08/07/2003 14h42 – Atualizado em 08/07/2003 14h42
O custo da produção pecuária em Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2003 teve crescimento de 7%, revela o Cepea (Centro de Pesquisa Agropecuária), da USP (Universidade São Paulo), em estudo feito em parceria com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária). O trabalho avalia a evolução dos custos de produção da pecuária de corte.
Quando considerada a depreciação de todos os bens envolvidos na produção, o COT (Custos Operacionais Totais), o aumento do custo é um pouco menor, de 6,9%. Isso indica que os preços de insumos como medicamentos, vacinas e suplementação mineral, despendidos mensalmente, subiram um pouco mais que a média dos preços dos bens que compõem o inventário de uma propriedade. Para agravar a situação desses produtores, no mesmo período, o preço médio interno recebido pela arroba do boi gordo caiu 6,7% e a competitividade internacional da carne brasileira também recuou por conta da valorização de 4% do real frente ao dólar.
De acordo com o Cepea, o principal responsável pelos aumentos de custos tem sido o sal mineral, que representa mais de 20% das despesas mensais da pecuária de corte. Adubo e calcáreo são itens que também pesaram no bolso do produtor. Juntos e associados com outros insumos utilizados na manutenção e recuperação de pastagens, representam cerca de 14% dos dispêndios correntes. Mão-de-obra é outro gasto que preocupa o produtor, podendo representar mais de 25% do custo efetivo da pecuária. Vacinas e materiais para manutenção de cercas também tiveram elevações consideráveis, por volta de 12%, mas ambos têm baixo peso no custo total.
Além de Mato Grosso do Sul, a pesquisa abrange outros cinco estados São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Pará e Rondônia. Juntas, essas regiões possuem 52,5% do rebanho efetivo nacional, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).




