28/01/2003 13h12 – Atualizado em 28/01/2003 13h12
Embora seja um gás potencialmente mortífero, o monóxido de carbono mostrou-se útil para tratar problemas de artérias danificadas em angioplastias e transplantes, se inalado em concentrações muito baixas, de acordo com uma pesquisa divulgada nos EUA. Os resultados baseiam-se, por enquanto, em testes feitos em camundongos e ratos. Os cientistas dizem que é muito cedo para dizer se a terapia poderia ajudar humanos.
Artérias entupidas costumam ser desobstruídas através da angioplastia, um procedimento em que um pequeno balão é inserido nelas e inflado. Mas a angioplastia pode danificar as células que revestem o vaso sangüíneo, fazendo com que cresçam e engrossem. Problemas semelhantes podem ocorrer quando as artérias são transplantadas. Esse engrossamento pode vir a exigir tratamento no futuro.
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e da Escola de Medicina de Harvard (EUA) relataram que a exposição de ratos e camundongos a baixos níveis de monóxido – o venenoso gás emitido por fornalhas defeituosas ou por carros que ficam ligados na garagem – impede esse excessivo crescimento celular.
Ratos e camundongos submetidos a angioplastias foram expostos ao gás por uma hora, antes do procedimento. Os ratos com enxertos de artérias foram expostos várias semanas depois dos transplantes. O nível de exposição foi de menos de 1/25 avos do que seria considerado tóxico, disse um dos pesquisadores. Os animais não sofreram reações adversas e agora a experiência está sendo feita em porcos, segundo os cientistas.
Fonte: Jornal de Brasília





