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quinta-feira, 7 de maio de 2026
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Suspeitos de doping e roubo de veículo são presos em Chapadão do Sul

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Foto: O Correio News

Na manhã da última terça-feira (18), a Polícia Civil de Chapadão do Sul prendeu dois indivíduos, R.P.L. e C.V.A.M., suspeitos de terem dopado uma mulher em Campo Grande e roubado seu carro, pertencente a uma locadora da Capital.

De acordo com o Boletim de Ocorrência divulgado pelo O Correio News, a locadora notificou a empresa de rastreamento sobre o desaparecimento de uma cliente desde sábado. Ela entrou em contato na madrugada de terça-feira (18), relatando que havia sido dopada e que seu veículo fora roubado.

A empresa de rastreamento bloqueou o carro, que estava em um posto de combustível em Chapadão do Sul, e alertou a Delegacia de Polícia Civil local. O Investigador de Polícia plantonista chamou a Delegada Bianca Martins, que liderou a equipe do SIG até o local indicado pela empresa de rastreamento.

No posto de gasolina, R.P.L tentou fugir ao avistar os policiais, mas foi perseguido e detido com o auxílio de reforços. Durante as investigações, a equipe recebeu uma ligação de um morador de uma fazenda próxima, informando sobre a presença de C.V.A.M em sua propriedade.

TCE-MS encaminha à Alems projeto para atender demandas da estrutura organizacional

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Foto: TCE-MS

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 128/2024 que trata da consolidação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Quadro de Pessoal do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, cria funções comissionadas e cargos em comissão na estrutura funcional do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul.

O Projeto cria 20 cargos em comissão para atender a demanda do Tribunal de Contas, em especial, a estrutura dos gabinetes dos conselheiros substitutos, o setor de tecnologia da informação, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e novos projetos. “Esses novos cargos vão ao encontro das necessidades apresentadas por algumas unidades da Corte de Contas, devido ao aumento de atribuições que foram ocorrendo ao longo do tempo, como por exemplo, a implementação de projetos como o Programa Integrados pela Garantia dos Direitos da Primeira Infância”, explica a diretora da Secretaria de Gestão de Pessoas, Elaine Góis.

Atender a demanda do setor de Tecnologia da Informação também era necessário para otimizar os processos, melhorar a prestação de serviço ao cidadão e aumentar a eficiência geral. “A TI é extremamente importante para o setor público. A criação dos cargos de diretor, chefe e assessor de tecnologia da informação vai garantir que a tecnologia seja usada de forma estratégica para o alcance dos objetivos da administração pública”, ressalta o presidente do TCE-MS, conselheiro Jerson Domingos.

O PL 128 também altera a nomenclatura do cargo de auditor estadual de controle externo para auditor de controle externo, atendendo a diretrizes da Atricon – Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, visando a padronização da carreira e a criação de uma identidade nacional aos servidores titulares das atribuições finalísticas de auditoria; e altera a denominação e símbolos de 7 cargos de chefe I para chefe de gabinete de conselheiro.

Outras alterações se restringem à nomenclatura para ajustes no quadro de pessoal, promovendo uma adequação precisa e eficiente das designações dos cargos, alinhando-as às práticas institucionais e às demandas operacionais.

A Corte de Contas do Estado tem previsto em lei 470 servidores efetivos e 271 comissionados, já contando com os 20 novos cargos criados no Projeto de Lei; totalizando 741 cargos previstos. No Ministério Público de Contas a previsão legal é de 25 comissionados e 10 efetivos.

Tania Sother, TCE-MS

Balneário Municipal sedia o 12º Encontro de Carros Antigos nos dias 22 e 23

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

De volta ao passado! O Clube de Carros Antigos de Três Lagoas, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Turismo (SEDECTT), promove o 12º Encontro de Carros Antigos no Balneário Municipal “Miguel Jorge Tabox”, nos dias 22 e 23 de junho, sendo no sábado, das 14h às 22h, e no domingo, das 8h às 18h. O objetivo é relembrar os modelos icônicos do passado e suas características marcantes.

Além dos carros, a ação contará com shows ao vivo das bandas “Jotapê”, “Os Admilsons”, “Filhos de Gaia” e “Grupo Ecléticos Som”. Com toda essa programação, não poderia faltar uma praça de alimentação com foodtrucks servindo lanches, cerveja, chope, doces e outras incríveis opções.

Finalizando o evento, os carros participantes irão concorrer em diversas premiações, as categorias disponíveis é: Carro mais antigo, caravana mais numerosa, caravana mais distante e carro mais elegante.

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FeLV: saiba os sintomas, as causas e o tratamento para a leucemia viral felina

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Foto: MixMedia/iStock

O vírus da leucemia felina é uma infecção que pode causar complicações graves; saiba como se dá a transmissão e quais os cuidados necessários

Uma das principais doenças para os felinos, a FeLV é a sigla para Feline Leukemia Virus, ou vírus da leucemia felina. Assim como em humanos, a leucemia está associada aos linfomas e provoca imunossupressão. Por ser uma doença por vezes silenciosa, a FeLV é muito preocupante para os tutores e profissionais veterinários.

Essa condição, portanto, pode afetar gatos domésticos acostumados a dar pequenas “saidinhas” para as ruas. Nesses passeios, os animais de estimação podem ter contato com gatos de rua infectados e contrair a FeLV. Por isso, é importante impedir que os gatos saiam de casa. 

Como ocorre a transmissão?

O FeLV é um retrovírus, o que significa que ele se replica dentro das células hospedeiras, tornando-se uma presença persistente no organismo do gato infectado. A doença, que compromete o sistema imunológico, é transmitida por meio de secreções entre os gatos, como saliva, urina e fezes.

Esses animais também podem ser infectados através da transmissão gestacional, isto é, da mãe para o filhote. É importante ressaltar que essa patologia é restrita aos felinos, não sendo transmitidas para outras espécies de animais ou seres humanos. 

Quais os sintomas e o diagnóstico?

Os sintomas dessa doença podem ser variados, como infecções respiratórias recorrentes, problemas gastrointestinais, anemia, perda de peso inexplicável e até mesmo tumores. Por isso, o diagnóstico precoce é crucial, e pode ser realizado por meio de exames de sangue específicos.

Sinais como falta de apetite, desânimo, dificuldade respiratória, perda de peso e vômitos devem ser sempre investigados. Por isso, sempre que o animal apresentar qualquer alteração de comportamento, é recomendado levá-lo a um profissional formado na faculdade de veterinária capacitado para diagnosticar e tratar. 

O vírus da FeLV em si não causa dor, mas ele deixa o gato vulnerável a contrair outras doenças e infecções que podem ser dolorosas — como doenças gástricas, renais ou respiratórias. Desse modo, é possível que o animal tenha uma vida normal mesmo testando positivo para a doença. Basta fazer acompanhamento constante, com consultas e exames a cada seis meses. 

Gatos que vivem em ambientes com vários outros gatos, como rua, abrigos e lares, correm maior risco de contrair o vírus, devido à proximidade e ao potencial aumento das interações sociais entre eles. A infecção pela leucemia felina é uma das principais causas de mortalidade em gatos domésticos, e os portadores devem ser castrados para não passarem a doença para filhotes.

Tratamento e prevenção

Atualmente, não existe cura para a FeLV, mas existem medidas que podem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida dos gatos infectados. No caso dos tratamentos, eles são adaptados conforme as doenças desencadeadas pela leucemia felina. 

Além disso, é fundamental seguir com o tratamento pelo resto da vida do animal, mesmo que haja melhorias ao longo do tempo. Também é importante manter o gato com feLV separado de outros felinos que não possuem a doença, evitando a transmissão entre eles.

Para aumentar a imunidade e o bem-estar do gato, é necessário adotar uma dieta nutritiva, realizar visitas regulares ao veterinário, gerenciar um ambiente tranquilo e sem estresse. Em alguns caso, suplementos vitamínicos podem ajudar, mas é importante seguir as orientações dos veterinários.

Para se prevenir contra a feLV, uma das medidas mais eficazes é evitar que os gatos, principalmente os domésticos, saiam de casa. Portanto, colocar telas nas janelas e manter as portas fechadas é fundamental para evitar as “saidinhas” dos animais e, consequentemente, o contato com gatos que podem estar com a doença. 

Pantanal tem junho com mais focos de incêndio da história

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Foto: Divulgação

Foram 489 regiões sob alerta de queimadas no mês em 2024; número equivale a alta de 1.037% em comparação com o mesmo período de 2023

O Pantanal registrou o maior número de focos de incêndio para o mês de junho desde 1998, quando o índice começou a ser contabilizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Até o dia (11.jun.2024), foram 489 alertas de fogo no bioma. O valor representa uma alta de 1.037% frente ao dado de 2022, que contou com 43 focos do tipo no mesmo intervalo de tempo.

Os dados estão reunidos na plataforma BDQueimadas, alimentada com informações de satélites do Inpe. De acordo com a plataforma, o recorde anterior era de junho de 2005. O período contabilizou 188 focos de incêndio no bioma.

Com um tamanho de 150.355 km², o Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do mundo. Da sua área, 65% estão no território do Mato Grosso do Sul e 35%, no Mato Grosso.

Até maio deste ano, o bioma perdeu 1.276 km² para o fogo. Em 2023, o mesmo período contou com uma perda de 120 km². Na comparação, a terra perdida para as chamas cresceu 963%.

O 1º semestre de 2024 já registrou 1.388 focos de queimada na região, uma alta de 943% com relação aos 133 pontos do 1º semestre de 2023. Trata-se do 3º maior número da série histórica, atrás apenas do 1º semestre de 2020 (2.180) e 2009 (2.021).

No somatório total, o ano de 2020 conta com o maior número de focos de incêndio registrados. Na época, foram 22.116 notificações do tipo e 39.768 km² destruídos pelas chamas.

Desde 2019, o bioma registra uma mudança nos padrões de chuva, que são modulados de acordo com a monção de verão da América do Sul. Em 2020, por exemplo, a região enfrentou uma seca prolongada, com a menor precipitação desde a década de 1980.

A Bacia do Rio Paraguai, principal responsável por irrigar o bioma, já enfrenta os sinais de uma nova seca em 2024. Segundo monitoramento do SGB (Serviço Geográfico Brasileiro), diferentes pontos da bacia estão bem abaixo da média histórica para junho.

No município de Ladário, por exemplo, o rio chegou a 1,38 metros em 6 de junho. O esperado para o período é uma profundidade de 4,33 metros.

SECA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

De acordo com Diego Rugno Arruda, especialista da Synergia Consultoria Socioambiental, a expectativa é de que a seca deste ano supere os recordes anteriores no bioma. Para ele, no entanto, a União e os governos estaduais não têm proposto ações na mesma medida em que os alertas chegam.

Arruda explica que, para que uma cadeia de queimadas se inicie no Pantanal, é preciso 3 componentes: o calor, o comburente e o combustível. No caso do bioma, a seca e a grande disponibilidade de matéria orgânica são elementos essenciais para a expansão do fogo.

“Neste ano, estamos com uma alta seca no Pantanal, com previsão de bater os recordes históricos dos últimos anos. Temos também a questão da matéria orgânica acumulada em grandes propriedades de terra, o que provoca essa reação em cadeia. O que deveria ser feito é um plano de manejo integrado do fogo, com o controle dessa matéria orgânica, para queimá-la em momentos mais oportunos. Não foi o que vimos do governo”, afirma o especialista.

Romulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil, calcula que os dados de 2024 apontam para um cenário de queimada maior do que 2023. Isso porque o período de julho a outubro é tradicionalmente responsável pelos números mais altos de queimada do ano.

“Mas não é só o clima que explica essa quantidade de focos de queimada. Uma coisa muito importante é punir quem pratica queimadas ilegais. A legislação ambiental brasileira ainda acaba com uma punição mais branda, com multas que não são pagas e não pesam no bolso de quem comete o crime ambiental”, declara o especialista.

Batista afirma, ainda, que cabe ao governo federal investir em um plano nacional de combate ao fogo com orçamento, pessoas e equipamentos fixos, com atividades que não fiquem apenas na mão de grupos voluntários.

“Temos que pensar que estamos em um momento de mudança climática, de alteração de ciclos de chuva, e precisamos nos preparar como país para isso, com um programa sério de proteção ambiental da parte do governo”, diz.

Fonte: Poder 360

Conselheiros do CGIAR conhecem tecnologias sustentáveis para o Cerrado

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Visitantes conheceram as tecnologias Bioanálise de Solo, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e os projetos sobre serviços ecossistêmicos (Foto: Breno Lobato)

Algumas das principais soluções tecnológicas desenvolvidas pela Embrapa Cerrados (DF) e parceiros para uma agricultura mais sustentável foram apresentadas em Dia de Campo na manhã do dia 14 de junho a 46 integrantes do Conselho do Consultative Group on International Agricultural Research (CGIAR). O evento encerrou o encontro do Conselho, realizado de 10 a 14 de junho na Embrapa Sede, que culminou na assinatura de um memorando de entendimento entre a Embrapa e o CGIAR para fortalecer a colaboração no desenvolvimento de pesquisas sobre sistemas alimentares resilientes frente às mudanças climáticas.

Maior grupo mundial de centros de pesquisa de sistemas agroalimentares com financiamento público, o CGIAR reúne 15 centros de pesquisa agropecuária temáticos, de produtos ou ecorregionais, distribuídos em diferentes países, principalmente no Hemisfério Sul, com missão e estratégia semelhantes à da Embrapa e com foco sobretudo em pequenos produtores fragilizados. 

O Conselho do CGIAR (CGIAR System Council) é responsável pela definição e implementação da visão, estratégia, programação financeira e desempenho, além de avaliações e análises de impacto do CGIAR. É composto por representantes dos países e entidades doadores, países anfitriões (que sediam centros de pesquisa do CGIAR), países receptores das pesquisas, países com relevante pesquisa agropecuária (como o Brasil, com a Embrapa) e parceiros. O pesquisador Pedro Machado, da Embrapa Arroz e Feijão (GO), representa a Empresa no Conselho desde 2016 e conduziu o grupo que visitou a Embrapa Cerrados.

Na abertura do Dia de Campo, Sebastião Pedro, chefe geral da Embrapa Cerrados, destacou a missão da Unidade de gerar soluções tecnológicas para os problemas da agricultura e da pecuária brasileira. “Ao longo de 49 anos, nossa preocupação tem sido a produção de alimentos, de fibras, de biocombustíveis e, atualmente, a sustentabilidade do Bioma Cerrado, mantendo a capacidade produtiva para a geração atual e as seguintes”, comentou. 

Ele citou o envolvimento do centro de pesquisa com o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestas Sustentáveis (PNCPD). “Temos cerca de 40 milhões ha de pastagens degradadas, o que equivale a quase a mesma área que o País utiliza para produzir alimentos. A reconversão dessas pastagens degradadas em ambientes produtivos e revitalizados nos dará uma capacidade enorme de produção de alimentos para o mundo, bem como permitirá uma grande captura de carbono e a melhoria dos solos”, comentou, acrescentando que a ideia é utilizar um novo modelo de agricultura, baseado em processos biológicos, e não mais em insumos químicos.

Bioanálise de Solo

A pesquisadora Ieda Mendes palestrou sobre saúde do solo e a tecnologia Bioanálise de Solo (BioAS), destacando que a evolução a agricultura brasileira tem estreita ligação com a adoção de tecnologias que contribuem para a saúde do solo, como o Sistema Plantio Direto (SPD), os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e do uso do capim braquiária, considerado um dos melhores insumos biológico, químico e físico para os solos tropicais brasileiros.

Lançada em 2020, a BioAS consiste na inclusão de duas enzimas relacionadas ao funcionamento da maquinaria biológica solo (beta-glicosidase, do ciclo do carbono, e arilsulfatase, do ciclo do enxofre) nas análises de solo de rotina. Elas atuam como bioindicadores da saúde do solo. “É como um ‘exame de sangue’ do solo, permitindo a antecipação de problemas assintomáticos de saúde do solo antes que eles se reflitam em perdas de produtividade na lavoura”, comparou a pesquisadora, lembrando que solos saudáveis são mais produtivos, mais resilientes a condições adversas, como a falta de chuvas, além de produzirem grãos de melhor qualidade nutricional.

Mendes explicou que as enzimas são mais sensíveis que a matéria orgânica para a detecção de mudanças no solo em função das práticas de manejo adotadas, têm correlação com a produtividade de grãos e podem ser analisadas de forma simples. “Elas podem ser mensageiras de boas ou más notícias”, afirmou, acrescentando que a escolha das duas enzimas é resultado de mais de 20 anos de pesquisas na Unidade.

O uso dessas enzimas permite, ainda, o acesso à memória do solo. “Elas não estão associadas somente à porção viva dos organismos do solo. Quando as células morrem, as duas enzimas podem ser adsorvidas nas partículas de argila e na matéria orgânica do solo. Dessa forma, refletem gerações passadas de organismos que estavam presentes naquele local”, disse.

A pesquisadora falou sobre o protocolo desenvolvido para interpretar a atividade das enzimas. As coletas de solo seguem o mesmo procedimento usado nas análises químicas. A calibração para determinar os níveis adequados de atividade enzimática em cada tipo de solo é feita utilizando os mesmos princípios aplicados na calibração dos níveis de nutrientes do solo.

Com isso, foram geradas as curvas de resposta das enzimas em função da produtividade de grãos em experimentos realizados em sistemas de longa duração. Hoje, a pesquisa conta com um algoritmo interpretativo que estima a os níveis de referência das enzimas em função do teor de argila no solo. “Calibração é a palavra chave para o desenvolvimento dessa tecnologia”, afirmou.

Segundo Mendes, a BioAS, mais que determinar da atividade de duas enzimas do solo, envolve também o cálculo do Índice de Qualidade do Solo (IQS), que integra parâmetros químicos e biológicos com base em três funções – ciclagem, armazenagem e fornecimento de nutrientes. “Sabemos que IQS mais elevados correspondem a solos com grande potencial produtivo, e o oposto é verdadeiro”, apontou. Ela explicou que a interpretação dos dados é facilitada com o uso de um sistema de cores seguindo a mesma lógica de um semáforo.

“O ponto é que no Brasil estamos fazendo uma transição da tradicional análise de solo, totalmente baseada num conceito mineralista, para uma análise de solo mais holística e abrangente. Agora o produtor pode verificar a capacidade do solo de ciclar, armazenar e fornecer nutrientes. É uma visão que vai muito além de simplesmente abordar a falta ou do excesso de nutrientes”, destacou.

No momento, 33 laboratórios comerciais treinados pela Embrapa e credenciados da Rede BioAS estão habilitados a utilizar a tecnologia. Os laboratórios estão conectados a uma plataforma web que faz a interpretação dos resultados das determinações da atividade enzimática e calcula o IQS e a pontuação das funções ciclagem, armazenagem e fornecimento de nutrientes. Os dados são armazenados em uma grande base de dados.

“Agora podemos dizer se o solo está saudável, ficando doente, doente ou em recuperação a partir da combinação entre a função de ciclagem de nutrientes, associada às enzimas, e a função de armazenamento de nutrientes, associada ao carbono orgânico do solo e à Capacidade de Troca de Cátions”, disse, explicando que os solos saudáveis têm alta pontuação nas duas funções.

Mendes apresentou diversos exemplos de uso da BioAs em amostras de solos coletados em grandes e pequenas fazendas de diferentes estados do Brasil, bem como o mapa da saúde do solo no País que está sendo construído a partir das amostras do banco de dados da BioAS. Até junho, a base de dados da plataforma contava com mais de 35 mil amostras. Ela também mostrou dados do Paraná, de Mato Grosso e de Minas Gerais apontando a correlação da produtividade na cultura da soja com a saúde do solo em diversos municípios desses estados.

Ela apontou que um dos desafios da agricultura do século XXI é o de uma agricultura multifuncional, que não apenas produz alimento como também presta serviços ambientais. “A qualidade e a saúde do solo são um serviço ambiental muito importante. E agora queremos ser pagos por esses serviços ambientais. Para certificar as fazendas, precisamos de métricas, e a BioAS pode ser usada como métrica para separar os produtores que investem na saúde do solo daqueles que não fazem um bom manejo e causam problemas à saúde do solo”, disse, acrescentando que a melhor forma de manter a saúde do solo é imitar a natureza, diversificando os cultivos, com o mínimo revolvimento do solo, utilizando plantas de cobertura, palhada, animais e árvores. “Dessa forma, promovemos uma agricultura baseada em processos, com menor dependência de insumos químicos”, concluiu a pesquisadora.

Serviços ecossistêmicos

Ao fazer a apresentação sobre a integração entre serviços ecossistêmicos e boas práticas agrícolas no Brasil, o pesquisador Felipe Ribeiro falou sobre o Código Florestal, que determina a conservação de pelo menos 20% da área natural da propriedade, conforme a região. Ele explicou que os serviços ambientais são ações humanas de manejo nos sistemas naturais ou em agroecossistemas, enquanto os serviços ecossistêmicos refletem direta ou indiretamente benefícios gerados pelo funcionamento dos ecossistemas naturais.

“Temos que entender o que estamos fazendo com o nosso único planeta. Não há outro. Como parte da natureza, temos que entender como nós, tomadores de decisão, vamos ajudar na prestação destes serviços, fazendo da agricultura como um serviço ecossistêmico”, disse.

O pesquisador mostrou a posição central do Bioma Cerrado no Brasil e falou sobre algumas características necessárias à compreensão da savana, como a distribuição de chuvas ao longo do ano, com a estações das águas e de seca. “Precisamos lidar com essas condições ou encontrar outra solução. É o segundo maior bioma brasileiro, com 204 milhões ha”, afirmou, acrescentando que o bioma é um hotspot porque provê serviços ecossistêmicos como a regulação da água em diversas bacias hidrográficas, a preservação da biodiversidade, conservação da terra, o sequestro de carbono, a polinização de culturas agrícolas e a produção de alimentos, entre outros.

Ele explicou que o Cerrado é o grande berço das águas do País, onde nascem as bacias do São Francisco, do Paraná-Paraguai e do Araguaia-Tocantins, contribuindo para quase o suprimento de quase 70% das bacias hidrográficas brasileiras, com impactos inclusive na Bacia Amazônica. Também falou sobre os diferentes grupos fitofisionômicos do bioma – florestas, savanas e campos – e os potenciais de prestação de serviços ecossistêmicos e de uso de mais de 350 espécies vegetais nativas conhecidas, como o pequi e mangaba.

Outro ponto destacado foi a recomposição de áreas degradadas, um dos serviços ecossistêmicos que pode ser prestado pelo produtor com o auxílio da plataforma eletrônica e gratuita WebAmbiente, que integra uma política pública de adequação ambiental da paisagem rural do Ministério do Meio Ambiente.

“Podemos aprender com quais principais espécies de plantas podemos começar a recomposição de uma área. Temos no Cerrado quase 13 mil espécies nativas conhecidas. Com a plataforma, simulamos as estratégias adequadas para a recomposição”, explicou Ribeiro, citando a biblioteca digital disponível na página do WebAmbiente e apresentando um exemplar do Guia de plantas do cerrado para recomposição da vegetação nativa, disponível para download gratuito.

Entre as iniciativas de adequação ambiental da paisagem rural citadas pelo pesquisador está o projeto FIP Paisagens Rurais, realizado com recursos do Banco Mundial e em parceria com a empresa de cooperação alemã GIZ e instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), envolvendo a recuperação de pastagens degradadas, a recomposição da vegetação nativa e o monitoramento por sensoriamento remoto de 4 mil propriedades rurais, com assistência técnica aos produtores e análises econômicas.

“Agora apresentamos ao produtor como restaurar Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e como restaurar pastagens, no mesmo cardápio de soluções”, disse, citando como exemplo as ações de recomposição ambiental em atendimento à legislação ambiental na Fazenda Guzerá da Capital, no Distrito Federal, iniciadas em 2011 no âmbito de outra iniciativa já concluída – o Projeto Biomas, promovido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Ribeiro lembrou que as grandes fazendas ocupam 76% das áreas rurais, mas representam apenas 10% do total de propriedades rurais. “Por isso, temos que ter diferentes técnicas e estratégias para recuperar áreas degradadas nas pequenas e nas grandes propriedades. Em cada fazenda há serviços ecossistêmicos e espécies que devem ser entendidos não apenas pelo produtor, mas pela sociedade como um todo”, afirmou, citando o Programa União com Municípios, voltado à prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal, com ações envolvendo assistência técnica e extensão rural e recuperação produtiva da vegetação nativa, entre outras.

Ele ainda mostrou os resultados do Balanço Social 2023 da Embrapa, destacando que cada real investido na empresa retornou R$ 21,23 para a sociedade. “Isso é importante porque indica que estamos no caminho certo como instituição de pesquisa para a sociedade brasileira”, finalizou.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

O pesquisador Júlio César dos Reis mostrou resultados dos estudos realizados pela Embrapa Cerrados em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Esses sistemas podem ser usados em propriedades de qualquer porte e permitem, numa mesma área, diferentes sistemas produtivos (lavoura de grãos, pecuária e floresta) por meio do consórcio, da rotação e da sucessão de cultivos, permitindo três ou mais safras ao longo do ano agrícola. Com isso, proporcionam a diversificação da produção, melhoram a qualidade do solo, incrementam a produtividade agrícola e pecuária, reduzem riscos de mercado e oferecem mais alternativas de renda para os produtores.

Ele apresentou informações sobre o cenário atual, como dados de 2019 a 2024 do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), principal programa de seguro rural brasileiro, indicando que a maior soma de dinheiro repassada aos produtores leva em conta fatores decorrentes das mudanças climáticas, como seca (62%), excesso de chuvas (20%), geadas (9%), entre outras. “Podemos constatar a relevância de sistemas como a ILPF para enfrentar as mudanças climáticas”, apontou.

Reis apontou outra importância dos sistemas integrados, que ao intensificarem o uso de insumos, contribuem para reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos. A guerra entre Rússia e Ucrânia, a partir de 2022, ocasionou o aumento dos preços dos fertilizantes no mundo. “Isso impacta na nossa economia e na agricultura, por isso precisamos aumentar a adoção de sistemas menos dependentes de insumos externos, como os sistemas integrados”, explicou o pesquisador.

Diferentes espécies de árvores podem ser utilizadas no sistema, inclusive combinadas. Além do eucalipto, mais comumente usado no Brasil, é possível utilizar espécies nativas como pequizeiro e baruzeiro, avaliadas em experimentos na Unidade. 

Um conjunto de tecnologias compõem os sistemas ILPF, como o sistema Antecipe, que mitiga os riscos da segunda safra com milho (após soja) com o plantio antecipado do milho, em consórcio com a soja, com o uso de uma semeadora adaptada. “Considerando as dificuldades causadas pelas mudanças climáticas e a estação seca aqui no Cerrado, esse tipo de tecnologia pode aumentar a resiliência do sistema, a intensificação do uso do solo e melhores resultados econômicos”, comentou o pesquisador.

Reis explicou que os sistemas de integração seguem os preceitos da agricultura conservacionista, como a diversificação de espécies, a manutenção do solo coberto durante todo o tempo e o mínimo revolvimento do solo. Segundo levantamento da Embrapa, os sistemas ILPF são utilizados em mais de 17,4 milhões ha no Brasil, sendo o sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP) a modalidade mais utilizada (83% dessa área).

Entre os ganhos de produtividade com o uso da ILPF, o pesquisador citou os resultados de estudos mostrando o aumento na produção de carne bovina com a melhoria da qualidade das pastagens quando em integração com lavouras de grãos; bem como na produção de leite e de impactos positivos na reprodução de bovinos leiteiros (raças Gir Leiteiro e Girolando) em virtude do conforto térmico proporcionado pelas sombras das árvores nos sistemas que utilizam o componente arbóreo.

Outro ganho do sistema apresentado por Reis é o aumento da eficiência do uso de fertilizantes. Ele citou o resultado de um estudo que mostra o melhor aproveitamento do adubo fosfatado residual em soja, que obteve volume de grãos por kg de fertilizante residual quando rotacionada com gramíneas forrageiras quase três vezes superior ao da soja solteira. Nas imagens apresentadas, as raízes das forrageiras no sistema integrado promovem maior ciclagem de nutrientes, o que ajuda a explicar esse resultado. Além disso, essas raízes abrem canais no solo que serão utilizados pelas raízes das culturas seguintes para a absorção de nutrientes em profundidade no solo. 

Também foi apresentada uma revisão de literatura científica sobre pesquisas com o uso dos sistemas integrados e o aumento da produtividade na cultura da soja em áreas onde gramíneas forrageiras foram usadas como plantas de cobertura, indicando incrementos de mais de 11 sc/ha. “A diversificação de culturas, a formação de matéria orgânica do solo e a cobertura do solo durante todo o ano e a dessecação do capim para a formação de palhada, juntas, podem explicar esses resultados”, disse Reis.

O pesquisador destacou o papel dos sistemas de integração na mitigação dos gases de efeito estufa (GEE) no País, onde a mudança do uso da terra (38%) e as atividades agrícolas e pecuária (28,5%) representaram a maior parte das emissões nacionais de GEE em 2020, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “As reduções das emissões de GEE a adoção de sistemas como esses podem ajudar o Brasil a alcançar as metas internacionais de mitigação de GEE”, afirmou, apresentando exemplos de ações de certificação, pela Embrapa e parceiros privados, da produção de carne, soja e leite com redução da pegada de carbono, o que gera novas oportunidades de negócios para os produtores em mercados internacionais.

Ele também apresentou dados de uma análise sobre a dinâmica do carbono no solo em diferentes sistemas de produção, mostrando o maior poder de sequestrar e estocar carbono dos sistemas de integração em relação a pastagens de baixa produtividade e lavouras contínuas. “A ideia aqui é mostrar como esse tipo de sistema poderia melhorar o balanço de carbono, o que poderia gerar, por exemplo, créditos de carbono para venda no mercado de carbono”, comentou. Reis apresentou resultados de outro estudo mostrando que o uso do sistema ILPF em 15% da área de uma propriedade é capaz de neutralizar todas as emissões de óxido nitroso e metano (dois GEE) da fazenda.

Ao falar sobre os resultados econômicos do uso dos sistemas ILPF, o pesquisador afirmou que apesar do elevado custo de adoção, a diversificação da produção e a possibilidade de aumento da renda, a tecnologia pode retornar o investimento mais rápido que sistemas especializados de lavoura ou pecuária. Ele mostrou dados sobre o índice de lucratividade em diferentes sistemas, indicando o retorno para cada unidade monetária investida, além dos benefícios econômicos advindos da diversificação da produção na ILPF. “Podemos ver que o sistema integrado trouxe resultados melhores que os dos sistemas especializados. Portanto, é um sistema que pode ser mais lucrativo ao longo do ano, além de ser menos sensível às variações de preços dos grãos e dos produtos pecuários”, concluiu.

Reis concluiu a apresentação abordando as políticas públicas e de financiamento da adoção dos sistemas integrados – os Planos ABC e ABC+, relacionados à agricultura com baixa emissão de carbono. Com o financiamento de US$ 3,5 bilhões, o Plano ABC (2010-2020) alcançou 54 milhões ha com a implantação de tecnologias sustentáveis e conseguiu mitigar 193 milhões t de CO2-eq no Brasil. Já o Plano ABC+ (2020-2030), que somente na safra 2023/24 financiou US$ 1,3 bilhões, visa alcançar 72 milhões ha com essas tecnologias, reduzir as emissões de GEE em cerca de 1 bilhão t de CO2-eq no País, além de incrementar mais de 10 milhões ha a atual área com sistemas ILPF. “Esse programa oferece crédito a taxas de juros inferiores às do mercado em geral. Não são créditos subsidiados, a ideia é prover recursos para que os produtores adotem tecnologias sustentáveis como os sistemas de integração”, explicou.

Impressões positivas

“A reunião do Conselho do CGIR discutiu a construção de uma nova estratégia de pesquisa, e conhecer os trabalhos que vêm sendo feitos pela Embrapa Cerrados inspira os nossos colegas a construírem propostas e estratégias similares. Como a Embrapa assinou o memorando de entendimento de colaboração com o CGIAR, fica mais fácil o diálogo para identificar as temáticas com que podemos trabalhar”, disse Pedro Machado, acrescentando que a visita à Unidade complementou as discussões promovidas durante a semana e facilitou o entendimento sobre os sistemas de integração e a construção da paisagem rural.

Participante do Dia de Campo, Holger Meinke, presidente do Independent Science for Development Council (ISDC), estrutura que integra o Conselho do CGIAR, elogiou as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Cerrados e disse que elas são altamente relevantes para o que o CGIAR faz em todo o mundo. “Pessoalmente, o que mais me impressionou foi a trajetória da agricultura brasileira desde a década de 1970 até hoje, de uma agricultura muito rudimentar para sistemas de alta performance, com ênfase na sustentabilidade e nos serviços ecossistêmicos. Isso é realmente impressionante. Penso que o CGIAR e o mundo têm conexão com a abordagem de vocês. Acredito que todos os que estiveram aqui na tiveram uma impressão muito positiva da visita”, comentou. 

“Chega de discurso”, diz Coronel David sobre ausência do governo federal no combate aos incêndios no Pantanal

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O governo estadual decretou situação de emergência em Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho em função dos incêndios florestais. (Foto: CPA-CBMMS/Mairinco de Pauda)

Na última sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (19), o deputado estadual Coronel David (PL) fez um contundente pronunciamento acerca da devastação causada pelos incêndios no Pantanal, destacando a falta de apoio efetivo do governo federal no combate ao fogo. Durante a sua fala, Coronel David informou que o governo do estado já investiu mais de 50 milhões de reais na luta contra os incêndios. Segundo o deputado, apesar dos esforços estaduais, a resposta do governo federal tem sido insuficiente e marcada por discursos vazios.

“O governo federal, que se diz tão comprometido com o meio ambiente, mandou somente ontem um representante do Ministério do Meio Ambiente que apenas fez barulho”, criticou o parlamentar referente à vinda ao estado, do secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA (Ministério do Meio Ambiente), André Lima.

O deputado ressaltou a necessidade urgente de meios de contenção e combate ao incêndio, mencionando que há apenas um avião disponível para combater as chamas, o que é claramente insuficiente para a magnitude da crise atual. “Nós só temos um avião para ajudar na contenção dos incêndios e o governo federal até agora não fez nada”, lamentou.

Coronel David também dirigiu um pedido aos colegas deputados, em especial ao presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Renato Câmara (MDB), para que exijam ações concretas do governo federal. Ele sugeriu que a Comissão investigue quais são os pontos de combate atualmente em operação e denunciou ainda que a tecnologia disponível, que detecta focos de incêndio a cada três minutos, está sendo utilizada sem a logística necessária para agir sobre as detecções dos incêndios.

“Nosso Pantanal está pegando fogo e o que precisamos são ações concretas, não apenas discursos vazios”, afirmou Coronel David, criticando a presença de representantes federais que, segundo ele, estão mais focados em dar entrevistas do que em fornecer recursos reais para o combate aos incêndios.

O parlamentar finalizou seu aparte pedindo uma ação enérgica e efetiva do governo federal, ressaltando que a situação do Pantanal é crítica e não pode ser resolvida apenas com palavras. “Chega de discurso. Nosso Pantanal está pegando fogo e precisamos de ações urgentes”, concluiu.

A fala de Coronel David ecoa o sentimento de frustração de muitos que acompanham a devastação do Pantanal, um dos biomas mais ricos e diversos do mundo, que enfrenta uma das piores temporadas de incêndios de sua história recente.

Suzano está com três oportunidades de emprego abertas para Três Lagoas

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Foto: Divulgação

As inscrições estão abertas para todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa.

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, está com três processos seletivos abertos para atender a demanda de suas operações em Três Lagoas. As inscrições podem ser feitas por todas as pessoas interessadas, sem distinção de gênero, origem, etnia, deficiência ou orientação sexual, na Plataforma de Oportunidades da empresa (https://suzano.gupy.io/).

Para concorrer ao processo seletivo para Condutor(a) Veículo Florestal III, as pessoas interessadas precisam atender os seguintespré-requisitos: ter Ensino Fundamental completo; possuir CNH categoria “E” e total disponibilidade para residir em Três Lagoas. As inscrições ficam abertas até o dia 21 de junho e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/7219145?jobBoardSource=gupy_portal.

Já para função de Auxiliar de Viveiro I, os pré-requisitos são:ter Ensino Fundamental completo e residir em Três Lagoas. As inscrições ficam abertas até o dia 21 de junho e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/7120260?jobBoardSource=gupy_portal.

Outro processo seletivo aberto na Unidade de Três Lagoas é para a função de Consultor(a) Planejamento Financeiro I. Para concorrer, pessoas interessadas devem atender aos seguintes pré-requisitos:Ensino Superior completo em Engenharia, Administração, Contábeis, Economia ou áreas afins; possuir experiência robusta na área de planejamento financeiro; ter habilidade com pacote Office e Power BI. Conhecimento em métodos estatísticos, programação básica e Alteryx será um diferencial, assim como ter experiência com VPL, MTIR e Payback e vivência prévia no setor de agronegócio, florestal, cana de açúcar ou similares. As inscrições ficam abertas até o dia 23 de junho e devem ser feitas pela página: https://suzano.gupy.io/jobs/7248541?jobBoardSource=gupy_portal.

Mais detalhes sobre os processos seletivos, assim como os benefícios oferecidos pela empresa, estão disponíveis na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). Na página, candidatos e candidatas também poderão acessar todas as vagas abertas no Estado e em outras unidades da Suzano no País, além de se cadastrar no Banco de Talentos da empresa.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na página https://www.suzano.com.br/

Infomuts – Informação Inteligente

Pastor evangélico é preso por suspeita de assédio a enteada em Ilha Solteira

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Foto: PCSP

Um pastor evangélico de 45 anos foi preso na manhã desta terça-feira (18) em Ilha Solteira (SP), suspeito de beijar e assediar sua enteada de 14 anos.

Conforme divulgado pelo site TOP Mídia News, a Polícia Militar encontrou o suspeito na casa de sua irmã. Ele foi preso e encaminhado para a Delegacia da Mulher (DDM).

A delegada Carolina Tucunduva, responsável pelas investigações, informou à TV TEM que o pastor foi flagrado pela esposa cometendo o crime contra a adolescente enquanto ela dormia na sala da casa da família. Ao presenciar a situação, a mulher gritou e ameaçou chamar a Polícia Militar, momento em que o pastor fugiu.

Ainda de acordo com a polícia, o suspeito vivia com a mãe da vítima há cerca de nove anos, e o casal tem um filho. Em depoimento, a adolescente confirmou que sofria abusos há anos e relatou que já havia contado os fatos à mãe, mas ela não acreditava na situação.

Embriagado, homem chega em casa e bate na esposa e vai preso em Cassilândia

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Foto: MS Todo Dia

Na madrugada da última terça-feira (18), um homem de 46 anos foi preso em Cassilândia após agredir sua esposa. Segundo o site MS Todo Dia, a mulher, de 39 anos, procurou atendimento na Santa Casa da cidade, onde a equipe médica acionou a Polícia Militar. A vítima relatou que o marido havia passado o dia ingerindo pinga.

Segundo o relato, o homem desferiu um soco no rosto da mulher, fazendo-a cair no chão. Em seguida, ele teria subido sobre seu corpo com a intenção de continuar a agressão. A vítima reagiu com tapas e arranhões.

A polícia localizou o homem no imóvel. Ele alegou ter sido agredido primeiro. O agressor foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil.

Arthur Lira anuncia Comissão para debater aborto que ainda gera críticas

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, informou que criará uma comissão para debater o projeto de lei que equipara o aborto após 22 semanas de gestação a homicídio. A comissão incluirá representantes de todos os partidos.

De acordo com a Agência Brasil, o debate está programado para o segundo semestre, após o recesso parlamentar. Lira enfatizou a importância de um amplo debate para garantir segurança jurídica, humana, moral e científica.

O adiamento do debate segue críticas ao projeto, que equipara o aborto a homicídio e impõe uma pena maior à mulher que realiza o procedimento do que a um estuprador. Os deputados aprovaram o regime de urgência para a proposta, permitindo a votação direta no plenário sem discussões em comissões.

Lira garantiu que o texto final não causará retrocessos ou danos aos direitos das mulheres. O projeto considera o aborto após 22 semanas de gravidez como homicídio, mesmo em casos de estupro.

Atualmente, a legislação permite o aborto em casos de estupro, risco de vida à mulher ou anencefalia fetal. O projeto de lei aumenta a pena máxima para 20 anos.

Se aprovado, o projeto resultaria em penas mais severas para mulheres vítimas de estupro do que para os estupradores.

Ministro do Turismo do governo Lula diz que apoia a PEC das Praias

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Ministro do Turismo, Celso Sabino, participa do programa Bom dia, Ministro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Celso Sabino elogiou a PEC das Praias, que redefine a propriedade e gestão de terrenos de Marinha. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, ele destacou os benefícios da proposta, como aumento da arrecadação pública, criação de empregos e atração de investimentos para áreas sem infraestrutura.

De acordo com a Agência Brasil, a PEC, que trata de áreas até 33 metros da linha da maré alta, foi aprovada na Câmara e está em discussão no Senado. O ministro reconheceu a polêmica em torno da PEC, mas enfatizou seus aspectos positivos.

Ele também discutiu a complexidade do projeto, devido às diferentes versões que surgiram, e defendeu um debate técnico e aprofundado. Celso Sabino explicou que a legislação atual permite que moradores e empresas tenham direitos de posse, pagando um tributo anual.

O ministro argumentou que a PEC permitiria a venda de propriedades, aumentando a arrecadação governamental. Além disso, ele destacou os potenciais investimentos privados em áreas de praias, citando exemplos internacionais de desenvolvimento econômico.

Por fim, ele defendeu um debate isento de ideologias partidárias, respeitando direitos adquiridos e garantindo a propriedade dessas áreas aos brasileiros.

Bombeiros de MS atuam para preservar pontes na Estrada Parque, vegetação e moradias de ribeirinhos no Pantanal

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Foto: CBMMS

O trabalho de controle e extinção dos incêndios florestais realizado pelo Corpo de Bombeiros no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, foi efetivo em diferentes áreas do bioma, impedindo que as chamas destruíssem moradias, pontes e também a vegetação.

Apesar do aumento dos focos de incêndios, especialmente devido as condições climáticas extremas – sem chuvas, com altas temperaturas e velocidade dos ventos acima de 50 km/h, o que facilita a propagação do fogo –, as ações de combate foram exitosas em diversas situações.

Na Estrada Parque, entre o Porto da Manga e a região conhecida como Curva do Leque, três pontes ficaram expostas ao fogo. Uma das estruturas foi parcialmente queimada, mas outras duas foram protegidas e os bombeiros conseguiram impedir que as chamas atingissem os locais.

“Estão ocorrendo combates diários em várias regiões. O ponto de combate mais próximo de Corumbá é o das pontes, que fica a aproximadamente 4 horas. A ponte que foi afetada é a primeira, após o Porto da Manga, as outras duas as equipes conseguiram desviar o fogo, e proteger. Esses militares continuam na região para manter a proteção das outras pontes. Fizeram o controle desse incêndio, parcial nesta ponte, mais da metade da estrutura ainda restou”, disse o cabo Marcos Felipe, do CBMMS, que está em Corumbá.

A ponte que foi parcialmente queimada na Estrada Parque – sobre o Rio Negro –, está a 5,5 km após o Porto da Manga, a próxima ponte fica após dela, aproximadamente 2 km depois dela – ambas no sentido Campo Grande. Duas guarnições que atuaram ontem (18) no combate, com oito militares e duas viaturas, fizeram a proteção da área durante toda a noite.

Outras equipes também foram deslocadas para a BR-262, pois havia risco do fogo se alastrar para a rodovia, mas devido a mudança da direção dos ventos as chamas seguiram para outra área. “Estamos no local desde ontem, às 19h, e agora são traçadas estratégias de combate, porque o local onde o fogo está é de muito difícil acesso”, afirmou o bombeiro.

As equipes das bases avançadas da região de Coxim foram remanejadas para a área do Pantanal, em Corumbá, para combater o incêndio no Porto da Manga na estrada Parque Pantanal, MS-228. Também estão empenhadas duas Viaturas Auto Tanque (AT), uma viatura Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF) e duas camionetes equipadas com kit pick-up e sopradores. As guarnições de combate das bases avançadas de Lourdes, Corumbá, 2 de Maio e São Sebastião Grande também foram empenhadas.

Todo o trabalho realizado pelos bombeiros também enfrenta dificuldades diárias, principalmente das condições climáticas. Uma situação específica neste mesmo incêndio, impediu que as equipes chegassem ao local pelo rio. As chamas estavam na lateral (flanco), no Porto Formigueiro, quando a guarnição tentou acessar o braço do rio, que desagua no Paraguai, e não conseguiram por falta de navegabilidade.

“Dificulta o acesso, aumenta o tempo resposta e a progressão do incêndio. Com isso o fogo ultrapassou a Estrada Parque, e estava seguindo rumo ao Rio Miranda. A equipe em solo tentou interceptar e extinguir antes de chegar na BR-262”, afirmou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, responsável pelo monitoramento e ações de combate aos incêndios florestais no Estado.

No sábado (15), em outra área distante aproximadamente 30 quilômetros de Corumbá, os bombeiros resgataram uma família de ribeirinhos, que teve a residência cercada pelo fogo e não conseguiu sair. A mãe e os três filhos – de 10, 5 anos e 12 meses – foram levados para a cidade e as equipes conseguiram proteger a casa e extinguir as chamas.

Ações preventivas

Desde o início das atividades de preparação – em abril –, os bombeiros conseguiram conter um grande foco de incêndio originário no estado do Mato Grosso e que passou para o Mato Grosso no Sul na região da Barra do São Lourenço.

A atuação rápida dos bombeiros resultou em apenas 9 hectares consumidos pelo fogo, enquanto a projeção – caso o trabalho de extinção das chamas não tivesse ocorrido de forma eficiente –, era de que aproximadamente 200 hectares fossem queimados apenas no primeiro dia.

“No início de abril nós começamos a detectar o incêndio, que ainda estava no lado do Mato Grosso. Ele evoluiu e nós antecipamos a atuação da base avançada da Barra do São Lourenço, para fazer a prevenção. A gente foi monitorando, e quando as rajadas de vento ficaram mais fortes e intensas, o incêndio acabou pulando a margem. O deslocamento para a região, demoraria mais de oito horas, mas como estávamos lá, conseguimos combater deixando apenas nove hectares queimados, evitando que os 200 hectares fossem atingidos. Isso tudo de diferença foi o que a gente conseguiu salvar”, afirmou a tenente-coronel.

Apesar de encontrar barreiras em relação ao deslocamento das equipes, os bombeiros conseguem chegar nas áreas mais remotas para atuar no combate aos incêndios florestais.

Na região do Paraguai Mirim, que também é uma área de difícil acesso e uma via do Rio Paraguai, houve um incêndio com resposta rápida dos bombeiros. “Nossa melhor resposta foi uma base avançada, da Barra do São Lourenço e também a equipe que estaria estabelecida no Jatobazinho, que deram apoio e combate nessa região. Então, estar mais próximo dos locais de prováveis incêndios nesse ano de 2024 está fazendo com que a gente atue de forma mais efetiva, evitando um incêndio maior. Os incêndios devem acontecer pelas diversas condições que a gente vai enfrentar, que já se desenham mais severas do que o ano de 2020, que foi um marco para a gente aqui no Estado com vários incêndios florestais, mas 2024 já está pior”, disse a oficial dos Bombeiros e diretora de Proteção Ambiental.

Ontem, no 78° dia de atuação da Operação Pantanal, que está na fase de resposta aos incêndios com mais de 100 militares envolvidas, os bombeiros também atuaram na região do Abobral. A Marinha do Brasil contribui com militares na região do Rabicho, enquanto o Exército Brasileiro está empenhado na área do Forte Coimbra.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS

DESCASO: Moradora denuncia buraco aberto com foco de dengue em Cassilândia

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Foto: Divulgação/Cassilândia Urgente

Uma moradora da Vila Pernambuco em Cassilândia filmou e denunciou um buraco aberto pela Prefeitura na Rua São José, próximo ao número 20, na manhã desta quarta-feira (19). Segundo a residente, o buraco foi feito durante um serviço de reparo na rede hidráulica e não foi devidamente tampado após a conclusão do trabalho.

A água acumulada no buraco representa um sério risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, colocando em risco a saúde dos moradores da região. A moradora, indignada com a negligência da Prefeitura, ressalta: “Foi o povo da Prefeitura que fez esse buraco para mexer com um encanamento e não deixou tampado”.

De acordo com o site Cassilândia Urgente, a situação precária na Rua São José expõe o descaso do poder público com a segurança e o bem-estar da população. É inadmissível que a Prefeitura deixe um buraco aberto em local público, colocando em risco a saúde dos cidadãos.

Diante da omissão da Prefeitura, os moradores da Vila Pernambuco cobram providências imediatas para solucionar o problema. É necessário que o buraco seja tampado o mais rápido possível e que medidas sejam tomadas para evitar novos transtornos e riscos à saúde pública.

A situação serve como um alerta para a necessidade de maior atenção por parte da administração municipal em relação à infraestrutura da cidade e à saúde da população. É fundamental que a Prefeitura cumpra seu papel de zelar pelo bem-estar dos cidadãos e tome as medidas cabíveis para garantir um ambiente seguro e saudável para todos.

MS já aplicou R$ 54 milhões em multas por incêndios no Pantanal, e mutirão vai acelerar processos

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Foto: Arquivo/Governo de MS

Infrações obedecem rito legal, que passa pela ampla defesa dos autuados; mutirão administrativo vai acelerar os processos ainda não julgados

A aplicação de multas pelo Governo de Mato Grosso do Sul por incêndios florestais considerados criminosos no Pantanal chegou a R$ 53,8 milhões, resultantes de 94 autos de infração feitos pelos órgãos de fiscalização ambiental do Estado. Cada auto representa uma área queimada, que pode compreender milhares de hectares.

“Em uma propriedade pode ter ocorrido um número elevado de focos de incêndios e o auto de infração será um só, representando toda a área queimada”, detalha o diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Luiz Mario Ferreira. Os 94 autos comprendem o período a partir de 2020. 

Ferreira também explica que o valor da multa depende da área queimada. Em 2020, quando cerca de 45 mil km² foram atingidos, 11 infrações que somaram R$ 24,2 milhões foram aplicadas. Já em 2024, até este mês de junho, são 21 autos de infração, somando R$ 10 milhões em multas, conforme o Comando de Policiamento Ambiental da PMA (Polícia Militar Ambiental) – o que demonstra maior efetividade das fiscalizações, com áreas menores sendo atingidas.

Como um rito legal deve ser obedecido, todas as multas passam por um processo de ampla defesa dos autuados na esfera administrativa. Para agilizar tais demandas, o diretor de Licemciamento e Fiscalização do Imasul afirma que será feito um mutirão para acelerar essas questões, chegando aos julgamentos o mais breve possível.

Trabalho de prevenção e fiscalização

Fora o já realizado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Governo como um todo, vide a elaboração, articulação, aprovação e execução da Lei do Pantanal, outras medidas são adotadas para a prevenção e fiscalização de incêndios florestais no território pantaneiro em Mato Grosso do Sul. Imasul e PMA são os responsáveis por esse trabalho.

Imagens de satélite para monitorar em tempo real o território sul-mato-grossense é um exemplo de ação efetiva. Sempre que um foco de incêndio é detectado, a imagem é aproximada, busca-se informações sobre a propriedade do imóvel e em seguida é investigada a origem do fogo.

Outro recurso adotado nos últimos anos para evitar os incêndios florestais é a detecção de massa vegetal seca que possa oferecer risco de combustão. Nesses casos, o Estado procura o proprietário da área e determina que seja feita a queima controlada desse material, utilizando métodos seguros para controlar as chamas e evitar que se transformem em incêndios florestais.

Tal iniciativa ocorre fora dos períodos de seca – como o atual em que estamos – devido aos riscos que o momento proporciona. Em um trabalho de otimização de recursos, é usado mesmo sistema de satélite que auxilia na fiscalização dos focos de calor para fazer detectar as áreas passíveis de queima controlada.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS

Educação tecnológica na prática: professores da Rede Sesi de MS recebem capacitação da Microsoft

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Esola Sesi de Maracaju (Foto: Fiems Assessoria)

A educação tecnológica já é uma realidade para os professores da Rede Sesi de Educação em Mato Grosso do Sul. Todo o corpo docente que atua nas sete Escolas Sesi no Estado foram certificados pela Microsoft em alfabetização tecnológica, e podem fornecer uma experiência de aprendizagem rica e personalizada aos alunos.

As competências globais são verificadas pelo programa Microsoft Certified Educator (MCE), que tem como objetivo avaliar se os educadores entendem como aplicar ferramentas de tecnologia nos seis domínios de conteúdo diferentes, não se eles são proficientes em usar ferramentas de tecnologia específicas.

As habilidades medidas são: facilitar a colaboração do aluno, facilitar a comunicação especializada, facilitar a autorregulação, facilitar a solução e inovação de problemas reais, facilitar o uso de ferramentas de informação e comunicação dos alunos (ICT), e usar ICT para ser um educador efetivo.

Ao todo, 231 pessoas da Rede Sesi de Educação em Mato Grosso do Sul alcançaram a certificação da Microsoft, incluindo professores, diretores escolares e analistas. As Escolas Sesi estão presentes em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Naviraí, Aparecida do Taboado e Maracaju.

Entre os professores capacitados, estão o professor Helton Martins de Souza, da Escola Sesi de Dourados.

“Obter a certificação da Microsoft foi muito gratificante. Pudemos aperfeiçoar as nossas competências tecnológicas, possibilitando experiências cada vez mais tecnológicas e personalizadas para nossos estudantes. Outro fator a ser destacado é o valor que essa certificação trouxe ao nosso currículo profissional, algo que torna os docentes da Rede Sesi diferenciados ainda mais na área da educação”, destacou.

Além do diferencial no currículo do educador, a certificação da Microsoft permite que os alunos tenham experiências inovadoras de ensino, como observa o articulador da educação tecnológica da Rede Sesi, Washington Luiz de Oliveira Carvalho.

“A tecnologia transformou radicalmente as relações humanas, a forma como consumimos informação e também o processo de aprendizagem. A certificação é uma comprovação de que o professor está apto para aplicar o uso da tecnologia em sala de aula. A partir da tecnologia, o processo de aprendizagem torna-se muito mais atrativo”, afirma.

Ladrões invadem casa e fazem adolescente refém em Ilha Solteira

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Foto: Ilha de Notícias

Ladrões invadiram uma casa no Passeio Mococa, zona sul de Ilha Solteira, e fizeram uma adolescente refém durante o roubo. Eles fugiram sem ferir a menor. Segundo a Polícia Militar ao Ilha de Notícias, por volta das 14h da última terça-feira (18), três indivíduos invadiram a casa, onde a adolescente estava sozinha.

Eles amarraram a vítima com uma faixa de kimono e jogaram acetona em seu corpo, ameaçando atear fogo caso ela não revelasse a localização de joias e outros itens de valor. Quando a adolescente afirmou que não tinha tais itens, os ladrões levaram um iPhone, um videogame e duas bicicletas.

Após a fuga dos criminosos, a adolescente conseguiu se desamarrar e pedir ajuda. Além da Polícia Militar, a Polícia Científica esteve no local para realizar a perícia.

PF apreende no Paraná helicóptero do tráfico com pasta-base de cocaína que saiu do MS; Narcopiloto é preso

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Foto: Campo Grande News

Na última terça-feira (18), um helicóptero carregando 243,7 quilos de pasta-base de cocaína foi apreendido na região norte do Paraná. O narcopiloto, de 52 anos, foi preso e levado à Delegacia da Polícia Federal em Londrina (PR).

De acordo com o site Campo Grande News, a aeronave partiu da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e foi interceptada por três helicópteros da polícia, em uma operação envolvendo a Polícia Militar do Paraná e agentes federais das delegacias da Polícia Federal (PF) em Ponta Porã e Naviraí. A interceptação ocorreu sobre Jaguapitã, a 59 km de Londrina, e a perseguição chamou a atenção dos moradores da cidade.

A Polícia Federal informou que as investigações foram realizadas em conjunto pelas delegacias de Londrina (PR) e Ponta Porã (MS). O helicóptero suspeito foi primeiramente avistado na zona rural de Amambai, a 351 km de Campo Grande.

Após o acompanhamento dos suspeitos e a identificação da rota, agentes federais de Londrina, Maringá, Naviraí e Ponta Porã foram mobilizados para interceptar a aeronave.

O Comando de Aviação Operacional da Polícia Federal e os Batalhões de Operações Aéreas da PM em Londrina e Cascavel foram acionados. Três aeronaves da polícia começaram a tentativa de abordagem.

Perto do Rio Paraná, as aeronaves policiais localizaram o suspeito e iniciaram a perseguição. Durante a fuga, o piloto do helicóptero fez manobras evasivas.

Moradores de Jaguapitã relataram ter ouvido tiros durante a perseguição. Após ser atingido, o helicóptero pousou e o piloto foi preso.

A PF revelou que o narcopiloto já havia sido preso três vezes por envolvimento com o tráfico aéreo. A droga apreendida é avaliada em R$ 20 milhões.

INTERDITADA: Incêndio destrói ponte na MS-228 em Corumbá

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Foto: CBMMS/Divulgação Midiamax

Nesta última terça-feira (18), equipes do Corpo de Bombeiros de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, precisaram controlar um incêndio em uma ponte na MS-228. A ponte, localizada na região da Estrada Parque Pantanal, teve parte de sua estrutura destruída pelo fogo.

Um vídeo mostra uma seção da ponte já consumida pelas chamas. Ao Midiamax, o Corpo de Bombeiros informou que outras duas pontes na região também foram atingidas pelo incêndio, mas nesses casos, o fogo foi controlado sem maiores prejuízos.

No entanto, nesta ponte, a grande quantidade de material à base de óleo usado para impermeabilização fez com que o fogo se espalhasse rapidamente, causando danos significativos.

“Nossos caminhões têm um sistema de escorva para captar água de rios e fontes próximas, e utilizamos isso várias vezes neste caso”, explicou o Capitão Silvanei.

A ponte, que estava em uso, deve permanecer interditada até ser restaurada. O acesso ao Porto da Manga já foi afetado por outros incêndios em anos anteriores.

Mulher que seguia com droga em ônibus para o Espírito Santo é presa pelo DOF em Amambai

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Foto: DOF Policia Militar

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, na manhã desta terça-feira (18), uma mulher de 24 anos de idade por tráfico internacional de drogas. Ela seguia com 12,378 quilos de drogas, entre haxixe marroquino e skank.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização na rodovia MS-289, área rural do município de Amambai, quando deram a ordem de parada ao condutor de um ônibus de passageiros que fazia o itinerário entre Coronel Sapucaia e Amambai.

Vídeo: DOF Policia Militar

Durante a vistoria no compartimento de bagagens, os policiais localizaram 6,178 quilos de haxixe marroquino, mais 6,2 quilos de skank que estavam em uma mochila, da passageira. Questionada sobre o ilícito, a mulher disse que pegou a droga em um hotel no Paraguai e que foi contratada para entregar na cidade de Vitória (ES).

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 496 mil.

A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Serviço

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. Não precisa se identificar e, a ligação, será mantida em absoluto sigilo. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

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