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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dólar abre em queda de 0,17%, vendido a R$ 2,880

08/07/2003 08h43 – Atualizado em 08/07/2003 08h43

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em queda de 0,17%, cotado a R$ 2,870 na compra e R$ 2,880 na venda. No mercado futuro, o dólar para liquidação em agosto estava em queda de 0,20%, a R$ 2,924. A proximidade da rolagem do leilão de swap cambial poderá deixar o mercado mais um vez apreensivo. Hoje, o Banco Central fará uma sondagem para ver a demanda pelos papéis e na quinta-feira acontecerá a primeira das duas ofertas que serão realizadas. O vencimento da dívida de US$ 2,7 bilhões, no próximo dia 17, é considerado um dos mais concentrados neste ano.

A expectativa de mais uma rolagem e a piora nos títulos da dívida brasileira pressionaram a moeda americana ontem. O dólar encerrou a segunda-feira com valorização de 1,58%, cotado a R$ 2,880 na compra e R$ 2,885 na venda. Na máxima do dia, foi vendido a R$ 2,889, com alta de 1,72% sobre o fechamento de sexta-feira. Os investidores também citaram as afirmações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, sobre o risco de a cotação baixa do dólar prejudicar as exportações.

Apesar do fluxo positivo (o Unibanco concluiu a captação de US$ 125 milhões), alguns investidores acabaram retendo a moeda com a desvalorização do C-Bond e a alta do risco-país, que mede a percepção do investidor estrangeiro na economia brasileira. O C-Bond, principal título da dívida externa, encerrou em 86,37 de seu valor de face, contra 87,43% do pregão anterior. Já o risco país continuou em alta passado de 799 para 826 pontos-base.

Segundo analistas, a recuperação dos títulos do tesouro americano (treasuries), que estão oferecendo prêmio maior depois da redução da taxa de juro nos Estados Unidos, está prejudicando os papéis de países emergentes e elevando o risco Brasil novamente. No dia 17 de junho de 2003, o risco-país chegou a bater nos 685 pontos, a menor taxa desde fevereiro de 2001.

Os índices de inflação e o comportamento dos juros continuarão a ser observados hoje. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou deflação de 0,14% nos 30 dias até 27 de junho. Na pesquisa anterior, até 22 de junho, o índice havia caído 0,03%. Mas a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que não houve desaceleração generalizada de preços. O IPC-S é considerado pelo mercado uma espécie de antecipação do IPCA, índice que baliza o regimento de metas de inflação.

Segundo analistas, a redução nos índices de inflação favoreceria uma redução de pelo menos 1 ponto na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mesmo sendo julho um mês de reajuste de tarifas públicas, como telefonia e energia elétrica. A primeira prévia do IGP-M de julho será divulgada hoje. Amanhã, será conhecida a inflação calculada pelo IPCA em junho.

No cenário político, os investidores temem o atraso nas reformas, principalmente da Previdência. Hoje, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sofre a sua primeira greve de servidores. De acordo com líderes do movimento, a paralisação deverá atingir pelo menos a metade dos servidores.

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