16.9 C
Três Lagoas
terça-feira, 16 de junho de 2026
Início Site Página 14238

Reforma tem acordo, diz Zecav

0

11/04/2003 08h23 – Atualizado em 11/04/2003 08h23

Responsável pela articulação das propostas dos governadores do Centro-Oeste e do Codesul para as reformas tributária e da Previdência, o governador Zeca do PT comemorou ontem a definição das linhas básicas dos projetos que o presidente Lula encaminhará ao Congresso. Ontem, ele participou de reunião em Brasília com os ministros José Dirceu (Casa Civil), Antônio Palocci (Fazenda) e Ricardo Berzoini (Previdência). Também participaram os governadores do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), de São Paulo, Geraldo Alkimin (PSDB), de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PPS). Mesmo na contramão de algumas posições da esquerda, Zeca defende que no campo previdenciário, por exemplo, é importante estabelecer o teto e acabar com privilégios. Outro ponto, a taxação dos aposentados, segundo ele, é fundamental para eliminar o déficit da Previdência. “Quem governa corre o risco da impopularidade”, diz o governador. O entendimento dos governadores em torno das reformas, segundo o governador Zeca, leva em conta, afinidades, perspectivas e problemas comuns que superam os limites regionais. O governador analisou que a reunião de quase três horas entre os cinco governadores e os ministros marcou um avanço significativo na construção de um consenso sobre os textos das reformas tributária e da Previdência, que Lula deverá apresentar na próxima quarta-feira aos 27 governadores. “Já há um consenso nos principais pontos. Cada um abre mão de alguma coisa”, disse o governador, depois de deixar o Palácio do Planalto. Segundo ele, as duas propostas serão encaminhadas juntas ao Congresso Nacional e deverão contar com o apoio de todos os governadores. JUSTA Na opinião de Zeca, em linhas gerais, a reforma tributária deverá ser justa e alicerçada em três pontos básicos: “Deve desonerar o setor produtivo, não causar prejuízos aos Estados e garantir o desenvolvimento regional”. Um dos pontos já definidos e que conta com o apoio de todos os governadores é a mudança no ICMS. A cobrança do imposto será simplificada em uma única legislação e distribuída em apenas cinco alíquotas, cujos detalhes serão ajustados pelo Congresso Nacional e o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Zeca acha que, do ponto de vista político, o mais importante nesse momento é que as discussões criaram o clima necessário para que as propostas sejam aprovadas no Congresso Nacional. No encontro com Lula, no dia 16, segundo o governador, o país conhecerá todos os pontos consensuais das mudanças que serão implementadas nas áreas tributária e previdenciária.

Governo e deputados selam acordo

0

11/04/2003 08h21 – Atualizado em 11/04/2003 08h21

Deputados da base aliada do governador Zeca do PT e secretários estaduais se reuniram ontem em Campo Grande para discutir pontos polêmicos surgidos nos últimos dias, principalmente a reclamação de parlamentes contra assessores do governo. Depois de três horas reunidos em um hotel da cidade para “lavar a roupa suja”, os deputados, o secretário de Coordenação do governo, Paulo Duarte, e secretários, resolveram as diferenças e prometem, a partir de agora, relacionamento harmonioso, sem arestas. Os aliados estabeleceram que os encontros entre parlamentares e representantes do Governo serão mais freqüentes. As principais lideranças presentes ao encontro, como o presidente da Assembléia Legislativa, Londres Machado (PL), o líder do governo, Ary Rigo (PDT), e os deputados Jerson Domingos (PTB) e Antônio Braga (PDT), falaram das dificuldades de relacionamento com a maioria do secretariado e também com setores do PT, principalmente no interior do Estado. “Não temos retorno nem para receber sim, nem para receber não. Nem sequer dão retorno para dizer que não vão poder atender”, queixou-se um dos parlamentares. Paulo Duarte ouviu atentamente e prometeu que, a partir de agora, essa situação poderá mudar. O que foi tratado no encontro será levado ao conhecimento do governador Zeca e ele vai buscar as lideranças do partido para estabelecer um elo mais forte com os integrantes da base de sustentação do Governo na Assembléia Legislativa. Rebelde O único “rebelde” continua sendo Raul Freixes (PTB), que enviou uma carta – lida por Paulo Duarte no encontro – manifestando seu desagrado como a forma de tratamento recebido. Freixes também se queixou que Duarte não teria suficiente habilidade política. “Esta opinião é do deputado Raul Freixes. Mas não significa que seja a de outros 14 parlamentares”, afirmou Ary Rigo, logo após o término da reunião. Para Rigo, a reunião serviu para que se esclarecessem dúvidas e discutissem os pontos que estão “estrangulados” no relacionamento. “Nós entendemos, assim como o Governo, que o assunto está encerrado”, salientou ao falar sobre os motivos que geraram descontentamento. Da reunião não participaram os deputados Maurício Picarelli (que justificou sua ausência por compromissos assumidos anteriormente), Pedro Teruel (PT) e Raul Freixes. Todos os 13 secretários estiveram presentes, assim como o procurador-geral da Defensoria Pública, Cid Pinto Barbosa.

PRF apreende carregamento de madeira irregular

0

11/04/2003 08h19 – Atualizado em 11/04/2003 08h19

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu ontem um carregamento de madeira sem autorização para transporte. Foram apreendidos 45.795 metros cúbicos de madeira em forma de chapa resinada e empilhadas.

A apreensão ocorreu na BR-163, perto de Coxim, por volta das 21h20.

A mercadoria era levada na Scânia T113, placa BXC-3538/MT, que era conduzida por Gil Del Santana. O produto foi encaminhado para a Polícia Militar Ambiental.

Três pessoas sofrem queimaduras em vazamento de ácido

0

11/04/2003 08h16 – Atualizado em 11/04/2003 08h16

O vazamento de ácido clorídrico em uma base da Petrobras no bairro Sayonara, em Campo Grande, na madrugada de hoje, deixou três pessoas feridas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Isaura Pinheiro, de 78 anos, Ana Lúcia Marques, 29, e Jackeline Correa Paz, de 15 anos, tiveram queimaduras provocadas pelo ácido. Os bombeiros informaram que Ana Lúcia estava em estado mais grave porque teve queimadura nos olhos e suspeita de queimadura nos pulmões.

As vítimas foram levadas para o Pronto Socorro da Santa Casa. Ana Lúcia está no Pront Med do hospital. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

Vazamento químico gera transtornos para moradores

0

11/04/2003 08h12 – Atualizado em 11/04/2003 08h12

O vazamento de ácido clorídrico no reservatório da Petrobrás no bairro Saionara, em Campo Grande, causou transtornos para cerca de 300 famílias durante a madrugada de hoje. Cinco pessoas tiveram que ser encaminhadas para atendimento médico na Santa Casa.

Elas sofreram problemas respiratórios em conseqüência da fumaça provocada pelo vazamento. Durante os transtornos os moradores precisaram abandonar as casas e até os animais de estimação tiveram que ser protegidos.

Apesar do grande desconforto, a rua foi o único lugar que as pessoas tiveram para se proteger. Elas precisavam ficar ao ar livre e fora da direção do vento que levava o cheiro do produto químico e teve gente que passou mal.

O vazamento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, viaturas da PM e ambulâncias.

O tumulto só terminou quatro horas depois. Já era madrugada, quando o Corpo de Bombeiros autorizou o retorno das famílias às casas.

O reservatório estava com nove mil litros de ácido. Hoje pela manhã uma equipe de peritos, acompanhada pela Polícia Ambiental e pelo Corpo de Bombeiros vai avaliar as causas do acidente e saber como a Petrobrás vai reparar os danos.

Fonte: com TV Morena

Desfiles vão abrilhantar concurso de miss

0

10/04/2003 19h41 – Atualizado em 10/04/2003 19h41

Além dos quatro desfiles das candidatas a Miss Três Lagoas, espetáculo de beleza esperado para este sábado (12), no Comercial Esporte Clube, estão programados outros desfiles, o de modas.

A apresentação do desfile será intercalada durante a apresentação das candidatas. Ao todo 35 modelos, para isso, as belas modelos estão há vários dias ensaiando a coreografia, por sinal muita bonita. Vários rapazes do casting da Cia de Eventos também participam do ensaio.

A informação partiu da diretora da Companhia de Eventos, Gisella Perón, em entrevista à reportagem do Diário MS, sucursal de Três Lagoas.

Ela anunciou que, antes da apresentação dos desfiles das candidatas, haverá uma apresentação de modas da loja Pura Mania e o show, também de beleza e de moda, apresentado por um famoso transformista. Gisella achou conveniente manter suspense sobre o nome do transformista. As modelos que vão participar do desfile são todas de Três Lagoas e são integrantes do casting da Cia de Eventos.

Especulação imobiliária prejudica crescimento de alguns bairros

0

10/04/2003 19h39 – Atualizado em 10/04/2003 19h39

Bairros como Jardim Novo Aeroporto, Jardim Morumby, Interlagos e Parque São Carlos têm seu crescimento prejudicado, devido à existência de grandes áreas de terrenos, de um só dono.

A especulação imobiliária, aliada ao desinteresse de desmembramento dessas grande áreas, está criando dificuldades para a classe menos favorecidas adquirir um terreno e construir sua casa própria.

A observação partiu de um dono de imobiliária, que não quis identificar-se “para não prejudicar os negócios”. Segundo ele, a Prefeitura deveria ser mais rigorosa com os proprietários desses terrenos, que chegam a abranger, em determinados bairros, mais de duas quadras. “Maioria deles não possui sequer uma cerca divisória”, disse o corretor de imóveis.

Segundo os classificados de compra e venda de imóveis, um lote de terreno, medindo 220 m2, pode ser adquirido por pouco mais de R$ 5 mil, no bairro Interlagos.

Por outro lado, um terreno (14×44), na avenida Rosário Congro, no bairro Jardim Angélica, trecho recentemente asfaltado e iluminado, está sendo comercializado por R$ 20 mil.

No bairro Jardim Novo Aeroporto e no Jardim Morumby, onde se localizam o 1º Distrito Policial e Ciretran, com pouco mais de R$ 5 mil também se adquire um bom lote de terreno, medindo 12 metros de frente com 30 metros de fundos, segundo anúncios veiculados em classificados de jornais da cidade.

SEGURANÇA E ESCURIDÃO

Com a existência dessas grandes áreas, esses bairros também passam por sérios problemas de iluminação e estão sujeitos a constantes perigos, não somente de segurança, como de saúde pública.

Maioria desses terrenos não são limpos nem muito menos cercados. Por esse motivo, segundo constatou nossa reportagem, eles se transformaram em grandes depósitos de lixo urbano, móveis velhos, entulhos de construção e outros resíduos.

Além de se tornarem locais propícios à proliferação de mosquitos e outros animais peçonhentos, esses terrenos também facilitam a ação de marginais, principalmente ao escurecer.

Geraldo quer de enfermeiros sejam ouvidos pelo Governo

0

10/04/2003 18h10 – Atualizado em 10/04/2003 18h10

O deputado federal Geraldo Resende (PPS) defende a abertura de negociação entre os trabalhadores de enfermagem do Hospital Regional e o Governo, através da Secretaria de Estado de Saúde. Ele lamentou o fato da Secretaria não ter enviado nenhum representante em reunião marcada para quarta-feira (9), e que acabou sendo adiada para a próxima segunda-feira (14).
“Espero que o Governo mantenha diálogo com seus servidores, pois esse é um dos princípios elementares da democracia”, afirma o deputado, que espera que na reunião de segunda-feira, o Estado não falte à audiência, e para tanto vai encaminhar requerimento ao governador José Orcírio, solicitando mudança na forma de tratamento da questão.
Resende disse estar bastante preocupado com a situação da saúde, não apenas na capital, mas em todo o Estado. “Além da greve, que provoca a superlotação da Santa Casa de Campo Grande, vimos que o Governo não cumpriu a promessa de ativar, nos 100 dias da atual administração, vários hospitais em diversas regiões do Estado, além de atrasar repasses de recursos dos programas de prevenção, como PSF, PACS, Farmácia Básica, entre outros”.

Resende prestigia posse de Fausto Matto Grosso

0

10/04/2003 18h10 – Atualizado em 10/04/2003 18h10

O deputado federal Geraldo Resende (PPS) participou, na tarde de ontem (9), da posse do professor Fausto Matto Grosso, como diretor de Desenvolvimento Regional, órgão da Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste do Ministério da Integração Nacional. “Com a nomeação, o ministro da Integração, Ciro Gomes, atende indicação do PPS de Mato Grosso do Sul, pela grande experiência de Matto Grosso na área de planejamento e pelo seu conhecimento dos problemas da Região Centro-Oeste”, exlplica Resende.
Além de dirigente histórico do PCB/PPS, Fausto Matto Grosso é ex-professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, tendo ocupado o cargo de Secretário de Planejamento na gestão passada do governo de MS.
Em Brasília, ele vai atuar no planejamento e coordenação de ações de desenvolvimento no Centro-Oeste, sempre em articulação com outras pastas do governo federal.
Segundo Fausto, o governo federal, por intermédio do Ministério da Integração Nacional definiu 15 meso-regiões em todo o país que merecerão atenção especial em termos de projetos e investimentos. “Até agora, nenhuma meso-região no Centro-Oeste foi criada, mas a fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e o entorno de Brasília são áreas com forte possibilidade de integrar a lista”, salientou.

População de Nova Alvorada do Sul protesta contra paralisação de obra

0

10/04/2003 18h09 – Atualizado em 10/04/2003 18h09

Entidades da sociedade civil de Nova Alvorada do Sul vão realizar, a partir das 13:00 horas desta sexta-feira, um ato público contra a paralisação das obras do hospital municipal. Entre as atividades previstas estão um manifesto em frente ao Hospital Cândido Benoni dos Santos, às margens da rodovia BR-163, seguida de um abraço simbólico às obras paradas, além de fechamento temporário da rodovia. O ato vai marcar, ainda, o lançamento do Comitê pela Conclusão do Hospital.
A paralisação das obras do hospital foi determinada pelo governo, cujo extrato foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 8. A medida revoltou a população, que aguardava a inauguração daquela unidade ainda no ano passado, conforme prometido pelo governador José Orcírio dos Santos (PT).
O prefeito Vanildo Souza Leão (PMDB) disse que apóia a articulação da sociedade e vai desenvolver gestões para que o governo volte atrás em sua decisão. “O governo do Estado anunciou a construção de um palácio de R$ 8 milhões em Campo Grande e alega falta de recursos para a conclusão de um hospital que custa pouco mais de R$ 1,2 milhão”, lamenta.
A manifestação também tem o apoio do deputado federal Geraldo Resende (PPS). “A união da comunidade é fundamental para se pressionar o governo do Estado pela retomada das obras”, disse o parlamentar, que lançou a construção quando ocupou a Secretaria de Estado de Saúde, atendendo à solicitação de várias lideranças daquele município.
Segundo Resende, a obra é de fundamental importância para Nova Alvorada do Sul, um dos municípios que mais cresce demograficamente em Mato Grosso do Sul, e não possui uma estrutura hospitalar adequada. Além disso, salienta, a cidade está situada numa região estratégica, próxima a um entroncamento de rodovias federais por onde circula um tráfego intenso e sujeito a acidentes. “Mas a principal justificativa é que o poder público precisa, cada vez mais, levar o atendimento para mais próximo do cidadão, descentralizando os serviços com qualidade”, argumenta.
O hospital está orçado em R$ 1.237.342,69, e estava sendo construído com recursos próprios do Estado. Pelo projeto, o prédio terá 1.335,45 metros quadrados, com enfermarias para 19 leitos, dependências para exames, setor administrativo, lavanderia, cozinha, sala de cirurgia, entre outras.

Oncologia para município tem apoio de Geraldo Resende

0

10/04/2003 18h08 – Atualizado em 10/04/2003 18h08

Os pacientes de câncer da região de Três Lagoas vem encontrando sérias dificuldades para fazerem o tratamento, tanto em Campo Grande quanto nas cidades do interior de São Paulo. Por isso, o deputado federal Geraldo Resende (PPS) vem defendendo o credenciamento do Serviço de Oncologia do Hospital daquele município.

Ontem (9) à tarde, o parlamentar douradense, acompanhado do deputado federal Antonio Carlos Biffi (PT), esteve com o diretor do Serviço de Alta Complexidade do Ministério da Saúde, Artur Chioro, tratando deste problema. A proposta, segundo Geraldo Resende, tem o apoio do deputado federal João Grandão (PT).

Segundo Geraldo Resende, os pacientes de Três Lagoas enfrentam um duplo problema: ao mesmo tempo em que encontram dificuldades de vagas no interior de São Paulo, estão muito distantes de Campo Grande. No Ministério da Saúde, o parlamentar argumentou que o Município será um dos pólos regionais, de acordo com o PDR – Plano Diretor de Regionalização, proposto pelo Governo do Estado.

“O credenciamento, portanto, está previsto no PDR, cujo objetivo é transformar Três Lagoas num centro de referência para alta complexidade”, argumenta Geraldo Resende. Diante dessas ponderações, Artur Chioro se comprometeu a dar uma resposta à solicitação nos próximos dias.

Seminário discute esclerose múltipla

0

10/04/2003 17h23 – Atualizado em 10/04/2003 17h23

As causas e cuidados com a patologia esclerose múltipla serão tema de um seminário que acontece no sábado em Campo Grande. A doença do sistema nervoso central atinge principalmente mulheres com idade entre 20 e 40 anos.

O Seminário sobre a doença vai abordar temas sobre o conhecimento da patologia e os cuidados que se deve ter, sendo dirigido a portadores, familiares, estudantes, profissionais ligados à área de saúde e médicos. Além da importância das terapias no tratamento.

A organização do evento é da ASPEM (Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Mato Grosso do Sul) com o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Laboratório Serono e Unimed.

O evento será das 08h às 12h no Auditório da Unimed, que fica na Rua Goiás, 695. Outras informações podem ser obtidas através do telefone 326-3704.

Vendas de veículos foram 7,8% menores em março no MS

0

10/04/2003 17h19 – Atualizado em 10/04/2003 17h19

As vendas de veículos no mês de março em Mato Grosso do Sul foram 7,81% menores que no mesmo período de 2002, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos). Ao todo foram vendidos no mês passado no Estado 2.797 unidades enquanto no mesmo período de 2002 foram 3.034. No acumulado do ano o saldo ainda é positivo, mas com uma diferença apertada, de 8.489 veículos vendidos no primeiro trimestre do ano passado para 8.495 este ano.

Ingresso para a Stock Car e Fórmula 3 custa R$ 10

0

10/04/2003 17h15 – Atualizado em 10/04/2003 17h15

Os ingressos para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro da Stock Car e abertura do Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3, neste domingo, no Autódromo Internacional de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, custam R$ 10. Esutdante, mediante apresentação de carteira, paga R$ 5. Menores de 12 anos não pagam.

De acordo com os organizadores, os ingressos estão à venda nas Lojas Pura Mania, Postos Agip Autorizados, Americel, Postos Texaco e Cincal Pneus. No domingo, os bilhetes serão vendidos também nas bilheterias do autódromo pelo mesmo valor.

Prefeitura de Dourados repassa R$ 100 mil a hospital

0

10/04/2003 17h12 – Atualizado em 10/04/2003 17h12

Medida emergencial para que o Hospital Evagélico possa saldar parte de suas dívidas, a prefeitura de Dourados informa que repassou hoje ao hospital R$ 100 mil. O valor integra acordo fechado entre prefeitura, secretaria de Saúde do Estado e diretores da instituição, na última segunda-feira, em Campo Grande. A partir de maio o hospital deve receber parcelas de R$ 150 mil, dos quais 50% cobertos pela prefeitura e o restante pelo governo do Estado. Mais um cheque de R$ 430 mil foi entregue na última terça-feira ao Hospital Evangélico, valor correspondente ao adiantamento do pagamento de funcionários, de responsabilidade da secretaria municipal de saúde.

Combustível pode baratear este ano, diz ministra

0

10/04/2003 17h10 – Atualizado em 10/04/2003 17h10

Existe uma possibilidade de o governo reduzir o preço dos combustíveis ainda este ano, disse nesta quinta-feira a ministra Dilma Roussef, das Minas e Energia. No entanto, segundo ela, não é possível diminuir os preços agora, ou mesmo depois do fim da guerra do Iraque. A Petrobras reduziu o preço do querosene de aviação, óleo combustível, nafta e gás industrial no final de março, mas manteve inalterados os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, responsáveis pela maior parte da receita da empresa.

De acordo com as explicações da ministra, a atual queda do petróleo no mercado internacional vai compensar as perdas acumuladas pela Petrobras na época de alta do dólar e do petróleo, no período pré-guerra, e ainda criar um “colchão” de liquidez com a Cide (contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico). Só depois disso, e se os preços continuarem caindo, será possível baixar o preço para o consumidor, disse a ministra. “Vamos torcer, acho que é possível dar um alívio”, disse Dilma Roussef. As informações são do site Terra Notícias.

Confira na íntegra discurso feito por Trad na Câmara

0

10/04/2003 17h08 – Atualizado em 10/04/2003 17h08

DISCURSO: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados

A sabedoria do Livro Sagrado ensina-nos que todas as coisas têm o seu tempo, há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou. Tempo de atirar pedras e tempo de recolher as que se lançou. Tempo de abraçar e tempo de se separar. Tempo de guardar e tempo de lançar fora.

Justamente porque há também tempo de calar, e tempo de falar – eis a razão de minha presença nesta tribuna.

Senhor Presidente, Nobres Colegas

É chegado o momento de romper o quase silêncio e minha aparente sujeição diante dos desmandos partidários que tenho assistido e sofrido, desde a campanha eleitoral do ano passado, vendo a árvore histórica do PTB – que cultivei por 45 anos, pela qual durante 45 anos empenhei toda a minha vida pública – vergar sob o jugo dos interesses subalternos, enclausurada no circo das ambições e vaidades, apequenada pelas mãos sorrateiras que o acorrentam às migalhas imediatistas das benesses, à espera dos favores que sobejam dos comensais do Poder.

Sob os galhos ressequidos, sob as tristes formas contorcidas do que restou de tudo aquilo que já foi um gesto de clarividência de Getúlio Vargas, obra de sua visão prospectiva e engenharia política, fruto de um movimento de massas que nasceu como marco nas conquistas sociais e salvaguarda das classes trabalhadoras, à sua sombra vicejam agora a vindita pessoal, os conchavos da cumplicidade, os arranjos dos conluios e das barganhas.

Assistimos à pilhagem do patrimônio ético e cívico de uma organização partidária que deita raízes profundas na história nativa, vilipendiada por obra daqueles que se apossaram da sua direção e fazem da legenda moeda de troca – e barato, não mais que as trinta moedas que também couberam na algibeira de Judas, a quanto monta a felonia, a conspurcação do ideário e do programa petebista.

Sem pejo de golpear companheiros e lideranças tradicionais do Partido, em prestígio de ádvenas, arrebanhados às pressas e à custa de manobras e artifícios, do troca-troca de última hora no balcão de ofertas, vale tudo para evitar a humilhação suprema: sucumbir à cláusula de barreira, tal o insucesso coletivo e o malogro da legenda, em termos nacionais, nas últimas eleições.

Os números não mentem, só os vaticínios. Da aliança que elegeu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PTB foi o único partido que perdeu representação no Congresso: de 1998 até esta quadra, perdeu dois senadores, e de 31 deputados, somente elegeu 26. Daí o expediente de incorporar a sigla do PSD, ainda que ao preço de fomentar as dissensões e as fendas nas bases do partido.

O arranjo de última hora, fórmula espúria e efêmera para inchar artificialmente a legenda, parece fazer tábula rasa de que a soma de nanicos pode ser um conjunto bizarro, um nanical exótico, mas não faz dele uma terra de gigantes.

Esta a realidade intrapartidária, quase insuspeita extramuros, que passa ao largo da grande mídia, situação de derrocada e dissensões em profusão, que o marketing eleitoral e partidário se incumbe de maquiar, de retocar e ocultar, para expor ao público o arremedo de uma organização, colocada embora sob o jugo de grupos descompromissados com a gestão democrática e a transparência nas suas ações.

O quadro de disputas internas que se estabeleceu no seio da agremiação apenas reflete o descritério, a sublevação da convivência e das regras do jogo democrático, em prestígio das decisões autocráticas de grupos, em nível nacional e em muitas regionais, para servir ao propósito de garantir o controle dos órgãos diretivos, mediante confabulações sobre a troca de comando e a repartição de cargos entre áulicos ou comparsas.

Hoje, quando a classe política está em evidente decesso, o programa e as resoluções do PTB tornaram-se ambíguos, contraditórios e desacreditados. Tal a minha opinião e é essa a minha crença. E porque não sou cético, coloquei o meu mandato em permanente vigilância. Para o bom cumprimento do estatuto e programa partidários, discordei da permanência do atual presidente do partido, discordei da indicação ilegal e suspeitosa das comissões executivas estaduais, sem critérios definidos, e, algumas, escolhidas autocraticamente.

As sucessivas retaliações contra mim desferidas, a partir de então, fizeram parte de um planejamento deliberado para ejetar-me da bancada, numa série de atos delinqüenciais quão amoitados, em cuja esteira, primeiro, me alijaram da direção regional, depois me excluíram do processo de negociação para a composição da nova Comissão Provisória, embora detentor de mandato eletivo federal e integrante do Diretório Nacional.

Por fim, demitem-me de comissões técnicas da Casa, sem a dignidade de uma comunicação prévia – quando não em respeito à pessoa, mas, pelo menos, por deferência ao que representei para a legenda, a tudo que conquistei no exercício da vida pública e reverti em prol da agremiação – sem mercadejar, sem a cerviz flexível dos mordomos de poderosos, sem carregar aquilo que Pompéia bem denominou, de cacos de vidro na consciência.

Todo esse itinerário de baixarias tem uma origem, uma explicação trivial: primeiramente, reação às críticas que dirigi aos acordos realizados pelo Deputado José Carlos Martinez, feitos antes e durante a campanha política para a Presidência da República, que se refletiriam de forma prejudicial ao Partido, nas discussões a serem travadas sobre o processo de sucessão municipal.

Mas a inconformidade da cúpula se exacerbou contra mim em razão de um simples alerta, uma advertência que ousei formular, por ocasião da convenção do dia 15 de dezembro último, com franqueza respeitosa, mas necessária, de quem se preocupa com a credibilidade, a imagem e a honra de um Partido. Naquela oportunidade, o PTB definiu entre as suas diretrizes o combate implacável à corrupção e ao crime organizado. Ora, era impossível que o atual presidente se situe à frente desse combate, se ele próprio vive situação constrangedora, denunciado ao Supremo Tribunal Federal por diversos crimes de “colarinho branco”.

Minha intervenção pareceu-lhes petulante, ao arrostar as eminências encasteladas nas alturas, à lembrança mais que óbvia de que o Presidente de um Partido Político não pode conviver com acusações graves e denúncias formais do Ministério Público, sendo comezinho dever seu perante todos os correligionários, próceres e confrades licenciar-se do comando, até que haja uma decisão cabal da Justiça sobre a ação penal em curso.

Tão procedente minha ponderação, sem qualquer eiva de maledicência ou desdouro, que a só repercussão dessas mesmas acusações e denúncias na imprensa, de forma rumorosa e com ares de escândalo, o desapearam da coordenação da campanha política de Ciro Gomes, em reconhecimento claro da desastrosa presença do acusado à frente de um projeto político cuja sorte dependia, indissociavelmente, da credibilidade de seus mentores.

Vale o retrospecto, aliás, sem novidades, porque do conhecimento geral, o rumoroso episódio que veio a público na esteira da CPI que investigou o caso PC Farias, em 1992, de cujos trabalhos emergiram diversas acusações contra o Presidente da legenda petebista, de suposto envolvimento com transações suspeitas para compra da TV Corcovado, no Paraná, em 1991, suspeitas que o levaram a afastar-se da coordenação geral da campanha do então candidato à Presidência Ciro Gomes, e, mais sério ainda, renderam-lhe a capitulação em crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, falso testemunho e remessa ilegal de dinheiro para o exterior.

De acordo com os termos da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, na ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal, parte
do pagamento da compra da emissora, da ordem de US$ 5 milhões, foi realizado com dinheiro proveniente do esquema PC Farias, tardiamente rotulado de empréstimo, operação negada pelo empresário alagoano falecido.

Dito empréstimo, a sua vez, teria sido saldado, segundo a defesa, com a suposta venda de uma fazenda no Amazonas, em 1991, ao sócio e co-réu Luiz Fernando Wolff, operação também inquinada de fraudulenta, montada apenas para justificar o alegado empréstimo e a origem do dinheiro usado para pagamento do suposto credor falecido.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados

O PTB, depois da fusão dos trabalhistas com o PSD, passa por um período nebuloso, de manipulação pelas cúpulas partidárias, que sujeitam a agremiação a suas decisões autocráticas, unipessoais, sem consulta às demais esferas do Partido e suas bases.

A partir daquela aglutinação de bancadas, a cúpula nacional formou comissões provisórias estaduais em todo o País, escolhendo nomes a seu talante, em descompasso com as expectativas dos filiados, ora prestigiando nomes sem respaldo das bases, ora injustiçando aqueles que deram grande parte de sua vida e a contribuição de tantos anos para o engrandecimento da legenda.

Essas comissões provisórias tem prazo de 180 dias para comandar o partido e somente depois convocar eleições, quando já se tornam irreversíveis os rachas e dissensões entre facções de militantes.

Também ditou regras esdrúxulas e despóticas que restringem ou coíbem a liberdade de expressão, as manifestações, as ações e os trabalhos dos filiados e seus dirigentes, a serem observadas sob o punho de ferro dos sobas que se apropriaram da legenda e fizeram dela valhacouto do arbítrio e de suas ambições e projetos pessoais.

Um desses diktats proíbe que as inserções do PTB na mídia contenham crítica à atuação dos órgãos regionais ou nacionais do governo Lula, sob qualquer forma e pretexto.

Multiplicaram-se as fendas na organização partidária, sendo por demais notórias as acirradas disputas que se vêm travando em torno dos comandos dos órgãos regionais e locais, com reflexos no comportamento dos integrantes da bancada, igualmente separados por compromissos com facções e grupos.

Inaceitável, por exemplo, a decisão do Presidente Nacional do PTB de entregar a Presidência Regional do partido em MS a um parlamentar eleito em outubro, filiando em dezembro, portanto egresso de outra grei, antes de sua posse nesta Casa, para ser brindado com cargo de direção partidária, tangido pela direção do partido e empenhado em projeto pessoal de comandar o PTB e marginalizar, sob humilhação, o deputado Nelson Trad.

Rotularam minha inconformidade diante dos desmandos de “inadaptação aos novos tempos e à nova linha do PTB” – tempos e linha partidária que, de novidade, só têm mesmo o abandono da conduta ética e o desprezo aos balizamentos que nortearam a agremiação, apesar de todas as vicissitudes, ao longo de décadas.

Também tentaram impingir-me a pecha de considerar o PTB propriedade minha, quando o reverso seria o correto, tal a integração de minha vida aos destinos e à trajetória da legenda, de fidelidade provada no cadinho do golpe de 64 e em todos os embates que enfrentei, sob a bandeira do trabalhismo.

Não serão, pois, os forasteiros de agora, nem os que, décadas depois de mim, se filiaram ao PTB os mais autorizados a formular juízo de desvalor e condenar-me, a mim que levantei minha voz contra aqueles que converteram a legenda na nau dos insensatos; a mim, que muito contribuí para o desempenho da legenda, em vários pleitos.

Na verdade, poucos, entre os quais me incluo, contribuíram tanto para que o PTB não sucumbisse de vez nas últimas eleições. Diversas conclusões e dados estatísticos podem corroborar minha assertiva, como os que se extraem do documento “Análise de Desempenho Eleitoral para Deputado Federal”, elaborado pelo Superior Tribunal Eleitoral, tendo por referência os resultados das eleições de 2002 apurados no Estado de Mato Grosso do Sul, com indicadores básicos de participação, bem como perfil e redutos eleitorais de cada candidato.

O trabalho em apreço oferece uma visão de conjunto, a partir de comparação de dados, quanto ao meu desempenho eleitoral em relação ao meu partido e aos demais partidos, frente aos concorrentes, de forma genérica, com indicação das áreas em que contribuí para o crescimento da legenda e aquelas em que me beneficiei.

Primeiramente, averiguou-se que 18 municípios, inclusive a capital, mais contribuíram para a candidatura NélsonTrad, com um total de 92% dos votos que lhe foram destinados.

Também os números revelam que minha candidatura obteve um desempenho acima da média da votação dos demais candidatos em 48 municípios, que mais contribuíram para a sua votação, também se destacando entre os demais candidatos e concentrando mais votos que os seus concorrentes, quando se considera a soma da média da votação dos candidatos com o desvio-padrão, em 19 dessas localidades.

Entre outras conclusões avalizadas pela Justiça Eleitoral, ficou constatado, a sua vez, que o candidato Nélson Trad teve um desempenho acima da média da votação dos partidos, desvinculando-se da estrutura partidária, em 15 municípios, inclusive a capital Campo Grande.

Outra marca bastante significativa é o registro de que o candidato Nelson Trad contribuiu com mais de 50% de votos de meu partido, o PTB, em 60 municípios, ou seja, “carreguei” o partido, desde Campo Grande até outras 59 localidades mato-grossenses-do-sul.

Em 19 municípios, o candidato Nelson Trad se manteve competitivo, fazendo parte do grupo dos candidatos efetivos que aglutinaram a maioria dos votos.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados

Tenho a marca das minhas atitudes, conservo a ética provada e comprovada ao longo do meu itinerário. Tenho a minha fé de ofício ao Partido:

Líder de Bancada por dois mandatos (1995/1996).

Membro da Mesa Diretora (2º-Secretário), por 4 anos (duas legislaturas)

Membro da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação durante 8 anos seguidos.

Vice-Presidente Nacional do PTB nos anos de 1995 e 1996.

Ingresso no PTB em 1958 e eleito Vereador em Campo Grande em 1.958

Eleito Vice-Prefeito de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), em 1962.

Direitos políticos suspensos em 1964.

Anistiado em 1979.

Procurador Geral do Estado em 1980.

Secretário de Justiça (1981/1982)

Deputado Estadual, Líder do PTB na Assembléia Legislativa (1986 a 1990)

Deputado Federal (1991 a 2003)

Vendo o que fiz e vendo o que fazem, com a legenda e comigo, resta-me o desabafo de como é sofrida a vida pública.

Não me acostumei poupar os meus próprios companheiros, alguns até desertores, em troca de compensações, pois jamais me travesti de cortesão para defender os áulicos, por amor aos mandantes.

Não estou ungido pelo óleo do talento, mas pelo óleo da idade. Não dou vazão ao meu entusiasmo nem à paixão partidária, para nunca precisar de retratar-me. Resta-me um conselho, uma advertência aos mais moços, aos que pretendem ingressar na vida político-partidária: não é a paixão que governará a nossa ação partidária; é o respeito à legenda, o respeito e a veneração onde ela se alça, para não trazer as coisas anãs, interesses pessoais e particulares e cobranças despudoradas à Casa dos gigantes, o plenário da Câmara dos Deputados.

Estou aqui, despedindo-me do PTB, onde permaneci sem embargo do golpe de 64, para filiar-me ao PMDB. Estendo os braços àqueles que me recebem, com altivez e o senso da responsabilidade, porque acredito neste país, no meu Estado do Mato Grosso do Sul e na estirpe mato-grossense-do-sul e, sobretudo, nos nossos desígnios de nação democrática. Nunca, ainda nas horas em que os conflitos deflagraram os ciclos trágicos dos meus s
onhos da mocidade, desiludi-me de ver o País amadurecido com a democracia representativa, solidificando os partidos e prestigiando os seus fiéis militantes.

Não sou, por isso, um rebelde. Se assim permaneci nos meus 45 anos de PTB, nem por isso fui ou sou um rebelde. Se assim permaneço fiel às minhas origens políticas e à minha formação, “se a cada tempo sou o homem que fui o tempo todo”, acusar-me de rebeldia ou frustração é um gesto tão hipócrita e insensato que desmerece os acusadores, porque esbarra na consciência da minha idade e nas minhas convicções ideológicas e, também, nos meus vinte anos de vida parlamentar.

O PTB, neste estágio, está acocorado. Ajoelhado – a despeito de muitos filiados recusarem a política de subalternidade.

Semelhante afirmação não é um ato de rebeldia, pode até ser de inconformismo, expurgado que fui dos quadros do velho Partido de Doutel, Lúcio Bittencourt, Pasqualine, Fernando Ferrari, Max Mauro e Wilson Fadul. O que sustento é um ato de afirmação moral e, por isso mesmo, discordante, porque não posso compactuar. Liberto-me das algemas enferrujadas pelo suor frio dos insensíveis, para situar-me fiel às minhas convicções e aos valores da vida pública.

Se, mandatários eleitos pelo povo, somos devedores do povo, é com ele que devemos resgatar o dever de honra e lealdade à soberania popular, de ver respeitado o seu voto e a sua preferência nas urnas.

Ou isso, em respeito à legenda que nos deu o direito de postular a decisão do eleitor, ou, então, perderemos a razão dos nossos mandatos, porque teremos perdido o respeito próprio, a nobreza da representação e, dolorosamente, é de se dizer, a vergonha.

“É essa a minha coerência, o senso moral, a ação infalível que não me deixa vergar a cabeça no vestíbulo das potestades”.

Um partido não deve ser unido na submissão dos seus filiados. Um partido unido pela submissão impõe o fanatismo, a exaltação dos que se julgam imunes do erro, suprimindo a atividade política revel ao ritual dos fariseus.

A unidade partidária deve fundar-se na liberdade de pensamento dos seus filiados e no programa do partido e não no gelatinoso comportamento de falsos condutores, que só se dispõem a enfrentar os íngremes cumes das montanhas mediante compensação ou vantagens.

Sr. Presidente, Dignos Colegas

Para terminar, vem-me à lembrança o relato do Padre Antônio Vieira, em seu terceiro sermão, de que “el-rei D. João, o terceiro, encomendara a São Francisco Xavier, o informasse do estado da Índia por via de seu companheiro, que era mestre do príncipe; e o que o santo escreveu de lá, sem nomear ofícios nem pessoas, foi que o verbo rapio na Índia se conjugava por todos os modos”. “Conjugam por todos os modos o verbo rapio, porque furtam por todos os modos da arte, não falando em outros novos e esquisitos…”

Séculos transcorridos, as Índias lusitanas ficaram para trás, mas o grande orador continua bastante atual e sua voz percute em outras latitudes e quadrantes, não sendo demasia fazer coro com suas perorações e pedir que quem roubou, não roube mais; quem conspurcou, não se suje mais; e quem prevaricou, se redima – numa nova “Campanha das Mãos Limpas”, como a lançou a figura legendária de Fernando Ferrari, nos idos de 60.

Era o que tinha a dizer.

Frei Beto se reúne com Zeca e primeiro escalão amanhã

0

10/04/2003 17h02 – Atualizado em 10/04/2003 17h02

O Assessor especial da Presidência da República, Frei Beto, participa amanhã, às 8h30, de uma reunião com o governador Zeca do PT e com todo o primeiro escalão do governo na na governadoria, no Parque dos Poderes. Em pauta a a formulação de projeto de Educação Popular para o Estado que está sendo respaldada por debates entre membros de vários segmentos do governo do Estado, movimentos sociais, entidades e instituições que são parceiras no desenvolvimento de programas sociais. As discussões integram a Semana de Educação Popular coordenada pelo Cogeps (Conselho Estadual de Gestão das Políticas Sociais) e que tem apoio do Cepis (Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae), de São Paulo. No encerramento, às 19h30, no Clube Libanês, Frei Beto irá proferir palestra.

Condições da pista preocupam Chico Serra

0

10/04/2003 17h01 – Atualizado em 10/04/2003 17h01

O piloto paulista Chico Serra passeou de moto esta tarde pela pista do Autódromo Internacional de Campo Grande, que no domingo será palco da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car. “Estou preocupado porque em 2002 eu me dei mal aqui. Havia muita sujeira na pista e eu rodava igual a um pião”, declarou. No ano passado, ele nem conseguiu terminar a prova.

Em entrevista ao Campo Grande News, Chico Serra disse que as margens da pista estão em melhores condições, se comparar com o cenário encontrado por ele em 2002. “Tem uma graminha lá e vai ajudar a evitar que a terra entre na pista”, comentou.

Chico Serra, da equipe WB Motorsport, é um dos pilotos mais experientes do automobilismo brasileiro. Na Europa, foi campeão inglês de Fórmula Ford e Formula-3. Na Stock Car, ganhou os títulos de 99, 2000 e 2001.

A Cor da Ruas entra na 3ª etapa

0

10/04/2003 16h59 – Atualizado em 10/04/2003 16h59

A 3ª Etapa do projeto A Cor das Ruas tem início no dia 14 de abril. O projeto, idealizado pela artista plástica Ana Ruas, realiza desde setembro de 2001 um trabalho preventivo no Estado, com foco principal em Campo Grande.

Um dos objetivos do projeto é a motivação de jovens de classes sociais carentes, resgatando a auto-estima dos mesmos. O projeto oferece aos participantes a oportunidade de conhecer a história da arte proporcionando o questionamento de suas idéias e conceitos sobre a arte e suas linguagens. Evitando assim possíveis pichações e degradação do patrimônio público.

O projeto já foi implantado em 40 bairros da Capital atendendo 625 adolescentes. Unidades Educacionais de Internação (UNEIS), Hospitais, Centros Comunitários, APAE, Escolas, Presídios, participam do projeto.

No período de 14 a 17 o projeto estará na UNEI Los Angeles.

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.