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terça-feira, 12 de maio de 2026

Brasil supera feito de 2003 na ginástica artística

19/10/2006 08h56 – Atualizado em 19/10/2006 08h56

Folha de S.Paulo

A seleção brasileira feminina de ginástica artística conquistou ontem seu melhor resultado na história dos Mundiais. Mas deixou o gosto de que pode dar saltos ainda maiores. Isso porque, após terem se classificado em sétimo lugar entre 34 equipes na 1ª fase, as brasileiras chegaram a estar na quinta colocação na final, tendo já cumprido três aparelhos (solo, salto e paralelas assimétricas). Mas, com falhas na trave, o país perdeu duas posições. “Nunca estivemos tão perto do pódio por equipes. Mas erramos, e a ginástica é um esporte que não perdoa erros. Mesmo assim, deixamos a competição com um resultado histórico”, afirma Eliane Martins, supervisora de seleções da Confederação Brasileira de Ginástica. O sétimo lugar conquistado ontem, quando somou 172,975 pontos, é o melhor resultado obtido por uma equipe brasileira desde a fundação da CBG, em 25 de novembro de 1978. A marca supera o feito de 2003, em Anaheim (EUA), quando pela primeira vez o país chegou à decisão por equipes e terminou em oitavo lugar. “Antes, a gente procurava o Brasil de baixo para cima na tabela de classificação dos Mundiais. Basta ver que em 95 ficamos em 21º. Agora é diferente, já conquistamos um lugar entre as melhores”, afirma Eliane. Uma das razões para o otimismo é que, ao ficar somente a 4,35 pontos da terceira colocada, a Rússia, a seleção mostrou que pode lutar por um lugar no pódio nos próximos Mundiais, quando estará reforçada pelas atletas que hoje estão na equipe juvenil, entre elas Jade Barbosa, que foi a primeira a apresentar no Brasil o duplo twist esticado de Daiane dos Santos. “Agora nossa mentalidade mudou. Para o próximo ano, o trabalho será diferente. Antes, buscávamos uma vaga entre as 24 melhores. Agora, lutaremos por medalhas. E a entradas das setes meninas que estão Curitiba irá melhorar muito o nível da equipe”, afirma a dirigente. Apesar de duas quedas de Bruna da Costa e uma de Laís Souza na trave, que tiraram do país pelo menos 2,4 pontos –a diferença para a Romênia, quarta colocada, foi de 2,475–, a seleção festejou a melhora de Daiane no solo. Ontem, no tablado do NRGi Arena, quando o júri se mostrou mais severo, a gaúcha tirou 15,150. Na 1ª fase, quando obteve vaga na final de sábado, ela ficou com 15,050. Além do desempenho do Brasil, a final de ontem foi marcada por surpresas. A primeira delas, o fato de a Romênia, país que revelou Nadia Comaneci (dona do primeiro 10 em Olimpíadas), ter ficado fora do pódio pela primeira vez desde 1983. E a maior de todas foi os EUA, favoritos, terem perdido o título. Com a perda de pelo menos 1,6 ponto com a queda de uma atleta no salto e uma da atual campeã mundial do individual geral, Chellsie Memmel, nas paralelas, as americanas amargaram a segunda colocação, 0,850 ponto atrás da China, que venceu com 182,200.

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