13/05/2003 09h13 – Atualizado em 13/05/2003 09h13
EXTREMA – O discurso dos jogadores corintianos é um só: conquistar a classificação para as quartas-de-final da Taça Libertadores sem precisar sofrer com a loteria dos pênaltis diante do River Plate, no Morumbi. Porém, o precavido técnico Geninho tem aproveitado todo tempo livre em Extrema para treinar cobranças de penalidades.
Nesta segunda, foram 90 cobranças ao todo, entre o período da manhã e da tarde. O goleiro Doni defendeu 11. Todos os titulares participaram da prática, cada um cobrando nove pênaltis. Liedson, Gil e o garoto Roger acertaram todas as batidas. Em caso de decisão por penalidades, quarta-feira, esses três são nomes certos na lista do treinador.
Geninho observou, porém, que poderá até aproveitar alguém do banco.
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Os outros jogadores também estão praticando. Se tiver alguém com um aproveitamento muito bom, eu posso colocá-lo em campo faltando uns dois minutos para terminar a partida e participar das cobranças – explicou o treinador, disposto a usar todas as suas armas para conquistar a classificação. Os jogadores, no entanto, não querem pensar nessa hipótese.
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É muito sofrimento esse negócio de pênalti. Vamos tentar resolver tudo nos 90 minutos – afirmou o cabeça-de-área Fabrício, que marcou um gol na partida do último sábado, contra o Criciúma. No treino de pênaltis, ele acertou quatro das cinco cobranças efetuadas.
Goleiro Doni se diz preparado
O goleiro Doni garante estar pronto para uma eventual loteria, mas explica que não tem uma receita especial.
- Tudo depende do momento. Eu só procuro retardar ao máximo a minha saída, pois sou alto. Mas não dá para falar se eu fico e espero a bola sair ou se escolho um canto e pulo. Só na hora mesmo é que eu decido – comenta o goleiro, que defendeu uma cobrança na última partida do Corinthians no Campeonato Brasileiro e outra contra o Vasco, pela mesma competição, em São Januário.
Cauteloso, o treinador corintiano pediu para todos os cinegrafistas desligarem suas câmeras na hora das cobranças. Ele não quer dar subsídio ao adversário, de quem, aliás, não tem informações sobre cobranças de pênaltis.
- Nós só temos os jogos e eles não tiveram penalidades nos últimos – disse o goleiro.
O fantasma dos pênaltis contra o Palmeiras
Nas três vezes em que decidiu a vaga na Taça Libertadores em cobranças de pênaltis, o Corinthians foi eliminado em duas pelo Palmeiras. Em 1999, pelas quartas-de-final, alvinegro perdeu a primeira partida por 2 a 0, mas venceu a segunda pelo mesmo placar. Vampeta e Dinei desperdiçaram as cobranças e o Palmeiras se classificou vencendo a disputa por 4 a 2.
Pelas oitavas-de-final de 2000, o Corinthians perdeu a primeira partida para o Rosario Central por 3 a 2, mas devolveu o placar em São Paulo e levou a decisão para os pênaltis. O alvinegro foi melhor e ganhou por 4 a 3.
Pela semifinal do mesmo ano, novo duelo contra o arqui-rival Palmeiras e nova derrota. O primeiro jogo terminou com vitória corintiana por 4 a 3, mas o Palmeiras ganhou a segunda por 3 a 2 e a decisão foi para os pênaltis. Marcelinho Carioca, ídolo da Fiel, bateu o último da série, Marcos defendeu e assegurou a vaga do time do Palestra Itália na final.






