Dessas, duas não sobreviveram aos ataques do agressor

Não está fácil ser mulher em Três Lagoas. Apenas em 2020 Três Lagoas registrou seis casos de feminicídio – quatro tentados e dois consumados.

O último assassinato, de Ana Paula Pagani, aconteceu na madrugada de hoje. O suspeito de ter esfaqueado a ex-mulher foi preso há pouco pela Polícia Civil.

Em agosto, Leolina Pereira Macedo foi morta por asfixia e enterrada em uma cova rasa no bairro Santa Rita.

Além das mortes consumadas, outras quatro mulheres foram vítimas de tentativa de assassinato por razão de gênero. A mais recente foi Regiane Cales da Silva, que estava grávida e foi esfaqueada por Jorge de Souza Valdez, que foi preso em flagrante. Ela perdeu o bebê.

Segundo o Dossiê Feminicídio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, no ano passado, em todo o estado de Mato Grosso do Sul, foram registradas 70 ocorrências de feminicídio, que terminaram com 25 mortes de mulheres. Neste ano, até agora, os números são ainda maiores: o estado já registrou 75 feminicídios, sendo 28 consumados.

O feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres que é motivado por misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero (fatores que também podem envolver violência sexual) ou em decorrência de violência doméstica. Ocorrem, normalmente, quando o homem, por se sentir “dono” da mulher, não aceita o fim do relacionamento ou ataca por suspeitar de traição.

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