13/11/2002 18h48 – Atualizado em 13/11/2002 18h48
Marfrig gerará cerca de 600 empregos diretos na cidade
Duas empresas do setor de carnes começaram uma briga que foi parar na justiça. O Frigorífico Marfrig alugou o frigorífico de Batayporã, da empresa Comanche, pertencente à família Capucci, mas a empresa quis reincidir o contrato.
Durante toda segunda-feira (11), advogados de ambas as empresas reuniram-se com o juiz José Andrade Neto, em Batayporã, mas a decisão sairá na hoje, às 15h.
Após negociação de arrendamento das instalações do Frigonostro, representado de um lado por Antônio Capucci representante da Comanche Administradora de Bens e de outro lado o Rodrigo Marçal Filho, sócio do Grupo Marfrig Ltda, os diretores do Grupo Marfrig, viajaram para a Europa onde firmaram contratos de exportação contando com as instalações do Frigorífico visando o aumento da capacidade de abate do Grupo.
O contrato foi fechado em 25 de outubro de 2002, quando o Marfrig recebeu a chave da planta frigorífica, Que Iniciou o contrato do arrendamento, fazendo as limpezas externas da planta frigorífica, como também a definição de proteção dos bens móveis e imóveis.
Ficou acertada a necessidade de seguranças em conjunto com as partes, o que se deu até a data em que Rodrigo Marçal Filho, acompanhado de seus funcionários e pai, Rodrigo Marçal, ao entrarem no parque industrial, notaram-se a presença de várias pessoas de outro grupo frigorífico, que disseram estar a serviço do grupo Margem para instalar programa no computador. O arrendatário e seus funcionários proibiram a entrada das pessoas.
Nesse dia, a Companhia Distribuidora de Energia Elétrica (Enersul), esteve no parque frigorífico para o religamento de energia elétrica com o pedido do grupo Frigorífico Margem. Neste momento, o gerente Industrial do Marfrig, Airton Eduardo Guerra, solicitou para que não se cumprisse o pedido de religamento, pois o Grupo Marfrig é detentor de um contrato de locação do referido imóvel devidamente assinado.
GUARDAS
Após estas ocorrências, notou-se a movimentação de algumas pessoas da família Capucci no parque industrial e alguns policiais. A partir deste momento e com a permanência do arrendatário dentro do parque Industrial acompanhado de seus funcionários, ficou-se sabendo que Antônio Capucci representante da Comanche Administradora de Bens queria romper o contrato firmado com Rodrigo Marçal filho, do Marfrig.
Os Capucci determinaram que não entraria ninguém mais do grupo Marfrig nas dependências do parque industrial, proibindo a troca de turno dos guardas patrimonial do Marfrig.
Rodrigo Marçal Filho, seu pai e funcionários do Grupo Marfrig permaneceram dentro do Frigonostro por vários dias sem poderem sair.
Eles começariam a contratação de aproximadamente 500 a 600 funcionários para começarem o abate e desossa.
Neste mesmo período, Marçal Filho manteve conversação com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentícia de Nova Andradina – MS, Antônio Sérgio, onde se fez prevalecer que os ex-funcionários do referido frigorífico teriam prioridade na contratação. Visando uma melhoria de vida aos tais funcionários, pois os mesmos estão ociosos aguardando uma oportunidade de emprego, o que só gerará desenvolvimento na cidade de Batayporã e Nova Andradina pela proximidade do parque industrial.
Após a ocorrência dos fatos, Marçal Filho foi informado que se ausentando da planta frigorífica, ele e seus funcionários não teriam mais acesso à ela. Esta determinação foi por Ademar Capucci a Mario Aparecido Rodrigues, contratado pela Marfrig Ltda.
Rodrigues deveria permanecer no comando da supervisão da planta frigorífica até que fosse montada sua equipe gerencial e técnica, onde o mesmo se enquadraria. Planta supervisionada e administrada diariamente pelo gerente industrial do complexo Marfrig Ltda, Airton Eduardo Guerra.
SEGURANÇA
Mostrando interesse de quebra contratual, os Capucci mandaram que os cadeados dos portões de acesso ao parque industrial fossem trocados. Isso porque Marçal Filho, após a assinatura do contrato, recebeu todas as chaves do complexo industrial. Estas chaves foram anexadas ao processo, onde se prova a total idoneidade do arrendatário e seus representantes.
JUSTIÇA
Para não sofrer prejuízos e manterem seus contratos de exportações, dirigentes do grupo Marfrig Ltda, ingressaram na justiça para se valer do direito de arrendatário do complexo industrial.
Vários setores estão apoiando o Marfrig como políticos da região, vigário da Paróquia, o presidente do Sindicato dos Trabalhados da Indústria Alimentícia e ex-funcionários do Frigonostro.
MARFRIG
Frigorífico respeitado mundialmente, o Marfrig tem filiais em Bataguassu, localizada Na BR 267, distante 10 quilômetros da sede do município e em Promissão SP.
Sua capacidade total de abate é de mil e setecentas cabeças/dia, para abastecer suas 19 câmaras frigoríficas que têm capacidade de resfriamento de mil e setecentas carcaças/dia.
Toda a produção das unidades frigoríficas vai para o frigorífico Marfrio (do mesmo grupo) que tem parceria com os maiores frigoríficos da Argentina, Uruguai e EUA, Oriente Médio (Arábia Saudita), da Ásia (China e Hong Kong), onde faz a distribuição.






