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terça-feira, 12 de maio de 2026

Ministro quer todas as escolas com computadores e laboratórios

28/01/2003 09h13 – Atualizado em 28/01/2003 09h13

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, pretende equipar com computadores e laboratórios de ciências todas as escolas da rede pública do País, até o fim do governo Lula.

Amaral anunciou que vai aumentar os investimentos em pesquisa e em bolsas de estudo por meio do CNPq e quer criar uma nova modalidade de bolsa, destinada a alunos do ensino médio.

O ministro encontrou-se ontem com a governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PSB), e almoçou com o presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, numa tentativa de estreitar os laços em uma parceria com o empresariado.

Questionado se imaginava ver todas as escolas brasileiras com computadores em um prazo de 20 anos, o ministro se espantou. “Ave, Maria!? Quero isso agora! Nós temos um projeto – que já conta com o apoio do Ministério da Educação e da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) – para instalar computador com internet e laboratórios para o ensino de Ciências, até o final do governo Lula”, afirmou.

Ele anunciou ainda a criação de uma bolsa de estudos “pequena” – de pouco valor – para estudantes secundários, inovando a tradição do governo federal de conceder recursos para alunos e professores universitários. O programa só deve começar em 2004, ou no máximo, “uma possibilidade remota”, no segundo semestre deste ano.

Amaral disse que é fundamental incentivar a formação de novos cientistas porque é um processo de longo prazo. “Temos de definir uma política para 20 anos. Não se tira um cientista do bolso do colete”, disse, derrubando no chão o broche do PSB que tinha na lapela. “É preciso descobrir quais são as grandes áreas do futuro e aplicar recursos nelas. Quem poderia imaginar há 20 anos que informática e transgênicos seriam discutidos como são hoje?”, perguntou.

A idéia, explica, é intensificar o trabalho conjunto com universidades e empresários para “diminuir o gap (defasagem) tecnológico em relação aos países desenvolvidos”.

Fonte: AE

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