12/05/2003 14h28 – Atualizado em 12/05/2003 14h28
NOVA YORK — A organização de casamentos nos Estados Unidos sempre foi um grande negócio. Agora, com as uniões matrimoniais entre pessoas do mesmo sexo tornando-se cada vez mais aceitas no país, companhias de renome desejam expressar sua simpatia em relação aos homossexuais.
Nesta semana, empresas como American Express e Bloomingdale estão entre as que exibem seus produtos e serviços ao lado de “drag queens” e outros concorrentes que lutam para abocanhar uma parte do lucro do chamado “dólar cor-de-rosa”, na segunda exposição anual de casamentos para pessoas do mesmo sexo, a Same-Sex Wedding Expo, em Nova York.
Brian Tann, que visitou a exposição com seu parceiro, John Oshima, disse que foi uma grata surpresa ver a quantidade de produtos e serviços exibidos pelos mais de 45 expositores.
“Agora é possível planejar todo o casamento”, disse Tann. “É o mesmo que ocorre com os heterossexuais e, realmente, sinto que estão nos levando a sério”.
A grande quantidade de expositores evidencia o quão comum estão se tornando as uniões do mesmo sexo em algumas localidades dos Estados Unidos.
Em Nova York, especialmente, as uniões entre homossexuais ganhou um forte impulso desde que o tradicional jornal The New York Times começou a incluir cerimônias deste tipo em páginas de “Casamentos e Outras Comemorações”.
Entre os participantes da exposição, inaugurada na terça-feira na boate Roxy, estavam companhias como o Citibank e a seguradora New York Life Insurance, além da Chic to Chic, empresa que oferece maquiagem para o tão sonhado dia.
Os casais homossexuais representam um mercado crescente e lucrativo porque muitos deles ganham salários bastante altos.
“É um negócio crescente”, disse Paul Trause, da American Express. “Os casais homossexuais podem descobrir, realmente, que sua situação é muito diferente da dos heterossexuais e devem estar alerta com possíveis enganos”.




