09/05/2003 13h47 – Atualizado em 09/05/2003 13h47
BERLIM (CNN) — A promotoria federal da Alemanha acusou nesta sexta-feira um marroquino de 30 anos de supostamente integrar um grupo terrorista e ser cúmplice no assassinato de mais de 3.000 pessoas nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
A promotoria acredita que Abdelghani Mzoudi integrava a “Célula de Hamburgo”, da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, que planejou e executou aqueles ataques. Mzoudi está preso na Alemanha desde outubro.
A célula de Hamburgo incluía Mohammed Atta, que pilotou um dos aviões lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center. Mzoudi também trabalhou com Mounir el Motassedeq e Ramzi Binalshibh, um dos principais organizadores dos atentados de 11 de setembro, de acordo com a promotoria.
Os detalhes dos ataques foram coordenados entre membros da célula, em Hamburgo, e os seqüestradores, no Estados Unidos.
A promotoria acredita que Mzoudi tinha conhecimento do plano e contribuiu para sua execução.
A Polícia alemã deteve Mzoudi em 10 de outubro pela suspeita de vínculos com Al Qaeda e de ter freqüentado campos de treinamento de terroristas no Afeganistão, em meados de 2000.
A promotoria também acredita que Mzoudi e Motassedeq deram apoio logístico a pelo menos um membro de Al Qaeda.
Mzoudi e Motassedeq foram testemunhas do testamento de Atta, e treinaram em um campo de Al Qaeda no Afeganistão, na mesma época.
Detido em Hamburgo, em novembro de 2001, Motassedeq foi julgado por um tribunal federal alemão, e considerado culpado, em fevereiro, em uma série de acusações, incluindo pertencimento a grupos terroristas e auxílio no assassinato das mais de 3.000 vítimas dos ataques de 11 de setembro.
Motassedeq foi condenado a 15 anos de prisão.





