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sábado, 4 de julho de 2026

Servidores atiram pedras e quebram vidraças do Congresso Nacional

06/08/2003 15h56 – Atualizado em 06/08/2003 15h56

BRASÍLIA – A situação está mais tranqüila do lado de fora do Congresso Nacional. A Polícia Militar retirou os servidores que haviam entrado na Câmara e fez um cordão de isolamento próximo aos lagos do Congresso. No início da tarde, cerca de 200 servidores que participaram da marcha contra a reforma da Previdência usaram pedras, paus de bandeiras e até tampas de bueiro para quebrar os vidros do salão negro do Congresso. No tumulto, dois manifestantes e um segurança da Câmara, e não dois, como informado mais cedo, ficaram feridos, mas sem gravidade.

A segurança da Câmara informou que Adriano Gomes, de 23 anos, servidor dos Correios de São Paulo, será responsabilizado criminalmente pelo prejuízo ao patrimônio público por ter participado do quebra-quebra. A Câmara requisitará as fitas gravadas durante o incidente para identificar as outras pessoas que participaram do tumulto. A segurança confirmou que apenas Adriano, que levou dois pontos na mão, foi detido durante o tumulto, mas já foi liberado.

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, estava em seu gabinete, na presidência da Câmara, quando o tumulto começou. Durante a manifestação, alguns deputados foram interceder em favor dos manifestantes. Eram os deputados João Batista Babá (PA), Luciana Genro (RS), João Fontes (SE) e Ivan valente (SP), todos do PT, e a deputada Laura Carneiro, do PFL-RJ. Depois de ouvi-los, João Paulo pediu que eles deixassem seu gabinete, que ele iria tomar as providências necessárias.

A alguns deputados, João Paulo disse considerar que a tentativa de invasão da Câmara representou uma agressão ao patrimônio público e a violação de um Poder. Por isso, anunciou a abertura de inquérito para apurar e punir os responsáveis. Ele ordenou que fosse lavrada a ocorrência policial sobre o episódio.

A segurança da Câmara e a Polícia Militar tiveram muita dificuldade para controlar o tumulto. Os líderes do protesto chegaram a pedir que os manifestantes saíssem da frente do Congresso para que a marcha continuasse pacificamente.

Pela manhã, cerca de 50 mil servidores fizeram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios contra a reforma. Os manifestantes exibiram faixas e levaram para o protesto um caixão com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das faixas trazia a inscrição: “Fora Mister Silva, volta Lula”.

Fonte: Globo News

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