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Depois do primeiro ataque ao Iraque, dólar abre em baixa de 0,31%, cotado a R$ 3,459

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20/03/2003 08h43 – Atualizado em 20/03/2003 08h43

A guerra começou e o dólar comercial abriu em baixa de 0,31%, cotado a R$ 3,449 na compra e R$ 3,459 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em abril está em R$ 3,475, com baixa de 0,45%.

As primeiras horas de ataques das forças aliadas ao Iraque apresentam como novidade, por enquanto, a notícia de que a guerra pode ser longa e difícil. A informação foi dada pelo próprio presidente americano, George W. Bush, em pronunciamento ontem à noite, para anunciar o início da ofensiva. Apesar disso, os mercados europeus iniciam o dia com relativa tranqüilidade, em meio ao tiroteio diplomático entre países a favor e contra a guerra liderada pelos Estados Unidos. A grosso modo, uma guerra mais longa pode significar custos altos para os EUA e riscos de retaliações e ataques terroristas por parte de países árabes.

No cenário interno, a quinta-feira significa dia de ajustes nos mercados, depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ontem o comitê decidiu manter a taxa Selic inalterada (em 26,50% ao ano), mas surpreendeu o mercado ao adotar viés de alta, tendo a guerra como principal variável no período que se segue. O viés permite ao Banco Central elevar a taxa básica da economia a qualquer momento, antes da próxima reunião do Copom. Tudo dependerá dos efeitos da guerra na economia mundial (leia-se petróleo) e no câmbio brasileiro.

A decisão fez inverter instantaneamente a curva de juros. Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), todos as projeções dos juros fecharam em alta, como indicativo de uma preparação para novos ajustes na Selic. Nesta manhã, as taxas voltam a subir nos prazos mais longos. O Depósito Interfinanceiro (DI) de julho, o mais negociado, está em 27,10%.

Opep reafirma que compensará qualquer escassez na oferta de petróleo

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20/03/2003 08h40 – Atualizado em 20/03/2003 08h40

LONDRES – A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reafirmou nesta quinta-feira que compensará qualquer escassez de petróleo no mercado com o uso do excedente da capacidade de produção garantindo, assim, a continuidade da oferta. O presidente do cartel, Abdullah al-Attiyah, do Qatar, disse ter conversado com os países membros do cartel logo depois do ataque ao Iraque.

” Como resultado dessas consultas, estou reiterando a disposição da Opep de compensar qualquer escassez resultante dos acontecimentos em curso”, disse Al-Attiyah em comunicado.

O presidente da Agência Internacional de Energia, Claude Mandil, também afirmou hoje não haver necessidade de liberar petróleo das reservas de emergência porque está confiante de que a Opep é capaz de cobrir qualquer problema na oferta.

A agência, que supervisiona a segurança e os estoques de emergência de petróleo de 26 nações industrializadas, afirmou ainda que essa medida só se fará necessária se uma futura escassez do produto não puder ser compensada pelo cartel de Viena.

“Temos uma confiança muito forte na Opep, que disse ser capaz de suprir qualquer escassez na oferta. Temos certeza que a organização fará o melhor”, disse em comunicado.

O preço do petróleo registrou queda logo depois do início dos ataques ao Iraque. O tipo Brent, negociado na Bolsa Internacional de Petróleo, em Londres, chegou a ser cotado a US$ 25,50, menor patamar em três meses. por volta das 9h, o barril era negociado a US$ 26,72.

Programas para empresas declarar IR já estão na página da Receita

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20/03/2003 08h33 – Atualizado em 20/03/2003 08h33

A Receita Federal liberou nesta terça-feira (18) na internet (www.receita.fazenda.gov.br) os programas para envio da declaração da Pessoa Jurídica (IRPJ) 2003, ano-base 2002. Estão disponíveis os programas para preenchimento da Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIPJ) e da Declaração Simplificada, obrigatória para as empresas optantes do Simples.

1,2 milhão já entregou a declaração do IRPF

A Receita Federal recebeu até hoje (terça-feira) 1,2 milhão de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2003, ano-base 2002. Isso corresponde a um crescimento de 25,6% na comparação com os 12 primeiros dias de entrega do ano passado, quando foram recebidos 955 mil documentos.

Do total de declarações recebidas até o momento, 1.092 milhão foi entregue pela internet e 106 mil por meio do formulário online – preenchido diretamente na página da Receita na internet, dispensando o uso do programa IRPF 2003. Esse meio, contudo, só está disponível para os contribuintes que até dezembro de 2002 tinham patrimônio inferior a R$ 20 mil.

Os formulários de papel já estão disponíveis na Receita e nos Correios. Os CDs podem ser encontrados em algumas unidades da Receita e a expectativa é que até o final do mês todas elas já tenham recebido as remessas.

CAMPO GRANDE: Ciclistas não respeitam pedestres

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20/03/2003 08h24 – Atualizado em 20/03/2003 08h24

O que deveria servir de via para os pedestres acaba sendo pista para os ciclistas que andam livremente nas calçadas, sobre suas bicicletas. Ainda de maneira irresponsável, eles arriscam vidas andando na contra mão, ultrapassando o sinal vermelho, entre outras coisas. A dona de casa aparecida Santana Gomes, 38, disse que sempre precisa ir de bicicleta ao centro da cidade, mas que, ao contrário de muitos ciclistas, procura obedecer as regras de trânsito, respeitando os pedestres nas calçadas. “Faço isso porque sei o transtorno que é ter que desviar dos ciclistas. Muitas vezes passam correndo, sem prestar atenção em quem está na sua frente, arriscando a segurança das pessoas”, menciona. De acordo com o superintendente de transporte e trânsito, Oslon Estigarribia, nos bairros deverão ser construídas ciclovias. “Isso não é a solução, mas ao menos amenizará o problema”, relata. Ele informou que há um projeto em licitação e que a construção dessas ciclovias está prevista para esse ano. Para Oslon, seria necessário ainda cursos de orientações aos ciclistas para conscientizá-los sobre a importância do uso das ciclovias. “As ciclovias a serem construídas serão devidamente sinalizadas e adequadas ao uso do ciclistas”, disse, lembrando que aquelas que existentes atualmente em alguns bairros foram mal planejadas, por isso não funcionou. Segundo Oslon, há ainda a idéia de emplacar as bicicletas, mas isso é um assunto que ainda será discutido, pois para isso o município teria que bancar os cadastros e placas, já que a maioria é de baixa renda. No centro de Dourados, a fiscalização para combater a inadimplência dos ciclistas é competência da Guarda Municipal e da Polícia Militar. Alguns comerciantes reclamam que esse trabalho não vem sendo realizado e que o motivo seria a falta de efetivo. O comandante do Pelotão de Trânsito, tenente Marcelo Cansanção Silveira, disse que a fiscalização é feita por três duplas de policiais que circulam pela área central, montados em bicicleta, e outros que cuidam do policiamento ostensivo à pé e de motocicleta. “Nosso efetivo é pequeno para essa tarefa, mas temos a ajuda da Guarda Municipal que também tem se empenhado”, lembra. Ele informou que quando os ciclista agem de forma inadimplente o policial dá orientações, pedindo-lhe que ande na rua e se for usar a calçada que vá empurrando a bicicleta. Disse ainda que freqüentemente há ciclistas que chegam a discutir com os policiais, não reconhecendo seu erro.

DOURADOS: IML de Dourados praticamente abandonado

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20/03/2003 08h22 – Atualizado em 20/03/2003 08h22

Marli Lange Pedaços de corpos fora da geladeira, causando cheiro insuportável, geladeiras em péssimo estado de conservação, equipamentos inadequados, sujeira e abandono. Esse é o retrato atual do IML (Instituto Médico Legal), de Dourados. Há anos o problema vem se arrastando sem que as autoridades tomem providência. O prédio permanece fechado o dia todo, somente é aberto quando são levados corpos para o local. Apenas uma das duas geladeiras, está funcionando e mesmo assim está com a porta quebrada. A reportagem do Diário MS não constatou nenhum corpo inteiro no local. Os pedaços de corpos estavam embrulhados num plástico jogados sobre uma mesa. Por estar fora da geladeira, já alguns dias supostamente, exala um cheiro forte de putrefação, que pode ser sentido à distância. A sujeira toma conta do local, principalmente na área de chegada de veículos. Quando a reportagem esteve no local, ontem, havia uma maca suja de sangue. Segundo informações, existem outros equipamentos no local que não funcionam adequadamente. O prédio, até sexta-feira passada, estava rodeado pelo mato. Ontem, o local já estava roçado. No prédio, aparentemente, não existem vigias e muito menos qualquer funcionário que cumpra expediente normal. O IML está localizado ao lado do Cemitério Bom Jesus. Os moradores já estão reclamando do mal cheiro. Essa semana, até os portões do prédio abandonado foram atingidos por tiros. Há três dias, o Diário MS vem tentando entrar em contado com o diretor do IML, o médico legista Ricardo Zocolaro, para saber porque o IML continua funcionando em estado tão precário, mas não obteve êxito. As secretárias dele alegam que o médico está sempre ocupado com pacientes e, apesar de deixar diversos recados, ele não retornou a ligação. O diretor geral do IML em Mato Grosso do Sul, João Carlos de Sales, ficou surpreso em saber que o IML de Dourados encontra-se abandonado. Ele alega que a última vez que veio a Dourados, fez uma reunião com os legistas, com a Polícia Civil e com representantes do município. Segundo João Carlos, na ocasião, todos se comprometeram em trabalhar para que o IML funcionasse normalmente. “Depois disso, ninguém do IML de Dourados se manifestou a respeito, pensei que estivesse funcionando normalmente”, disse. Ele alega ainda que não consegue fazer uma fiscalização adequada por causa do acumulo de trabalho no IML, em Campo Grande. O legista informou também que não recebeu nenhum pedido da direção do IML de Dourados ou da Polícia Civil para que pudesse fazer a solicitação ao Governo Estadual para melhorar as condições do Instituto. O delegado regional da Polícia Civil de Dourados, Benjamim José Machado, disse que a responsabilidade pelo IML é do legista Ricardo Zocolaro e que também não recebeu qualquer tipo de reivindicação para ser levada a Campo Grande.

Prefeitura conclui asfalto na periferia da cidade

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20/03/2003 08h21 – Atualizado em 20/03/2003 08h21

A rua Palmeiras, no Jardim Santo André foi asfalta da pela Prefeitura. São 750 metros lineares de asfaltado, ligando o Santo André à sede da AABB. O prefeito Laerte Tetila (PT) vistoriou a obra acompanhado dos vereadores Walter Hora (PPS), Elias Ishy (PT), e do secretário de Obras Guilherme Meldau. Tetila comemorou a etapa final da obra, que já há sete meses está sendo executada pela Prefeitura. De acordo com o encarregado de obras da empreiteira, Celso Romero, a complexidade da obra e as chuvas estenderam o período de execução da obra. “A parte mais complicada e mais demorada do serviço foi a preparação da rua para receber o asfalto”, disse o encarregado. Segundo ele, foi necessário primeiro fazer a retirada de largas áreas de tufas (terra de baixa resistência) antes de fazer a compactação da rua. “Em alguns pontos da rua foi necessário escavar até dois metros e meio para proceder a retirada desse tipo de solo, e depois colocar no lugar camadas de pedras, argila e cascalho”, explica. Tetila disse que a Administração Municipal está fazendo um “grande esforço” para atender a população na sua reivindicação por asfalto, enfatizando que desde o início do seu governo cerca de 42 quilômetros de ruas receberam asfalto. “Estamos fazendo todo esforço do mundo para utilizar os poucos recursos que temos da melhor forma e da forma mais justa possível; desde o primeiro dia de governo estamos indo a busca de recursos em todas as esferas, estadual, federal e até internacional; não estamos parados, pelo contrário, dia e noite temos corrido atrás de recursos”, disse o prefeito que na semana passada esteve no Rio de Janeiro articulando recursos da ordem de R$ 10 milhões.

Nove pessoas estão presas por contrabando de gado

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20/03/2003 08h15 – Atualizado em 20/03/2003 08h15

A apreensão de 136 cabeças de gado paraguaio, que entraram ilegalmente ao Mato Grosso do Sul, já resultou na prisão de nove pessoas. Oito são os motoristas dos oito caminhões que levavam o carregamento. Em Campo Grande, depois de investigações da Polícia Federal, outro homem foi preso acusado de contrabando e descaminho.

As suspeitas surgiram a partir de evidencias nas notas, mas o registro dos animais não bate com a marca do gado e a polícia acredita que o gado seria levado para a Amambai, na fronteira com o Paraguai.

Os depoimentos foram interrompidos na madrugada de hoje e devem ser retomados às 7h30. O primeiro a ser ouvido hoje deve ser o dono do frigorífico, que iria receber os animais.

acreditam indo para amambai.

O gado esta em uma fazenda no Sul do Estado, perto do município de Antônio João, posteriormente vai ser abatido. Os caminhões devem ser leiloados pela Receita Federal. As investigações não foram encerradas e a polícia informou que só vai divulgar os nomes dos envolvidos após a conclusão dos depoimentos.

A apreensão é um entrave ao sucesso das ações conta a febre aftosa no gado de Mato Grosso do Sul. A entrada de gado paraguaio no Brasil está proibida, em função do país vizinho não estar livre do foco da doença. O fato pode complicar a comercialização de gado de Mato Grosso do Sul com a União Européia, já que o Estado é considerado área livre de aftosa com vacinação.

Saddam Hussein desafia document.write Chr(39)pequeno Bush

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20/03/2003 08h14 – Atualizado em 20/03/2003 08h14

BAGDÁ – Em um discurso veiculado na manhã desta terça-feira pela emissora estatal de TV do Iraque, três horas depois do início do ataque militar deflagrado pelos Estados Unidos e seus aliados, o presidente do Iraque, Saddam Hussein, desafiou o presidente americano, George W. Bush, e conclamou guerra santa. Em um pronunciamento com vários sinais de não ter sido gravado antes dos bombardeios – cujo principal alvo era o próprio Saddam – o líder iraquiano demonstrou desprezo pelo presidente dos EUA, que chamou de “pequeno Bush”, e vinculou sua causa à luta pela criação de um Estado palestino – aparentemente para angariar apoio de outros países árabes.

  • Não tenho medo – disse Saddam várias vezes, exortando o povo a defender o país e dizendo que os iraquianos amam a paz, mas concluindo o pronunciamento com as frases: – Vida longa à guerra santa. Vida longa à Palestina. Alá é grande.

  • O criminoso pequeno Bush cometeu um crime contra a humanidade – disse Saddam, com uniforme militar e uma boina preta.

Saddam usava óculos – o que ele não gosta de fazer diante das câmeras e sugere a urgência com que o discurso foi preparado e veiculado. Também não foi um pronunciamento cercado de pompa, como costumam ser os discursos de Saddam na TV. O cenário era simples e Saddam lia palavras em um papel que tinha na mão. Segundo a CNN, o pronunciamento faz menção à data 20 de março.

Há poucas chances de tratar-se de um dos muitos sósias de Saddam, um grupo formado por questões de segurança. Isso porque o tom de voz do líder iraquiano é muito peculiar.

O pronunciamento foi antecedido por uma breve apresentação do ministro da Informação, Mohammed Saeed al-Sahaf, que disse que a guerra santa começara.

Fontes do governo dos EUA disseram que o alvo dos ataques iniciados nesta madrugada era Saddam e outras lideranças iraquianas.

  • Prometemos a vocês em nosso nome e no nome de nossa liderança e no nome do povo iraquiano e seu exército heróico, em nome do Iraque, sua civilização e história, que vamos lutar contra os invasores – disse Saddam. – Se Deus quiser, vamos levá-los ao limite de sua paciência e qualquer esperança de alcançar o que planejaram e que os criminosos sionistas os empurraram a fazer. Eles serão derrotados.

Sindicato pede auditoria no Inmetro

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20/03/2003 07h54 – Atualizado em 20/03/2003 07h54

Opresidente do Sindinmetro (Sindicato dos Trabalhadores da Agência Estadual de Metrologia), José Luiz de Oliveira, protocolou ontem no MPE (Ministério Público Estadual) e no Tribunal de Contas do Estado, pedido de auditoria nas contas do Inmetro (Agência Estadual de Metrologia) em Mato Grosso do Sul referente ao exercício financeiro de 2001/2002. Existem denúncias de supostas irregularidades no órgão. As denúncias são baseadas em reportagens divulgadas pela imprensa apontando suposto desvio de recursos e atingem o então diretor-presidente do órgão, Paulo Renato Dolzan, atualmente ocupando o cargo de Superintendente de Apoio Administrativo e Operacional da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. Dolzan entregou o cargo em dezembro do ano passado, quando o governador Zeca do PT concluiu o seu primeiro mandato. Para o seu lugar foi indicado, no início deste ano, o ex-prefeito de Sidrolândia, Daltro Fiúza. A solicitação também foi requerida ao presidente nacional do Inmetro, Armando Mariante Carvalho, e ao procurador-chefe do órgão, Rodrigo Leandro Pereira. O Sindinmetro pediu também que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Superintendência da Polícia Federal acompanhem as investigações. “Tal solicitação prende-se ao fato de estarem sendo veiculadas em vários órgãos de imprensa do Estado, notícias dando conta de que há fortes indícios de irregularidades administrativas e financeiras, advindas na gestão de 2001 a 2002”, diz trecho do documento endereçado ao procurador-geral de Justiça, Sérgio Luiz Morelli, ao presidente do TCE, José Ancelmo dos Santos, ao presidente da OAB, Wladimir Rossi Lourenço, e ao superintendente da Polícia Federal, Wantuir Jacini. Dever legal Apesar da iniciativa de pedir a auditoria, o dirigente sindical preferiu não dar detalhes sobre os valores supostamente desviados. José Luiz limitou-se a afirmar que cumpre apenas um dever legal, como homem público, de buscar esclarecimento dos fatos por meio das autoridades competentes. “Cabe às autoridades constituídas a obrigação constitucional de apurar a existência de possíveis atos ilícitos no poder público. Agora, se elas existem ou não, não é de nossa competência”, disse o sindicalista, referindo-se as acusações.

Começa a guerra para destituir Saddam Hussein e desarmar o Iraque

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20/03/2003 07h50 – Atualizado em 20/03/2003 07h50

BAGDÁ, WASHINGTON e CIDADE DO KUWAIT – Às 5h15m da madrugada desta quinta-feira (23h15m em Brasília), os Estados Unidos e seus aliados despejaram as primeiras saraivadas de bombas sobre o Iraque de Saddam Hussein, dando início à maior aventura militar americana desde a Guerra do Golfo, em 1991, e cumprindo a promessa de usar a força para tentar destituir o ditador e eliminar seu suposto arsenal de armas não-convencionais. A guerra começou com um ataque com mísseis Tomahawk e caças F-117A, cujo alvo principal seria o próprio presidente iraquiano. Saddam apareceu três horas depois em um pronunciamento veiculado pela emissora estatal de TV, mas não está claro se o dircurso foi gravado e quando.

Os ataques aéreos contra o Iraque na quinta-feira tinham como objetivo centros de comando e de controle e, se tiverem sucesso, podem mudar a natureza da guerra, disse um porta-voz das forças americanas. A ação ganhou o nome de document.write Chr(39)operação de decapitaçãodocument.write Chr(39), como explicou um militar americano:

  • Estes ataques são uma operação de decapitação de centros de controle e comando. Se forem bem-sucedidos, mudarão radicalmente a maneira como fazemos as coisas – disse o coronel do Corpo de Fuzileiros Navais Chris Hughes, que está no Kuwait.

Guerra santa – Pouco depois das 8h30m (2h30m em Brasília), Saddam Hussein apareceu na TV. A menção à data, 20 de março, seria um dos sinais de que o discurso, se gravado, foi escrito depois da primeira onda de bombardeios. Também não se acredita que a imagem fosse de um dos muitos sósias do presidente iraquiano, porque a voz carrega o tom peculiar de Saddam.

  • O criminoso pequeno Bush cometeu um crime contra a humanidade – disse Saddam, vestindo uniforme militar e usando óculos, o que ele não gosta de fazer e que pode indicar a urgência com que se gravou o discurso.

As explosões e a artilharia antiaérea vêm sendo ouvidas desde então em várias levas em Bagdá. Quatro barcos e dois submarinos americanos dispararam mísseis contra Bagdá nas primeiras horas do ataque e a operação continua, segundo a Marinha. Várias aeronaves de combate deixaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln na manhã desta quinta-feira, mas não está certo se rumavam para Bagdá.

Alertando para a possibilidade de que esta seja uma guerra mais longa e mais difícil do que se imaginava, Bush anunciou o início da guerra em um pronunciamento curto à nação, quase uma hora depois de ouvirem-se sirenes e explosões na capital, Bagdá.

  • As forças americanas e aliadas estão nos estágios iniciais de operações militares para desarmar o Iraque, libertar seu povo e defender o mundo de um grande perigo – disse Bush.

Ele disse que primeiros ataques foram contra “alvos selecionados de importância militar”.

  • O único resultado aceitável é a vitória – disse o presidente dos EUA, George W. Bush, em um discurso de cerca de quatro minutos.

Disparos de artilharia foram ouvidos perto da fronteira entre o Iraque e o Kuwait, informaram testemunhas à agência de notícias Reuters. Centenas de milhares de soldados dos EUA e da Grã-Bretanha concentraram-se nos últimos meses perto da fronteira. Mas não há informação ainda de que as forças em terra tenham recebido ordens para iniciar a invasão do território iraquiano pelo Sul.

O dia amanhecia na capital iraquiana, que durante o dia anterior havia se transformado numa cidade fantasma, com moradores em pânico escondidos em bunkeres improvisados ou trancaficados em casa, à espera de um bombardeio que foi anunciado como o mais devastador jamais enfrentado um inimigo americano.

  • Os estágios iniciais do desarmamento do regime iraquiano começaram – anunciou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, logo em seguida.

Caças sobrevoaram a cidade e ao menos um incêncio foi relatado. O Iraque respondeu com artilharia antiaérea. Segundo o correspondente da CNN no Pentágono, James McIntyre, o que seu viu nas últimas horas da madrugada de Bagdá foi um ataque de mísseis contra um “alvo de oportunidade” que não faria parte da operação mais ampla esperada para as próximas horas.

Nesta primeira leva de bombardeios, foram usadas quatro bombas guiadas levadas por caças-bombardeiros stealth F-117A e disparados 40 mísseis Tomahawk Cruise de navios americanos no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico, todos convergindo para o ponto ao sul de Bagdá onde a inteligência americana acreditava se encontrar Saddam naquele momento.

O coronel Chris Hughes deu a entender que alvos no sul do Iraque também foram atingidos e que espera momentos de calmaria antes da chama da onda de “choque e medo” que as forças aliadas prometeram para as primeiras horas da guerra, com mais de três mil bombas sendo lançadas contra país.

Decisão antes do jantar – Autoridades militares teriam dito a Bush nesta tarde que valeria à pena lançar o ataque isolado, para não perder uma chance de atingir o alvo – ainda não confirmado.

Bush tomou a decisão de realizar o ataque contra Sadam Hussein quatro minutos depois o fim do prazo de 48 horas dado a Saddam para deixar o Iraque. O correspondente da CNN, John King, informou que ele recebeu um relatório sobre a possível presença de Saddam em um determinado local de Bagdá e lhe foi pedida autorização para atacar.

Bush deu a ordem e foi jantar com a primeira dama, Laura. Na volta, fez o pronunciamento à nação. Mais tarde, depois de ser notificado sobre o andamento do ataque, o presidente recolheu-se à ala residencial da Casa Branca, encerrando o expediente do dia. O vice-presidente Dick Cheney deixou a Casa Branca, encerrando também seu dia de trabalho.

O ultimato para que Saddam deixasse o Iraque em 48 horas foi dado na noite de segunda-feira, depois que os EUA e seus aliados declararam fechada a janela da diplomacia, deixando para trás o esforço internacional antiguerra liderado por França, Alemanha e Rússia, os gigantescos protestos em todo o mundo e o temor de que uma nova guerra no Golfo Pérsico reacenda a fúria de terroristas islâmicos.

Iraquianos dizem que ataque atingiu civis em Bagdá

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20/03/2003 07h44 – Atualizado em 20/03/2003 07h44

Autoridades iraquianas afirmaram que o primeiro ataque americano em Bagdá atingiu civis.

De acordo com o porta-voz do Ministério da Informação, Uday al-Taei, áreas civis no sul da cidade foram atingidas e algumas pessoas teriam ficado feridas.

A notícia ainda não teve confirmação independente.

O primeiro ataque americano teria ocorrido, segundo informações do lado americano, com o objetivo de atingir militares iraquianos de alto escalão e, possivelmente, o próprio Saddam Hussein.

Maciço

De acordo com a imprensa americana, os ataques teriam ocorrido porque o Pentágono teria obtido informações de que o líder do país estaria reunido no local atingido.

Os primeiros bombardeios foram limitados e atingiram poucas áreas da cidade, segundo os repórteres da BBC em Bagdá.

As expectativas eram de que os primeiros ataques americanos fossem ser maciços.

Na opinião de especialistas que estão acompanhando a situação, esses ataques ainda devem ocorrer.

Porém, não se sabe em que momento eles serão lançados.

DOURADOS: Oposição desiste de CPI dos lotes

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20/03/2003 07h41 – Atualizado em 20/03/2003 07h41

Helio de Freitas Sem apoio da maioria dos vereadores de Dourados, a oposição ao prefeito Laerte Tetila (PT) teve de “sepultar” a campanha em prol de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a desapropriação de 60 lotes feita pela prefeitura no Jardim Guaicurus, em julho do ano passado. A última tentativa ocorreu na segunda-feira passada, em reunião na Câmara. Os vereadores da bancada do prefeito e outros considerados aliados, embora sejam filiados a partidos de oposição, se recusaram mais uma vez a assinar o requerimento pedindo a CPI. Eles alegam que os documentos apresentados pelos opositores são inconsistentes. Na terça-feira à noite, durante a sessão da Câmara, o vereador Paulo Falcão (PSDB) deu a palavra final: “A CPI não será criada por falta de apoio dos aliados do prefeito”. O requerimento da CPI já estava pronto e com a assinatura de quatro vereadores: Falcão, Eduardo Marcondes (PMDB), Bela Barros (PSDB) e Nelso Gabiatti (PFL). No entanto, o Regimento Interno da Câmara exige no mínimo seis assinaturas para instalar uma comissão de investigação. Fato determinado Ontem à tarde, Falcão disse que a Câmara perdeu a chance de exercer sua prerrogativa de investigar os atos do Poder Executivo. “Existe, sim, fato determinado para a criação de uma CPI. Só o barulho que vem das ruas sobre o caso e as suspeitas levantadas pela imprensa seriam motivos suficientes para se iniciar uma investigação”, declarou. Segundo ele, a prefeitura não queria a CPI e acusa os aliados do prefeito de se submeterem a pressões do Executivo para não assinar o requerimento. “Acho que houve interesses político-partidários e questões pessoais por traz disso”, reclamou Paulo Falcão. “Pessoalmente, acredito que houve superfaturamento na desapropriação dos lotes do Jardim Guaicurus. Pode haver mais coisa por traz dessa história, muito além dos fatos que são de nosso conhecimento. Há uma suspeita muito forte do envolvimento de pessoas da prefeitura, inclusive de gente muito próxima ao gabinete do prefeito”, declarou o vereador. Com o fracasso da CPI, Falcão disse que ele e os outros três vereadores que defendem a investigação usarão outros meios para investigar o caso. “Vamos encaminhar requerimentos à prefeitura e usar outras formas para se obter as informações que só a CPI teria condição de apurar com rigor e agilidade”, disse Paulo Falcão. O vereador disse que o grupo a favor da investigação vai auxiliar a investigação do MPE (Ministério Público Estadual). “Acreditamos na isenção do Ministério Público, mas não podemos esquecer que o órgão está sobrecarregado”, disse ele. Falcão e Eduardo Marcondes disseram “estranhar” a posição da prefeitura contra a CPI. Segundo eles, caso não houvesse irregularidade, a prefeitura deveria incentivar a investigação.

EUA disparam mais de 40 mísseis e 900 quilos de bomba

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20/03/2003 07h39 – Atualizado em 20/03/2003 07h39

A guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque começou com o disparo de mais de 40 mísseis Tomahawk a partir de seis navios de guerra e submarinos, localizados no Mediterrâneo, no Mar Vermelho e no norte do Golfo Pérsico, segundo a agência de notícias France Press.

Cerca de 900 quilos de bombas também foram despejados no país.

As informações foram divulgadas pela Marinha americana em Washington.

O comandante Mike Brown, porta-voz da Marinha no norte do Golfo, disse que pelo menos dez mísseis foram disparados contra apenas dois alvos específicos.

Submarinos e navios

O Pentágono divulgou vídeos dos mísseis Tomahawks sendo disparados do navio USS Donald Cook, no Mar Vermelho.

O destróier USS Milius, os navios cruzadores USS Cowpens e USS Bunker Hill e os submarinos USS Cheyenne e USS Montpellier também dispararam mísseis.

De acordo com a TV americana, mísseis B-2, B-1 e B-52 também fizeram parte do ataque ao Iraque, assim como caças F-117 que despejaram bombas GBU-27 guiadas por satélite. Mais de 900 quilos de bombas foram disparados. Elas são conhecidas como bunker busters (destruidoras de bunkers).

Mais de 600 aviões de combate americanos estão prontos para atacar o Iraque, operados por cinco porta-aviões e bases terrestres ao longo do Golfo, informou o Pentágono.

Mais de 180 mil soldados americanos e britânicos encontram-se no norte do Kuwait, aguardando ordens para entrar no Iraque.

Casa Branca diz que guerra custará vidas e terá duração indeterminada

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19/03/2003 17h24 – Atualizado em 19/03/2003 17h24

WASHINGTON – O governo dos EUA advertiu sua população nesta quarta-feira a se preparar para uma guerra que custará a vida de soldados americanos e terá duração indeterminada. Também nesta quarta-feira, o presidente George W. Bush entregou ao Congresso a notificação necessária para uma guerra.

  • À beira de uma guerra com o Iraque, os americanos devem estar preparados para o que, esperamos, será um conflito preciso e o mais rápido possível, mas há muitas incertezas. Pode ser uma questão de alguma duração, não sabemos – disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. – Os americanos têm que estar preparados para a perda de vidas. Os americanos têm que estar preparados para a importância de desarmar o presidente Saddam Hussein e proteger a paz – afirmou ele.

O presidente Bush deu a Saddam até as 20h (22h horário de Brasília) desta quarta-feira para deixar o Iraque com seus filhos Uday e Qusay ou enfrentar uma guerra.

  • Às 20h desta noite o povo americano saberá que Saddam Hussein cometeu seu último ato de desafio – afirmou.

A Casa Branca não tinha planos de marcar o fim do ultimato com uma declaração. Bush fará um discurso no Salão Oval da Casa Branca no caso de uma guerra, mas Fleischer se negou a dizer se isto será no momento do ataque ou depois.

Enquanto isso, disse o porta-voz, Bush estava trabalhando com planejadores militares “deixando o tempo que ele deu (a Saddam) passar”.

Os comentários de Fleischer foram os mais diretos até agora sobre os custos potenciais de uma guerra. O governo Bush deve pedir ao Congresso entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões dias depois de uma guerra ser lançada. O dinheiro cobrirá os custos de guerra, aumentará as medidas de segurança e de ajuda estrangeira.

Tropas avançam para a fronteira do Iraque

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19/03/2003 17h03 – Atualizado em 19/03/2003 17h03

Testemunhas disseram que uma gigantesca coluna de tanques está avançando em direção à fronteira do Iraque, acompanhada de veículos blindados com tropas e caminhões de abastecimento.

O deslocamento começou horas antes de esgotar-se o prazo dado pelo presidente George W. Bush para Saddam Hussein deixar o poder ou enfrentar uma ação armada.

As testemunhas disseram que uma compacta coluna de 26 quilômetros de extensão se deslocava por estrada no norte do Kuwait à caminho da fronteira do Iraque.

Funcionários do Pentágono disseram a Barbara Starr, da CNN, que tempestades de poeira na região se tornaram importante fator para a decisão de quando o ataque será iniciado.

Registrados quase cinco mil casos de conjuntivite em MS

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19/03/2003 16h51 – Atualizado em 19/03/2003 16h51

Mato Grosso do Sul já detectou 4.915 casos de conjuntivite nos municípios, de acordo com dados parciais da Vigilância Epidemiológica do Estado.

Somente em Campo Grande foram registrados 4.182 casos da doença. Os dados das cidades de Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas ainda não chegaram na Secretaria de Saúde.

Conforme a coordenadora estadual de vigilância epidemiológica, Clarice Pinto Machado, as causas da epidemia de conjuntivite estão sendo avaliadas pelo Lacen (Laboratório Central) e pelo Instituto Adolph Lutz, de São Paulo.

De acordo com a coordenadora as causas do surto de conjuntivite podem ter várias etiologias e serem causados por bactérias ou vírus. Para isso, o Lacen está fazendo coleta do material para os exames de isolamento viral e a cultura da bactéria nas 77 cidades do Estado para verificar a possibilidade da epidemia.

O diretor executivo da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Eugenio Barros, afirma que se trata de uma epidemia e alerta para que as pessoas procurem um médico assim que apresentarem os primeiros sintomas da doença.

A guerra já começou

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19/03/2003 16h42 – Atualizado em 19/03/2003 16h42

JERUSALÉM – Tropas americanas e britânicas se envolveram em um combate próximo ao principal porto iraquiano no início da guerra para derrubar Saddam Hussein, de acordo com o jornal Evening Standard.

A troca de fogo começou perto de Basra quando soldados atacaram a cidade no sul do Iraque. Ao mesmo tempo tropas aliadas avançaram para a zona desmilitarizada entre o Iraque e o Kuwait se posicionando para uma invasão. Mísseis cruzadores também foram colocados em bombardeiros B-52, um claro sinal de que podem faltar apenas algumas horas para um ataque ao Iraque, informa ainda o Evening Standard.

Tropas britânicas que assumiam “posições de combate” foram ordenadas a desligar seus telefones de transmissão via satélite e aviões de guerra aliados bombardearam alvos no Iraque depois de serem atacados na zona de exclusão aérea.

As forças aliadas estão posicionadas desde o início da tarde (horário local) a partir do momento em que vencer o prazo de 48 horas que Bush estabeleceu para Saddam Hussein deixar o Iraque. A Casa Branca se recusou a descartar um ataque depois desse limite.

O combate em Basra pode envolver forças especiais britânicas e Marines dos EUA em uma operação de preparação de pistas de pouso para aviões anfíbios durante uma invasão. Outras unidades especiais estavam dentro do Iraque em operações secretas para preparar pistas de pouso para tropas aerotransportadas.

Desertores do Iraque – Dezessete soldados iraquianos se entregaram às forças lideradas pelos Estados Unidos no norte do Kuwait, confirmaram fontes militares dos Estados Unidos na quarta-feira.

Não havia mais detalhes disponíveis no momento. Aviões dos EUA e britânicos lançaram milhões de panfletos pelo Iraque fazendo um apelo a soldados iraquianos para que não resistam à invasão.

Tempestade de areia diminui visibilidade na fronteira iraquiana

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19/03/2003 16h36 – Atualizado em 19/03/2003 16h36

KUWAIT – Uma forte tempestade de areia diminuiu nesta quarta-feira a visibilidade em partes do deserto do Kuwait, onde tropas dos EUA estão posicionadas na fronteira com o Iraque e prontas para invadir o país de Saddam Hussein. As condições climáticas na região podem interferir nos planos militares americanos, já que às 22h (horário de Brasília) de hoje termina o prazo dado pelo presidente George W. Bush para que o presidente iraquiano e sua família sigam para o exílio ou enfrentem uma guerra.

Em outras áreas de concentração de soldados, jornalistas da agência de notícias Reuters disseram que a visibilidade máxima era de 200 metros. A capital do Iraque, Bagdá, também estava encoberta por poeira.

  • Dava para ver somente alguns metros adiante – disse um correspondente da Reuters que acompanha uma unidade da infantaria do Exército dos EUA no Norte do Kuwait.

Dezessete soldados iraquianos se entregam a forças aliadas, que se acumulam na fronteira

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19/03/2003 16h31 – Atualizado em 19/03/2003 16h31

BAGDÁ – Ao menos 17 soldados do Iraque cruzaram a fronteira de seu país com o Kuwait e se entregaram a forças dos EUA na noite desta quarta-feira (horário local), disseram fontes militares americanas. A rendição ocorre num momento em que 20 mil soldados da Terceira Divisão de Infantaria americana se aproximavam da fronteira. O deserto do Kuwait está cheio de sinais de que a guerra – batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam Hussein de “A Última Batalha” – está para começar a qualquer momento.

A tensão aumenta vertiginosamente, à medida que se esgota o ultimato dado pelo presidente George W. Bush para que o ditador iraquiano e seus filhos deixem o país. Saddam, Uday e Qusay deveriam deixar o poder e fugir par o exílio até as 22h (horário de Brasília) desta quarta-feira para evitar uma guerra, mas a família Hussein já rejeitou o ultimato e prometeu lutar até a morte.

Os 15 soldados iraquianos foram os primeiros a se render. Eles se entregaram antes mesmo de uma guerra começar, algo que a Força Aérea dos EUA vinha encorajando, ao jogar mais de um milhão de panfletos avisando sobre os riscos da resistência. De acordo com o “New York Times”, os soldados não são prisioneiros de guerra, porque o confronto ainda não começou. Eles estão sob custódia da polícia de fronteira do Kuwait.

A dissidência foi recebida com euforia pelas tropas aliadas. Os homens se entregaram em meio a uma violenta tempestade de areia no deserto, que envolveu os exércitos britânico e americano e deixaram a visibilidade limitada a poucos metros – algo que poderia vir a atrapalhar os planos de uma invasão por terra.

Apesar da tempestade, as tropas continuavam avançando pelo deserto do Kuwait. Milhares de fuzileiros navais e integrantes da infantaria do Exército americano – ao lado de tanques e equipes médicas – estão posicionadas na fronteira do Kuwait com o Iraque, aguardando uma ordem de ataque do presidente George W. Bush. Na noite de terça-feira, o Pentágono disse ao presidente Bush, comandante-em-chefe das forças americanas, que seus homens estão prontos para agir contra Saddam.

Unidades de elite americanas assim como homens da Agência Central de Inteligência (CIA) já haviam entrado no Iraque para estudar alvos potenciais, reunir dados de inteligência e preparar o campo de batalha. Nesta quarta-feira, o major-general do Exército de Israel, Aharon Zedocument.write Chr(39)evi, afirmou que a guerra pode ser lançada pouco tempo depois de expirar o ultimato.

Com cerca de 150 mil soldados britânicos e americanos prontos para atacar, o Parlamento do Iraque realizou uma reunião de emergência para rejeitar com veemência o prazo final dado por Bush e prometer defender o ditador com sangue.

Apesar do tom desafiador do Parlamento, o Iraque se preparava para uma guerra iminente. Bagdá transformou-se numa cidade fantasma. O fornecimento de energia começou a falhar, e à medida que a noite cai, as pessoas se escondem em bunkeres. Os moradores já estocaram suprimentos de emergência. As lojas estão fechadas, as janelas reforçadas com placas de madeira. Os hospitais preparam os leitos para acomodar as baixas da guerra e mulheres grávidas lotam os centros cirúrgicos pedindo operações de cesariana para ter seus filhos antes de um ataque.

EUA atacam posições iraquianas em zona de exclusão aérea

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19/03/2003 16h28 – Atualizado em 19/03/2003 16h28

Fontes do Pentágono confirmaram que aviões americanos e britânicos voltaram a bombardear nesta terça-feira posições iraquianas nas zonas de exclusão aérea ao sul e oeste do país.

Segundo o Pentágono, o objetivo dos bombardeios é a destruição das baterias de defesa iraquianas equipadas com lançadores de mísseis terra-terra.

O correpondente da BBC no Pentágono diz que os ataques seriam uma intensificação dos bombardeios que vêm sendo feitos rotineiramente por Estados Unidos e Grã-Bretanha nas zonas de exclusão aérea do Iraque.

Os novos ataques ocorrem pouco antes do prazo de 48 horas dado pelo presidente americano, George W. Bush, ao presidente do Iraque, Saddam Hussein, para que deixasse o país em busca de exílio no exterior.

O presidente Saddam Hussein já tinha anunciado que não aceitava as condições propostas por Bush e se negou a deixar o Iraque.

Fonte: BBCBRASIL

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