17/01/2003 13h17 – Atualizado em 17/01/2003 13h17
A implantação do pólo mínero-siderúrgico em Corumbá é uma das prioridades do governador Zeca do PT, no seu segundo mandato, para mudar o perfil econômico de Mato Grosso do Sul e tirar o Estado do binômio agricultura/pecuária. Com a siderurgia, Zeca do PT acredita que vai garantir o desenvolvimento da região, gerar milhares de empregos e agregar valores a outras atividades.
Para viabilizar o projeto, o governo do Estado trabalha em parceria com empresas privadas como a Mineração Corumbaense Reunidas S/A (RTZ –Rio Tinto), Urucum Mineração S/A e a Minerassul Ltda. Em conjunto as três empresas possuem a capacidade instalada de 3,4 milhões toneladas/ano e produção de 1,6 milhão de toneladas/ano.
O pólo mínero-siderúrgico será implantado em três etapas. Na primeira, já foi instalada a unidade de ferro-liga. Em seguida, a unidade de redução direta, com a produção de esponjas de aço e, finalmente, a unidade aciária, para produção de vergalhões, que serão escoados para São Paulo através da ferrovia e exportados para os países do Mercado Comum do Cone Sul (Mercosul) pelo rio Paraguai.
Reservas – Segundo dados de 1995 da Secretaria de Estado de Produção e Turismo, a região de Corumbá tem a terceira maior reserva de minério de ferro (30 bilhões de toneladas de jaspilito com teor médio de 54% de ferro e 890 milhões de toneladas de minério do tipo coluvionar, com teor médio de 63% de ferro), que é chamada de Urucum, e a segunda maior de reserva de manganês do País (53 milhões de toneladas).
Início – Os primeiros passos para viabilizar a implantação do pólo mínero-siderúrgico foram à instalação de uma unidade de gás natural com ramal direto da unidade medidora no território boliviano e a construção da termelétrica de Corumbá, que deverá entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano, e vai garantir a oferta de energia para o complexo industrial sob a influência do pólo siderúrgico.
Outras vantagens – Além de contar com a terceira maior reserva de minério de ferro e a segunda de manganês do Brasil, com um ramal do gás natural importado da Bolívia e com a termelétrica, Corumbá também oferece condições de logística favoráveis à implantação do pólo mínero-siderúrgico, como a proximidade com a via navegável do rio Paraguai, o que vai permitir que as empresas envolvidas atinjam os mercados do Pacífico.
Outros aspectos que facilitam a instalação do pólo mínero-siderúrgico de Corumbá são a política de incentivos fiscais que o governo do Estado oferece aos investidores e as linhas de crédito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), que têm taxas de juros reduzidas.
Fonte: Apn