A Superintendência Regional de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul informa que os números telefônicos da SR/PF/MS e da Delegacia de Polícia Federal em Ponta Porã/MS estão sendo alterados no dia de hoje (10/03), razão pela qual alguns telefones podem não estar funcionando.
Os novos números telefônicos são:
Campo Grande/MS
Plantão da Superintendência: (67) 3303-5600/ 3303-5601 Protocolo: (67) 3303-5651
Comunicação Social: (67) 3303-5626 Atendimento passaporte: (67) 3303-5850 Atendimento ao estrangeiro: (67) 3303-5852 Controle de armas e químicos: (67) 3303-5783 Posto da PF no aeroporto: (67) 3303-5858
Nos próximos dias todos os demais números estarão disponibilizado no site: https://www.gov.br/pf/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/quem-e-quem/superintendencias-e-delegacias/mato-grosso-do-sul
(*) Superintendência Regional do Mato Grosso do Sul Setor de Comunicação Social
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro da Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública
O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu nesta quinta-feira (10/03), na MS-386, em Amambai, um Fiat/Doblô, carregado com 320 quilos de maconha. O motorista do veículo, um homem de 35 anos foi preso em flagrante.
Os policiais do DOF faziam bloqueio na rodovia quando abordaram um outro veículo Audi/A3, sendo conduzido por um homem de 33 anos tendo como passageiro um outro de 22 anos. Os dois apresentaram nervosismo e entraram por várias vezes em contradição sobre o motivo da viagem.
Durante o bloqueio, o automóvel carregado com o entorpecente passou em alta velocidade. O veículo só foi alcançado pelos policiais próximo ao município de Tacuru. Em entrevista, o autor disse que outros dois homens faziam serviço de batedor e que ele estaria transportando a droga para pagar dívidas.
Os homens de 33 e 22 anos afirmaram aos policiais que faziam a função de batedor. Os três acusados, a droga e os veículos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Amambai.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro da Operação Hórus, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
Alguns produtos chegam a ter uma variação de até 400% no valor
Nos dias 09 e 10 de março, o Programa Municipal de Defesa do Consumidor – PROCON TL – percorreu 09 supermercados de Três Lagoas para uma pesquisa de preços de gêneros alimentícios que sempre compõem a lista de compras do cidadão.
Foram listados itens de hortifrutis, pães, bolos, sucos naturais, entre outros. Entre um estabelecimento e outro, alguns produtos chegam a ter uma variação de até 400% no valor. Um exemplo é a manga tomy, que custa R$ 4,99 por quilo no supermercado com menor preço e R$ 10,99 no mais caro.
Uma das maiores diferenças é sobre o quilo do milho verde em espigas. Este alimento pode ser encontrado desde R$ 2,85 até R$ 11,90, uma variação de 317,54%. Muito consumida pelas famílias três-lagoenses, o quilo da batata fica entre R$ 3,99 e R$ 5,99.
Confira a pesquisa completa e os supermercados pesquisados CLICANDO AQUI.
Recursos arrecadados com a venda das cartelas ajudarão a manutenção da entidade
Com o objetivo de arrecadar recursos para pagar as despesas da entidade, a Associação de Voluntários de Combate ao Câncer promove no dia 27 de março, domingo, o “Almoço Beneficente”. O evento será na própria sede da entidade e começa a partir das 11h (MS).
O valor do convite é R$ 25,00 e podem ser adquiridos na sede da entidade, voluntários ou na hora do evento. O cardápio será: arroz, carne assada, mandioca, creme de milho, salada e farofa. Para mais informações de como ajudar a AVCC, procure a sede da entidade localizada na rua Clóvis Cordeiro, 789, Centro ou pelo telefone (67) 3546-1039 ou (67) 99699-8041.
Interessados em ajudar a entidade, também podem fazer transferência bancária através da Conta Corrente: 9.622-9, Agência: 1661-6 e CNPJ: 03.159.974/0001-00.
Nesta sexta-feira (11) foram confirmados 1.693 novos casos de Covid em Mato Grosso do Sul.
Conforme o boletim epidemiológico os cinco municípios com maior número de casos são: Campo Grande (530), Dourados (321), Ivinhema (246), Maracaju (113) e Três Lagoas (87).
A média móvel da última semana está em 1.098.
Seis óbitos ocorridos entre os dias 8 e 9 de março foram registrados nesta sexta-feira. As vítimas com idades entre 68 a 85 residiam em Campo Grande (2), Ponta Porã (2), Caracol (1) e Rio Verde Mato Grosso (1). A média móvel de óbitos está em 8,4 e a taxa de letalidade está em 2%.
De 5.793 casos ativos no Estado, 139 são sul-mato-grossenses hospitalizados em leitos clínicos (61) e de UTI (78). A taxa de ocupação de leitos UTI/SUS adulto por macrorregião de internação está em 77% em Campo Grande, 75% em Dourados, 65% em Corumbá e 30% em Três Lagoas.
Mato Grosso do Sul gerou 3.483 empregos com Carteira de Trabalho assinada no mês de janeiro, conforme demonstra o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED-MTE).
Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (10).
Os setores que mais contrataram em janeiro foram: Serviços (1.571), Agropecuária (1.111) e Indústria (818). Os subsetores com mais contratações no mês foram: em Serviços – Atividades Administrativas e Serviços Complementares (536 vagas), Saúde Humana e Serviços Sociais (307 vagas), Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas (272 vagas) e Transportes (229 vagas). Na Indústria os destaques ficaram para: Indústria de Transformação (745 vagas) e Construção (499 vagas).
No acumulado dos últimos 12 meses, Mato Grosso do Sul apresentou um saldo positivo de 37 mil empregos formais. Destaca-se no período o Comércio, com 10.201 vagas a mais; Indústria, com a criação de 4.003 novas vagas, e Construção Civil com acumulado de 3.814 empregos. Esse foi também o décimo mês em que o saldo acumulado de empregos fica acima de 30 mil vagas, “o que demonstra vigor da economia sul-mato-grossense”, na avaliação do secretário da Semagro, Jaime Verruck.
Os municípios com mais geração de empregos no mês de janeiro foram: Campo Grande (797), Dourados (609), Três Lagoas (548), Chapadão do Sul (231), Ponta Porã (228), Rio Brilhante (204), Ribas do Rio Pardo (168), Costa Rica (139) e Itaquirai (134).
Os Agentes de Combate a Endemias do Município de Brasilândia receberam na manhã desta sexta-feira (11), novos uniformes e acessórios para o serviço. A iniciativa é da Prefeitura de Brasilândia por meio da Secretaria Municipal de Saúd
Os Agentes receberam calça jeans, camiseta longa, bota em couro, chapéu árabe e mochila de costas modelo universitária.
O Agente de Combate a Endemias realiza orientações à população sobre os cuidados para eliminação dos criadouros, bem como na identificação de casos suspeitos transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti e também a recomendação ao residente com suspeita da doença para procura da unidade de Saúde.
Caso o ACE identifique criadouros em uma residência, o profissional orienta o morador a realização do controle mecânico ou realizam a destruição, e em último caso o tratamento químico, com a disposição de larvicida em recipientes em que não é passível de eliminação mecânica ou cobertura.
Devido ao alto índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti em Brasilândia, o Município de Brasilândia retomou o Mutirão de Limpeza na Cidade.
A ação é promovida pela Prefeitura de Brasilândia por meio da Secretaria Municipal de Saúde, através da empresa contratada Vigore.
A equipe deverá percorrer os pontos mais críticos da Cidade, tendo como prioridade os bairros Jardim Camargo e Primavera, onde os índices estão acima do que é preconizado pelo Ministério da Saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a toda a população para que colabore no combate ao mosquito, como por exemplo, a retirada de recipientes que que possam acumular água parada.
A Prefeitura de Três Lagoas publicou nesta sexta-feira (11), duas resoluções de convocação dos candidatos aprovados no concurso público para o quadro efetivo da Administração Municipal.
Os documentos Resolução nº 010/2022 e Resolução nº 011/SEMEC/2022 estão disponíveis no site da Prefeitura, na opção Diário, em Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (ASSOMASUL), com data de 11 de março de 2022.
Na resolução nº 010/2022 são convocados os candidatos aprovados no cargo de técnico de segurança, para agendar os exames médicos admissionais no Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), no período de 23 a 31 de março.
A resolução nº 011/SEMEC/2022 convoca os candidatos para os cargos de professor de língua estrangeira inglês e educação física no campo, aprovados no Concurso Público para professores em caráter temporário, conforme previsto no art. 100 da Lei nº 1.609/2000 para o ano de 2022, para realizar exame médico admissional no dia 14 de março, também no SESMT.
Em caso de dúvidas ou mais informações, o candidato deve entrar em contato pelo telefone (67) 3929-1563.
Há vagas para o público geral e também para pessoas com deficiência
O Sistema Fiems está com vários processos seletivos abertos para a contratação de profissionais das mais diversas áreas de atuação. Ao todo, há 23 vagas disponíveis para trabalho em 11 cidades: Campo Grande, Aral Moreira, Aparecida do Taboado, Dourados, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Rio Verde, Sidrolândia e Três Lagoas. Os processos seletivos visam atender as necessidades do Sesi, Senai e IEL.
Há vagas para o público geral e também para pessoas com deficiência. Os candidatos inscritos serão avaliados em etapas compostas por análise curricular prova e entrevista. As inscrições encerram-se nos próximos dias. Interessados devem se inscrever exclusivamente pela Internet, pelo site: http://www.fiems.com.br/processo-seletivo.
A Fiems é a representante da indústria sul-mato-grossense. Atua na defesa dos interesses do setor e também na articulação com os poderes executivo, legislativo e judiciário. Administra diretamente o Sesi (Serviço Social da Indústria), o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o IEL (Instituto Euvaldo Lodi). Com eles, compõe o Sistema Indústria, que congrega ainda os sindicatos patronais.
Confira as oportunidades para trabalhar no Sistema Fiems:
Sesi
Cidade
Vagas
Cargo
Inscrições até
Campo Grande
1
Engenheiro(a)
13/03/2022
Campo Grande
1
Analista Técnico(a) (Tecnologias Educacionais)
14/03/2022
Campo Grande
3
Técnico(a) Especializado (Técnico(a) em Enfermagem)
15/03/2022
Aparecida do Taboado
1
Auxiliar (Administrativo)
16/03/2022
Dourados
–
Técnico(a) de Suporte (Relações com Mercado) – Cadastro de Reserva
13/03/2022
Senai
Cidade
Vagas
Cargo
Inscrições até
Campo Grande
1
Professor(a) Nível Superior (Saúde e Segurança do Trabalho)
Texto foi aprovado na Câmara na madrugada desta sexta-feira
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/20 que prevê a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) uma única vez sobre os combustíveis, inclusive os importados, aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro. O texto, aprovado na madrugada desta sexta-feira (11) na Câmara dos Deputados, prevê que a cobrança se dará com base em uma alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o país.
Ontem (10), Bolsonaro disse, durante live semanal nas redes sociais, que pretende sancionar imediatamente a matéria.
“Passa a ser um valor fixo do ICMS, que não é mais um percentual no preço em cima da bomba. Basicamente congela, para valer, o ICMS, que é um imposto estadual, dos combustíveis. Se a Câmara aprovar hoje, da minha parte, não interessa a hora, eu assino a qualquer hora da noite. Ou da madrugada. E publica no Diário Oficial da União“, afirmou o presidente.
Reajuste
Antes de ser votado na Câmara, o projeto havia sido aprovado na tarde de quinta-feira pelo Senado. A aprovação da proposta ocorreu em meio a alta no preços dos combustíveis anunciada pela Petrobras.
Com o aumento, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passa de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras sobe de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o preço médio de venda para as distribuidoras sobe de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo (kg), equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.
O projeto
Entre outros pontos, o PLP estabelece que o ICMS, um tributo estadual, será cobrado em valor único por litro de combustível. Atualmente, a alíquota do imposto é um percentual cobrado em cima do preço final do litro na bomba, que sofre variações do dólar e do preço internacional, onerando ainda mais o valor final cobrado dos consumidores.
O texto determina que a cobrança do ICMS ocorra sobre o preço na refinaria ou no balcão de importação, quando o combustível vier do exterior. Os novos valores, pela proposta, serão definidos por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes da área econômica de todos estados e do Distrito Federal.
O diesel é o único combustível que adotaria uma regra de transição emergencial. Segundo essa sistemática, enquanto não for adotada a cobrança única – e correspondente unificação de alíquota – do diesel, o valor de referência para estipulação do tributo será a média móvel dos preços médios praticados ao consumidor final nos 60 meses anteriores a sua fixação.
Além da cobrança única, o projeto também concede isenção do PIS/Pasep e da Cofins em 2022 sobre os combustíveis.
A lista dos pré-selecionados será divulgada no dia 15 de março
Terminam nesta sexta-feira(11) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2022 . Os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O resultado dos pré-selecionados será divulgado no dia 15 de março.
Vagas
Desta vez foram oferecidas 66.555 mil vagas a estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010. Os candidatos também precisam ter alcançado média mínima de 450 pontos no exame e nota superior a zero na redação.
Para se inscrever no Fies, os candidatos precisam fazer o cadastro no Portal Único. O acesso é feito por meio de login no portal Gov.br. Quem não tem conta no portal pode cadastrar uma, a partir daí, o acesso é imediato. No momento da inscrição, o concorrente pode escolher até três opções de cursos de graduação dentre aqueles disponíveis no grupo de preferência.
Cronograma
Pelo cronograma do Fies, a complementação das informações, dos pré-selecionados em chamada única, será realizada no período de 16 a 18 de março e a lista de espera vai de 16 de março a 28 de abril.
Fies
O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que concede financiamento a estudantes de cursos superiores oferecidos por instituições de educação superior privadas inscritas. Para integrar o programa essas instituições precisam ter avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.
Moradora de Campo Grande, uma cabeleireira de 38 anos ficou em choque quando soube o que acontecia com o filho de 8 anos, vítima de abuso sexual durante as consultas com o fonoaudiólogo.
“Mamãe, o fono do ** tá passando a mão no p*** dele”, disse a criança.
O fonoaudiólogo foi preso na quarta-feira e ontem teve o flagrante convertido em prisão preventiva pela Justiça de Campo Grande.
A mãe de 4 filhos notou a mudança no caçula.
O menino de 8 anos fazia tratamento há 5 meses e, há pelo menos um mês, estava mais quieto, o que chamou a atenção da mãe e do pai, vendedor de 42 anos. “Até comentei com meu marido que tinha que levá-lo ao psicólogo”, disse em entrevista ao site Campo Grande News.
Antes desse agendamento, descobriu o motivo.
Na terça-feira (8), o caçula perguntou ao irmão de 10 anos se o comportamento do fonoaudiólogo era normal. Segundo a criança, ele era obrigado a deitar na maca enquanto o profissional passava a mão na barriga e nas partes íntimas do menino.
O irmão de 10 anos foi até a mãe contar. A mulher também perguntou para o caçula, que confirmou. “Ainda perguntei: ‘Meu filho, por que você não me contou antes?’”, relatou. “Aí, ele disse que ficou com vergonha e começou a chorar”.
Ontem, o menino de 10 anos, irmão da vítima, foi ouvido por equipe psicossocial da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
“Meu filho vai ter sequelas; antes, ele era brincalhão, agora, fica no quarto, na hora de dormir, fica desesperado, fala que tem que fechar a porta, tem pesadelo, acorda chorando, se isolou, não sai para canto nenhum”. A família já agendou tratamento com psicóloga especializada em traumas. “Tem um mês que notamos o comportamento diferente, mas nunca imaginamos que seria por isso.”
Como reconhecer e agir ao suspeitar de violência contra crianças
A violência contra crianças e adolescentes é uma realidade global, que resulta em consequências graves e provoca impactos em todas as áreas da vida das vítimas.
Aqui estão alguns sinais a serem observados para proteger seu(sua) filho(a), assim como dicas do que fazer se você suspeitar que ele(a) esteja sofrendo abuso ou esteja em risco de ser abusado.
Mudança de comportamento:
O primeiro sinal a ser observado é uma possível mudança no padrão de comportamento das crianças/adolescentes e costuma ocorrer de maneira repentina e brusca, que também pode se apresentar com relação a uma pessoa específica, o possível abusador, portanto de fácil percepção. Por exemplo, se a criança /adolescente nunca agiu de determinada forma e, de repente, passa a agir; se começa a apresentar medos que não tinha antes – do escuro, de ficar sozinha ou perto de determinadas pessoas; ou então mudanças extremas no humor: era ‘super extrovertida’ e passa a ser muito introvertida. ‘Era super calma e passa a ser agressiva’. Como a maioria dos abusos acontece com pessoas da família, às vezes, apresentam rejeição a essa pessoa, fica em pânico quando está perto dela. E a família estranha: ‘Por que você não vai cumprimentar fulano? Vá lá!’. São formas que as vítimas encontram para pedir socorro, e a família necessita ficar atenta e identificar esta situação. Em outros casos, a rejeição não se dá em relação a uma pessoa específica, mas a uma atividade. A criança/adolescente não quer ir a uma atividade extracurricular, visitar um parente ou vizinho ou mesmo voltar para casa depois da escola ou frequentar a escola, o determinado esporte que tanto gosta.
Regressão:
Outro indicativo é o de recorrer a comportamentos infantis, que a criança / adolescente já tinha abandonado, mas volta a apresentar de repente. Coisas simples, como fazer xixi na cama ou voltar a chupar o dedo. Ou ainda começar a chorar sem motivo aparente. Se isolar com medo, não ficar perto de amigos, não confiar em ninguém, não sorrir ou usar roupas incompatíveis com o clima como mangas longas, capuz (pode ser sinal de autolesão) ou fugir de qualquer contato físico. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de maneira verbal
Segredos:
Para manter o silêncio da vítima, o abusador pode fazer ameaças de violência física e promover chantagens para não expor fotos ou segredos compartilhados pela vítima. É comum também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de benefício material para construir a relação com a vítima. É preciso explicar para os filhos que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com adultos de confiança, como a mãe ou o pai.
Hábitos:
Uma vítima de abuso também apresenta alterações de hábito repentinas. Pode ser desde um mau desempenho escolar, falta de concentração ou uma recusa a participar de atividades, até mudanças na alimentação (anorexia, bulimia) ou distúrbio do sono como pesadelos, insônias ou medo de ficar sozinha ou no modo de se vestir. A mudança na aparência pode ser também uma forma de proteção encontrada pela criança como uma menina se vestir como um menino na adolescência para fugir de possíveis violências.
Questões de sexualidade:
As vítimas podem reproduzir o comportamento do abusador em outras crianças/adolescentes. Como exemplo, chamar os amiguinhos para brincadeiras que têm algum cunho sexual ou algo do tipo; ou a vítima que, nunca falou de sexualidade, começa a fazer desenhos em que aparecem genitais podendo ser um indicador. Especialmente crianças que, ainda muito novas, passam a apresentar curiosidades excessivas ou comportamentos COMO: “Quando ela, em vez de abraçar um familiar, dá beijo, acaricia onde não deveria, ou quando faz uma brincadeira muito para esse lado da sexualidade.” O uso de palavras diferentes das aprendidas em casa para se referir às partes íntimas também é motivo para se perguntar onde seu(sua) filho(a) aprendeu tal expressão.
Questões físicas:
Há também os sinais mais óbvios de violência sexual que deixam marcas físicas que, inclusive, podem ser usadas como provas à Justiça. Existem situações em que a criança/adolescente acaba até mesmo contraindo infecções sexualmente transmissíveis ou gravidez. Deve-se ficar atento a possíveis traumatismos físicos, lesões que possam aparecer, roxos ou dores e inchaços nas regiões genitais ou anal, roupas rasgadas, vestígios de sangue ou esperma, dores ao evacuar ou urinar. Dores inespecíficas como abdominal, cefaleia, em membros, torácica (afastadas as hipóteses biológicas) podem indicar sinais de alerta h. Negligência Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Filhos que passam horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família, com o diálogo aberto com os pais, estará em situação de maior vulnerabilidade a este tipo de abuso ou outros.Ou tempo em excesso de tela- podendo ser vítimas de apelos sexuais pela interne
Se uma criança/adolescente revelar a você que está sendo abusada sexualmente, dê a ela atenção total. Acreditar nela é crucial para o seu bem-estar psicológico. Permita que vítima use suas próprias palavras e leve o tempo que precisar. Faça com que a criança/adolescente tenha certeza de que fez a coisa certa ao lhe contar.
Você pode comunicar a uma delegacia especializa em proteção da criança ou ao conselho tutelar de sua cidade. Fazer denúncia anônima também. Use o DISQUE 100.
Durante a pandemia de Covid-19, o consumo de doces no Brasil cresceu 47,1%
Com dólar em alta e redução no poder de compra do salário do trabalhador brasileiro, a Páscoa, a data mais doce do calendário, está “salgada” para os consumidores esse ano.
Apesar de especialistas estimarem um aumento de até 18% nos preços dos chocolates, a indústria está otimista.
Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) ao Instituto Kantar mostra que a indústria de chocolate produziu 511 mil toneladas de janeiro a setembro de 2021, um crescimento de 44%, quando comparado com o mesmo período de 2020.
Durante a pandemia de Covid-19, o consumo de doces no Brasil cresceu 47,1%, como aponta uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Só em 2021, segundo estudo da Lett, empresa de pesquisa em Trade Marketing, o número de pedidos da categoria Bomboniere cresceu 306% e a de Ovos de Páscoa cresceu 100%, ambas em relação ao ano anterior.
Em 2022, com a retirada de restrições de circulação da população, a expectativa de lojistas e fábricas é de que os clientes comprem mais para presentear seus entes queridos, que agora podem se reunir. Porém, se os ovos de Páscoa estão cada vez mais caros, como fazer para comprar os mimos dos amigos e da família? A saída tem sido comprar ovos de Páscoa produzidos por pequenas confeitarias e quituteiras.
“A expectativa é de um aumento de pelo menos 100% em comparação aos anos anteriores. Estou bem animada”, avalia a confeiteira Dayane Lopes de Oliveira, de 32 anos.
Este é o quarto ano que ela produz e vende ovos artesanais. A produção, que começou tímida, para amigos e família, agora tem grande procura. Ela se programou e já comprou alguns dos insumos necessários para evitar oscilação nos preços, mas não escapou. “Muitos produtos que uso sofreram aumento, e infelizmente minha tabela terá reajuste, mas estou estudando formas de pagamento facilitadas para conseguir atender todo mundo”, afirma.
Desde 2015, Ribas do Rio Pardo recebeu quase R$ 35 milhões de investimentos em infraestrutura em rodovias e na zona urbana da cidade
“Já fiquei três dias sem poder sair, por causa da estrada ruim!”. A afirmação é do produtor rural Valter de Souza Barbeiro, de 51 anos, sobre as péssimas condições da MS-357, em Ribas do Rio Pardo, em dias chuvosos. Mas o drama do ruralista e de muitos outros moradores da região tem prazo para acabar, com a pavimentação da estrada, com investimentos do Governo do Estado. A obra já teve início.
Valter mora há 14 anos na região e acrescenta também a importância do investimento para o desenvolvimento e valorização das terras da região. A chuva não é o único problema da estrada não pavimentada. Welington Valadão, de 38 anos, tem um comércio há três anos a beira da rodovia e conta do problema que enfrenta nos dias que não chove. “O terreno é arenoso e não só em períodos de chuvas os problemas aparecem, quando não chove a poeira sobe e fica ‘impossível’”, disparou.
Morador da zona urbana da cidade, Paulo Sérgio Jesus, de 51 anos, trabalha com frete e passa pela rodovia quase todos os dias a trabalho, levando ou buscando os produtos de seus clientes, há 15 anos. Para ele, além de diminuir a manutenção do veículo por problemas causados pela estrada de chão, o asfalto vai proporcionar um tempo de viajem menor, fazendo com que tenha mais tempo disponível para trabalhar. “Sem asfalto a rodovia fica ruim, com o pavimento vai até aumentar meu ganho”, disse.
Quem também sofre com as frequentes manutenções no veículo por causa das condições da estrada é o caminhoneiro Edson Aparecido Barbosa, 37 anos. Com seu caminhão, ele transporta maquinários das fazendas para a cidade e vice versa, e os buracos muitas vezes atrasam a viajem. “Tem que andar devagar senão quebra o caminhão. Atendo muitas fazendas transportando maquinários, com o asfalto será uma mão na roda com a viajem ligeira, consumo que melhora, manutenção que diminui”, afirmou.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Ribas do Rio Pardo, Robson Velos Ribeiro, a pavimentação causou entusiasmo nos produtores da região rica em soja, madeira e pecuária de corte. “Para escoar essa produção, para conseguirmos levar insumos para as propriedades, a pavimentação vai ser de grande importância”, pontuou.
A valorização das propriedades da região foi um dos pontos que o prefeito do município João Alfredo Danieze destacou, assim como a estruturação da rodovia, outros investimentos do Governo do Estado e a instalação da fábrica de celulose da Suzano. “Todos esses investimentos já valorizaram absurdamente a nossa região. A pavimentação da rodovia MS-357 vai trazer benefícios principalmente para o homem do campo e para aquelas pessoas que querem ir para o sentido norte do Estado. Agradecemos o governador Reinaldo Azambuja, assim como o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, que não mediram esforços para a concretização dessa importante rodovia estadual”, disse.
Nos 12 quilômetros da rodovia, do perímetro urbano de Ribas do Rio Pardo até o entroncamento com a MS-338, a obra está em fase inicial, com limpeza de pista e execução de serviços de subleito. Ao longo da rodovia as duas pontes de concreto existente sobre os rios Ribeirão das Botas e Rio Pardo, serão substituídas por estruturas maiores. Mais de 20 máquinas e 30 trabalhadores dão ritmo acelerado à obra que teve início em fevereiro. “Essa é mais uma importante obra, de muitas que o Governo do Estado está realizando em diversos municípios. Investir na melhoria das estradas é também dar condições de trabalho ao produtor rural, proporcionando mais competitividade e desenvolvimento ao Mato Grosso do Sul”, disse secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel.
Desde 2015, Ribas do Rio Pardo recebeu quase R$ 35 milhões de investimentos em infraestrutura em rodovias e na zona urbana da cidade. A pavimentação da MS-357 vai custar R$ 22.292.519,28, de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul).
A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet até 19h
O concurso 2.462 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 130 milhões para quem acertar as seis dezenas.
O sorteio será realizado amanhã (12).
Esta é a sexta maior premiação da história do sorteio (não considerando os valores sorteados na Mega da Virada).
No último sorteio, realizado na quarta-feira (9), o prêmio previsto para o concurso 2.461 era de R$ 107 milhões. Como não houve apostas que acertaram às seis dezenas, o prêmio acumulou para R$ 130 milhões.
Confira os maiores valores sorteados na Mega-Sena:
R$ 289.420.865 no concurso 2150, realizado em 11/05/2019;
R$ 211.652.717,74 no concurso 2237, realizado em 27/02/2020;
R$ 205.329.753,89 no concurso 1764, realizado em 25/11/2015;
R$ 197.377.949,52 no concurso 1772, realizado em 22/12/2015;
R$ 135.315.118,96 no concurso 1655, realizado em 22/11/2014;
R$ 130 milhões no concurso 2.462, que será realizado em 12/03/2022.
E a pavimentação asfáltica também já começou e está em ritmo acelerado. Ao todo, serão implantados 234.635 m² de pavimentação, incluindo asfalto CBUQ
As obras da nova fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS) acabam de ganhar um grande recurso. Foi inaugurada em fevereiro deste ano a Estação de Tratamento de Água (ETA) provisória, que vai atender o projeto durante todo o período de construção e fornecer água tratada para 10 mil trabalhadores.
A estrutura tem capacidade para produzir até 2,4 milhões de litros por dia e já está produzindo água potável com alto grau de qualidade graças aos sistemas de filtração e cloração. Inclui ainda um reservatório de água tratada que pode durar até 10 horas.
Mesmo sendo provisória, apenas para o período de obras, a estação de tratamento tem capacidade para atender o consumo básico equivalente a cidades com populações entre 10 mil e 25 mil pessoas.
Pavimentação asfáltica
Com quase 15 km² de área, não é de se espantar que podemos comparar a nova fábrica da Suzano a uma cidade de pequeno para médio porte. Só como exemplo, a área urbana de Três Lagoas, terceira maior cidade do Mato Grosso do Sul, é de 18,48 km². Sendo assim, também é lógico que toda essa área seja entrecortada por várias ruas. São 27 ruas no total.
E a pavimentação asfáltica também já começou e está em ritmo acelerado. Ao todo, serão implantados 234.635 m² de pavimentação, incluindo asfalto CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), concreto armado e pavimento intertravado (lajotas). Só de área pavimentada da nova fábrica é praticamente a área total do Jardim Botânico de Curitiba (PR), um dos principais pontos turísticos da capital paranaense.
Você Sabia?
Somente entre os meses de julho de 2021 e janeiro deste ano, já foram servidas 63,5 toneladas de proteína de origem bovina, suína e de frango aos trabalhadores da obra, que atualmente são mais de 1800 pessoas. Esse volume leva em conta almoço e jantar servidos nos refeitórios do canteiro de obras e dos alojamentos, e equivale ao peso médio de quase 110 bois gordos, desses que vemos por todo o Mato Grosso do Sul. É proteína que não acaba mais!
Mais de 450 milhões de casos da doença foram registrados no mundo
A pandemia de covid-19 completa hoje (11) dois anos, e o sobe e desce das curvas de casos e óbitos ao longo deste período teve dois fatores como protagonistas: as variantes e as vacinas. Se, de um lado, esforços para desenvolver e aplicar imunizantes atuaram no controle da mortalidade e na circulação do SARS-CoV-2, do outro, a própria natureza dos vírus de evoluir, adquirir maior poder de transmissão e escapar da imunidade fez com que as infecções retomassem o fôlego em diversos momentos. Moldada por essas forças, a pandemia acumula, em termos globais, quase 450 milhões de casos e mais de 6 milhões de mortes, além de 10 bilhões de doses de vacinas aplicadas e 4,3 bilhões de pessoas com duas doses ou dose única, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Integrante do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Raphael Guimarães explica que, ao se multiplicar, qualquer vírus pode evoluir para uma versão mais eficiente de si mesmo, infectando hospedeiros com mais facilidade. Quando a mutação dá ao vírus um poder de transmissão consideravelmente maior que sua versão anterior, nasce uma variante de preocupação.
“O que a gente vive dentro de uma pandemia é uma guerra em que a gente está tentando sobreviver, e o vírus também está tentando”, resume Guimarães. “Cada vez que a gente dá a ele a chance de circular de forma mais livre e tentar se adaptar a um ambiente mais inóspito, o que ele está fazendo é tentar alterar sua estrutura para sobreviver.”
Imagem do novo coronavirus SARS-CoV-2 – NIAID
O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, acrescenta que impedir que um vírus sofra mutações ao se replicar é impossível, porque isso é da própria natureza desses micro-organismos. Apesar disso, é possível, sim, dificultar esse processo, criando um ambiente com menos brechas para ele circular. E é aí que as vacinas cumprem outro papel importante.
“A gente pode reduzir esse risco aumentando a cobertura vacinal no mundo inteiro. A Ômicron apareceu na África, que é o continente com menor cobertura vacinal”, lembra ele. Enquanto Europa, Américas e Ásia já têm mais de 60% da população com duas doses ou dose única, o percentual na África é de 11%. “Se a gente conseguir equalizar a cobertura vacinal nos diferentes países, a gente tem um menor risco de ter uma variante aparecendo dessa forma”, diz Chebabo.
É unânime entre os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil que, se as ondas de contágio podem ser relacionadas à evolução das variantes, o controle das curvas de casos e óbitos se deu com a vacinação. A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, afirma que é inegável o papel das vacinas na queda da mortalidade por covid-19 ao longo destes dois anos.
“No início, vacinaram-se os idosos mais velhos, para depois ir descendo por idade e para pacientes com comorbidades. E, se olhar no miúdo a interferência da vacina no número de mortes, fica evidente, a partir da vacinação desse grupo das maiores vítimas, uma queda coincidindo com o aumento da cobertura”, avalia ela, que também resume a pressão das variantes no sentido contrário, aumentando os casos: “Começamos no Brasil com a cepa original, depois a Gama começou a predominar, foi substituída pela Delta, veio a Ômicron, e esse balanço nas nossas curvas foi acompanhando justamente essas novas variantes que foram se espalhando pelo mundo.”
A pediatra considera que problemas na disponibilidade de vacinas no início da imunização e a circulação de variantes também levaram o Brasil a ser um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19, com mais de 650 mil mortes causadas pela doença, o segundo maior número de vítimas do mundo, e uma taxa de 306 mortes a cada 100 mil habitantes, a segunda maior proporção entre os dez países que mais tiveram vítimas da doença.
“Se a vacinação tivesse começado mais cedo e com uma oferta de doses maior desde o início, com certeza o panorama que a gente vivenciou teria sido diferente. Mas, ainda que tenhamos atrasado o início e a disponibilidade de doses também tenha demorado, chegamos a coberturas tão boas ou até melhores que muitos países, inclusive com esquema completo”, afirma a diretora da SBIm.
Variantes de preocupação
Desde que o coronavírus original começou a se espalhar, a OMS classificou cinco novas cepas como variantes de preocupação. Mais sete chegaram a ser apontadas como variantes sob monitoramento ou variantes de interesse, mas não reuniram as condições necessárias para justificarem o mesmo nível de alerta. Para que as mutações genéticas do vírus sejam consideradas de preocupação, elas devem ter características perigosas, como maior transmissibilidade, maior virulência, mudanças na apresentação clínica da covid-19 ou diminuição da eficácia das medidas preventivas.
O padrão de batizar as variantes com letras do alfabeto grego foi uma alternativa adotada pela OMS para evitar que continuassem sendo identificadas por seu local de origem, como chegou a acontecer com a Alfa, a que veículos de comunicação se referiam frequentemente como variante britânica. Associar uma variante a um país ou região pode gerar discriminação e estigmas, justifica a organização, que acrescenta que essa nomenclatura também simplifica a comunicação com o público e é fácil de pronunciar em vários idiomas.
A disseminação da variante Gama levou à lotação das unidades de terapia intensiva – REUTERS / Amanda Perobelli/direitos reservados
Gama
Virologista e coordenador da Vigilância Genômica de Viroses Emergentes da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca coordenou o trabalho que confirmou a existência da variante Gama, a que teve maior impacto na mortalidade da covid-19 no Brasil. Ele explica que, ao longo do tempo, o coronavírus adquiriu maior transmissibilidade ao acumular mutações que permitiram o escape de anticorpos, aumentaram a replicação e facilitaram a entrada nas células.
Com essas vantagens, as variantes Alfa e Beta causaram aumentos de casos e óbitos em outros países, mas não chegaram a se disseminar a ponto de mudar o cenário epidemiológico no Brasil. Por outro lado, o pior momento da pandemia no país, nos primeiros quatro meses do ano passado, está diretamente ligado à variante Gama.
“A Gama foi o nosso grande terror, porque foi o surgimento de uma variante de preocupação aqui antes que a gente tivesse iniciado a vacinação. Até a gente conseguir avançar, ela já tinha se espalhado”.
A disseminação da variante Gama causou colapso no sistema de saúde do Amazonas entre o fim de dezembro e janeiro de 2021. A sua disseminação pelo país levou à lotação das unidades de terapia intensiva em praticamente todos os estados ao mesmo tempo. O cenário continuou a se agravar até março e abril de 2021, quando a média móvel de mortes por covid-19 teve picos de mais de 3 mil vítimas diárias. Em 17 de março, a Fiocruz classificou a situação como o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil.
Iniciada em 17 de janeiro, a vacinação no Brasil ainda estava em estágio inicial durante a disseminação da variante Gama, e, quando o pico de óbitos foi atingido, menos de 15% da população tinha recebido a primeira dose. À medida que a vacinação dos grupos prioritários avançava, porém, a média móvel de mortes começou a cair no Brasil a partir de maio de 2021, e instituições como a Fiocruz chegaram a apontar uma queda na média de idade das vítimas de covid-19, uma vez que os mais velhos tinham cobertura vacinal maior que adultos e jovens.
Vacinação de grupos de riscos foi importante para que a variante Delta não tivesse altas taxas de mortalidade no Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Delta
Enquanto a curva da variante Gama descia no Brasil em maio, a variante Delta mostrava seu poder de transmissão na Índia desde abril e levava a outra situação de colapso que alarmava autoridades de saúde internacionais. Segundo dados da OMS, mais de 100 mil indianos morreram de covid-19 somente em maio, e a organização declarou a Delta uma variante de preocupação no dia 11 daquele mês.
A variante Delta se espalhou e diversos países como Indonésia, Estados Unidos e México tiveram altas na mortalidade entre julho e agosto. No Brasil, a vacinação dos grupos de risco e a recente onda da variante Gama produziram o que os pesquisadores chamam de imunidade híbrida.
“É a imunidade das vacinas somada à imunidade da infecção natural”, explica o virologista. “O problema da imunidade natural é que milhares de pessoas morreram. Não é algo que a gente possa pensar como uma estratégia, mas aconteceu. A gente não viu nem de perto o que aconteceu com a Gama acontecer com a Delta.”
Ômicron
Apesar disso, a variante Delta substituiu a Gama como a principal causadora dos casos de covid-19 no país ao longo do segundo semestre de 2021, e manteve esse posto até que fosse derrubada pela Ômicron. A última variante de preocupação catalogada, até então, teve seus primeiros casos identificados no Sul da África em novembro de 2021, e, a partir da segunda quinzena de dezembro, países de todos os continentes registraram um crescimento de casos em velocidade sem precedentes. Ao longo de todo o mês de janeiro de 2022, o mundo registrou mais de 20 milhões de casos de covid-19 por semana, enquanto o recorde anterior era de quase 5,7 milhões por semana, segundo a OMS.
A Ômicron encontrou um cenário de vacinação mais ampla – Marcello Casal jr/Agência Brasil
Entre todas as variantes, a Ômicron é a que acumula mais mutações, garantindo uma capacidade de contágio muito maior que as demais. Além disso, explica Fernando Naveca, também é a mais capaz de escapar das defesas imunológicas, causando reinfecção e infectando pessoas vacinadas, ainda que sem gravidade em grande parte das vezes. Diferentemente da Gama, a variante supertransmissível encontrou um cenário de vacinação mais ampla, com mais de 60% da população brasileira com duas doses e dose única, e grupos de risco já com acesso à dose de reforço.
Antes da variante Ômicron, o recorde na média móvel de novos casos de covid-19 no Brasil era de 77 mil por dia. Entre 20 de janeiro e 20 de fevereiro de 2022, porém, o país repetiu dia após dia uma média móvel de mais de 100 mil casos diários, chegando a quase 190 mil casos por dia no início de fevereiro, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fiocruz. Cidades como o Rio de Janeiro registraram, somente no mês de janeiro de 2022, mais casos de covid-19 que em todo o ano de 2021, quando as variantes Gama e Delta eram as dominantes.
Ainda que o número de mortes tenha subido com o pico da variante Ômicron, a média móvel de vítimas não superou os mil óbitos diários nenhuma vez em 2022, enquanto, em 2021, todos os dias entre 24 de janeiro e 30 de julho tiveram média de mais de mil mortes. Essa diferença tem relação direta com a cobertura vacinal atingida pelo país, que já tem 73% da população com duas doses ou dose única e 31% com dose de reforço.
“Felizmente, tivemos um pico absurdo de casos que não se refletiu em um número tão alto de casos graves. Então, a não ser que surja outra variante, a gente deve viver um período mais tranquilo, porque tivemos muita vacinação e um pico grande da Ômicron. Isso deve nos ajudar a ter uma queda de casos”, espera o pesquisador.
Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
A sexta-feira em Três Lagoas será de sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora
A frente fria que avança pelo Sul do Brasil promete deixar o tempo instável no final de semana em Mato Grosso do Sul. O calor também deve diminuir, mas por enquanto não há previsão de frio. A tendência é que o excesso de nuvens associado ao vento frio traga um refresco ao calorão.
Previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima, indica probabilidade para chuvas generalizadas de intensidade moderada a localmente fortes, podendo ocorrer tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Além do avanço da frente fria, as instabilidades também são associadas ao transporte de umidade em baixos níveis e o deslocamento de cavados, que são áreas alongadas de baixa pressão atmosférica.
Entre sexta (11) e sábado (12) os maiores acumulados de chuva são esperados para as regiões sudoeste e sul da região pantaneira que, podem atingir valores acima de 50 mm ao dia. Ao longo do sábado e também no domingo (13) o volume de chuva pode ficar acima de 30 mm em 24h, especialmente nas regiões centro norte e leste do estado.
As temperaturas estarão em queda devido a passagem da frente fria, ocorrência de chuva e aumento de nebulosidade. São esperadas temperaturas máximas entre 30°C a 34ºC na região leste, entre 27°C a 32ºC no sudoeste, 27°C a 29ºC para a região pantaneira e na capital entre 26°C a 30ºC.
Confira no mapa elaborado pela equipe do Cemtec, as condições de tempo e temperatura estimados para Capital e alguns municípios do Estado.
RECOMENDA-SE a continuidade do uso de máscaras de proteção individual para pessoas imunossuprimidas, idosas, e aquelas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto
Os membros do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 de Três Lagoa se reuniram nesta quinta-feira (10) para debater o uso de máscaras no município de Três Lagoas, e foi deliberado pela flexibilização do uso do equipamento de segurança, mas com ressalvas para a obrigatoriedade em alguns locais específicos e recomendação para alguns públicos vulneráveis.
A presidente do Comitê Angelina Zuque, alertou que a pandemia ainda não acabou. “Ainda existem grupos vulneráveis, uma parcela da população que ainda não se vacinou ou não completou o esquema de imunização e, por isso, é necessário avaliar constantemente as consequências das flexibilizações.”
O médico da Família e Comunidade e da equipe de Vigilância Epidemiológica da SMS, Vinícius de Jesus Rodrigues Neves, pontuou que é necessário continuar avaliando o cenário pandêmico em Três Lagoas, inclusive, “observar os reflexos do período de carnaval, já que novos casos ainda podem ser diagnosticados dentro dos próximos dias.”
Elaine Fúrio, Secretária Municipal de Saúde, ponderou sobre a preocupação em relação à vacinação das crianças, “tendo em vista que até o momento apenas 40% deste público recebeu uma dose do imunizante.” Fúrio pontuou também que é necessário manter o uso de máscaras em locais onde haja maior risco de contaminação.
Angelina reforçou que as pessoas que julgarem necessário o uso de máscaras, obviamente, podem continuar utilizando o equipamento de segurança.
Diante destas informações epidemiológicas e observações sobre o cenário da pandemia em Três Lagoas, ficaram definidas as seguintes obrigações e recomendações:
O uso de máscaras de proteção individual passa a ser facultativo no âmbito do Município de Três Lagoas.
No entanto, CONTINUA OBRIGATÓRIO o uso da proteção individual em ambientes fechados nos seguintes estabelecimentos: Estratégias de Saúde da Família, Postos de Saúde, Hospitais, Clinicas Médicas Particulares e Laboratórios, unidades de ensino públicas e privadas, serviço público de transporte de passageiros, transporte coletivo fretado (particular), bem como para pessoas com sintomas gripais e com diagnóstico confirmado para COVID-19.
RECOMENDA-SE a continuidade do uso de máscaras de proteção individual para pessoas imunossuprimidas, idosas, e aquelas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto.
Permanece o isolamento obrigatório de 7 dias para pessoas com resultado positivo para covid-19 e seus contatos.
As regras definidas neste Decreto poderão ser revistas a qualquer tempo, de acordo com as taxas e índices de transmissibilidade da COVID-19 no Município do Três Lagoas.