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sexta-feira, 19 de junho de 2026

China admite que não controla a epidemia de Sars

12/05/2003 14h02 – Atualizado em 12/05/2003 14h02

HONG KONG — O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, advertiu neste domingo que seu governo ainda não conseguiu vencer a batalha contra a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Severa, ou Sars, na sigla em inglês.

A Sars, ou pneumonia atípica, que já matou 526 pessoas, em sua maioria na China, e infectou mais de 7.296 em todo o mundo já atingiu também em Macau e prossegue sua exapansão propagando-se em Taiwan.

A epidemia registrou outras mortes em Hong Kong onde, nas últimas 24 horas, também foram contabilizados quatro novos casos, segundo as autoridades sanitárias.

Com as últimas vítimas, o número total de mortos aumentou para 215 em Hong Kong.

Vinte e quatro doentes foram autorizados a deixar os hospitais enquanto 63 estão sob cuidados intensivos.

Na China, mais cinco pessoas morreram da pneumonia nas últimas 24 horas. Também foram registrados 69 novos casos, anunciou domingo o Ministério da Saúde.

O número nacional das vítimas na China da síndrome respiratória aguda severa é de 235 mortos e 4.948 infectados, segundo o ministério. Até agora, 1.652 enfermos conseguiram curar-se.

Quatro novas vítimas morreram em Pequim e, a quinta, no interior da Mongólia.

Dos 69 novos casos diagnosticados, 42 foram declarados igualmente na capital, onde o número oficial se eleva agora a 120 mortos e 2.265 casos confirmados.

O primeiro-ministro chinês disse que o problema continua sendo preocupante em seu país onde a doença ainda não foi controlada.

“Existe o risco de continuar se propagando e assim é especialmente importante deter a expansão da doença nas áreas rurais da China, onde vive a grande maioria da população”, disse.

O risco de expansão nas zonas rurais, onde o atendimento é mais precário e as possibilidades de controle menores ainda vem atormentando as autoridades chinesas.

Em Pequim, a cidade mais atingida, as autoridades sanitárias advertiram que a situação continua “sombria”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) havia declarado sábado que os dados fornecidos pelas autoridades chinesas deixavam ainda muito a desejar.

Os dirigentes de Pequim, em particular, não sabem onde a metade dos pacientes contraiu o vírus, disse o porta-voz da OMS em Pequimn, Mangai Balasegaram.

Em Macau foi registrado um primeiro caso e as autoridades lançaram uma campanha para impedir a propagação da doença na ex-colônia portuguesa.

(Com informações da France Presse)

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