checagem dos equipamentos de segurança do veículo, foi solicitado à condutora que abrisse o porta-malas, neste momento, os policiais avistaram vários tabletes de maconha no interior do veículo.

A equipe também descobriu que o carro possuía um registro de roubo/furto, desde fevereiro de 2024, em Belo Horizonte (MG). A motorista e uma passageira foram presas.

Em seguida os policiais abordaram um Hyundai/HB20, também em checagem aos equipamentos de segurança, ao ser solicitado que a motorista abrisse o porta-malas, foram encontrados mais tabletes de maconha. A condutora e uma passageira foram presas. 

As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Civil em Caarapó.

PRF apreende 23 kg de cocaína e prende dois suspeitos na BR-158 em Paranaíba

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Foto: Divulgação/PRF MS

Dois homens foram presos e 23 kg de cocaína foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde do último sábado (13), em Paranaíba. A ação aconteceu durante uma fiscalização de rotina na BR-158.

Os policiais abordaram dois veículos que seguiam viagem próximos na rodovia. O condutor de um VW/Voyage apresentou nervosismo e inconsistências nas informações sobre sua viagem, o que levantou suspeitas. Durante a revista no carro, uma nota de manutenção do outro veículo foi encontrada, contendo o nome do segundo motorista.

No segundo carro, um Chevrolet/Onix, o motorista disse estar indo para o interior de São Paulo e não conhecia o outro condutor. Diante das inconsistências, os policiais realizaram uma busca minuciosa e encontraram os tabletes de cocaína escondidos no painel do veículo.

Segundo o site MS Todo Dia, os dois suspeitos foram detidos e encaminhados à Polícia Civil em Paranaíba, junto com a droga e os veículos. A PRF ressalta que essa ação é importante para combater o tráfico de drogas na região e garantir a segurança nas rodovias.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular as redes de narcotráfico na área.

Confira 5 dicas para utilizar eletroeletrônicos e eletrodomésticos de forma econômica e sustentável

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Foto: Ludovic Delot/Pexels

Produtos eficientes, fontes de energia renovável e descarte correto são algumas das recomendações da ABREE

Ter uma casa econômica e sustentável não significa renunciar ao conforto e dos benefícios oferecidos pelos produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos modernos. Pelo contrário, é possível desfrutar desses itens enquanto se maximiza a eficiência energética, reduz os custos e contribui para a preservação do meio ambiente. Nesse contexto, a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos) destaca algumas mudanças que podem ser aplicadas na rotina para alcançar esses objetivos. 

Para tornar o lar um ambiente mais econômico e sustentável, Helen Brito, Gerente de Relações Institucionais da ABREE, lista uma série de mudanças que podem fazer toda a diferença. Confira: 

1. Escolha produtos eficientes em energia

Ao adquirir novos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, opte por aqueles com alta eficiência energética. A escolha de equipamentos com selos de eficiência energética resulta em menor consumo de energia, refletindo em contas de luz reduzidas e um impacto ambiental mais positivo. 

2. Pratique o consumo consciente

Desligue os aparelhos da tomada quando não estiverem em uso para evitar o consumo de energia em standby. Além disso, maximize a eficiência dos seus equipamentos, como enchendo a máquina de lavar roupa ou a lava-louças antes de ligá-los. 

3. Utilize fontes de energia renovável

Considere adotar fontes de energia renovável, como a instalação de painéis solares ou turbinas eólicas, para suprir parte ou toda a demanda energética de sua casa. Essas alternativas limpas diminuem a dependência de combustíveis fósseis, resultando em uma redução significativa da pegada de carbono. 

4. Recicle e descarte corretamente

Quando for necessário substituir seus produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, certifique-se de reciclá-los de maneira correta. Diversos materiais podem ser reutilizados em novos ciclos produtivos ou reciclados, evitando que terminem em aterros sanitários e reduzindo o impacto ambiental. Para encontrar o ponto de recebimento mais próximo para esses produtos, basta acessar o site da ABREE e informar o CEP e o tipo de produto. 

5. Incentive a conscientização

É fundamental conscientizar sobre a importância da economia de recursos, do descarte adequado de resíduos e do consumo responsável, para motivar todos a fazerem escolhas mais sustentáveis no dia a dia. 

“Quando incorporamos esses hábitos em nosso dia a dia, eles têm o potencial de causar um impacto significativo na conservação do meio ambiente e na saúde pública. Os produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos estão disponíveis para nos auxiliar, simplificar tarefas e proporcionar conforto, sem que isso represente uma ameaça ao nosso planeta. Portanto, é fundamental adotarmos um consumo consciente, que abranja desde a compra até o descarte, como forma de progredir em direção à sustentabilidade”, ressalta Helen Brito, Gerente de Relações Institucionais da ABREE. 

Sobre a ABREE

Fundada em 2011, a ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos – é uma entidade gestora sem fins lucrativos, que define e organiza o gerenciamento da implementação do sistema coletivo de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, promovendo economia de grande escala. Com 53 associados que representam 169 marcas, a ABREE é responsável pelo gerenciamento através da contratação, fiscalização e auditoria dos serviços prestados por terceiros, além de contribuir com informações para todos os envolvidos da cadeia, responsáveis pela viabilização da logística reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos no país. Para mais informações, acesse http://abree.org.br/ 

Escola LULOCA é campeã do futsal masculino do JETs Sub-14

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

O Ginásio Municipal Cacilda Acre Rocha foi palco, no dia 15 de abril, da final do Jogos Escolares Três-lagoenses (JETs) Sub-14, de futsal masculino. A competição é promovida pela Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (SEJUVEL).

O grande confronto da final foi entre as equipes do Colégio Batista Semear e da Escola Estadual Luiz Lopes de Carvalho (LULOCA). Com uma atuação inspirada, a equipe da LULOCA dominou o jogo desde o início. Ao soar o apito final, o placar mostrava uma vitória convincente da LULOCA, com um placar de 4 a 1 sobre o Batista Semear, garantindo assim o título de campeã do torneio.

Além da grande final, a disputa pelo terceiro lugar também foi acirrada. As equipes da Escola Estadual Edwards Corrêa e Souza (EDWARDS) e do Colégio Anglo protagonizaram um duelo emocionante. No fim, a equipe do EDWARDS levou a melhor, conquistando o terceiro lugar com um placar apertado de 2 a 1 sobre o Anglo.

Confira as imagens na galeria:

Fotos: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

Mortalidade do câncer de mama aumenta em 86,2% no Brasil; confira as causas 

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Foto: Freepik

Especialista explica que um número maior de casos pode estar ligado ao envelhecimento da população, sedentarismo e obesidade; diagnóstico precoce pode ser a chave para a cura 

O câncer é um dos grandes males do século XXI e, apesar de conhecido, ainda há necessidade de mais descobertas científicas e disseminação de informação. Segundo uma pesquisa deste ano da Umane, associação civil de apoio às iniciativas da saúde pública, em 22 anos, a taxa de mortalidade de câncer de mama aumentou 86,2%.

Para o médico clínico Dr. Marcelo Bechara, há diversos fatores ligados ao aumento da mortalidade, que permeiam questões sociais e até financeiras. “Isso acontece devido ao envelhecimento da população e obesidade também. Sobre o câncer de mama, por exemplo, as mais afetadas são as mais idosas e as que têm menor poder aquisitivo, inclusive. Mulheres mais instruídas costumam realizar exames com mais frequência, tornando a chance de cura maior. Diagnóstico tardio aumenta o insucesso no tratamento”, revela Marcelo.

Assim como o especialista explica, o estudo da Umane evidencia essa mudança na pirâmide-etária da população brasileira, mostrando que a taxa de mortalidade em decorrência da doença ocorreu em todas as faixas etárias acima de 35 anos, com destaque para as mulheres com mais de 65 anos, que representaram 179% dos registros clínicos.

A saída para diminuir os casos continua sendo o diagnóstico precoce e o tratamento. “Convencionalmente, tratamos com cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Mas contamos com os avanços significativos no tratamento de todos os tipos de câncer”, exclama o especialista.

Futuro

Outro levantamento, desta vez da Sociedade Americana do Câncer, revela que até 2050, o câncer em geral deve aumentar 77% no mundo inteiro. “Sempre pontuo isso. Crescimento populacional, maior envelhecimento das pessoas, piora no estilo de vida com dietas pobres e sedentarismo, grandes infecções como H.Pilory, Hepatites B e C, HPV que podem levar ao surgimento da enfermidade. Fora o aumento do acesso a exames diagnósticos, com mais notificações da doença estão envolvidos nesse acréscimo”, afirma Bechara.

Porém, o futuro não reserva apenas más notícias. A oncologia caminha para tratamentos mais eficientes. Atualmente, a medicina já conta com a imunoterapia, terapia-alvo e quimioembolização. Além disso, de acordo com o especialista, as técnicas cirúrgicas vão melhorar e haverá mais avanços nos estudos de vacinas contra a doença.

“Mesmo com os desafios, estamos vivendo uma era promissora na oncologia. O mais relevante ainda é se cuidar para evitar e, caso tenha, conseguir o diagnóstico preciso e rápido para um tratamento com eficácia. Precisamos seguir acreditando na ciência”, comenta o Dr. Marcelo Bechara.

Sobre Marcelo Bechara

Mortalidade do câncer de mama aumenta em 86,2% no Brasil; confira as causas 
Foto: Divulgação

Marcelo Bechara é médico há mais de 16 anos.  Formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES), seguiu na área de Medicina Clínica e Cirurgia Geral, tendo atuado como Subsecretário de Saúde na Prefeitura de Praia Grande e na linha de frente da Covid-19 durante a pandemia, também como regulador de vaga e chefe do SAMU, na rede pública de saúde.

Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, São Paulo.

Em seu espaço, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes.

PEC das Drogas é aprovada no Senado; saiba o que muda e o que ainda está em aberto

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Foto: Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2023, conhecida como PEC das Drogas, foi aprovada em dois turnos pelos senadores em plenário e agora segue para a Câmara dos Deputados.

O texto aprovado torna crime o porte e a posse de qualquer quantidade de drogas. A proposta é de autoria do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A matéria foi aprovada com 53 votos favoráveis, 9 contrários e nenhuma abstenção em primeiro turno. Apenas o PT orientou seus parlamentares a votarem contra a PEC.

Como requer a tramitação de uma PEC, a votação ocorreu após cinco sessões de discussão e um debate temático, realizado na segunda-feira (15), no qual médicos e pesquisadores participaram.

Toda proposta de emenda à Constituição deve ser discutida e votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é considerada aprovada se obtiver pelo menos três quintos dos votos dos deputados (308 votos) e dos senadores (49 votos) em cada um dos turnos.

Caso aprovada, a PEC será promulgada pelo Congresso e seu texto será inserido na Constituição Federal.

Conforme divulgado pelo site Metrópoles, a PEC nº 45/2023 foi apresentada em setembro do ano passado, logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas, após oito anos de discussão.

Em março, o texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A proposta transforma em crime a posse ou o porte de qualquer droga ilícita, independentemente da quantidade. Além disso, prevê que seja observada distinção entre traficantes e usuários, mas não detalha qual seria o critério de diferenciação.

Para os usuários, a proposta sugere a aplicação de penas alternativas à prisão e tratamento contra a dependência química.

Na CCJ, foi acatada uma emenda apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), para que a distinção entre traficante e usuário seja observada “pelas circunstâncias fáticas do caso concreto”.

Tecnologia da Embrapa financiada pelo Fundo JBS pela Amazônia torna mais sustentável o manejo de florestas e reduz custos de produção

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Foto: Divulgação/FJBSA

As duas primeiras versões dos algoritmos treinados serão lançadas no próximo dia 24 durante o aniversário de 51 anos da Embrapa em Brasília

O Netflora, metodologia desenvolvida pela Embrapa, reúne um conjunto de algoritmos treinados com inteligência artificial (IA) para reconhecer espécies florestais. Realizado com base em características botânicas, disponíveis em um banco de dados, esse aprendizado permite identificar árvores de interesse comercial e indicar a sua localização exata na floresta. Espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro são reconhecidas com índices de acerto de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo de florestas na Amazônia. 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre, Evandro Orfanó, um dos coordenadores dos estudos, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo. “Uma vez treinado e especializado, o algoritmo também fornece métricas, como diâmetro e área de copa, que possibilitam estimar, por meio de equações que relacionam formas e tamanhos, o volume de madeira de cada árvore. Essas ferramentas tecnológicas contribuem para o aumento da produção florestal com conservação ambiental”, afirma.

As pesquisas para viabilizar o uso de inteligência artificial no setor florestal são desenvolvidas pela Embrapa desde 2015 e contemplam diferentes aspectos da atividade. Na fase atual, os estudos são realizados por meio do projeto Geotecnologias aplicadas à automação florestal e espacialização dos estoques de carbono em uso nativo e modificado da terra na Amazônia Ocidental (Geoflora), executado no Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará e Amazonas, em parceria com o Fundo JBS pela Amazônia.

A adoção dessas tecnologias implica investimentos em computadores, drones, baterias e estrutura adequada de escritório. O gasto inicial é compensado pela redução drástica nos custos de produção, especialmente na etapa do inventário florestal. No levantamento tradicional de espécies, com equipes em campo, um hectare de floresta mapeado tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 140, enquanto com a metodologia Netflora esse valor cai para R$ 4 a R$ 6.

Essa redução é proporcionada pela agilidade na obtenção e processamento de informações sobre a área a ser manejada. “Uma empresa florestal que utiliza o manejo tradicional consegue mapear até 10 mil hectares de floresta por ano. Com o uso de IA, o ganho em capacidade operacional pode saltar para até um milhão de hectares no mesmo período”, acrescenta Orfanó.

Para Andrea Azevedo, diretora do Fundo JBS pela Amazônia, ainda existe pouca orientação na exploração sustentável de produtos florestais e as tecnologias com IA podem contribuir para a melhoria da gestão do manejo de florestas e conservação da Amazônia. “A metodologia vai possibilitar um avanço no planejamento e coleta de dados precisos em grandes áreas manejadas. Um sistema de manejo eficiente torna a atividade florestal mais produtiva, reduz impactos sobre os ecossistemas e facilita a vida dos extrativistas e outros atores envolvidos com o setor”, destaca.

Resultados validados

Para construir o banco de dados de treinamento de algoritmos, foram mapeados mais de 40 mil hectares de floresta, em 37 sítios (áreas) do Acre, Rondônia e sul do Amazonas, com uso de drones. Em dois anos de estudo foram realizados cerca de mil planos de voos e cada um gerou, aproximadamente, 300 imagens aéreas, que foram tratadas e transformadas em ortofotos (imagens georreferenciadas e de alta resolução). Com base na gama de informações contidas nas ortofotos foram treinados nove algoritmos, com finalidades e performances de acerto distintas. 

“Temos algoritmos que reconhecem uma única espécie florestal, outros têm capacidade para identificar diferentes grupos ou as principais árvores madeireiras e não madeireiras do Acre e outras localidades da Amazônia. Alguns algoritmos já alcançaram alta performance, mas esse aprendizado será contínuo”, reforça Orfanó, que estima a meta de mapeamento do projeto em 80 mil hectares de floresta, com inserção de novas áreas de interesse comercial na Amazônia, para ampliar a construção do banco de dados.

Ainda de acordo com o especialista, na medida em que aumentar o conhecimento sobre a floresta, será possível intensificar o aprendizado dos algoritmos treinados e habilitar novos algoritmos, por grupo de espécies, conforme demandas regionais. 

Lançamento no 51º aniversário da Embrapa

As duas primeiras versões dos algoritmos treinados serão lançadas em 24 de abril durante as comemorações do aniversário de 51 anos da Embrapa. Um algoritmo tem capacidade para reconhecimento do açaí solteiro (Euterpe precatoria Mart.) nas fases produtiva (com cachos) e não produtiva, no Acre. O outro, além do açaí solteiro, é capaz de reconhecer mais nove espécies de palmeiras da Amazônia (paxiúba, buriti, jaci, ouricuri, murmuru, tucumã, inajá, patauá e bacaba).

Até fevereiro de 2025, serão disponibilizados outros sete algoritmos, com capacidade para identificar espécies madeireiras e não madeireiras, em diferentes localidades amazônicas.  A agenda de lançamentos também inclui algoritmos para o reconhecimento de espécies em sistemas agroflorestais (SAFs) e para a atividade de monitoramento ambiental. 

Como utilizar a metodologia

De livre acesso, o Netflora está disponível no repositório do GitHub e pode ser facilmente executado por meio de um Notebook Colab simplificado (plataforma colaborativa aberta e gratuita, hospedada na nuvem do Google). A metodologia é dirigida a empresas do setor florestal, profissionais de instituições de ensino superior, associações agroextrativistas e órgãos ambientais que demandam informações sobre inventário florestal e monitoramento pericial de ecossistemas florestais na Amazônia, entre outros públicos.

O uso da metodologia não demanda conhecimentos especializados; entretanto, o passo a passo para sua adoção pode ser conferido no curso Netflora na Prática: Guia para detecção de espécies florestais a partir de imagens de drones e inteligência artificial, de acesso gratuito, na plataforma e-Campo, ambiente de aprendizagem virtual da Embrapa. Para mais informações sobre como utilizar os algoritmos treinados, acesse a página do Netflora.

Potencial de uso 

Cada algoritmo do Netflora possibilita incontáveis combinações de treinamento. Além de conferir maior agilidade à etapa de inventário florestal, a metodologia pode fornecer informações para estimar a produção e aperfeiçoar técnicas em planos de manejo e contribuir para ajustar estratégias de colheita para espécies não madeireiras.

Outra classe de algoritmos será capaz de reconhecer pilhas de toras, madeira serrada e clareiras abertas por evento climático ou provocadas pelo homem, entre outras ações no ambiente florestal. “Também estão em treinamento algoritmos aptos a estabelecer correlações entre aspectos da morfologia de copa das árvores com estoques de carbono na floresta. Esse conhecimento poderá auxiliar nas avaliações sobre os efeitos das mudanças climáticas na dinâmica de clareira naturais”, observa Orfanó. 

Sobre o Fundo JBS pela Amazônia

O Fundo JBS pela Amazônia é uma organização sem fins lucrativos criada em 2020 para recuperar áreas degradadas e apoiar modelos inclusivos e rentáveis que gerem valor para a floresta em pé. Para alcançar esses resultados, o Fundo trabalha dentro de três grandes eixos de atuação: Cadeias Produtivas em Áreas Abertas, Bioeconomia e Ciência e Tecnologia. Juntos eles alavancam e potencializam a produtividade em áreas degradadas, fortalecem o ecossistema de negócios gerados em torno da floresta em pé com o apoio de soluções disruptivas e estruturantes capazes de agregar valor aos produtos das florestas e desenvolver conectividade, mobilidade e energia renováveis.

Até março de 2024, a organização apoiou 20 projetos com investimentos de R$72,9 milhões comprometidos. Juntas, essas iniciativas beneficiaram mais de 6,5 mil famílias; conservaram 1,9 milhão de hectares sob manejo melhorado/recuperado; apoiaram 31 bolsas de pesquisas, fortaleceram 11 cadeias produtivas e destravaram R$3,2 milhões em crédito para negócios da bioeconomia. Saiba mais: www.fundojbsamazonia.org.

MS sediará maior congresso de medicina de emergência do Brasil

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Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar a 9ª edição do CBMEDE (Congresso Brasileiro de Medicina de Emergência), realizado pela ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência). Maior encontro do segmento no país, são esperados centenas de profissionais e acadêmicos vindos de todas as regiões do Brasil e de países vizinhos.

Médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros profissionais, são convidados para fazer parte do CBMEDE 2024, cujo tema será “Fortalecimento da Medicina de Emergência com Integração e Interiorização”.

A escolha por Mato Grosso do Sul se deu pela sua posição geográfica estratégica, estando posicionado no coração da América Latina.

Outras edições já ocorreram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina.

MS sediará maior congresso de medicina de emergência do Brasil
Divulgação

Para o presidente da ABRAMEDE-MS, Dr. Antônio Pedro Lucas Bittencourt, o CBMEDE 2024 tem como objetivo fomentar o aprimoramento profissional e da valorização do segmento, além de oportunizar conexões importante entre quem já atua nas unidades hospitalares e quem se prepara nas universidades para um dia ocupar esses espaços.

“Está sendo gratificante trazer para o nosso estado esta edição, a primeira após superarmos o estado de pandemia da Covid-19. O MS é um importante polo de desenvolvimento da saúde de emergência, contando com vários hospitais de média e alta complexidade, duas residências médicas em emergência e diversos cursos de medicina, enfermagem, além de outras áreas da nossa multidisciplinaridade”, comenta.

Para o vice-presidente da regional sul-mato-grossense, Rodrigo Quadros, médico e coordenador da residência em Medicina de Emergência da Santa Casa de Campo Grande, a realização do evento no Mato Grosso do Sul demonstra o reconhecimento da ABRAMEDE nacional para os resultados do segmento no estado e suas contribuições para o desenvolvimento da especialidade no Brasil.

“Ter o maior evento do nosso segmento acontecendo aqui é para nós um indicador de que a ABRAMEDE valoriza e reconhece os nossos esforços para contribuir com o aprimoramento e fortalecimento da emergência no Brasil. Estamos elevando a qualidade da Medicina de Emergência a partir da busca por resultados que tornam o cuidado ao paciente mais integrado e especializado, além de valorizar a equipe multidisciplinar que compõe as áreas de emergência”, destacou Rodrigo.

A programação prevê mais de 80 horas de conteúdo, que inclui palestras nacionais e internacionais, mesas redondas, simpósios satélites e apresentações de trabalhos científicas.

O CBMEDE 2024 acontecerá entre os dias 24 e 28 de setembro, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

As inscrições para o evento estão disponíveis no site oficial (www.cbmede2024.com.br).

Assessoria de Comunicação/Brivor Comunicação Estratégica

PRF recupera cinco veículos roubados em Bataguassu e Nova Casa Verde

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Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou cinco veículos com ocorrência de roubo/furto na região de Bataguassu e Nova Casa Verde.

Conforme divulgado pelo site Cenário MS, as apreensões e prisões iniciaram no sábado (13), por volta das 9h15, em Bataguassu, quando foi recuperado um Hyundai Creta com ocorrência de roubo na cidade de São Paulo (SP), ocorrido em abril deste ano. O condutor foi preso e encaminhado à Polícia Civil local juntamente com o veículo.

Mais tarde, por volta das 16h40, também em Bataguassu, foi recuperado um VW Polo Track com ocorrência de roubo na cidade de São Paulo (SP), em março. O condutor foi preso e encaminhado à Polícia Civil local com o veículo.

No domingo (14), por volta das 18h20, no Distrito de Nova Casa Verde, município de Nova Andradina, foi recuperado um Chevrolet Prisma com ocorrência de roubo na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em fevereiro deste ano. A condutora e a passageira foram presas e encaminhadas à Polícia Civil de Nova Andradina com o veículo.

Na segunda-feira (16), por volta das 03h25, no Distrito de Nova Casa Verde, foi recuperado um Hyundai HB20 com ocorrência de roubo na cidade de São Caetano do Sul (SP) em março. O condutor foi preso e encaminhado à Polícia Civil de Nova Andradina com o veículo.

Logo em seguida, por volta das 05h25, outro Hyundai HB20 com ocorrência de roubo na cidade de São Paulo (SP), também em março, foi recuperado. O condutor foi preso e encaminhado à Polícia Civil de Nova Andradina com o veículo.

Startup recebe apoio da Fundect e inova com diagnóstico rápido de leishmaniose

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Foto: Larissa Adami

Criar um kit diagnóstico para detecção do Leishmania ssp., protozoário causador da leishmaniose visceral canina, sem a necessidade de equipamentos complexos, com resultado expresso em menos de uma hora e preço mais acessível. Este é o desafio abraçado pela startup LAMPlab, que vem trabalhando na inovação com apoio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul).

Vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a Fundect é a responsável pelo programa Centelha, no qual a pesquisa e trabalho desenvolvido em busca do rápido diagnóstico da leishmaniose está inserido.

Endêmica no Brasil, a leishmaniose é uma zoonose transmitida pela picada de vetores, como o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. Os cães infectados exercem papel importante na transmissão, já que servem como reservatório da doença e contribuem para a transmissão em humanos.

Por isso, o exame é de extrema importância para sua detecção, mesmo antes do aparecimento dos sintomas clínicos nos animais. O diagnóstico precoce permite melhor tratamento e controle da doença, evitando sua propagação.

Baseado na técnica LAMP (sigla para Amplificação Isotérmica Mediada por Loop) que detecta o material genético do patógeno, o teste começou a ser desenvolvido pela biotecnologista Caroline Paes, durante pesquisa de doutorado, no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 

A criadora da startup conta que o principal desafio foi encontrar uma região no DNA do Leishmania ssp. que fosse conservada em todos os indivíduos.

“A partir daí, desenhamos em laboratório algumas moléculas que reconhecem essas regiões e direcionam para encontrar o DNA do patógeno. Depois do reconhecimento ocorre o processo de amplificação, onde milhares de cópias do DNA alvo serão geradas. Na presença do produto de amplificação, o reagente colorimétrico muda de cor. Se a amostra for positiva o tubo vai ficar verde fluorescente e, se negativa, continua laranja”, detalha Paes.

Com a técnica LAMP o tempo de espera pelo resultado reduz de 3 dias para aproximadamente 1 hora e o custo é 50% menor em comparação aos métodos de diagnósticos moleculares convencionais.

Além disso, a empresa busca utilizar quase todos os insumos de fornecedores nacionais para reduzir ainda mais o preço, o prazo de entrega e a dependência de importação. O kit diagnóstico, produto final da startup, conterá tubos com os reagentes e um manual de instruções. 

“A principal vantagem é que é simples e de fácil leitura. O médico veterinário poderá fazer o exame no próprio local de atendimento, sem necessidade de enviar ao laboratório. Também pensamos no bem-estar do animal, por isso utilizamos o sangue como material biológico, uma coleta menos invasiva. Tudo isso contribui para democratizar o acesso ao diagnóstico”, reforça Caroline Paes.

Para a realização do teste será necessário apenas um equipamento que possa manter a temperatura constante de 65°C por 30 minutos, como um banho seco ou banho-maria, por exemplo. 

Inicialmente os kits deverão ser mantidos em gelo para transporte e armazenando em -20ºC, mas futuramente a startup pretende oferecer a versão liofilizada. O produto desidratado poderá ser preservado e armazenado sem a necessidade de baixa temperatura, bastando acrescentar água para que ele volte a ter todas suas características intocadas.

Segundo a pesquisadora, o diagnóstico já foi padronizado, com tempos de reação e temperatura determinados, e passa agora pela etapa de validação, que consiste em testar um grande número de amostras clínicas de cães.

“Este processo é fundamental para avaliar o desempenho do teste e determinar parâmetros de sensibilidade e especificidade do ensaio. A expectativa é finalizar este processo até o primeiro semestre de 2025 e submeter aos trâmites de aprovação pelos órgão competentes para aprovação e comercialização”, ressalta. 

Empreendedorismo

A possibilidade de transformar a pesquisa em produto veio com a subvenção de R$ 85 mil do Programa Centelha (Chamada FUNDECT/FINEP 16/2021), desenvolvido pela Fundect em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

“A Leishmaniose é uma doença endêmica em 76 países e muito presente em nossa realidade, principalmente em Campo Grande. Investir no diagnóstico proposto pela startup é uma das formas que a Fundect encontrou para apoiar as políticas públicas de saúde do Estado. É um exemplo de como ciência e empreendedorismo inovador conectam-se em favor de soluções para a sociedade. A cada projeto inovador fomentado com recursos da Fundação, estamos solucionando um problema para a sociedade, preservando vidas e melhorando o bem-estar da população”, destaca Márcio Pereira, diretor-presidente da Fundect.

“Transformar um projeto de pesquisa científica em produto tecnológico e empreendedor foi uma grande virada de chave na minha vida. O edital do Centelha chegou no momento certo, porque já estávamos desenvolvendo um diagnóstico e o apoio da Fundect nos possibilitou transformá-lo diretamente em um produto”, destaca Caroline Paes.

A LAMPlab também recebe apoio do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia e da agência S-inova, da UCDB, e da Startup Sesi/ Fiems no processo de aceleração.  Recentemente foi uma das 200 selecionadas, entre 800 concorrentes, para participar do InovAtiva, uma importante plataforma de apoio às startups e à inovação empreendedora no Brasil.  

Além de Caroline Paes, participam do projeto a professora Dra. Carina Elisei de Oliveira, orientadora de doutorado da Caroline e líder do grupo de pesquisa em biotecnologia aplicada ao desenvolvimento de diagnósticos, a professora Dra. Alinne Pereira de Castro, doutora em Biologia Molecular e professor Filipe Martins, doutor em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária.

Centelha

O Programa Centelha tem o objetivo de estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. Aos projetos selecionados, o Programa oferece capacitações, recursos financeiros e outros tipos de suporte, a fim de impulsionar a transformação de ideias em negócios de sucesso.

Gerenciado em Mato Grosso do Sul pela Fundect  (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), o programa é uma iniciativa promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI.

O programa já está na sua segunda edição no Estado e já garantiu R$ 6,4 milhões de recursos e apoiando mais de 70 startups.

Maristela Cantadori, Comunicação Fundect

Acidente na BR-163 deixa dois feridos; um dos motoristas é arremessado do veículo

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Foto: Alvorada Informa

Um homem de 48 anos foi arremessado para fora do guincho que dirigia após colidir com uma Toyota Hilux SW4 na BR-163, na tarde da última terça-feira (16). O motorista da caminhonete também ficou ferido.

Segundo informações do site Alvorada Informa, o condutor da SW4 invadiu a pista contrária e colidiu com o guincho por volta das 14h. O acidente aconteceu em meio a uma forte chuva.

Com o impacto da colisão, o motorista do guincho foi arremessado para fora da cabine, enquanto o condutor da caminhonete ficou preso entre as ferragens. Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária CCR MSVia prestaram socorro às vítimas.

Conforme o site Cenário MS, apesar da gravidade do acidente, os feridos não sofreram lesões graves e foram encaminhados para o Hospital Municipal Francisco Ortega.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve presente no local e investiga as causas do acidente.

Imasul convoca proprietários de imóveis no Pantanal com processos em andamento para adequação à nova lei

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Foto: Divulgação/Comunicação Imasul

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) convoca todos os proprietários de imóveis localizados na Área de Uso Restrito do Pantanal (AUR-Pantanal) e que possuam processos de licenciamento ambiental em tramitação, para procederem aos ajustes determinados pela Lei do Pantanal nos referidos Cadastros Ambientais Rurais (CAR), no prazo de 180 dias.

Esse prazo está valendo desde a publicação do Edital de Convocação no Diário Oficial do Estado, que aconteceu no dia 9 de abril. “Se o proprietário não fizer os ajustes necessários no CAR, o processo de licenciamento é automaticamente extinto”, explicou o diretor presidente do Imasul, André Borges.

Os proprietários ou seus representantes devem acessar o sistema do Imasul e carregar as informações necessárias, exigidas pela Lei do Pantanal, para só então seus processos de licenciamento terem seguimento junto ao órgão ambiental.

Essa providência é necessária porque, conforme esclareceu Borges, a Lei do Pantanal (Lei 6.160 de 18 de dezembro de 2023) descreve uma série de novos pontos sensíveis na paisagem pantaneira como os capões, cordinheiras, landis; também as salinas, as veredas e os meandros abandonados (espécies de ilhas por onde passavam rios e que, com a mudança de curso, ficaram cercadas por água).

Todas essas formações geográficas passam a ser protegidas, inclusive em seu entorno, e precisam ser identificadas no Cadastro Ambiental Rural das propriedades.

Anexo ao Edital de Notificação foi publicada a lista de 158 processos de licenciamento ambiental em andamento no Imasul, que são afetados pela medida.

Além desses nomes, os requerentes com propriedades no Pantanal que têm processo em tramitação e não constam na listagem, devem protocolar requerimento no Imasul solicitando a abertura do sistema para proceder aos ajustes necessários nos respectivos Cadastros Ambientais Rurais.

Comunicação Imasul

Vida dedicada aos filhos colocou Jeniffer e outras mães de MS em programa do Governo que apoia quem cuida

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Foto: Monique Alves

O que para muitas pessoas poderia significar o fim, para Jeniffer Gonçalves foi o começo de uma trajetória de muitas lutas, mas também de muito amor. É assim que a mãe de 30 anos, moradora de Amambai, vê sua trajetória com o pequeno Davi Moraes, 5 anos, com paralisia permanente devido a problemas na hora de seu nascimento. Impossibilitada de trabalhar, Jeniffer conta com R$ 900 do Governo do Estado para suas despesas mensais.

Em um cômodo, nos fundos da casa de sua mãe, conquistado por meio de doações, Jeniffer passa seus dias ao lado do pequeno Davi. Ela já morou 1 ano e seis meses em um hospital de Dourados, e com o apoio do Cuidar de Quem Cuida, agora consegue seguir com a vida de sua família com menos dificuldades

“Esse auxílio do Cuidar de Quem Cuida veio num momento muito bom. O Davi só recebe o benefício dele e fora isso não tinha nada. Ele serviu demais. Dá para pagar consultas, farmácia, despesas em casa, então foi uma ajuda e tanto”, comemora.

Mãe solo, Jeniffer relembra seus momentos difíceis ao lado de seu filho. “Já passei por muita luta até chegar aqui. Com vaquinha e doações. Graças a Deus por esse benefício. Se não fosse isso teria que contar só com a ajuda dos próximos”, revela.

Equipe do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) de Amambai e da Superintendência do Programa Mais Social orientaram Jennifer sobre o Cuidar, e como se inscrever. “Eu falo assim, por experiência própria, a gente que trabalhava e agora não pode, isso é uma ajuda muito importante. É uma mão que não sei como posso retribuir no nosso dia a dia”.

Nos seus poucos mais de 20 metros quadrados, o cômodo erguido também abriga o espaço do Davi. Com uma série de aparelhos elétricos, que mantém a sua vida, ar condicionado e uma TV, que o distrai durante o dia, o custo com energia elétrica é uma preocupação a menos para Jeniffer, já que a conta vem zerada, todo mês, paga pelo Governo por meio do programa Energia Social: Conta de Luz Zero.

Jeniffer tem esperança sobre o futuro. “Eu acredito que num futuro eu consiga trabalhar, e um dia quando conseguir, espero que esse benefício que hoje me ajuda, ajude também outras pessoas. Tem muita gente que precisa”.

“O pai dela não aguentou a rotina e abandonou a gente”, conta Roseli de Ponta Porã.

Vida dedicada aos filhos colocou Jeniffer e outras mães de MS em programa do Governo que apoia quem cuida
Roseli Henrique de Oliveira. (Foto: Monique Alves)

Aos 19 anos, Débora Oliveira, é cuidada por sua mãe, Roseli Henrique de Oliveira, 51 anos. A jovem com paralisia cerebral também depende de cuidados permanentes.

“Quando eu descobri o problema dela, minha filha tinha 2 anos. Ela teve uma crise convulsiva. Ela era uma menina normal. Eu não esperava, mas depois o tempo foi passando e a gente trabalhando em cima dessa realidade. Só que eu não aceitava. Vim aceitar depois que ela tinha uns seis, sete anos. E fomos acostumando, levando e tocando o barco”, revela Roseli.

Sobre o Cuidar de Quem Cuida, Roseli é enfática. “Esses R$ 900 são uma grande ajuda. Eu pago transporte dela. Pago umas contas, porque eu não posso trabalhar. Pago um gás. Compro alimentação e medicação”.

Por quase duas décadas, Roseli fala como tem sido seu dia a dia com a filha. “Sempre cuidei só dela. Não tinha como sair para trabalhar. É uma coisa que não sei como explicar, mas não é fácil. Uma dedicação da minha vida para ela, mas que vale a pena, e é gratificante. Eu não sei como seria minha vida sem minha filha. Já acostumei minha vida com ela”.

Quanto ao abandono do pai de sua filha, Roseli conta que ele não aguentou a rotina e as abandonou. “Faz seis anos isso. Ele simplesmente falou que ele não estava aproveitando a vida dele, que era muito jovem. Arrumou as coisas dele e saiu”.

Mesmo diante de todos os obstáculos da vida, Roseli revela o sentimento de gratidão por ser beneficiária do Cuidar. “É um olhar muito bom para as pessoas. O que o Governo fez chegou em boa hora”.

Cuidar pelo MS

Já são 402 cuidadores recebendo os R$ 900 do Governo do Estado. Na última semana, na Capital, mais de 600 potenciais beneficiários foram visitados, o que deve elevar o número de pessoas atendidas nos próximos meses. Além das mães, outros vínculos entre cuidador e cuidado também são aceitos pelo programa.

Informações da coordenação do programa esclarecem que o benefício tem como público principal os cuidadores de pessoas com dependência grau 2 e 3. Grau de dependência nível 2 se aplica para pessoas com dependência em até três atividades de autocuidado para a vida diária, tais como: alimentação, mobilidade, higiene, sem comprometimento cognitivo ou com alteração cognitiva controlada.

O grau de dependência nível 3 abrange pessoas com deficiência que requeiram assistência em todas as atividades de autocuidado para a vida diária e ou com comprometimento cognitivo.

No link https://www.sead.ms.gov.br/programa-cuidar-de-quem-cuida/ é possível realizar uma pré-inscrição no programa. Com esses dados em mãos, a Sead realiza visitas, como as que ocorrem essa semana, antes da possível concessão do benefício. O telefone (67) 3314-4842 também está à disposição para eventuais esclarecimentos.

Na dinâmica do Cuidar, a Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), secretaria que gerencia o programa, levanta dados a partir do CadÚnico e direciona as visitas para as equipes de campo.

Para a titular da Sead, Patrícia Cozzolino, esses retratos da sociedade, com mães dedicando suas vidas, por si só já explicam a necessidade da implantação do Cuidar de Quem Cuida. “É um programa necessário e vai ao encontro de pessoas que precisam, que se acham em vulnerabilidade social. É um olhar do Governo do Estado que mostra que estamos cuidando de nossa população, em todos os aspectos, avançando em Mato Grosso do Sul tanto economicamente, como na área social. Estamos realmente avançando sem deixar ninguém para trás”, finaliza.

Leomar Alves Rosa, comunicação Sead

Variação do tempo marca a quarta-feira e segue com possibilidade de chuvas

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Os sul-mato-grossenses devem ficar atentos às condições climáticas para esta quarta-feira (17), com previsão de variação de nebulosidade e possíveis pancadas de chuva em algumas regiões do Estado. A frente fria que avança pelo sul traz consigo uma massa de ar mais frio, resultando em mudanças significativas.

Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), na região sul do Estado o dia será predominantemente ensolarado, com poucas nuvens no céu. No entanto, nas demais áreas do estado, incluindo a região sudeste, existe a possibilidade de ocorrência de pancadas de chuva e até mesmo tempestades ao longo do dia.

As temperaturas mínimas para quarta-feira variam entre 13°C e 17°C nas regiões sul e sudeste, podendo alcançar valores ainda mais baixos em pontos isolados, especialmente no sul do Estado. Já as máximas estão previstas entre 25°C e 29°C nessas mesmas regiões. No sudoeste e na região pantaneira, as mínimas devem oscilar entre 19°C e 23°C, com máximas entre 27°C e 31°C.

Variação do tempo marca a quarta-feira e segue com possibilidade de chuvas

Para as regiões norte e Bolsão, as temperaturas mínimas esperadas estão entre 22°C e 24°C, com máximas atingindo até 30°C e 32°C, respectivamente. Na capital, Campo Grande, a mínima deve ficar em 17°C, com máxima em 29°C.

Os ventos predominantes serão do quadrante sul, com velocidades entre 30 km/h e 50 km/h, podendo ocorrer rajadas mais intensas em algumas áreas. Diante dessas condições, é importante que a população esteja preparada para possíveis variações climáticas ao longo do dia e tome as precauções necessárias.

Comunicação Governo de MS
Foto: Edna Ojeda

MUDANÇA DE DATA – Devido problemas técnicos, ação de coleta de lixo eletrônico será nos dias 18 e 19 de abril

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

A Caravana de lixo eletrônico que estaria na Feira Central Turística a partir desta quarta-feira, 17 de abril, teve que mudar de data devido problemas mecânicos com o caminhão de coleta. Deste modo a ação acontecerá nos dias 18 e 19 de abril, no mesmo horário, das 8h às 18h. O evento é uma grande oportunidade para descartar corretamente aqueles eletrônicos e eletrodomésticos estragados que não têm conserto ou serventia.

A ação é produzida pela ONG Recytec com parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), visando incentivar a população a descartar esses materiais de forma correta, protegendo a natureza, pois esses lixos, uma vez em contato com a natureza, causam grande degradação ambiental.

Lembrando que a coleta é gratuita. A Empresa estará com caminhões estacionados para receber os seguintes materiais: CPUs; TVs e monitores de tubo; placas mãe; notebooks; TVs LCD; nobreaks; impressoras; celulares; telefones/faxes; mouses; teclados; cabos de rede; micro-ondas; fornos elétricos; bebedouros; máquinas de lavar; tanquinhos; rádios; DVDs e home theaters; geladeiras; fogões; ar condicionado; ventiladores; reatores; transformadores; motores; aparelhos e caixas de som; raios-x e aquecedores.

Procon/MS participa do Festival da Cultura Kadiweu com orientação aos consumidores

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Foto: Bruno Rezende

O 1º Festival da Cultura Kadiweu terá a participação, na quarta-feira (17), do Procon/MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor), instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos).

Na Aldeia Campina, localizada na região de Bodoquena, a comunidade indígena celebra suas tradições e cultura com exposição de fotografias, mostra de comidas típicas, cinema infantil, exposição de grafismos, pintura facial e dança típica do povo Kadiweu. Equipe do Procon/MS estará presente no evento das 8h às 16h.

“O convite da liderança local também nos permite lançar em conjunto a primeira etapa do projeto ‘Procon vai as Comunidades Quilombolas e aos Territórios Indígenas’, onde vamos levar nossos serviços de atendimento, orientação e defesa dos consumidores as pessoas que vivem nessas comunidades”, explica o secretário-executivo do Procon/MS, Angelo Motti.

A participação da instituição ocorre a convite do cacique Pedro Nunes e do subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando da Silva Souza. Outras ações ainda estão sendo formatadas junto a subsecretaria para atendimento a outras comunidades no Estado.

Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS

Água que não acaba mais: Em horas, Três Lagoas registra volume de chuva de um mês em uma noite

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Em apenas algumas horas da madrugada de segunda-feira choveu o esperado para um mês em Três Lagoas e vários bairros da cidade registraram alagamentos. Moradores dormiram e acordaram com residências alagadas em algumas regiões do município.

No Jardim Angélica, por exemplo, há muito tempo a região não registrava alagamentos, mas devido à quantidade de água que caiu, algumas residências ficaram alagadas, o que assustou os moradores.

O Perfil News percorreu as ruas de Três Lagoas para verificar os estragos causados pela chuva. Populares dos bairros Jardim Angélica e Colinos, mais precisamente, os moradores das ruas Bruno Garcia com Getúlio Marques foram dormir e quando acordaram com as casas completamente alagadas.

Vídeo: Rafael de Souza

O Jardim Alvorada é um dos bairros mais castigados pela chuva que caiu na madrugada de domingo. Considerada uma região baixa de Três Lagoas, os moradores também sofreram estragos causados por alagamentos.

Conforme o secretário de Infraestrutura de Três Lagoas, Osmar Dias, em uma noite choveu 120 milímetros. A quantidade é de água registrada seria para quase um mês, conforme o chefe da pasta.

Tentando prevenir os alagamentos, o prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB), construiu ‘piscinões’ que são grandes valas para barrar a água, mas a quantidade de chuva tem sido tão grande nos últimos meses que eles acabam transbordando.

Os reservatórios de detenção, popularmente conhecidos como “piscinões”, são estruturas hidráulicas que têm como função retirar e acumular temporariamente um volume de água do sistema de drenagem, contribuindo para a redução dos impactos da urbanização sobre os processos hidrológicos de bacias urbanas, principalmente quando o sistema de drenagem já está prestes a saturar perante um evento chuvoso de maior magnitude. Tecnicamente essas estruturas são intituladas de reservatórios de detenção, mas com o tempo passaram a ser chamadas de “piscinões”.

Essa retirada de água temporária pelos reservatórios de detenção tem como principal função o amortecimento dos picos de cheias com consequente redução dos efeitos das inundações urbanas, além de eventual diminuição dos volumes de escoamento superficial (infiltração) e consequentemente da poluição difusa. O armazenamento de água se dá por um tempo relativamente curto e após os eventos chuvosos, os reservatórios são esvaziados por gravidade ou por sistemas de bombeamento.

“Nós tivemos uma noite complicada. Em uma noite choveu 120 milímetros. É uma quantidade equivalente para semanas e até a meses. Desde janeiro não para de chover, o que não oferece tempo para o nível de água dos piscinões abaixar. Em breve teremos as contratações das casas de máquinas e teremos esse apoio. Acreditamos que vai melhorar, pois o volume de água foi muito grande”, disse o secretário.

Água que não acaba mais: Em horas, Três Lagoas registra volume de chuva de um mês em uma noite
Foto: Ricardo Ojeda

Como já divulgado pelo Perfil News, Guerreiro tem feio várias obras de drenagem. No primeiro ano de mandato, o prefeito contratou uma equipe de topógrafos para realizar um estudo na cidade e os bairros mais impactados pelos alagamentos em Três Lagoas.

Após meses de estudos, mais uma equipe foi contratada para realizar um projeto de como acabar com as inundações da cidade. Após mais algum tempo até a proposta ficar pronta vem os valores e sucessivamente a busca de recursos para colocar o projeto em prática.

Com alguns recursos adquiridos, o Chefe do Executivo já começou algumas obras em Três Lagoas, mas devido aos trâmites burocráticos e com a chuva, algumas construções acabam atrasando.

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