O Deputado Estadual Caravina apresentou requerimento na Assembleia Legislativa solicitando a realização de audiência pública para debater as frequentes quedas de energia elétrica registradas em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.
A iniciativa será promovida pela Frente Parlamentar Municipalista e ocorrerá no dia 25 de março de 2026.
O objetivo do encontro é reunir representantes do poder público, concessionária de energia, prefeitos, vereadores, lideranças e a sociedade civil para discutir os problemas enfrentados pela população e buscar soluções para as interrupções constantes no fornecimento de energia e a demora no restabelecimento do serviço, tanto nas áreas urbanas quanto rurais do Estado.
Segundo Caravina, a audiência pública surge diante do grande número de reclamações encaminhadas ao seu gabinete por moradores, produtores rurais e gestores municipais que relatam prejuízos recorrentes causados pelas falhas no fornecimento de energia elétrica.
O parlamentar destaca que o problema afeta diretamente a qualidade de vida da população e também impacta setores importantes da economia, como o comércio, a produção rural e a prestação de serviços públicos.
“A energia elétrica é um serviço essencial. Quando ocorrem interrupções frequentes e demora na normalização, quem sofre é a população, os produtores e os municípios. A audiência pública será um espaço importante para ouvirmos todos os lados e buscarmos encaminhamentos concretos”, afirmou.
A audiência contará com transmissão ao vivo pela TV e Rádio ALEMS, além das redes sociais institucionais da Assembleia Legislativa, permitindo ampla participação e acompanhamento da população sul-mato-grossense.
A iniciativa reforça a atuação da Frente Parlamentar Municipalista no acompanhamento de demandas que impactam diretamente os municípios e a vida da população em todo o Estado.
Exportações superaram importações em US$ 4,208 bilhões
Beneficiada pela queda das importações e pelo crescimento das vendas de petróleo, a balança comercial registrou o quarto maior superávit para meses de fevereiro desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,208 bilhões, contra déficit de US$ 467 milhões no mesmo mês de 2025.
Em fevereiro do ano passado, o déficit registrado deve-se à importação de uma plataforma de petróleo. A operação não se repetiu em fevereiro deste ano, fazendo a balança voltar a ficar no positivo.
O resultado da balança comercial para meses de fevereiro só perde para 2024 (superávit recorde de US$ 5,13 bilhões), 2022 e 2017.
O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:
Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação a fevereiro do ano passado;
Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma comparação.
No caso das exportações, o montante é o maior para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. As importações registraram o segundo melhor fevereiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.
Acumulado
Nos dois primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 8,023 bilhões. O valor é 329% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, influenciado pela importação de plataforma de petróleo, e o segundo mais alto para o período, só perdendo para janeiro e fevereiro de 2024.
A composição ficou a seguinte:
Exportações: US$ 50,922 bilhões, alta de 5,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3% na mesma comparação.
Setores
Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:
Agropecuária: +6,1%, com alta de 1,7% no volume e de 4,4% no preço médio;
Indústria extrativa: +55,5%, puxado pelo petróleo, com alta de 63,6% no volume e queda de 3,5% no preço médio;
Indústria de transformação: +6,3%, com alta de 4% no volume e de 0,8% no preço médio.
Produtos
Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em janeiro foram os seguintes:
Agropecuária: soja (+15,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+33,9%); e milho não moído (+8%);
Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+76,5%); minério de ferro e concentrados (+20,9%); e minérios de cobre e concentrados (+131,2%);
Indústria de transformação: carne bovina (+41,8%); produtos semiacabados de ferro ou aço (+89,7%); e ouro não monetário, excluindo minérios de ouro (+71,9%).
Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,622 bilhão em relação a fevereiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.
No que se refere às importações, a queda está vinculada ao gás natural e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos.
Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:
Agropecuária: trigo e centeio não moídos (-65,5%); e látex e borracha natural (-38,9%);
Indústria extrativa: gás natural (-50,8%); e outros minérios de minerais em base (-15,8%);
Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-70,5%); plataformas e embarcações (-8,3%); e inseticidas (-44,5%).
Projeções
Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações deverão encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões; e as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.
As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 68,63 bilhões.
Clailson no momento em que chegava à delegacia após ser preso (Foto: Sidnei Bronka/Ligado na Notícia)
Clailson Souza da Silva foi autuado por posse ilegal de arma e lesão corporal culposa
O homem que atirou na esposa enquanto ela amamentava o filho do casal, de um ano de vida, tentava consertar a espingarda com um alicate quando a arma disparou de forma acidental.
O caso ocorreu na tarde desta quarta-feira (4) na Sitioca Ouro Fino, em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Clailson Souza da Silva, de 29 anos, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma e lesão corporal culposa. Com antecedentes por ameaça e violência doméstica, ele continua preso.
A mulher, de 27 anos, foi atingida no peito, mas não corre risco de morte. Levada pelo próprio marido para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), ela recebeu os primeiros atendimentos e foi transferida para o Hospital da Vida para retirada do projétil. O bebê não sofreu ferimento.
De acordo com a Polícia Civil, inicialmente, a Guarda Municipal foi acionada para atender caso de uma mulher que havia dado entrada na UPA com um ferimento de disparo de arma de fogo no peito. A versão apresentada pela vítima e por seu companheiro não parecia verdadeira, pois alegaram que ela havia sido alvo de uma “bala perdida” quando o casal chegava em casa.
Diante da suspeita, os guardas levaram Clailson Souza da Silva para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Agentes plantonistas e policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) assumiram o caso e conseguiram desvendar a história.
Clailson contou que tentava desemperrar a arma usando um alicate quando ocorreu o disparo. Originalmente, a espingarda era de pressão (chumbinho), mas foi adaptada para disparar munição calibre 22, Gambiarra bastante usada principalmente em áreas rurais, para caça. A mulher confirmou a história do marido. Os policiais se deslocaram até a casa do casal e localizaram a espingarda escondida no quintal.
Fonte: Campo Grande News (por Helio de Freitas, de Dourados)
O Delegado-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lucio, participa, em Brasília (DF), da II Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2026, realizada entre os dias 3 e 6 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O evento reúne representantes de órgãos de segurança pública de todo o país para debater estratégias, inovação e integração entre as instituições.
O encontro é promovido com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e conta com a participação de integrantes dos Conselhos Nacionais da área, além de gestores e especialistas que discutem políticas públicas, cooperação institucional e soluções tecnológicas aplicadas à segurança. Além do Delegado-Geral, a comitiva da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul é composta pelo Delegado Hoffman D’Ávila, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), Delegada Ariene Nazareth Murad de Souza, assessora especializada do Departamento de Recursos e Apoio Policial (DRAP) e DelegadoRodrigo Camapum, do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Durante a programação, os participantes acompanham painéis, debates e apresentações voltadas ao fortalecimento da cooperação nacional entre os órgãos de segurança pública, com foco na troca de experiências, compartilhamento de informações e desenvolvimento de estratégias integradas de enfrentamento à criminalidade. O encontro tem por objetivo aprimorar políticas de segurança pública e de integração entre as instituições.
Fotos: Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na tarde dessa quarta-feira (4), a Polícia Militar, por meio das equipes de Rádio Patrulha (RP-1 e RP-2), logrou êxito em localizar a autora de um furto ocorrido no dia anterior e recuperar o objeto subtraído. A ação resultou na detenção de duas mulheres e no esclarecimento da comercialização ilegal do bem.
O crime teve início na manhã de terça-feira (3), quando um eletrodoméstico (fritadeira elétrica Air Fryer) foi furtado de uma residência no centro da cidade. Através de imagens de monitoramento, a Polícia Civil identificou a autora, já conhecida no meio policial por práticas semelhantes.
Durante patrulhamento preventivo nessa quarta-feira, os policiais militares visualizaram a suspeita no interior de um imóvel frequentemente utilizado para o consumo de entorpecentes. Ao ser abordada, a mulher confessou o crime e informou ter vendido o objeto em um bar da localidade.
A guarnição deslocou-se até o estabelecimento indicado, onde localizou a compradora. Após ser cientificada de seus direitos, a mulher admitiu ter adquirido o eletrodoméstico pelo valor de R$ 10,00, valor este consideravelmente abaixo do preço de mercado. Ela indicou que o aparelho havia sido levado para a residência de um familiar no bairro Jardim América, onde a equipe policial efetivamente recuperou o bem.
Diante dos fatos, a autora do furto e a mulher que adquiriu o produto (receptação) foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das providências de polícia judiciária. O objeto recuperado foi apresentado à autoridade policial para posterior devolução ao legítimo proprietário.
A Polícia Militar reforça o alerta à população de que adquirir produtos de origem duvidosa, especialmente com valores muito abaixo do praticado pelo comércio, configura crime de receptação, sujeitando o infrator às penalidades da lei.
Na noite da última segunda-feira (3), durante a “Operação Thémis 2026”, que realiza ações preventivas e repressivas visando o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e ao feminicídio, a Polícia Militar, através das equipes de Rádio Patrulha, efetuou a prisão de dois homens pelo crime de descumprimento de Medida Protetiva de Urgência. Veja mais detalhes a seguir!
A primeira equipe foi acionada via 190 após uma mulher relatar que seu ex-esposo havia comparecido à sua residência sem autorização, violando uma ordem judicial vigente. Após o ocorrido, o autor fugiu para sua casa, nas proximidades da praça do bairro Constroluz.
Os policiais militares iniciaram diligências e localizaram o suspeito. Ao ser abordado, o homem confirmou ter ido ao local, alegando ter recebido mensagens prévias da vítima. Diante da constatação da quebra da medida restritiva, ele foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais, acompanhado por seu advogado.
A segunda intervenção ocorreu na Rua João Ribeiro. A vítima informou que seu ex-companheiro, que possui restrições judiciais de aproximação devido a agressões anteriores, foi até a frente de sua residência solicitando conversar. Embora o autor tenha se retirado após a intervenção de familiares da vítima, a aproximação configurou o crime de descumprimento.
As equipes localizaram o autor em uma residência na Travessa Abadia M. Macedo. Apesar de negar ter parado em frente ao imóvel da ex-companheira, a narrativa da vítima e a proximidade geográfica motivaram a voz de prisão. O homem foi conduzido ao compartimento de segurança da viatura e entregue à autoridade policial.
A Polícia Militar ressalta que o descumprimento de Medida Protetiva de Urgência é crime (Art. 24-A da Lei Maria da Penha) e não admite fiança na esfera policial. A corporação orienta que as vítimas de violência doméstica sempre acionem o telefone 190 imediatamente em casos de aproximação ou intimidação, para que a resposta estatal seja rápida e eficaz.
Na manhã da última quarta-feira (4), a Polícia Militar, por meio da equipe de Rádio Patrulha (RP-2), recuperou uma bicicleta que havia sido furtada nas dependências de um hospital local. A ação resultou na prisão de um homem que já possui histórico criminal e fazia uso de monitoramento eletrônico.
Durante patrulhamento preventivo em uma estrada de terra que liga os bairros Santa Mônica e Jardim das Paineiras, os policiais visualizaram um indivíduo em atitude suspeita em meio à vegetação, portando uma bicicleta e uma bolsa.
Ao realizar a abordagem, a equipe identificou o homem, já conhecido no meio policial por envolvimento em furtos e perturbações na área central. Foi constatado, ainda, que o abordado utilizava tornozeleira eletrônica devido a medidas judiciais por delitos anteriores.
Questionado sobre a origem dos objetos, o suspeito confessou voluntariamente que havia subtraído a bicicleta no pátio do Hospital Cassems. A guarnição deslocou-se até a unidade de saúde, onde confirmou com os funcionários que uma colaboradora havia acabado de notar a falta de seu meio de transporte, estacionado no local de trabalho.
Diante da flagrante autoria e materialidade, o homem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia Civil. A bicicleta foi recuperada para ser devolvida à proprietária e o autor entregue à autoridade judiciária para as providências que o caso requer.
A Polícia Militar reforça que o patrulhamento em áreas periféricas e vias de acesso entre bairros é fundamental para a interceptação de autores de pequenos furtos e a recuperação de bens da comunidade.
Estudantes a partir de 16 anos, matriculados no 2º ano do Ensino Médio ou egressos do Senac MS podem se inscrever até 11 de março
Estão abertas até o dia 11 de março as inscrições para o Decola Hackathon – Missão Turismo 2026, iniciativa que desafia equipes a desenvolver soluções inovadoras voltadas ao fortalecimento do setor de eventos e turismo em Campo Grande. A ação é promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com o Senac Hub Academy, reunindo educação profissional, inovação e mercado em uma imersão de três dias.
Podem participar pessoas físicas com idade mínima de 16 anos, estudantes a partir do 2º ano do Ensino Médio, além de desenvolvedores, designers, profissionais da área de negócios e interessados de diferentes campos do conhecimento. Cada equipe deverá contar obrigatoriamente com alunos ou egressos do Senac MS. A proposta é estimular a formação de grupos multidisciplinares, capazes de integrar conhecimento técnico, criatividade e visão estratégica para responder a desafios reais do setor turístico.
A maratona seguirá o modelo de hackathon, no qual os participantes terão como ponto de partida um desafio apresentado pela Associação Convention & Visitors Bureau de Campo Grande MS. Durante a programação, as equipes irão desenvolver um MVP (Produto Mínimo Viável), passando por mentorias especializadas, oficinas de prototipagem, validações técnicas e preparação para pitch, até a apresentação final para uma banca avaliadora. O objetivo é transformar ideias em propostas estruturadas, com potencial de aplicação prática no mercado.
Para o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, a iniciativa conecta a formação de talentos à solução de desafios concretos do desenvolvimento econômico. “Os hackathons são ambientes extremamente férteis para a inovação. Eles aproximam estudantes, profissionais e instituições em torno de problemas reais e estimulam a criação de soluções tecnológicas com potencial de aplicação imediata. Ao direcionar esse esforço para o turismo e os eventos, fortalecemos um setor estratégico para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul”, afirma.
As três melhores equipes serão premiadas. O primeiro lugar receberá R$ 6 mil, quatro fones gamer, troféu e medalhas; o segundo lugar ganhará R$ 3 mil, quatro fones gamer, troféu e medalhas; e o terceiro lugar ficará com R$ 1 mil, quatro fones gamer, troféu e medalhas.
A diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha, destaca que o diferencial do projeto está na possibilidade de continuidade da proposta vencedora no mercado. “As equipes concorrem a premiações em dinheiro e à oportunidade de pré-incubação no Senac Hub Academy, com bolsa mensal e mentoria para transformar a ideia em um projeto estruturado. O foco é desenvolver uma solução inovadora para atender a uma demanda específica do Convention & Visitors Bureau, fortalecendo a gestão dos eventos em Campo Grande e impulsionando o segmento, que é estratégico para a geração de fluxo turístico”, afirma.
Veículo apreendido com o porta-malas carregado com agrotóxico (Foto: Divulgação)
Veículo com placas falsas foi interceptado na BR-163; mercadoria contrabandeada é avaliada em R$ 200 mil
Uma perseguição na BR-163 terminou com a apreensão de cerca de 400 quilos de agrotóxicos contrabandeados em Mundo Novo (MS). A ação foi realizada por uma equipe de vigilância e repressão da Receita Federal após o condutor de um veículo desobedecer a ordem de parada e iniciar fuga em alta velocidade.
Segundo a Receita Federal, os agentes tentaram abordar o carro durante fiscalização na rodovia. O motorista, no entanto, ignorou a determinação e passou a fugir, dando início a um acompanhamento tático. Durante a perseguição, o condutor realizou manobras perigosas, chegou a trafegar na contramão em trecho de faixa contínua e colocou em risco a segurança dos agentes e de outros usuários da rodovia.
Mesmo com sinais sonoros, luminosos e gestuais da viatura, o motorista manteve a evasão. Em seguida, deixou a BR-163 e entrou em uma estrada vicinal de terra, dificultando a aproximação da equipe de fiscalização.
Em determinado momento, o suspeito saltou do veículo ainda em movimento e fugiu a pé em direção a uma área de mata. Apesar das buscas, ele não foi localizado. O passageiro que estava no carro também tentou escapar, mas foi alcançado pelos agentes e detido.
Após identificação, foi constatado que o passageiro é menor de idade. Diante da situação, a Polícia Civil de Mundo Novo foi acionada para adotar as providências legais cabíveis.
Durante a vistoria no automóvel, os agentes verificaram que o veículo utilizava placas falsas, o que indica tentativa de ocultar a identificação. No interior do carro foram encontrados 400 quilos de agrotóxicos de origem estrangeira, introduzidos irregularmente no país, sem registro, autorização de importação ou qualquer documentação legal. O valor estimado da carga é de R$ 200 mil.
De acordo com a Receita Federal, ações desse tipo são essenciais para combater o contrabando de agrotóxicos, prática considerada grave por seus impactos à saúde pública, ao meio ambiente e ao setor produtivo. Produtos introduzidos ilegalmente no país não passam por controle sanitário e podem conter substâncias proibidas, aumentando o risco de intoxicação e de contaminação ambiental.
Além disso, o contrabando desse tipo de produto fortalece redes criminosas, provoca prejuízos econômicos e compromete a segurança nas regiões de fronteira.
Operação Abate teve início após apreensão de 230 kg de cocaína escondidos em caminhão
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Abate, com o objetivo de combater o tráfico de cocaína nos estados de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva no município de Corumbá.
A investigação desenvolveu-se a partir da apreensão de 230 kg de cocaína em um caminhão, em dezembro de 2023. Com o aprofundamento das investigações, foram identificados os indivíduos que atuavam na logística de transporte da droga.
Celulares foram apreendidos, os quais serão periciados e analisados pela Polícia Federal.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Diretoria de Habitação, divulgou a lista final dos contemplados e também a relação de candidatos desclassificados e não selecionados do processo de seleção do Conjunto Habitacional Violetas III.
A divulgação complementa os editais publicados anteriormente e segue os critérios estabelecidos pela Lei Municipal nº 4.022/2023 e pela Resolução nº 001 do Conselho Municipal de Habitação (CMH). A lista final contempla candidatos das categorias geral, idosos e pessoas com deficiência (PCD), conforme a ordem de pré-seleção e análise dos requisitos exigidos no processo.
Já a relação de desclassificados e não selecionados refere-se a candidatos que não atenderam aos critérios exigidos ou que tiveram diminuição de pontuação após a análise das informações apresentadas.
LISTA FINAL DE CONTEMPLADOS – CONJUNTO HABITACIONAL VIOLETAS III
O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), assinou nesta manhã, 05 de março, a ordem de serviço para a execução de obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Jardim Novo Ipanema. A obra será executada pela empresa Construtora Jupiá Ltda. e conta com investimento de R$ 3.814.123,77 em recursos próprios do município.
O projeto contempla aproximadamente 19.189,06 m² de pavimentação asfáltica, além da implantação de 1.344 metros de rede de drenagem, com tubos de concreto para o escoamento das águas pluviais. Também estão previstos meio-fio com sarjeta, sinalização horizontal e vertical e acessibilidade nas esquinas, proporcionando mais segurança e mobilidade para moradores e motoristas.
De acordo com o prefeito Dr. Cassiano Maia, a obra representa mais um avanço no desenvolvimento da infraestrutura urbana do município. “Estamos trabalhando para levar mais qualidade de vida à população, com obras que garantem melhores condições de tráfego, segurança e valorização dos bairros. O Jardim Novo Ipanema é uma região importante da nossa cidade e merece esse investimento”, destacou o prefeito.
O secretário municipal de Infraestrutura, Osmar Dias Pereira, explicou que o projeto foi planejado para atender uma demanda antiga da comunidade. “Essa obra vai melhorar significativamente a drenagem e a trafegabilidade da região. Além do asfalto, estamos implantando toda a estrutura necessária para evitar problemas com enxurradas e garantir mais segurança para quem utiliza essas vias”, afirmou.
Para os moradores, o início da obra representa um momento aguardado há anos. O presidente do bairro, Mauro Vicente, destacou a importância da pavimentação para a comunidade. “Essa é uma conquista muito importante para os moradores do Novo Ipanema. O asfalto e a drenagem vão trazer mais conforto, segurança e qualidade de vida para todos que vivem aqui”, disse.
O ex-presidente do bairro, Fausto Garcia, também ressaltou a relevância da obra para a região. “A comunidade aguardava por essa melhoria há muito tempo. Ver esse projeto saindo do papel é motivo de alegria para todos nós”, comentou.
Primeiro ano do Parque Villaggio Santa Inês será celebrado com sessão da comédia “Minha irmã e eu” e pipoca para o público
A Santa Inês Empreendimentos celebra o primeiro ano do Parque Villaggio Santa Inês com uma sessão especial de cinema ao ar livre, com direito a pipoca gratuita. O Cine-Park será realizado no dia 14 de março, às 17 horas, com a exibição da comédia “Minha irmã e eu”, estrelada por Ingrid Guimarães e Tatá Werneck.
Idealizado como um verdadeiro presente para a cidade, assim como o próprio Parque Villaggio Santa Inês, o Cine-Park une a beleza do pôr-do-sol encantador da região Norte de Campo Grande, com a sétima arte. Na estreia do projeto, o filme escolhido foi a comédia “Minha irmã e eu”, que conta a história de Mirian (Ingrid Guimarães) e Mirelly (Tatá Werneck), duas irmãs que precisam deixar de lado as diferenças quando a mãe desaparece. Juntas, elas se unem para procurar a matriarca em uma viagem que pode mudar as suas vidas.
Como a sessão será realizada ao ar livre, o público deve levar cadeiras, banquinhos ou cangas para aproveitar o filme com mais conforto. Já a pipoca e a água estão garantidas. Para a diretora da Santa Inês Empreendimentos, Cíntia Caleffi, promover um cinema ao ar livre no parque é a consolidação de um sonho antigo: promover bem-estar, urbanismo de qualidade e entretenimento para os moradores da região Norte.
“O Parque Villaggio Santa Inês nasceu do desejo de proporcionar aos moradores da região um espaço de lazer, voltado à prática de atividades físicas e à contemplação da natureza única de Campo Grande. O Cine Park é uma forma de celebrar esse projeto, que superou as expectativas e foi abraçado pela comunidade. Ao longo deste último ano, realizamos diversos eventos que evidenciaram a importância de espaços de uso público para os moradores. Ver o parque cheio, com famílias aproveitando cada momento, é a maior confirmação de que estamos no caminho certo”, afirma Cíntia Caleffi.
Santa Inês Empreendimentos – Fundada em 2013, a Santa Inês Empreendimentos atua no desenvolvimento da região Norte de Campo Grande com projetos planejados, acessíveis e voltados à qualidade de vida. Responsável pelo Reserva, Villaggio e, mais recentemente, pelo Quartier Santa Inês, a empresa investe em empreendimentos que aliam valorização imobiliária, planejamento urbano e criação de espaços acolhedores para a comunidade.
Com o objetivo de promover um diálogo estruturado entre segurança pública e povos originários, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) concluiu o 1º Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo. Considerada uma iniciativa inédita no mundo, a formação reuniu especialistas nacionais e internacionais e consolidou o Estado como referência na implementação de um novo paradigma de segurança pública.
Realizado com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp), o curso capacitou 38 agentes de segurança pública — entre policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — lotados em cinco municípios e que atuam diretamente em comunidades indígenas de Campo Grande, Dourados, Maracaju, Caarapó e Amambai.
Para a subtenente da Polícia Militar Lusmária da Silva Oliveira, aluna do curso, a iniciativa reforça a necessidade de aproximação com as comunidades indígenas, por meio do diálogo e da compreensão das especificidades culturais. “É importante, é valioso e vai auxiliar muito na aproximação, porque o trabalho dentro das comunidades indígenas, seja com a Polícia Militar ou qualquer outra força de segurança, exige de nós, profissionais, capacitação e sensibilidade”, destacou a policial, que atua em Dourados por meio do Programa Mulher Segura Indígena (Promuse).
Lotado no Departamento de Operações de Fronteira (DOF), o cabo da Polícia Militar Caio Cézar Barbosa Maidana, também ressaltou a relevância da formação. “Participar do curso foi ter a oportunidade de um novo aprendizado, uma visão diferente de Justiça. Entendemos, a partir dos princípios ensinados, que ‘a Polícia é o público e o público é a Polícia’. Criar relações que gerem conexão, com respeito, escuta e confiança, torna possível uma justiça restaurativa de fato, fazendo a diferença na vida dos envolvidos e da comunidade. Os povos indígenas já praticam esse tipo de abordagem em suas comunidades, por meio do diálogo entre todos”, afirmou.
Participação dos indígenas
O curso também contou com a participação de oito indígenas das aldeias Água Funda, Água Bonita e Marçal de Souza, em Campo Grande; Bororó e Jaguapiru, em Dourados; e Bananal e Limão Verde, em Aquidauana. Eles atuaram como agentes metodológicos, enriquecendo os debates durante palestras e círculos de paz e promovendo a integração entre alunos e palestrantes. A participação possibilitou a exposição das realidades vivenciadas nas comunidades, além de contribuir para o aprofundamento dos conceitos de policiamento e justiça restaurativa.
Roseli Souza, indígena da aldeia Bororó e membro do Conselho Comunitário de Segurança Indígena local, destacou a importância da iniciativa para a mediação de conflitos e o fortalecimento da segurança nas comunidades. “Estou aqui para aprender mais sobre como podemos trabalhar melhor na nossa unidade e também fortalecer essa parceria com a polícia, que já nos ajuda bastante. Esse curso foi muito bom e muito importante para nós”, afirmou.
Fotos: Bruno Rezende e Chico Ribeiro
O cacique da Aldeia Bananal, Célio Francelino Fialho, ressaltou que o curso foi importante para a comunidade indígena por proporcionar a oportunidade de conhecer a Justiça e o policiamento restaurativo. “É uma prática muito parecida com aquela que as lideranças indígenas já exercem dentro das comunidades, buscando a paz e o entendimento, e não apenas a punição de quem cometeu algum erro. Um momento muito importante foi a integração entre as forças de segurança e as lideranças de onde saíram várias propostas que podem ser colocadas em prática”, destacou.
Com carga horária de 30 horas, a formação combinou fundamentação teórica, estudos de caso baseados em situações reais e construção de aplicações práticas voltadas à realidade das comunidades indígenas do Estado. O conteúdo foi ministrado por referências globais na área da Justiça Restaurativa e do policiamento comunitário, fortalecendo a troca de experiências internacionais com a realidade brasileira.
Entre os palestrantes esteve o pesquisador canadense Dr. Nicholas Jones, que compartilhou sua experiência e pesquisas nas áreas de Justiça Restaurativa, policiamento, genocídio e criminologia. Para ele, o apoio e o reconhecimento institucional são fundamentais para o avanço da política. “Quando o governo implementa projetos como esse e promove esse tipo de reconhecimento, espera-se colher bons frutos no futuro — frutos relacionados à aproximação entre as comunidades, à melhoria da governança, à valorização da condição humana e ao fortalecimento da empatia entre os povos”, afirmou o pesquisador, que também é professor de Estudos de Justiça na Universidade de Regina, no Canadá.
Além de Nicholas Jones, participaram como palestrantes convidados a juíza federal Kátia Roncada, integrante do Comitê de Justiça Restaurativa do CNJ; a especialista em consolidação da paz no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Janet Murdock; o pesquisador norte-americano James Coldren; a juíza federal e coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure-MS), Raquel Domingues do Amaral; o professor João Salm; e o filósofo do direito Theo Gavrielides, fundador do Instituto Internacional de Justiça Restaurativa para Todos (RJ4All).
Durante os dias de formação, os palestrantes cruzaram fronteiras geográficas e culturais para compartilhar saberes, experiências e valores da Justiça Restaurativa. No Brasil, o tema foi instituído em 2016, por meio da Resolução nº 225 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a Política Nacional de Justiça Restaurativa. A coordenadora do Cejure-MS, juíza federal Raquel Domingues do Amaral, explicou que a Justiça Restaurativa não se limita ao processo judicial, podendo atuar de forma preventiva, antes mesmo da judicialização do conflito.
“É possível, por exemplo, estabelecer um espaço seguro de diálogo entre as forças de segurança e as comunidades indígenas. A Justiça Restaurativa propicia que as forças de segurança compreendam a interculturalidade e a cultura indígena, ao mesmo tempo em que permite que os indígenas conheçam melhor o funcionamento da lei civil e da lei penal. Esse espaço — muitas vezes estruturado em círculos de paz — trabalha com a interação e com uma linguagem que não é apenas jurídica ou abstrata, mas também voltada aos sentimentos, aos afetos e às emoções”, destacou.
Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do Brasil, com 116.469 pessoas — crescimento de 51,04% em relação a 2010, de acordo com o Censo 2022 – Indígenas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante desse cenário, o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, destacou a importância de iniciativas voltadas ao avanço do diálogo intercultural com as populações indígenas. “Considerando que os povos indígenas possuem formas próprias de organização social, cultura e língua, promover a capacitação dos agentes de segurança pública contribui para melhorar essa aproximação”, afirmou.
O secretário-adjunto de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, também elogiou a iniciativa e refletiu sobre a importância do serviço público na vida de todas as pessoas. “É fundamental mudar essa relação do Estado com as pessoas. E, quando eu falo de pessoas, estou me referindo a todas elas, independentemente da cor da pele, do gênero ou da condição social”, afirmou.
Entre as iniciativas permanentes implementadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para atender as comunidades indígenas do Estado estão os 18 Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), que alcançam 57.164 indígenas em 34 comunidades. Soma-se a isso o programa MS em Ação: Segurança e Cidadania, responsável por mais de 41 mil atendimentos realizados em aldeias sul-mato-grossenses, reforçando a construção de políticas públicas estruturadas e sensíveis às especificidades culturais dos povos originários.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, destacou que a formação busca não apenas a integração entre os órgãos de segurança e a comunidade acadêmica, mas também a vivência e o compartilhamento de experiências de países que já superaram desafios semelhantes junto às suas comunidades.
“Mato Grosso do Sul possui a terceira maior população indígena do país e carrega um histórico de enfrentamentos. Por isso, precisamos buscar os melhores modelos, com orientação acadêmica e baseados em experiências internacionais que têm apresentado resultados positivos. Estamos capacitando multiplicadores que irão replicar essa política e esse modelo de policiamento restaurativo e de justiça restaurativa em todo o Estado, com aplicação direta, especialmente nos territórios indígenas”, concluiu.
Diante do sucesso da primeira edição, a Sejusp irá estender a formação aos municípios de Dourados, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá. Em Corumbá, serão disponibilizadas vagas para policiais da Bolívia; em Ponta Porã, do Paraguai, ampliando o intercâmbio internacional e fortalecendo o diálogo transfronteiriço, além da participação de especialistas que integraram a edição realizada em Campo Grande.
A primeira edição do Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo foi promovida pela Sejusp-MS, em parceria com a Secretaria de Estado de Cidadania, a Justiça Federal e a Faculdade Insted, consolidando uma articulação institucional voltada à construção de políticas públicas baseadas na cultura de paz, na interculturalidade e na prevenção qualificada de conflitos.
Policiais Militares prenderam nesta quarta-feira (4), durante a Operação Approximatus, um acusado de tráfico de drogas, em Três Lagoas.
Conforme o boletim de ocorrência, durante a ação, a guarnição da Força Tática intensificou o policiamento ostensivo e preventivo na região do Bairro Paranapungá, quando às 18h30, realizou a abordagem policial de um motociclista que saía de uma residência alvo de denúncias relacionadas à comercialização de entorpecentes.
Durante a busca pessoal os policiais localizaram com o abordado 1 invólucro contendo cocaína (pesando 6 gramas), que havia acabado de adquirir, sendo de imediato realizado a abordagem do indivíduo que havia realizado a venda, onde em buscas no local vieram a localizar entorpecentes (44 gramas de cocaína e 149 gramas de maconha) e apetrechos, utilizados para o preparo e comercialização.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao masculino de 52 anos, por tráfico de drogas e realizado sua apresentação na Delegacia de Polícia, juntamente com o material apreendido.
Na tarde da última quarta-feira (4), uma ação conjunta entre a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) e do Setor de Investigações Gerais/Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI) de Dourados, e da Guarda Municipal culminou com a prisão em flagrante de um homem de 29 anos após esse ter realizado um disparo acidental contra sua esposa.
Inicialmente, a guarda municipal foi acionada para atender um chamado de uma mulher que havia dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento – UPA com um ferimento de disparo de arma de fogo no peito. A versão apresentada pela vítima e por seu companheiro não parecia verdadeira, pois alegaram que ela havia sido alvo de uma “bala perdida” quando chegavam em casa.
Após condução do homem até a DEPAC, uma equipe plantonista, juntamente com policiais civis do SIG/NRI, realizou diligências e conseguiram identificar que o disparo havia ocorrido no interior da residência e de forma acidental, enquanto o homem mexia com um alicate em uma espingarda de pressão adaptada para calibre 22.
Assim, os policiais se deslocaram até a casa do casal, onde localizaram a espingarda escondida no quintal. A mulher, dessa forma, relatou o que havia acontecido de fato e confirmou que o disparo havia sido acidental enquanto tentavam desemperrar o armamento. O próprio marido foi quem prestou socorro e conduziu a vítima até a unidade hospitalar.
Dessa forma, o homem foi detido e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal culposa.
O Bioparque Pantanal atingiu um marco histórico para a conservação da biodiversidade aquática ao registrar a centésima reprodução de espécie sob cuidados humanos e de forma natural. O feito reforça o protagonismo do empreendimento público sul-mato-grossense, reconhecido como o único aquário a contabilizar a reprodução de 100 espécies diferentes nessas condições e se consolida como maior banco genético vivo de água doce do mundo.
Das 100 espécies reproduzidas, 32 são do bioma Pantanal, o maior número entre todos os biomas contemplados. O dado evidencia o compromisso direto da instituição com a conservação da maior planície alagável do mundo e fortalece a relevância da pauta ambiental em nível nacional.
O sucesso das reproduções é um indicativo claro de excelência nos parâmetros de qualidade de água, bem-estar animal, nutrição e manejo técnico.
Fotos: Lara Miranda/Bioparque Pantanal
Além do Pantanal, foram reproduzidas:
31 espécies da Amazônia
21 espécies do Cerrado
3 espécies da Mata Atlântica
1 espécie da Caatinga
8 espécies africanas
1 espécie asiática
1 espécie mexicana
2 espécies da Oceania
Outro dado que chama atenção da comunidade científica é que, das 100 reproduções, 29 são inéditas no mundo e 20 inéditas no Brasil, números que ampliam o reconhecimento internacional do Bioparque Pantanal no campo da pesquisa e da conservação ex situ, ou seja, de espécies que vivem fora de seu habitat natural.
A centésima reprodução foi de um Acará-porquinho, espécie que integra o plantel do Bioparque e simboliza esse momento histórico dentro do trabalho contínuo de conservação, um dos pilares do empreendimento.
Entre as espécies reproduzidas, três são classificadas como ameaçadas de extinção, tornando o marco ainda mais relevante.
Uma delas é o Cascudo-viola, espécie endêmica do rio Coxim, no interior de Mato Grosso do Sul, cuja preservação depende diretamente de iniciativas técnicas e científicas como as desenvolvidas no Bioparque.
Também integra a lista o Cascudo-cego, espécie adaptada a ambientes subterrâneos e extremamente sensível a alterações ambientais.
O terceiro destaque é o Axolote, anfíbio mexicano conhecido mundialmente por sua capacidade de regeneração e por despertar o interesse de crianças e jovens. A presença da espécie reforça, além do caráter conservacionista, o papel educativo do Bioparque Pantanal na formação de consciência ambiental entre os pequenos visitantes.
À esquerda, filhote de axolote ainda em quarentena; à direita, axolote em exposição no circuito de aquários. (Fotos: Lara Miranda/Bioparque Pantanal)
Laboratório vivo e berçário da biodiversidade
Grande parte dessas reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN). Considerado um verdadeiro berçário dentro do complexo de água doce. O espaço é dedicado ao manejo técnico, monitoramento e desenvolvimento das espécies, reunindo equipe especializada e protocolos científicos rigorosos.
O desempenho reprodutivo demonstra que o Bioparque oferece condições ideais para que as espécies expressem comportamentos naturais, fator essencial para a conservação de longo prazo.
Conservação além do lazer
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o marco reforça a essência do empreendimento.
“Esse número representa muito mais do que um resultado técnico. Ele simboliza ciência aplicada, cuidado com a vida e compromisso com a conservação da biodiversidade. Cada reprodução é uma vitória da pesquisa, da dedicação das nossas equipes e da missão do Bioparque de ser muito mais do que um espaço de contemplação, um verdadeiro centro de conservação e produção de conhecimento”.
Ainda segundo a diretora, os resultados impactam diretamente a percepção da sociedade sobre a importância da preservação. “O Bioparque é um espaço de conscientização. Quando a população conhece, se encanta e entende a relevância dessas espécies, cria-se uma rede de cuidado e preocupação com o meio ambiente. Esse é o nosso maior legado”.
Sob a coordenação do biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior, o feito ganha ainda mais relevância técnica. “95% dessas espécies foram reproduzidas de forma natural, ou seja, não foi utilizado hormônio ou algum tipo de indução. O Cascudo-viola, por exemplo produz poucos ovos, de 30 a 50 apenas, necessitando de cuidados específicos e equipe técnica especializada”.
Heriberto ainda destaca que o trabalho minucioso garante que os ovos serão desenvolvidos e servirão de material biológico e científico. “Os resultados servirão como base para publicações científicas e trabalhos de educação ambiental desenvolvidos aqui. Isso reforça que o Bioparque não é apenas um espaço para contemplação e sim um espaço voltado para o turismo científico”.
A Associação dos Árbitros de Três Lagoas promoverá, nos dias 6 e 7 de março, um treinamento voltado ao aperfeiçoamento e à atualização das regras do futebol de campo. A capacitação terá carga horária total de 16 horas e será realizada na Câmara Municipal de Vereadores, com apoio da Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (SEJUVEL), além da parceria com o Legislativo municipal.
O objetivo do encontro é preparar os árbitros locais para a temporada esportiva de 2026, garantindo que os profissionais estejam atualizados em relação às mudanças e recomendações mais recentes das regras do jogo.
Durante o treinamento, serão abordados protocolos e orientações que seguem as diretrizes internacionais estabelecidas pela FIFA, repassadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) às federações estaduais. A partir disso, as federações disseminam as atualizações para seus polos regionais, como é o caso de Três Lagoas, que atualmente integra a rede de polos da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul.
O evento é direcionado exclusivamente aos árbitros que atuam ou pretendem atuar na arbitragem do futebol de campo. Por esse motivo, a atividade não será aberta ao público, clubes ou demais interessados, já que o foco é a capacitação técnica dos profissionais responsáveis pela condução das partidas.
A formação contará com a participação de instrutores da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul: Ernani Tomaz da Silva, Leandro dos Santos Ruberdo e Sandneia Francisca de Melo, que conduzirão as atividades teóricas e práticas relacionadas às atualizações das regras e aos protocolos de arbitragem.
A iniciativa reforça a importância da qualificação contínua na arbitragem esportiva, contribuindo para que as competições da região sejam conduzidas com mais segurança, profissionalismo e alinhamento às normas oficiais do futebol.
Sede da J&F, um dos maiores conglomerados industriais do mundo (Foto: Assessoria)
Grupo J&F gera 297 mil empregos no mundo e mantém 24.850 postos diretos em Mato Grosso do Sul — número equivalente à população de moradores de Ribas do Rio Pardo
Um dos maiores conglomerados industriais do planeta, o grupo J&F mantém forte presença em Mato Grosso do Sul, onde gera aproximadamente 24.850 empregos diretos em diversas regiões do estado. No cenário global, a companhia reúne cerca de 297 mil colaboradores, distribuídos em operações em 20 países, com faturamento consolidado de aproximadamente R$ 490 bilhões.
Os irmãos Wesley e Joesley Batista, acionistas controladores e proprietários da J&F e no centro Aguinaldo Filho, presidente da J&F S.A (Foto: Ricardo Ojeda)
IMPACTO ECONÔMICO
Para dimensionar o impacto econômico do grupo no estado, o número de trabalhadores empregados diretamente pela J&F em Mato Grosso do Sul é equivalente a como se todos os moradores de Ribas do Rio Pardo estivessem empregados pelo grupo.
Fundada em 1953, por José Batista Sobrinho, em Anápolis (GO) a J&F S.A. atua em cinco setores estratégicos da economia: energia, higiene e cosméticos, celulose, mineração e alimentos. O conglomerado controla empresas como Âmbar Energia, Flora, Eldorado Brasil Celulose, Lhg Mining e JBS. A empresa também figura entre as 10 maiores indústrias familiares do mundo, segundo ranking da EY/University of St. Gallen 2025.
PRESENÇA EM MATO GROSSO DO SUL
Uma das plantas frigoríficas da JBS instaladas em Mato Grosso do Sul (Foto: Assessoria)
No estado, a atuação do grupo ocorre por meio de três empresas principais: Eldorado Brasil Celulose, JBS e Lhg Mining, com operações distribuídas em mais de dez municípios.
As atividades estão presentes em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Sidrolândia, Três Lagoas, Corumbá e Ladário, abrangendo diferentes cadeias produtivas da economia sul-mato-grossense.
Somadas, as três companhias fazem da J&F um dos maiores geradores de emprego e renda do Mato Grosso do Sul, impulsionando setores estratégicos como agronegócio, mineração, indústria de base florestal e logística de exportação.
TRÊS LAGOAS: POLO ESTRATÉGICO DA CELULOSE
A Eldorado Brasil em 2025 completou 15 anos de atividade e consolidou-se como uma das empresas mais competitivas e inovadoras no setor de celulose global ao longo da sua trajetória (Foto: Assessoria)
Entre os municípios com presença do grupo, Três Lagoas destaca-se como um dos principais centros industriais da J&F no Brasil. A cidade abriga a operação da Eldorado Brasil Celulose, considerada uma das maiores plantas de produção de celulose de eucalipto em linha única do mundo.
A empresa mantém na cidade cerca de 5.800 colaboradores diretos e indiretos, atuando na produção de celulose voltada principalmente para o mercado internacional. O complexo industrial transformou Três Lagoas em um dos principais polos globais da indústria de base florestal.
Nos planos de expansão do grupo estão a construção de uma segunda linha de produção da Eldorado Brasil, projeto que poderá ampliar significativamente a capacidade industrial da companhia no município.
NOVO RAMAL FERROVIÁRIO PARA EXPORTAÇÃO
Entre os investimentos planejados está também a implantação de um ramal ferroviário com cerca de 89 quilômetros, ligando a fábrica da Eldorado em Três Lagoas ao terminal logístico em Aparecida do Taboado (MS).
O projeto tem como objetivo aumentar a eficiência logística para o escoamento da produção de celulose, ampliando a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional.
JBS LIDERA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO ESTADO
A JBS, maior produtora global de proteínas, é a empresa do grupo com maior presença no estado. A companhia opera em sete municípios sul-mato-grossenses e responde por mais de 18 mil empregos diretos.
As unidades estão localizadas em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina e Sidrolândia, atuando no abate e processamento de bovinos e suínos, além da produção de couros e derivados.
Entre as marcas presentes nas operações do estado estão Friboi, Seara e Swift. Em 2023, a empresa ampliou a fábrica da Seara em Dourados, aumentando em 65% a produção de salames e em 27% a fabricação de outros embutidos frescais.
MINERAÇÃO E EXPORTAÇÃO PELA HIDROVIA
A mineradora Lhg Miningopera em Corumbá e Ladário, municípios estratégicos para exportação de minério através da Hidrovia do Paraguai-Paraná (Foto: Assessoria)
No setor mineral, a atuação ocorre por meio da Lhg Mining, responsável pela extração de minério de ferro e manganês nos municípios de Corumbá e Ladário.
A empresa mantém cerca de 1.300 empregos diretos e possui capacidade de extração de aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano. Em 2023, a companhia ampliou sua capacidade produtiva, passando de 2,5 milhões para cerca de 12 milhões de toneladas anuais.
A localização estratégica das operações permite o escoamento da produção pela Hidrovia Paraguai-Paraná, importante corredor logístico para exportações.
ESTADO ESTRATÉGICO PARA O GRUPO
Sede da JBS (Foto: Assessoria)
De acordo com o grupo, Mato Grosso do Sul é considerado uma região estratégica, principalmente pela concentração de ativos industriais e florestais, além da localização geográfica favorável para logística de exportação.
Com investimentos industriais de grande escala e forte presença em cadeias produtivas essenciais, o estado consolidou-se como um dos principais polos de operação da J&F no Brasil.
O Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Três Lagoas (PROCON-TL), divulgou pesquisa de preços do leite pasteurizado (saquinho) de 1 litro, realizada nos dias 4 e 5 de março de 2026 em supermercados, mercados e panificadoras do município.
De acordo com o levantamento, o menor preço encontrado foi de R$ 4,89, enquanto o maior valor registrado foi de R$ 9,00.
O objetivo da pesquisa é orientar os consumidores sobre a variação de preços no comércio local e incentivar a comparação antes da compra. O PROCON-TL ressalta que os valores informados são meramente indicativos e podem sofrer alterações conforme promoções ou disponibilidade do produto nos estabelecimentos.