04/08/2003 14h21 – Atualizado em 04/08/2003 14h21
SÃO PAULO – O estresse continua a dominar os negócios desta tarde no mercado financeiro brasileiro. Às 14h34m, O dólar subia 2,14%, a R$ 3,097 na compra e R$ 3,100 na venda. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 2,50%, com o Índice Bovespa em 12.800 pontos e volume financeiro de R$ 364 milhões. Os títulos da dívida externa despencam e o risco-país já atinge 900 pontos-base, sua maior marca desde 16 de abril.
Profissionais do mercado afirmam que o fluxo cambial é levemente positivo, mas não o suficiente para atender ao apetite das tesourarias bancárias, que absorvem todos os dólares que entram no país. Esses recursos servem para atender possíveis operações de document.write Chr(39)document.write Chr(39)hedgedocument.write Chr(39)document.write Chr(39) (proteção) de empresas, mas mostram sobretudo uma mudança de posicionamento dos investidores para os próximos meses.
Os títulos da dívida externa brasileira aceleraram o ritmo de queda hoje, depois que a corretora americana Merril Lynch rebaixou a recomendação desses papéis de document.write Chr(39)document.write Chr(39)acima da médiadocument.write Chr(39)document.write Chr(39) para document.write Chr(39)document.write Chr(39)dentro da médiadocument.write Chr(39)document.write Chr(39). A corretora disse que teve motivação técnica para decidir reduzir o impacto de títulos de países emergentes em suas carteiras. Apesar do nervosismo, há analistas que minimizam a decisão da corretora, a quem atribuem até mesmo uma manobra para comprar esses títulos posteriormente, por preços mais baixos. O C-Bond cai 2,71% nesta tarde, valendo 82,75% do seu valor de face.
Analistas afirmam que a safra de boas notícias está se enfraquecendo, como já era de se esperar para o segundo semestre do ano. Com isso, os investidores voltam as atenções às questões mais difíceis do cenário interno. Hoje essas questões se resumem às dificuldades do governo na aprovação das reformas estruturais e o crescimento das pressões exercidas por movimentos sociais. O temor é que essas dificuldades ganhem espaço nas coberturas internacionais, arranhando a imagem do país.
- Há uma falta de notícias boas e previsão de um segundo semestre menos exuberante do que o primeiro, quando a balança comercial teve ótimos superávits e as captações externas superaram de longe os vencimentos externos. Sem boas notícias, os investidores se apegam às ruins, e com o tradicional exagero dos movimentos de mercado – disse um profissional de uma tesouraria.
Na Bovespa, Telemar PN, principal ação, opera em queda de 3,48%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Embratel Participações PN e ON, que recuam 8,4% e 8,3%, respectivamente.
Fonte: Globo News




