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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Produtores rurais preparam-se para eventuais invasões do MST

07/09/2003 18h15 – Atualizado em 07/09/2003 18h15

Diante dos acontecimentos ocorridos na fazenda Coimbra 3 ML, em Itaporã, quando 700 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram a propriedade, o Sindicato Rural de Três Lagoas iniciou a mobilização de fazendeiros, na manhã deste sábado, aproveitando a realização de um leilão.

O objetivo principal do encontro, realizado no recinto de leilões da Leilotrês, foi despertar a necessidade de união entre os produtores rurais, para fazerem frente a possíveis e eventuais invasões por parte do MST.

Na abertura da reunião, o advogado Rogerson Rimoli expôs aos fazendeiros a importância de os donos de terras manterem suas propriedades regularizadas, segundo as exigências legais, principalmente junto ao Incra. Quando a propriedade está “legalmente em ordem” é sempre mais fácil e ágil o processo de reintegração de posse, segundo lembrou Rimoli.

VAGABUNDOS

No encontro, além da presença do representante da Famasul, Fábio Toledo, do sindicato rural de Brasilândia, houve o testemunho do pecuarista, Antônio Carlos Corrêa, de Maracajú. Ainda emocionado com a experiência que passou recentemente, Corrêa contou em detalhes como se processou toda a mobilização dos produtores rurais, para fazer frente vitoriosa à organização do MST.

“Através de telefonemas a amigos, conseguimos em pouco tempo mobilizar quase 1,5 mil produtores rurais, porque, segundo ele, nós não compramos terra e não trabalhamos para vagabundos” desmentindo que os pecuaristas teriam comprados terra para ceder ao movimento. Corrêa também informou que no local dos últimos acontecimentos será erguido “um marco do movimento rural do estado de Mato Grosso do Sul, como lembrança da nossa força e da nossa união. Foi através dessa união é que o Governo do Estado agiu com rapidez, pois estávamos decididos a morrer defendendo a propriedade, o massacre de El Dorado do Carajás seria ficha perto do iria acontecer” disse Correa.

Toledo, por sua vez, propôs a criação de um fundo, a exemplo do sindicato rural de Brasilândia, em que cada proprietário de terras contribui com determinada quantia por hectare de terra. A idéia foi aceita pela maioria dos presentes e será implantada de imediato, segundo antecipou o presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, Domingos Alves de Souza.

A reunião foi acompanhada pelo prefeito Issam Fares e pelo vice-prefeito Magid Thomé Filho.

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