12/11/2002 16h42 – Atualizado em 12/11/2002 16h42
JERUSALÉM (CNN) – Forças israelenses invadiram nesta terça-feira a cidade de Tulkarem, na Cisjordânia, e destruíram a casa de um dos líderes do movimento Fatah, apontado como o mentor de um ataque que causou a morte de cinco pessoas em um kibbutz, no último fim de semana.
Durante a operação que visou a casa de Mohammed Naefa, soldados também prenderam três militantes palestinos que, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), eram procurados por “motivos de segurança”.
As IDF esclareceram que os três não tinham ligação com o ataque ao kibbutz. Naefa, por sua vez, não foi encontrado em casa e permanece foragido.
As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, ala militar do movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, assumiu a responsabilidade pelo ataque ao kibbutz.
A Autoridade Palestina condenou o atentado, descrito pelo ministro da Informação, Yasser Abed Rabbo, como uma tentativa de tumultuar as conversações de paz com Israel.
Autoridades israelenses atribuíram o ataque a um morador de Tulkarem, que no domingo invadiu o kibbutz de Metzer, junto à divisa com a Cisjordânia, e matou a tiros uma mulher, seus dois filhos, de cinco e quatro anos, e mais duas pessoas.
Na segunda-feira à noite, o novo ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, reuniu seus principais assessores para discutir a resposta do país ao ataque a tiros.
Ainda na segunda-feira, horas após o ataque, dois helicópteros israelenses dispararam pelo menos quatro mísseis contra alvos na região central da Faixa de Gaza.
Fonte: CNN





