09/06/2003 16h58 – Atualizado em 09/06/2003 16h58
O governo britânico anunciou nesta segunda-feira que o país ainda não está pronto para aderir ao euro, a moeda única da União Européia, de acordo com o ministro da Fazenda, Gordon Brown.
Segundo Brown, o país ainda não se beneficiará da moeda única, pois não passou em quatro dos cinco testes econômicos criados pelo governo para decidir se é a hora certa de abandonar a libra esterlina.
A economia britânica falhou nos testes relativos à convergência econômica sustentável com a zona do euro, flexibilidade com os mercados do bloco e critérios de investimento e trabalho.
Ainda de acordo com Brown, os testes poderão ser repetidos no início do ano que vem e, caso o resultado seja positivo, um referendo pode ser realizado em seguida.
Especulação:
O anúncio de Brown, feito na Câmara dos Comuns, colocou um fim a meses de especulação sobre a posição do governo em relação ao euro.
Segundo o ministro, essa foi uma das decisões econômicas “mais importantes” já tomadas pela Grã-Bretanha.
Ele afirmou que o rendimento nacional poderia aumentar com a adesão ao euro, criando padrões de vida mais altos e preços mais baixos.
Mas alertou que a adesão antecipada pode aumentar o desemprego, reduzir o orçamento para serviços públicos e atrasar o crescimento econômico.
Conservadores:
O porta-voz para assuntos financeiros do partido Conservador (de oposição), Michael Howard, disse que estudos realizados pelo departamento do Tesouro mostraram que a adesão ao euro irá prejudicar a prosperidade britânica, reduzir postos de trabalho e diminuir o controle do governo sobre a política econômica do país.
Os conservadores são contra a adesão à moeda única européia.
Para o líder do partido, Ian Duncan Smith, o público não quer o euro.
“A população britânica não quer aderir, sabe que é uma decisão política e que as circunstâncias econômicas são periféricas nessa decisão”, afirmou.



