21/08/2003 08h49 – Atualizado em 21/08/2003 08h49
SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em alta de 0,53%, cotado a R$ 3,001 na compra e R$ 3,011 na venda. Passada a euforia com a redução de 2,5 pontos percentuais na taxa básica de juros, o mercado deverá reavaliar posições nesta quinta-feira. As atenções estarão voltadas à segunda e última parte da rolagem de uma dívida em swap cambial de US$ 930 milhões que vence no dia 1º de setembro. Serão ofertados 5.200 contratos no valor de US$ 250 milhões. Nesta quarta, o BCl renovou 41,4% da dívida ao vender US$ 384,9 milhões em contratos.
Os índices de inflação também estarão na pauta desta quinta-feira. O IBGE divulga logo mais, por volta das 9h30m, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de agosto. Em julho, a taxa fechou em queda de 0,18% e em junho em alta de 0,22%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), voltou a registrar inflação de 0,24% na segunda quadrissemana de agosto. O índice vinha apresentando resultado negativo há seis semanas. Na prévia anterior, o IPC teve deflação de -0,01% e, na segunda quadrissemana de julho, registrou uma queda de -0,35%.
A segunda prévia de agosto do Índice Geral de Preços no Mercado (IGP-M) também registrou inflação de 0,18%, depois de três meses consecutivos de deflação. Na segunda prévia de maio, o indicador teve queda de 0,28% nos preços; no mesmo período de junho, a deflação foi de 0,66% e na segunda prévia de julho, de 0,35%. No ano, o índice acumula alta de 5,65% e, nos últimos 12 meses, de 22,63%.
O mercado também estará atendo hoje ao andamento das reformas. Ontem, o governo se comprometeu a fazer concessões em plenário para colocar em votação hoje na Comissão Especial da Câmara o relatório da reforma Tributária. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem aos líderes dos partidos aliados que que aprovem na íntegra o texto.
Nesta quarta-feira, o dólar comercial voltou a fechar em alta, mas menos acentuada depois que o Comitê de Política Monetária anunciou a redução dos juros. A moeda americana terminou o dia em elevação de 0,23%, a R$ 2,992 na compra e R$ 2,995 na venda. A primeira reação à queda de 2,5 pontos na taxa básica foi negativa, elevando o dólar a máxima do dia, com alta de 0,97%, a R$ 3,017. A pressão, no entanto, perdeu força logo depois.
Também mostraram recuperação os títulos da dívida brasileira negociados no exterior. O C-Bond, principal título da dívida, que vinha caindo durante todo o dia, inverteu a tendência logo após o anúncio do BC e fechou em 89,37% de seu valor de face. Já o risco-país, que mede a percepção do investidor estrangeiro no Brasil caiu para 736 pontos-base, contra 756 pontos do dia anterior. O risco é calculado pelo banco J.P Morgan.
Os contratos de juros futuros mais curtos despencaram com a terceira queda da taxa básica de juro, que passou de 24,5% ao ano para 22% ao ano. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de setembro, que reflete o juro de agosto, terminou a quarta-feira em 22,02%, contra 22,92% do fechamento do dia anterior. Para outubro, o DI apontava 21,48%, ante 22,30% de terça.
Os contratos mais longos tiveram pequenos reajustes porque já vinham com taxas mais baixas. O contrato mais negociado na BM&F, de abril do ano que vem, passou de 20,09% ao ano para 20,89% ao ano. Já o DI de janeiro de 2004 fechou o dia em 20,35% ao ano, contra 21,09% de terça-feira.
Fonte: GloboNews