13/05/2003 14h25 – Atualizado em 13/05/2003 14h25
GOIÂNIA – A empresária Vilma Martins, acusada de roubar dois bebês e criá-los como filhos, prestou depoimento na manhã desta terça-feira na Delegacia Especial de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia. Ela negou que tenha seqüestrado os bebês Pedro Braule Pinto, o Pedrinho, e Aparecida Fernanda. O primeiro caso aconteceu no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, em 1986. O outro seqüestro foi em 1979, na Maternidade de Maio, em Goiânia.
Ao sair da delegacia, Vilma reclamou de forte dor de cabeça. Depois, ela seguiu ao Instituto Médico Legal para um exame de corpo de delito. Após o exame, Vilma foi levada para a Casa de Prisão Provisória (CPP), onde ficará em uma cela comum, mas isolada das outras detentas. A medida é para evitar que ela sofra agressões. Ela chegou à prisão chorando muito e conversou rapidamente com Christiane Michelle, uma de suas filhas.
Os advogados de Vilma, Max Lânio Silva Leão e Rosângela Magalhães, disseram que vão entrar ainda hoje com pedido de hábeas-corpus em favor da cliente. O pedido é em relação ao segundo decreto de prisão preventiva da acusada, dado pelo juiz Marcelo Fleury Curado Dias, da 9ª Vara Criminal de Goiânia, na última sexta-feira, no processo em que Vilma foi indiciada pelo seqüestro de Aparecida Fernanda Ribeiro. O pedido de liberdade da acusada em relação à prisão decretada pelo juiz Adegmar José Ferreira, da 10ª Vara Criminal, ainda não foi julgado. Essa prisão ocorreu no processo que apura o caso Pedrinho.
Pela manhã, Vilma chegou à delegacia algemada e bastante abatida, mas não passou mal como ontem, quando precisou ser levada para o hospital, devido a uma crise de hipertensão. Vilma recebeu alta do Hospital de Urgências de Goiânia por volta das 9h desta terça.
Depois de 14 dias foragida, ela foi presa na manhã de ontem, numa casa no Setor American Park, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiás. Ela foi encontrada embaixo de um sofá. A empresária foi levada para a Deic e passou mal, com sintomas de pressão alta. Por conta de seu estado, o delegado Antônio Gonçalves decidiu encaminhá-la para exames no hospital antes de tomar seu depoimento.
A Justiça decretou a primeira prisão preventiva de Vilma em 28 de abril, pelo seqüestro de Pedrinho, levado de um hospital de Brasília em 1986. Ele foi registrado por Vilma como Osvaldo Borges Júnior. Outra prisão preventiva foi decretada na sexta-feira passada, desta vez pelo seqüestro de Aparecida Fernanda, na Maternidade de Maio, em Goiânia, em 1979. Um exame de DNA comprovou que o bebê é na verdade Roberta Jamilly, registrada por Vilma como sua filha legítima.





