13/11/2002 17h01 – Atualizado em 13/11/2002 17h01
O dólar comercial acumulou hoje sua segunda alta consecutiva, mas fechou bem abaixo da máxima do dia, R$ 3,67, graças à notícia de que o Iraque aceitou a resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) que determina a entrada de inspetores de armas no país.
Assim, a moeda encerrou o dia cotada a R$ 3,63 para venda e R$ 3,625 para compra, uma alta moderada de 0,55%. Com essa cotação, o dólar anula a queda que acumulava no mês até ontem.
O risco Brasil também cedeu e reverteu a alta para uma queda de 0,11%, operando a 1.812 pontos.
O volume de negócios, baixo na primeira etapa de operações, se normalizou durante a tarde – o que indica que a Ptax, mediana das cotações calculadas pelo Banco Central de acordo com o volume, deve tender mais para os valores da tarde do que da manhã.
Essa taxa, a Ptax, será usada para calcular o valor a ser pago amanhã no resgate de uma dívida cambial de US$ 1,9 bilhão, feito em reais, da qual o BC alongou 58,5%. A taxa só é fechada pelo BC no início da noite.
A dívida e a pressão sobre a Ptax alimentaram a alta da cotação hoje. O BC tentou alongar mais uma parcela do vencimento nesta manhã, mas o mercado pediu taxas de remuneração muito altas para aceitar a operação e o BC recusou todas as propostas.
O vencimento de amanhã é composto tanto por “swap cambial” (US$ 600 milhões), contratos ao fim dos quais o investidor recebe do BC a diferença entre a variação dos juros e a variação cambial mais uma taxa de remuneração, como por títulos do governo atrelados ao dólar (US$ 1,3 bilhão), que são resgatados integralmente e pagam também a variação cambial. Ou seja: quanto maior essa variação, melhor para o investidor.
Fonte: Folha de São Paulo





