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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Vinho reduziria o risco de demência, diz estudo

13/11/2002 14h33 – Atualizado em 13/11/2002 14h33

WASHINGTON – As pessoas que bebem quantidades moderadas de vinho parecem apresentar um risco menor de sofrer do Mal de Alzheimer e de outras formas de demência, informaram pesquisadores dinamarqueses.

Por sua vez, as que bebem cerveja com freqüência correm um maior risco de desenvolver demência, segundo esse estudo, que também observou a presença dos compostos no vinho que podem trazer outros benefícios à saúde.

Os resultados, publicados na edição desta semana da revista Neurology, revelaram que as pessoas que beberam mais de 21 copos de vinho por semana tinham menor risco de desenvolver demência.

“O consumo mensal e semanal de vinho associou-se a um menor risco de demência”, escreveu a equipe do Instituto de Medicina Preventiva do Hospital Kommune de Copenhague, na Dinamarca.

“As pessoas que apenas tomavam uma taça de vinho por dia tiveram um risco menor de demência das que não bebiam vinho algum”, informaram os pesquisadores.

Mesmo com os homens tendendo a consumir mais vinho que as mulheres, não houve diferenças entre os dois sexos quanto aos benefícios do vinho ara a saúde.

“Esses resultados não significam que as pessoas devam começar a beber vinho ou a tomar mais do que costumam”, explicou o diretor do estudo, Thomas Truelsen.

“No entanto, os resultados são animadores porque poderiam significar que substâncias contidas no vinho diminuem as possibilidades de se sofrer de demência”, continuou.

“Se esse for o caso, poderíamos pensar em tratamentos ou métodos de prevenção com base nesses elementos”.

O estudo incluiu 1.700 participantes de uma pesquisa sobre cardiopatia e que tinham sido entrevistados na década de 70 sobre seus hábitos alimentares.

Após 15 anos, os participantes foram examinados com o propósito de identificar sinais de demência.

Desses, 83 apresentaram demência e seus antecedentes de consumo de álcool foram comparados com os de outros 1.600 voluntários.

Por que o vinho?

“Uma dose foi definida como uma bebida que contenha entre nove e 13 gramas de álcool e que seja equivalente a uma garrafa de cerveja, uma taça de vinho ou uma pequena porção de uma bebida alcoólica forte”, disseram os pesquisadores.

Os cientistas dividiram os participantes em grupos: os que não bebiam, os que tomavam entre uma e sete doses, entre oito e 14, entre 15 e 21 e 22 ou mais por semana.

Houve muita superposição de bebidas, com participantes que bebiam freqüentemente vinho e cerveja.

Mas, a equipe de Truelsen encontrou a associação mais clara no consumo de vinho. As pessoas que disseram tomar uma dose ou duas de bebidas alcoólicas fortes ao mês também corriam um risco inferior de desenvolver demência.

Os pesquisadores apontaram várias razões para os efeitos benéficos do vinho.

“Estudos anteriores de um grande grupo dinamarquês demonstraram que as pessoas que bebem vinho têm uma dieta mais saudável do que as que bebem cerveja ou bebidas alcoólicas fortes”, informaram os pesquisadores.

“Eles consomem mais frutas, peixes, vegetais e salada e não são propensos a untar o pão com manteiga, além de utilizar azeite de oliva com maior freqüência para cozinhar”.

Truelsen acredita que os antioxidantes, compostos que ajudam a prevenir danos nas células, concorrem significativamente para esse beneficio. O vinho, em especial o tinto, é rico em antioxidantes, como os flavonóides.

“Não temos uma razão satisfatória para explicar o maior risco de demência associado com a cerveja”, explicaram os pesquisadores.

Mas, segundo eles, as pessoas que bebem cerveja, às vezes, têm uma deficiência crítica de vitamina B, que intervém nas funções cerebrais e nos nervos.

Fonte: Reuters

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