14/11/2002 08h31 – Atualizado em 14/11/2002 08h31
Pesquisa mostra que o Brasil é o campeão mundial de novos negócios motivados pela sobrevivência.
Em 2002, um em cada cinco brasileiros que têm entre 18 e 64 anos de idade está abrindo negócio próprio. Em 2000 e 2001, a proporção era de um para cada sete. Apesar da redução, o Brasil ainda tem uma taxa de empreendedorismo (porcentagem de pessoas que abrem a própria empresa em relação à população economicamente ativa) maior do que a média mundial: 13,5% contra 12%.
Os números foram apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), que, em parceria com o Sebrae, é responsável pela pesquisa Global Entrepeneurship Monitor (GEM), no país. O levantamento foi feito em 37 países (eram 29 no ano passado), que respondem por 92% do PIB, 62% da população e 12% da força de trabalho mundiais. Os dados foram coletados entre janeiro e agosto deste ano.
O Brasil, que já ocupou a primeira colocação na taxa de empreendedorismo em 2000, neste ano passou para o sétimo posto. Foi ultrapassado por dois países que já faziam parte da pesquisa (Argentina, 5º lugar, e Coréia do Sul, 4º) e foi batido por novos integrantes do levantamento: Tailândia (1º), Índia (2º), Chile (3º) e Nova Zelândia (6º).
A principal novidade em relação ao Brasil é que o país quebrou seu próprio recorde. O GEM, que é coordenado mundialmente pelo Babson College (EUA) e pela London Business School (Inglaterra), divide o empreendedorismo em duas categorias: movido pela oportunidade ou pela necessidade. Os brasileiros já lideravam neste segundo segmento, mas ampliaram a margem. Os empreendedores do país movidos pela necessidade equivalem a 7,5% da população entre 18 e 64 anos, enquanto no mundo o índice é de apenas 1,9%. Essa taxa costuma ser maior nos países em desenvolvimento, conforme explica o coordenador da pesquisa, Marcos Schllemm.
Fonte: Gazeta do Povo





