09/05/2003 13h53 – Atualizado em 09/05/2003 13h53
NAÇÕES UNIDAS (CNN) — Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha apresentarão ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, nesta sexta-feira, uma proposta de resolução que praticamente encerraria as sanções econômicas impostas contra o Iraque após este invadir o Kuwait em 1990.
De acordo com uma cópia do documento obtido pela CNN, a resolução reconhece pela primeira vez as tropas da coalizão no Iraque como “forças de ocupação”.
O projeto pede a suspensão das sanções impostas há 13 anos e modificadas em 1996, para a criação do programa “petróleo por alimentos”, que autoriza o Iraque a importar itens de ajuda humanitária com a renda gerada pela exportação de petróleo. A única exceção está relacionada à venda ou ao fornecimento de armas ao Iraque.
No entanto, havia divisões no Conselho de Segurança sobre o papel que as Nações Unidas deveriam exercer no Iraque e não está claro como outros membros permanentes do órgão — como a França e a Rússia — reagirão à proposta.
As inspeções de armas da ONU também não foram mencionadas no projeto. E os Estados Unidos não desejam o retorno dos inspetores ao Iraque no curto prazo.
A Rússia e a França já haviam dito anteriormente que queriam que os inspetores retomassem suas investigações a fim de declarar formalmente o Iraque livre de armas de destruição em massa antes de as sanções serem suspensas.
A proposta também pede que a ONU nomeie um enviado para coordenar as atividades de assistência humanitária e reconstrução. Mas a autoridade da administração norte-americana para o Iraque estaria acima da desse enviado.
De acordo com o projeto, o principal papel da ONU seria auxiliar na restauração de instituições de governo, incluindo a reconstituição da polícia e do sistema judiciário. A organização também prestaria assessoria sobre como a rende gerada pela exportação deveria ser dirigida para projetos de reconstrução e humanitários.
O correspondente da CNN em Bagdá Karl Penhaul relatou que os iraquianos reagiram inicialmente à idéia da suspensão das sanções com um misto de “apoio e suspeita”.
Se for para melhorar seu padrão de vida, eles a aprovam, “mas há certa suspeita com relação a iniciativas que possam possibilitar a coalizão a controlar o petróleo do país”, explicou.





