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Três Lagoas
sábado, 4 de abril de 2026
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Mulher é presa por tráfico; Força Tática apreende mais de 14 kg de maconha em Três Lagoas

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Foto: Divulgação

Uma mulher de 24 anos foi presa por tráfico de drogas na noite do último sábado (28), após ação da Força Tática do 2º Batalhão de Polícia Militar em Três Lagoas.

A ocorrência teve início após denúncias sobre a comercialização de entorpecentes em uma residência localizada na Rua dos Papagaios, no bairro Jardim Carioca. Diante das informações, os policiais intensificaram o policiamento na região e, por volta das 19h, realizaram a abordagem no imóvel.

No local, uma mulher de 40 anos, mãe da suspeita, foi questionada sobre as denúncias. Ela negou qualquer envolvimento e autorizou a entrada da equipe, acompanhando as buscas na residência.

Durante a vistoria em um dos quartos, os militares encontraram uma balança de precisão sobre uma mala de viagem. No interior, foram localizados 15 “tabletes” de maconha, totalizando 14,236 quilos da droga.

Após a descoberta, a filha da moradora foi acionada e compareceu ao local, onde assumiu ser a proprietária do entorpecente, afirmando ainda que a mãe não tinha conhecimento da atividade ilícita.

Diante dos fatos, a jovem recebeu voz de prisão por tráfico de drogas e foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido.

Por: Pollyanna Eloy

Força Tática apreende drogas e encaminha suspeitos por tráfico em Três Lagoas

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Foto: Divulgação

Policiais Militares do 2º Batalhão de Polícia Militar apreederam neste último sábado (28) suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas, durante ação no município de Três Lagoas.

Conforme o boletim de ocorrência, uma guarnição da Força Tática do 2º BPM, durante rondas no Bairro Vila Piloto, abordou duas pessoas que estavam em posse de um embrulho contendo quatro “trouxinhas” de maconha (aproximadamente 100g) e duas “trouxinhas” de cocaína (cerca de 1g).

Durante entrevista, ainda segundo a PM, os suspeitos informaram que o entorpecente teria sido adquirido em uma residência localizada na Rua 38. Diante da informação, os policiais se deslocaram até o endereço indicado, onde visualizaram um supeito que, ao perceber a presença da equipe, fugiu, não sendo localizado.

Na residência apontada como ponto de origem das drogas, os militares apreenderam três “trouxinhas” de maconha (14g), 48 “trouxinhas” de crack (165g), 49 “trouxinhas” de cocaína (107,7g), além de dois aparelhos celulares e uma caderneta com anotações relacionadas à comercialização dos entorpecentes.

Diante dos fatos, os abordados e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

Por: Pollyanna Eloy

DOF apreende quase uma tonelada de maconha em Maracaju (MS)

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Foto: DOF

No último sábado (28), policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, em Maracaju (MS), 972 quilos de maconha que eram transportados em um veículo VW Polo. Na ação, ninguém foi preso.

Os militares realizavam patrulhamento pela MS-164, na região do distrito de Vista Alegre, zona rural do município, quando receberam informações sobre um veículo suspeito que estaria sendo utilizado para o transporte de drogas.

Durante diligências na região, os policiais localizaram o automóvel abandonado, em meio a uma plantação de milho. Em vistoria no interior do veículo, foram encontrados diversos fardos de maconha. Buscas foram feitas na região, porém nenhum suspeito localizado.

Após checagem aos agregados, constatou-se que o veículo havia sido furtado na cidade de São Paulo (SP), no último dia 18 de março deste ano.

O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Maracaju (MS).

Vídeo: DOF

A ação envolvendo os policiais do DOF ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), além da Operação Ágata Tempestade no Oeste I, em conjunto com o Exército Brasileiro.

O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS

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Em breve, mais mulheres estarão ocupando espaços no setor da celulose. Isto porque, Mato Grosso do Sul terá mais duas fábricas de celulose

Estamos chegando ao final de março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, e o Perfil News não poderia encerrar esse período tão significativo sem prestar uma homenagem especial àquelas que fazem a diferença em suas áreas de atuação. Para marcar esse momento, reunimos histórias inspiradoras de mulheres que se destacam no setor da celulose — um segmento tradicionalmente desafiador, mas que vem sendo transformado pela presença e pela força feminina.

São trajetórias marcadas por superação, coragem e determinação. Muitas dessas mulheres enfrentaram realidades difíceis ao longo da vida, mas não permitiram que as adversidades definissem seus caminhos. Com esforço, resiliência e dedicação, elas conquistaram espaço, respeito e reconhecimento, imprimindo um novo ritmo não apenas às suas próprias histórias, mas também à vida de suas famílias e comunidades. Esta matéria celebra essas personagens que, com talento e persistência, mostram diariamente que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive nas engrenagens que movem o setor da celulose.

DIVERSIDADE E INCLUSÃO

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS

No coração do Mato Grosso do Sul, o setor de celulose é um exemplo de que a diversidade e a inclusão são fundamentais para o crescimento e o sucesso. Em Três Lagoas e região, as mulheres estão liderando essa transformação, com lágrimas de superação e sorrisos de conquista.

Em março, mês das mulheres, celebramos a força e a determinação de Natália Zulim, Marta Ferreira da Silva, Rosires Anselmo, Mônica Catânia, que superaram desafios e conquistaram espaço em um setor historicamente masculino.

VALORIZAÇÃO

A presença feminina no setor de celulose no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul, está em forte ascensão, com mulheres ocupando posições operacionais, técnicas e de gestão. Empresas como Suzano, Eldorado Brasil e MS Florestal investem na contratação e valorização, com programas de inclusão que aumentam a diversidade na indústria e no campo.

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS

As mulheres estão trazendo habilidades e perspectivas únicas para o setor, o que está contribuindo para o crescimento e o sucesso das empresas. A presença feminina está mudando a forma de trabalho e elas seguem focadas em resultados.

O setor de celulose é um dos principais motores da economia de Mato Grosso do Sul, e a presença feminina é um sinal de que a região está se tornando mais diversa e inclusiva. Com a crescente presença feminina, o setor de celulose em Mato Grosso do Sul está preparado para enfrentar os desafios do futuro e continuar a crescer e se desenvolver.

HISTÓRIAS DE SUPERAÇÕES

Em homenagem a todas as mulheres, o Perfil News homenageia algumas dessas profissionais do setor industrial. Todas mostram que, apesar das diversidades e muitos obstáculos que acabaram encontrando em suas vidas, existe sempre uma luz no fim do túnel.

Eu nunca imaginei que eu poderia chegar tão longe

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS
“Eu nunca imaginei que eu poderia chegar tão longe”, diz Natália Zulim, Analista de Suprimentos da Eldorado Brasil (Foto: Perfil News)

Natália Zulim, uma mulher de fé e determinação, deixou para trás a incerteza da Bahia e encontrou na Eldorado Brasil um novo lar. Com uma família para sustentar, Natália não desistiu e hoje é um exemplo de superação para todas as mulheres que buscam um futuro melhor. Ela começou como operadora de produção e, com o apoio da empresa, se tornou uma das principais líderes da equipe. Natália é mãe de dois filhos e é apaixonada por sua profissão. “Eu nunca imaginei que eu poderia chegar tão longe”, diz ela, com lágrimas nos olhos.

Eu amo o que faço

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS
“Eu amo o que faço”, diz Marta Ferreira que iniciou na função de serviços gerais e atualmente ocupa o cargo de Analista Florestal da Eldorado Brasil (Foto: Perfil News)

Marta Ferreira da Silva, uma mulher simples e trabalhadora, começou sua jornada na Eldorado Brasil como operadora de serviços gerais. Mas sua dedicação e paixão pelo trabalho a levaram a se tornar Analista Florestal, um cargo de liderança que ela ocupa com orgulho. Marta é responsável por desenvolver projetos de sustentabilidade e meio ambiente na empresa. Ela é casada e tem um filho. “Eu amo o que faço”, diz ela, com um sorriso radiante.

Eu sou uma nova mulher

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS
“Eu sou uma nova mulher, graças ao setor de celulose”, diz Rosires Anselmo, motorista de carreta tritrem da Suzano (Foto: Perfil News)

Rosires Anselmo, uma mulher que enfrentou a dor e a adversidade, encontrou no setor de celulose a oportunidade de recomeçar. Hoje, ela é motorista de caminhão tritrem, uma profissão que exige força e coragem, e mãe de três filhos, que são sua razão de viver. Rosires é um exemplo de que é possível superar os obstáculos e alcançar os sonhos. Ela é uma defensora dos direitos femininos e trabalha para inspirar outras mulheres a seguir seus sonhos. “Eu sou uma nova mulher, graças ao setor de celulose”, diz ela, com a voz embargada de emoção.

Eu sou uma líder, mas também sou uma mulher

Reescrevendo destinos: março celebra a força e a superação das mulheres no setor da celulose de MS
Foco, fé e determinação podem mudar destinos”, diz Mônica Catânia, gerente de Gente e Gestão da Suzano, unidade de Três Lagoas (Foto: Perfil News)

Mônica Catânia, uma mulher que saiu da olaria para se tornar líder na Suzano, é outro exemplo de superação. Com mais de 18 anos de experiência no setor, Mônica é responsável por liderar uma equipe de profissionais e desenvolver projetos de inovação e tecnologia. “Foco, fé e determinação podem mudar destinos”, diz ela, com a convicção de quem já enfrentou muitos desafios. Mônica é casada e tem dois filhos. “Eu sou uma líder, mas também sou uma mulher”, diz ela, com um sorriso.

QUADRO FUNCIONAL

A Suzano tem uma presença significativa de mulheres em suas fábricas em Mato Grosso do Sul. Atualmente, a empresa tem mais de 1,2 mil mulheres atuando em diferentes áreas no estado. Na unidade de Três Lagoas são mais de 800 mulheres trabalhando, sendo na operação industrial e na área florestal.

Na Suzano de Ribas do Rio Pardo são mais 600 mulheres trabalhando, atuando na operação industrial e  na área florestal. Assim, a empresa totalizou 556 mulheres contratadas, o que representa 30% das admissões realizadas nas unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Desse total, 21% delas ocupam cargos de liderança.

A Eldorado Brasil também é uma empresa que valoriza a diversidade e a inclusão, e isso se reflete no número crescente de mulheres em seus quadros. Embora não haja um número exato disponível, sabemos que a empresa teve um aumento de 14% no número de mulheres em seus quadros entre 2023 e 2024.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Na área administrativa, as mulheres já são maioria. Além disso, a Eldorado Brasil tem programas de inclusão e desenvolvimento para mulheres, como o “Indique Gente como a Gente” e o “Trilha de Carreira”, que visam promover a igualdade de oportunidades e o crescimento profissional das mulheres na empresa.

Em breve, mais mulheres estarão ocupando espaços no setor da celulose. Isto porque, Mato Grosso do Sul terá mais duas fábricas de celulose. A gigante chilena, Arauco, está sendo construída em Inocência e uma Bracell começa sua construção ainda em 2026 na cidade de Bataguassu.

A história dessas mulheres é um exemplo de que, quando as oportunidades surgem e as mulheres têm apoio, elas podem reescrever seus destinos e inspirar outras a fazer o mesmo.

Polícia Militar apreende autor de roubo e recupera bens em Três Lagoas

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Foto: Divulgação

 No dia 27 de março, policiais militares do 2º Batalhão de Polícia Militar realizaram a apreensão de um autor de roubo em Três Lagoas.

Nesta sexta-feira, durante a Operação Força Total uma guarnição da Força Tática após tomar conhecimento de roubo ocorrido mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo os autores roubaram uma bicicleta e um aparelho celular, os policiais iniciaram diligências onde durante análise das imagens de câmeras de monitoramento reconheceram um dos autores, que foi localizado e abordado no Condomínio Arara.

Durante entrevista o abordado (adolescente infrator de 17 anos) relatou seu envolvimento no crime e entregou os objetos provenientes do roubo ocorrido no dia 23 de março, sendo 1 bicicleta da marca Colli e 1 aparelho celular da marca Motorola, Moto G54, que se encontravam em seu apartamento, tendo ainda identificado o segundo autor.

Diante dos fatos após ser dada voz de apreensão o detido foi encaminhado até a Delegacia de Polícia, onde foi apresentado juntamente com os bens recuperados.

Policiais civis identificam autores de agressão e furto de celular de idoso que sofreu acidente em Batayporã

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Foto: Divulgação

Policiais da Delegacia de Polícia de Batayporã e da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Nova Andradina elucidaram ocorrência envolvendo lesão corporal seguida de furto praticada contra pessoa idosa.

Conforme apurado, no último dia 16, logo após se envolver em um acidente de trânsito ocorrido no trecho da rodovia MS-134, que liga os municípios de Batayporã e Nova Andradina, um idoso de 77 anos foi agredido fisicamente por indivíduos, ocasião em que também teve seu aparelho celular subtraído.

Diante da gravidade dos fatos, equipes policiais iniciaram diligências investigativas em ação conjunta, e na última sexta-feira (27), definiram a autoria delitiva, bem como localizaram o veículo utilizado na ação criminosa. Ainda, foi possível recuperar o telefone celular da vítima.

As investigações prosseguem com o objetivo de completa elucidação dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos.

O aparelho recuperado será devidamente restituído à vítima.

Abril Verde mobiliza Mato Grosso do Sul para enfrentar acidentes de trânsito relacionados ao trabalho

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Foto: Divulgação

Seminário estadual no dia 7 de abril reunirá especialistas, instituições, representantes dos trabalhadores e controle social para debater prevenção, vigilância e proteção à saúde 

Como parte da Campanha Abril Verde 2026: “Juntos pela redução de mortes e agravos relacionados ao trabalho em Mato Grosso do Sul”, o Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), realizará no dia 7 de abril de 2026, a partir das 7h30, em Campo Grande, o seminário “Acidentes no Trânsito Relacionados ao Trabalho: Vigilância, Prevenção e Proteção da Vida do Trabalhador e da Trabalhadora”.

O evento acontecerá no auditório do CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), localizado na Rua Sebastião Taveira, 268, no bairro São Francisco, e deverá reunir cerca de 150 participantes, entre gestores, profissionais de saúde, representantes de instituições públicas e privadas, representantes dos trabalhadores, controle social, além de trabalhadores do setor de transporte e logística.

Acidentes de trânsito: um desafio crescente para a saúde do trabalhador

Os acidentes de trânsito relacionados ao trabalho representam uma das principais causas de adoecimento, incapacidades e mortes entre trabalhadores que utilizam as vias urbanas e rodovias como ambiente de trabalho.

Dados do CEREST Estadual (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) apontam que cerca de 40% dos acidentes de trabalho identificados por meio de monitoramento da mídia estão relacionados ao trânsito, evidenciando a magnitude do problema em Mato Grosso do Sul.

Motoristas, motociclistas, entregadores, caminhoneiros e profissionais do transporte coletivo estão entre os mais expostos, enfrentando fatores como jornadas prolongadas, pressão por produtividade, fadiga e condições inadequadas de trabalho.

Integração entre instituições e estratégias de prevenção

A programação do seminário contará com palestras, apresentação de dados epidemiológicos, painéis temáticos e debates intersetoriais, reunindo áreas como saúde, trânsito, transporte e segurança pública, além da participação de representantes dos trabalhadores e do controle social.

A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, reforça a importância de ampliar o debate.

“Os acidentes de trânsito relacionados ao trabalho são uma realidade que muitas vezes passa despercebida. Precisamos trazer esse tema para o centro das discussões, especialmente diante de um cenário de crescimento econômico, expansão logística e novas formas de trabalho”, afirma.

Novo cenário amplia exposição aos riscos

O avanço da Rota Bioceânica, aliado ao processo de urbanização, ao crescimento do turismo e ao aumento de trabalhadores por aplicativo, como motoristas e entregadores, tende a intensificar a exposição aos riscos no trânsito.

Nesse contexto, a Gerente de Comunicação e Informação da Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador, Bel Silva, destaca a necessidade de ampliar a visibilidade do tema.

“Nosso principal objetivo é dar a maior divulgação possível. Muitos acidentes de trânsito são, na verdade, acidentes de trabalho. Com esse novo cenário, essa realidade tende a crescer, e precisamos fortalecer as ações de prevenção”, pontua.

Ela também ressalta a importância do diálogo com a sociedade.

“Queremos que esse debate chegue ao maior número de pessoas possível. E estamos sempre disponíveis para aprofundar o tema e contribuir com informações”, completa.

Construção coletiva de soluções

O seminário integra a agenda da RENASTT (Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora) e terá como foco fortalecer a atuação interinstitucional na identificação, notificação e prevenção dos acidentes.

Entre os objetivos estão o mapeamento de instituições envolvidas, a análise dos impactos desses eventos na saúde dos trabalhadores e a construção de propostas para aprimorar as estratégias de vigilância e prevenção no Estado.

Inscrições:

www.saude.ms.gov.br (Menu → Informativos → Eventos)

André Lima, Comunicação SES
Foto: Arquivo SES

Preço da soja sobe 3,18%, mas safra segue mais barata que em 2025

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Técnico segura grãos de soja colhidos em MS. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Valor médio chega a R$ 113,63 em MS, enquanto lavouras sentem impacto da estiagem

O preço da soja subiu 3,18% em Mato Grosso do Sul entre 16 e 23 de março, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 113,63 no fim do período, segundo boletim da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja). Apesar da alta semanal, o valor ainda está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, o que mantém pressão sobre a renda do produtor.

O levantamento aponta que, na comparação anual, houve desvalorização de 3,97%. No mesmo intervalo do ano passado, a saca era vendida, em média, a R$ 116,31. O preço médio da semana ficou em R$ 111,69 no Estado.

Entre os municípios monitorados, Maracaju registrou a maior alta no período, com valorização de 4,55%. Dourados teve variação de 4,5%, seguido por Ponta Porã, com 4,09%. Em Campo Grande, a saca fechou a R$ 113, com avanço de 3,67% na semana.

O boletim ressalta que os valores não indicam necessariamente negociações imediatas, já que a comercialização ocorre de forma gradual ao longo da safra. O comportamento do mercado reflete tanto fatores internos quanto o ritmo da colheita.

Ao mesmo tempo, as condições das lavouras pioraram no Estado após períodos de estiagem e calor. Hoje, 57,5% das áreas estão em boas condições, enquanto 26,9% são classificadas como regulares e 15,5% como ruins.

A seca atingiu mais de 640 mil hectares, com períodos superiores a 20 dias sem chuva em algumas regiões. Os maiores impactos concentram-se no sul, em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

A colheita da safra 2025/2026 alcançou 82% da área até 20 de março, o equivalente a cerca de 3,9 milhões de hectares. O índice está 4,6 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior.

Mesmo com os impactos climáticos, a estimativa da safra segue elevada. Mato Grosso do Sul deve cultivar 4,794 milhões de hectares, com produtividade média de 52,82 sacas por hectare.

Com esse rendimento, a produção pode chegar a 15,195 milhões de toneladas, conforme projeção baseada na média dos últimos cinco anos.

O boletim também aponta que o plantio do milho de segunda safra atingiu 84,6% da área até 20 de março. A estimativa é de 2,206 milhões de hectares, com produção prevista em 11,139 milhões de toneladas.

Fonte: Campo Grande News (por Gustavo Bonotto)

Colisão entre Kombi e carreta mata casal na BR-163, em MS

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Foto: Divulgação

Uma colisão envolvendo Kombi e carreta no início da manhã do último domingo (29), na BR-163, no trecho entre Dourados e Caarapó, matou o casal José Tavares Sobrinho, de 60 anos, e Zuleide Alves de Oliveira Tavares, de 54, condutor e passageira, respectivamente.

Conforme o boletim de ocorrência, ambos sofreram lesões graves após a batida, enquanto o carreteiro nada sofreu. O casal seguia para o Paraná, onde visitaria familiares, quando por volta das 5h, bateu no caminhão.

Equipes da concessionária que administra a 163 em Mato Grosso do Sul atenderam a ocorrência e encaminharam José e Zuleide ao HV (Hospital da Vida), em Dourados. A mulher já estava morta no local do acidente, já o homem teve o óbito confirmado por volta de 6h40.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados como homicídio culposo na direção de veículo automotor e também encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Caarapó.

Tradicional Feira do Peixe será realizada nesta quarta e quinta-feira na Feira Central de Três Lagoas

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Foto: Arquivo

A tradicional Feira do Peixe de Três Lagoas será realizada nos dias 1 e 2 de abril, na Feira Central Turística. O evento tem como objetivo oferecer produtos frescos e de origem local durante a Semana Santa, além de superar a marca de mais de 30 toneladas de pescado comercializadas no ano passado.

Promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), em parceria com a FeiraTrês, a Feira do Peixe acontecerá na quarta-feira, 1º de abril, das 16h às 22h — acompanhando o horário tradicional da Feira Central — e na quinta-feira, 2 de abril, das 7h às 20h.

De acordo com a SEDECTI, os feirantes e comerciantes cadastrados para a venda de pescados estarão concentrados nas alamedas 1 e 5. A expectativa é ampliar o volume de vendas em relação ao ano anterior, fortalecendo a economia local e garantindo variedade e qualidade aos consumidores. Nos dias da Feira, será possível encontrar peixes inteiros ou limpos/cortados e opções de filés de tilápia, curvina, piapara, entre outros.

“Essa é uma excelente oportunidade para adquirir peixe fresco e produzido na região, garantindo a qualidade das refeições da Semana Santa. Recomendamos que a população procure o local nas primeiras horas dos dias de evento para ter acesso a uma maior variedade de produtos, embora a qualidade seja mantida durante todo o período”, destacou o secretário da pasta, Marcos Junior.

SERVIÇO

A Feira do Peixe será realizada na Feira Central Turística, localizada na Avenida Rosário Congro, esquina com a Avenida Eloy Chaves.

  • 1º de abril (quarta-feira): das 16h às 22h
  • 2 de abril (quinta-feira): das 7h às 20h

Motor explode na decolagem em Guarulhos e avião faz pouso de emergência

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Foto: Divulgação

Um avião da Delta Airlines precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite deste último domingo (29), após uma falha na turbina logo depois da decolagem. Não há informações de feridos.

A aeronave partiu às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, quando, segundos após sair do solo, houve uma explosão na turbina esquerda. O incidente provocou a queda de fragmentos chamuscados na área ao lado da pista, o que deu início a um foco de incêndio.

A ocorrência foi identificada pela torre de controle do aeroporto, que alertou a tripulação. Diante da situação, o piloto declarou emergência, com o chamado “mayday”, e iniciou o retorno imediato ao terminal. Segundo dados da plataforma Flightradar24, o voo permaneceu no ar por cerca de nove minutos. Equipes de bombeiros do aeroporto foram acionadas e conseguiram controlar as chamas dos em poucos minutos.

O avião envolvido é um Airbus A330-323 e operava o voo DL0104, que seguiria para Atlanta, no estado da Geórgia. A partida estava prevista para 23h40, com chegada estimada às 7h40 no horário local. Em comunicado publicado em seu site, a Delta informou que o voo foi cancelado devido a problemas mecânicos e pediu desculpas aos passageiros pelo transtorno.

(*) Ponta Porã News

Homem é baleado e corre até posto de combustíveis para pedir socorro em MS

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Região onde a vítima foi socorrida após ser baleada (Foto: Google Street View)

Vítima caiu no pátio do estabelecimento e foi levada para a Santa Casa com hemorragia interna

Um homem de 39 anos foi vítima de tentativa de homicídio no fim da tarde do último domingo (29), na região do Bairro Vila Ipiranga, em Campo Grande. Mesmo ferido por disparos de arma de fogo, ele conseguiu correr até um posto de combustíveis, onde pediu socorro antes de cair.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi atingida em uma escadaria próxima à Avenida Manoel da Costa Lima. Após os disparos, atravessou a via correndo e chegou até o um auto posto, onde caiu no pátio do estabelecimento.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos. O homem apresentava ferimentos na perna, na região do tórax próximo ao ombro e na lombar, com suspeita de hemorragia interna. Ele foi encaminhado em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande.

Testemunhas relataram à polícia que dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta de cor preta e vermelha. Eles teriam se aproximado da vítima, chamado pelo apelido e, em seguida, efetuado vários disparos.

Ainda segundo os relatos, outros dois indivíduos estariam dando apoio em um carro prata, possivelmente um Corsa ou Uno, e teriam permanecido nas proximidades. A Polícia Civil e a perícia estiveram no local para os levantamentos iniciais.

Câmeras de segurança de estabelecimentos próximos devem auxiliar na identificação dos autores. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado.

(*) Campo Grande News

VAGAS DE EMPREGO – Veja as oportunidades disponíveis na Casa do Trabalhador nesta segunda-feira (30)

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta segunda-feira, 30 de março de 2026. No total, são 105 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.

Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.

Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.

Como funciona o financiamento da saúde pública? Entenda como os recursos chegam aos municípios

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Foto: Arquivo/SES

Entenda como funciona a estrutura do SUS e como União, estados e municípios dividem responsabilidades na gestão da saúde

Você já se perguntou como o dinheiro da saúde pública é aplicado e quem é responsável por cada etapa do atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde)?

A resposta passa por um modelo chamado gestão tripartite, no qual União, estados e municípios compartilham responsabilidades no financiamento e na execução das ações de saúde.

No SUS, esse modelo permite organizar desde a vacinação e consultas básicas até atendimentos hospitalares de alta complexidade, garantindo que os recursos cheguem aos serviços utilizados pela população.

Gestão tripartite: como funciona

O financiamento da saúde pública no Brasil é dividido entre três níveis de governo:

  • União, responsável por repasses nacionais e políticas estratégicas;
  • Estados, que coordenam a rede regional de saúde e apoiam os municípios;
  • Municípios, responsáveis pela execução direta da maior parte dos serviços, como atendimento nas unidades de saúde.

Esse modelo permite que os recursos sejam distribuídos de forma organizada entre as diferentes etapas do atendimento.

Como o recurso chega aos municípios

Grande parte do financiamento da saúde funciona por meio de transferências chamadas de “fundo a fundo”.

Nesse modelo, o recurso sai do Fundo Nacional de Saúde e é transferido para os fundos estaduais e municipais, que utilizam os valores para custear serviços, programas e ações de saúde.

Na prática, isso significa que o Governo do Estado exerce papel central na organização e distribuição dos recursos, coordenando a rede regional de saúde e garantindo o apoio necessário para a execução dos atendimentos no SUS.

“O financiamento da saúde é compartilhado, mas ele só se concretiza de fato quando chega na ponta, no atendimento à população. Por isso, é fundamental essa articulação entre União, Estado e municípios, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e cheguem onde as pessoas mais precisam”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.

Onde os recursos são aplicados

Os recursos públicos financiam diferentes áreas da rede de saúde, entre elas:

  • Atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde)
  • Serviços de urgência e emergência
  • Consultas, exames e cirurgias
  • Programas de vacinação e prevenção
  • Custeio de hospitais e unidades especializadas

Também são utilizados para aquisição de medicamentos, equipamentos, manutenção das unidades e pagamento de profissionais de saúde.

Investimento em saúde no Estado

Dados do RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) mostram que, em 2025, Mato Grosso do Sul aplicou mais de R$ 2,95 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, considerando diferentes fontes de financiamento.

Somente com recursos próprios do Estado, foram R$ 2,39 bilhões investidos na área, valor que corresponde a 12,26% da receita estadual, percentual acima do mínimo constitucional exigido.

“Esse investimento é essencial para manter a rede funcionando e ampliar o acesso da população aos serviços. O Estado tem atuado de forma contínua para fortalecer a assistência e apoiar os municípios em todas as regiões”, reforça o secretário Maurício Simões.

Quem executa os serviços

Embora o financiamento seja compartilhado entre os três níveis de governo, a maior parte dos atendimentos é realizada pelos municípios, especialmente na Atenção Primária.

Cabe ao Estado organizar a rede regional de saúde, apoiar os municípios e garantir serviços de média e alta complexidade, como hospitais regionais, transplantes, centros especializados e programas estratégicos.

Uma rede integrada

O modelo tripartite permite que o SUS funcione como uma rede integrada, onde cada esfera de governo assume responsabilidades específicas.

Essa estrutura garante que a população tenha acesso a diferentes níveis de atendimento, desde a unidade básica de saúde até hospitais especializados, dentro de um sistema público que atende milhões de brasileiros todos os dias.

“O Estado tem um papel central na organização da rede de saúde, articulando os serviços e ampliando o acesso da população. Esse trabalho é essencial para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento em todas as regiões”, finaliza o secretário.

(*) André Lima, Comunicação SES

Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV

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Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25), mostra que apenas 54,9% dos estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, tinham certeza de que foram vacinados contra o HPV, sigla para papilomavírus humano.

Esse vírus é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pênis, boca e garganta.

Proteção gratuita

A vacina que previne contra o HPV está disponível em todas as unidades de saúde do Brasil, e deve ser tomada por meninas e meninos, entre 9 e 14 anos.

Essa faixa etária foi definida porque o vírus é transmitido principalmente por via sexual, e a vacina é mais eficaz se for tomada antes da primeira relação.

Apesar disso, 10,4% dos estudantes entrevistados pelo IBGE ainda não estavam vacinados e 34,6% não sabiam se tinham recebido a vacina ou não.

Isso representa quase 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos, e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis à infecção.

A mesma pesquisa identificou que 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vida sexual ativa, e que a idade média de iniciação sexual foi de 13,3 anos para os meninos e de 14,3 anos para as meninas.

Os dados foram coletados pelo IBGE em 2024 e mostram ainda que a porcentagem de estudantes que se vacinaram caiu 8 pontos percentuais na comparação com a edição anterior da pesquisa, de 2019.

Apesar de uma proporção maior de meninas ter se vacinado ─ 59,5%, contra 50,3% dos meninos ─ a queda da cobertura vacinal entre elas foi ainda mais expressiva, de 16,6 pontos.

Falta de informação

Considerando apenas os estudantes que não se vacinaram, metade deles alegou não saber que precisava tomar a vacina. Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Isabela Balallai, isso prova como a falta de informação tem sido preponderante.

“Todo mundo acha que a hesitação vacinal se resume às fake news, mas não é isso. A desinformação é só uma das coisas que causam a hesitação vacinal. As outras são a falta de acesso, a baixa percepção do risco da doença e a falta de informação. E isso é um problema máximo no Brasil. Muitas pessoas não sabem quando têm que se vacinar e quais as vacinas disponíveis”.

Outros motivos foram apontados, mas em proporção bem menor:

  • 7,3% dos estudantes disseram que o pai, a mãe ou o responsável não quiseram que eles fossem vacinados;
  • 7,2% não se vacinaram porque não sabiam qual a função da vacina;
  • 7% alegaram dificuldade de chegar ao local de vacinação.

A pesquisa também apontou algumas diferenças entre alunos de rede pública e privada. Entre os primeiros, 11% não se vacinaram, contra 6,9% do segundo grupo.

Por outro lado, a resistência dos pais contra a vacina foi a razão da hesitação de 15,8% dos alunos da rede privada, e de apenas 6,3% entre os da rede pública.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, a escola pode cumprir um papel primordial:

“Quando você pega os principais fatores de hesitação vacinal, a escola resolve todos eles. Resolve a desinformação, educando o adolescente. Resolve a falta de informação, quando eles são informados que vai ter a vacinação. Resolve o acesso, porque é muito difícil levar um adolescente ao posto de saúde, mas vacinar na escola é muito mais simples. E resolve a conscientização dos pais”.

Bom exemplo

Na casa da jornalista e escritora Joana Darc Souza, a única menina não vacinada é a filha mais nova, que ainda tem 6 anos. As outras duas, com 9 e 12 anos, estão imunizadas.

“Eu nunca tive dúvida em relação à eficácia e sempre defendi que vacina salva vidas. Isso é uma coisa que eu aprendi em casa, quando ainda era criança, e hoje eu replico com as minhas filhas”, ela conta.

As três filhas de Joana estudam em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, de vez em quando, os alunos são convocados para se vacinarem.

“Elas acabam não participando, mas só porque aqui em casa a gente sempre está atento às vacinas”.

Quem ajuda a família nesse controle é outra profissional essencial para a sucesso das políticas de vacinação: a pediatra. “Ela é bastante cuidadosa e sempre verifica a caderneta das meninas”, elogia a mãe.

Resgate vacinal

De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares das vacinas aplicadas em 2025 mostram uma cobertura maior do que a verificada na pesquisa, de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, a vacina contra o HPV é aplicada em dose única.

No ano passado, a pasta lançou também uma estratégia de resgate vacinal, para imunizar os adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.

Até agora, 217 mil jovens foram imunizados, mas a campanha segue até junho de 2026 e prevê ações de vacinação nas escolas.

Além disso, todas as unidades de saúde também continuam a aplicar o imunizante nesse público. Quem não tiver o comprovante de vacinação, pode verificar se já recebeu a vacina no aplicativo Meu SUS Digital.

Fonte: Agência Brasil

COP15 confirma medidas para proteção de animais que cruzam países

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Painel de discussões da COP15 neste domingo (29), último dia do evento (Foto: Juliano Almeida)

Conferência foi responsável por definir estratégias para reduzir impactos ambientais nas rotas migratórias

Na reta final, a COP15 (15ª Reunião da Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), em Campo Grande, antecipou o encerramento e realiza, nesta manhã de domingo (29), as últimas decisões dos assuntos que permearam os seis dias de evento.

No período, a conferência global que reuniu 133 países através de seus representantes, definiu os próximos passos das nações em relação à preservação e conservação de animais migratórios, sejam eles aves, felinos ou peixes, entre outros.

As ações da conferência vão se estender a todos os países parte, que a partir das decisões, têm obrigação de pôr em prática as ações para a conservação das espécies e, preferencialmente, de maneira cooperada e integrada.

A plenária final está sendo conduzida pelo presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e pela secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, com a participação das delegações dos países-parte da convenção.

Vale reforçar que animais pantaneiros: ariranha, caboclinho-do-pantanal e pintado foram incluídos em anexos CMS, o que significa a necessidade da cooperação entre os países que são habitat desses animais para suas preservação e sobrevivência.

Fonte: Campo Grande News (por Lucia Morel)

Baixa renda atinge 1 em cada 3 mulheres no mercado de trabalho em MS

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Candidatas a vaga de emprego aguardam por atendimento em fila da sede da Funsat (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Pesquisa revela disparidade salarial e barreiras no acesso ao emprego

Em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo. Na prática, isso significa que uma em cada três trabalhadoras no Estado está na faixa mais baixa de renda.

O dado faz parte de levantamento com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente ao quarto trimestre de 2025, que analisa a inserção feminina no mercado de trabalho em todo o país.

Esse percentual coloca Mato Grosso do Sul acima de estados como São Paulo, onde a proporção é de 23%, e Santa Catarina, com 15%. Além da concentração em faixas de renda mais baixas, o estudo aponta que mulheres continuam ganhando menos que homens.

No Centro-Oeste, a renda média feminina é cerca de 22% inferior à masculina. A diferença permanece mesmo entre pessoas com ensino superior, chegando a 26%.

Outro indicador que chama atenção é a taxa de desocupação. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de mulheres sem trabalho é mais que o dobro do registrado entre homens. Enquanto a taxa feminina gira em torno de 7,3%, a masculina fica próxima de 3%.

Fonte: Campo Grande News (por Kamila Alcântara)

Polícia Civil inaugura sexagésima segunda Sala Lilás em Corguinho

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Foto: PCMS

Na tarde da última sexta-feira (27), a Polícia Civil, representando o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Prefeitura Municipal de Corguinho, realizou a inauguração da sexagésima segunda Sala Lilás no Estado.

A implantação deste espaço reafirma o compromisso permanente com a proteção, o respeito e a dignidade das mulheres sul-mato-grossenses, especialmente daquelas em situação de vulnerabilidade. A Sala Lilás é mais do que um ambiente físico: é um instrumento de escuta qualificada, atendimento humanizado e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

Com a inauguração em Corguinho, avançamos na interiorização das políticas públicas de proteção, garantindo que o acolhimento especializado chegue cada vez mais perto de quem precisa. Trata-se de um passo importante na construção de um Estado mais justo, sensível e comprometido com a vida e a segurança das mulheres.

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul segue firme em sua missão institucional, promovendo ações concretas que transformam realidades e consolidam uma atuação cada vez mais humana, eficiente e integrada.

Mesmo aprovado, plano para uso da água do Rio Paraguai segue parado há 8 anos

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Vista aérea do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense com a Serra Amolar ao fundo, na divisa de MT e MS (Foto: Andre Dib/WWF-Brasil)

Única política para a bacia não foi implementada e preocupa diante de hidrelétricas e navegação no Pantanal

Aprovado há oito anos, o PRH (Plano de Recursos Hídricos) da Bacia do Paraguai ainda enfrenta entraves institucionais e financeiros que dificultam sua implementação. Elaborado pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e aprovado em 2018 pelo CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), o documento prevê 17 programas e 70 ações voltadas ao uso sustentável da água até 2031. Considerado a principal política pública federal para orientar o uso dos recursos hídricos da bacia, o documento permanece parado, sem que as medidas previstas tenham sido colocadas em prática.

Segundo a assessoria de imprensa da agência, o plano foi prejudicado também por mudanças administrativas, como a extinção de grupos de acompanhamento e a paralisação do próprio conselho entre 2023 e 2024, que comprometeu o avanço das medidas. Desde então, novos grupos de trabalho foram criados, mas com atuação ainda limitada e reuniões pontuais.

Para tentar destravar o processo, a ANA informou que tem buscado alternativas para viabilizar a implementação das ações previstas no PRH. Entre as estratégias está a articulação com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para captar recursos por meio de projetos de cooperação técnica. Um desses projetos, fruto de cooperação bilateral entre ANA e BID, está em fase final, enquanto uma nova iniciativa trinacional (Brasil, Paraguai e Bolívia) financiada pelo Global Environment Facility deve começar em breve, com participação do BID e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como agências implementadoras e execução pela World Wide Fund for Nature.

Mesmo assim, a agência tem enfrentado desafios relacionados à falta de um comitê federal da bacia, responsável por coordenar as ações, e à falta de mecanismos financeiros, como a cobrança pelo uso da água, que garantiriam recursos para a execução.

Cooperação

O PRH foi construído com participação de estados, pesquisadores e setores da sociedade e tem como objetivo orientar ações de conservação e uso sustentável da água na parte brasileira da bacia que abastece o Pantanal. A pesquisadora da Embrapa Pantanal, Débora Calheiros, fez parte do grupo técnico e científico que construiu a proposta e afirma que o trabalho contou com a colaboração de 80 pesquisadores de diferentes áreas, além de consultas públicas e oficinas com instituições e usuários da bacia.

“É uma política pública federal com potencial de conservar toda a bacia, mas que precisa ser desengavetada”, afirmou.

Dependência do planalto

De acordo com a especialista, o planejamento parte do entendimento de que o Pantanal depende diretamente das áreas de planalto, onde nascem os rios que alimentam a planície alagável. Aproximadamente 75% da água que chega ao bioma tem origem nessas regiões mais altas, o que torna a gestão integrada da bacia essencial.

O plano prevê diretrizes para reduzir impactos como desmatamento, assoreamento, contaminação por agrotóxicos e implantação de empreendimentos que alterem a dinâmica dos rios, como as hidrelétricas. Também estabelece medidas para preservar o pulso de inundação, ciclo natural de cheias e secas responsável pela manutenção da biodiversidade pantaneira.

Hidrelétricas nas cabeceiras

Outro ponto de preocupação é o avanço de projetos hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai, região formadora do Pantanal. Segundo Débora Calheiros, há cerca de 130 empreendimentos previstos e em operação na região, muitos localizados nas áreas de planalto onde nascem os rios que abastecem a planície. A especialista afirma que a construção dessas estruturas pode alterar o fluxo natural das águas, reduzir a conectividade dos rios e afetar o pulso de inundação, considerado essencial para a dinâmica ecológica do bioma. Para ela, a implementação do plano seria fundamental justamente para orientar e limitar esse tipo de intervenção de forma integrada, pois atualmente não há lei específica sobre o uso das águas da Bacia do Alto Paraguai.

Pressões

Segundo Calheiros, a paralisação do plano ocorre em meio ao aumento das pressões econômicas sobre o território, com expansão agrícola, projetos hidrelétricos nas áreas de cabeceira e propostas de ampliação da navegação, como a concessão da hidrovia Paraguai-Paraná, cujo leilão deve ser lançado ainda neste ano.

A pesquisadora avalia que a água se tornou um recurso estratégico disputado por diferentes setores. “A água é uma pauta econômica importante para o agronegócio, a mineração, a indústria, a geração de energia, a navegação e o saneamento. Nem sempre há prioridade para a abordagem ambiental”, disse.

Ela também relaciona o impasse a mudanças administrativas na política hídrica federal, com a transferência do CNRH e da ANA da estrutura do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Política integrada

Para a especialista, o PRH Paraguai é hoje a única política pública federal capaz de coordenar a gestão hídrica entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que formam a bacia responsável pela dinâmica hídrica do Pantanal.

“O documento foi construído com base científica e participação da sociedade. Tem potencial para garantir a conservação da bacia e das espécies migratórias. O que falta agora é implementação”, concluiu.

Histórico

O Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Rio Paraguai começou a ser elaborado em 2013, motivado por preocupações com hidrelétricas, uso do solo e impactos no Pantanal. Após estudos técnicos e consultas públicas, o documento foi aprovado pelo colegiado em 8 de março de 2018.

No mesmo ano, Agência Nacional de Águas apresentou o plano aos estados e iniciou a previsão de investimentos de aproximadamente R$ 82,9 milhões, porém informou, na época, que a execução dependeria da liberação de recursos e da adesão de governos estaduais e municipais, o que tem feito com que a implementação avance de forma gradual desde a aprovação.

Na época do lançamento, o documento foi apontado por autoridades como referência para orientar políticas públicas, conciliar desenvolvimento e preservação ambiental e apoiar iniciativas como a recuperação do Rio Taquari.

Conforme a assessoria de imprensa da ANA, o grupo que acompanhava o plano foi extinto em 2019. Depois disso, houve mudanças e criação de novos grupos de trabalho, mas sem continuidade. O próprio CNRH ficou inativo entre 2023 e 2024, o que prejudicou o acompanhamento. Em 2023 foi criado um grupo para monitorar as ações do plano e, em 2025, outro grupo foi criado para atualizar e acompanhar a implementação. A ANA informou que esse grupo se reuniu três vezes entre 2025 e 2026.

Fonte: Campo Grande News (por Inara Silva)

CITROS TOUR: Ações para desenvolver a citricultura do MS são apresentadas em evento em Aparecida do Taboado

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Foto: Comunicação Semadesc

As ações e políticas públicas do Governo de Mato Grosso do Sul, desenvolvidas por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), voltadas ao fortalecimento da citricultura, foram apresentadas durante a 9ª edição do Citros Tour — um dos principais eventos técnicos itinerantes do setor no Brasil.

O encontro reúne produtores, pesquisadores, consultores e representantes das maiores indústrias de suco de laranja do mundo, com o objetivo de promover a troca de conhecimento sobre manejo, inovação tecnológica, sanidade vegetal e tendências de mercado da citricultura.

O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, acompanhado pelo coordenador de Citricultura da Semadesc, Klaus Andrei Zimmer, participou da etapa realizada na Fazenda São Lucas, no município de Aparecida do Taboado. A programação também incluiu atividades na Fazenda Alto Paraná, propriedades dos produtores Giovanni Barotti e Alemão.

“Trata-se de um evento técnico que reuniu alguns dos principais produtores de laranja do Brasil. O objetivo foi discutir tecnologias de manejo da cultura, incluindo irrigação, controle de pragas e alternativas de mercado, buscando aprimorar o posicionamento do setor e impulsionar o consumo de suco de laranja no país”, destacou Beretta.

O evento contou com a presença das principais indústrias citrícolas do Brasil, como Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus Company, Suco Prat’s e Frucamp, além de produtores de diversas regiões. Segundo o secretário, os debates evidenciaram tanto o alto nível tecnológico do setor quanto os desafios enfrentados pelos citricultores, especialmente no combate ao greening — principal doença da cultura — e nas questões relacionadas ao mercado global de suco de laranja.

Durante o encontro, o secretário apresentou um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da citricultura em Mato Grosso do Sul, com destaque para as ações de defesa sanitária vegetal, fundamentais no enfrentamento ao greening, além de instrumentos de apoio como as linhas de crédito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), investimentos em infraestrutura logística e avanços na política de outorga de uso da água e no licenciamento ambiental para irrigação.

Beretta ressaltou que a participação do Estado foi bem recebida pelos produtores e reforçou o ambiente favorável para novos investimentos no setor. “Mato Grosso do Sul tem se consolidado como uma nova fronteira da citricultura no Brasil, com condições edafoclimáticas favoráveis, disponibilidade hídrica e um ambiente institucional que garante segurança e competitividade ao produtor”, afirmou.

A citricultura sul-mato-grossense vem apresentando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionada pela expansão de áreas plantadas, pela adoção de tecnologias modernas de produção e pela atração de indústrias processadoras. O Estado tem se destacado como alternativa estratégica frente aos desafios fitossanitários enfrentados por regiões tradicionais, contribuindo para a diversificação da matriz produtiva e geração de emprego e renda no interior.

Ao final do evento, foi anunciado o lançamento da 10ª edição do Citros Tour, prevista para abril do próximo ano, no município de Paranavaí (PR), com visitas técnicas às propriedades ligadas à indústria Suco Prat’s. Além disso, os participantes já confirmaram presença na Expo Citrus, que será realizada em maio, em Cordeirópolis (SP), reforçando a integração nacional do setor.

Rosana Siqueira, da Semadesc

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