08/07/2003 17h33 – Atualizado em 08/07/2003 17h33
Procurando reestruturar de forma racional a vegetação em Três Lagoas através de projeto específico, a Gerência Municipal de Meio Ambiente e de Agropecuária tem executado uma planificação para a retirada e ou substituição de espécies arbóreas dentro de áreas públicas como ruas, avenidas, canteiros e calçadas. O fato tem chamado atenção de moradores que em seu cotidiano acompanham algumas operações que incluem, entre outras ações, a retirada de árvores – algumas já bem antigas – o que é visto pela Gerência como natural, pois muitos desconhecem os motivos de tal prática.
Segundo Albert Polan Stec, responsável pela área, todo trabalho neste sentido obedece alguns critérios preliminares como a verificação “in-loco” das condições das árvores (que são fotografadas) e sua utilidade bem como riscos que as mesmas possam oferecer à população. “Nós gostaríamos de esclarecer à opinião pública do trabalho que esta sendo feito. Nós analisamos cada árvore a ser derrubada, em que condições e o porquê. Todas são pré-fotografadas uma semana antes, principalmente aquelas exóticas e que não pertencem ao nosso ecossistema e por isso, tem dificuldade de adaptação”, observou.
Outros motivos dizem respeito àquelas que possuem uma infestação muito fácil de cupim ou que foram mal podadas em épocas anteriores e que apresentam o fenômeno do “Cancro”, que vão apresentando sinais internos de apodrecimento e aparecem a olho nu. Exemplo disso foi um Tambori Gigante que caiu ao lado do posto Parati, que felizmente não causou danos maiores.
TRABALHO NECESSÁRIO
Um segundo critério e que suscitou reclamações foi a poda e corte de árvores principalmente durante o período noturno. Albert falou que isso foi devido ao fato de que nessas horas havia um número menor de pessoas na rua, e durante o dia, o movimento de pedestres, bicicletas e carros é um fator complicador por questões de segurança e transtornos generalizados, evitando acidente. “Esse processo ira continuar e temos consciência do que está se fazendo. Sou Engenheiro Florestal há quase 20 anos com conhecimento de plantas e espécies. Não estaremos derrubando árvores sadias, mesmos que exóticas”, complementou.
Dentro desta ótica, a pedido de algumas empresas, estaremos inclusivo, estudando o posicionamento de árvores em alguns estacionamentos que possuam árvores que ofereçam riscos aos carros que eventualmente estejam ali estacionados.




