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sexta-feira, 17 de julho de 2026

CNI propõe ao governo ampliação da NIB para reduzir danos do tarifaço para indústria brasileira

Proposta é criar uma sétima missão transitória para auxiliar os setores industriais prejudicados pelas novas tarifas dos EUA

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, conversou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Márcio Rosa na manhã desta sexta-feira (17) para que, em conjunto, formem um grupo para a criação de uma sétima missão para a política industrial Nova Industria Brasil (NIB). O intuito é apresentar uma alternativa para o novo tarifaço norte-americano que vai atingir 26,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos com tarifa adicional de 25%. A tarifa anunciada afeta US$ 11 bilhões em exportações brasileiras.  

“A NIB, assim como toda política industrial, precisa ser dinâmica, atualizada e trazer respostas para situações específicas e complexas que o Brasil enfrenta. Nossa ideia é construir um plano de ação, em parceria com as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais, sindicatos e governo para juntos desenvolvermos uma proposta que dê suporte a indústria brasileira neste momento tão delicado”, afirma Alban. 

A iniciativa da CNI propõe um convênio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para formular a sétima missão. “Precisamos dar uma resposta construtiva aos setores industriais prejudicados e aproveitar que o governo está empenhado em construir soluções para as empresas impactadas. Neste momento, o mais importante é que nem o ano eleitoral, nem questões políticas interfiram em um debate que exige responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo”, diz o presidente da CNI.   

Segundo Ricardo Alban, a iniciativa não substitui as negociações. “É fundamental intensificar o diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar uma solução que preserve a relação econômica construída ao longo de décadas e marcada pela complementaridade“, reforça Alban.  

Após quase uma década sem uma política industrial consolidada no Brasil, o país retomou a trajetória de desenvolvimento com o lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB), que em janeiro de 2026 celebrou dois anos de existência. Organizada em seis missões, a política busca articular a inclusão social com os imperativos da digitalização e transição ecológica. A NIB já reúne cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito para a modernização da indústria. A atual política de desenvolvimento industrial tem vigência até 2033, com foco na neoindustrialização. 

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