11/11/2002 10h30 – Atualizado em 11/11/2002 10h30
Goiás, que faz parte do Circuito Pecuário Centro-Oeste, desenvolve duas campanhas anuais – maio e novembro – calendário que também é adotado no Acre, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, São Paulo, Sergipe e Tocantins, com cobertura vacinal de todo o rebanho, inclusive recém-nascidos.
De acordo com o folder do Ministério da Agricultura, o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, cerca de 165 milhões de cabeças e deve se empenhar na erradicação da febre aftosa, já que o mundo inteiro está em busca de carne saudável. Atualmente, são cerca de 120 milhões de cabeças em zonas livres, sem vacinação (Santa Catarina) e com vacinação, que inclui os circuitos pecuários Centro-Oeste e Leste. Todos os Estados acompanham calendário orientado pelo Departamento de Defesa Animal (DDA), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério. De acordo coma publicação, não existe tratamento para a febre aftosa, e a prevenção é a única forma de combater o mal, com vacinação dos animais. Por isso é importante cumprir o calendário regular de imunização, implantado pelas Secretarias Estaduais de Agricultura.
Pessoas interessadas no material informativo podem adquiri-lo, sem ônus, na Secretaria de Agricultura, Avenida Anhanguera, nº 1077, Setor Leste Universitário – na Assessoria de Imprensa (próximo ao terminal da Praça da Bíblia), ou na Agenciarural, Diretoria de Defesa Agropecuária, à Rua Jornalista Geraldo Vale, nº 331, Setor Leste Universitário. A febre aftosa é doença causada por vírus e provoca no animal contaminado febre e feridas (aftas) na língua, gengivas, úbere e entre-unhas. O animal saliva intensamente e fica com dificuldade para se alimentar. A aftosa ataca todos os animais domésticos biungulados (duas unhas), como bovinos, caprinos, ovinos e bubalinos, e também alguns animais silvestres, a exemplo de veados e capivaras.
No Brasil, o vírus da aftosa apresenta três tipos diferentes: A, B e C, por isso a vacina é trivalente. Eles se mantêm na natureza por meio da infecção de animais não-vacinados, nos quais o vírus se hospeda e se multiplica. Nos vacinados, ele não consegue se reproduzir, perdendo as condições de sobrevivência, desaparecendo gradativamente. Por isso é importante vacinar o gado nas etapas de vacinação que ocorrem durante período de 30 dias, pois isso mantém a maioria dos animais vacinados ao mesmo tempo, dificultando a ação do vírus.
De acordo com as orientações do Ministério, como a movimentação de animais e a principal forma de disseminação, é preciso que o produtor só movimento as reses após emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA); transite apenas animais sadios; adquira animais de fonte conhecida e confiável; vacine o gado de acordo com as orientações oficiais; mantenha atualizado o cadastro e as informações de sua propriedade nos escritórios do serviço oficial (no caso de Goiás, escritórios da Agenciarural) e comunique imediatamente ao serviço oficial qualquer suspeita de ocorrência da doença. Além de reduzir a produção de carne e de leite, a aftosa desvaloriza os animais e causa problemas ao comércio nacional e internacional de carne, leite e derivados.
Fonte: Secretária da Agricultura-Go