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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Petrobras capta US$ 400 milhões no exterior

25/03/2003 08h19 – Atualizado em 25/03/2003 08h19

NOVA YORK e RIO – A Petrobras anunciou a conclusão de uma importante operação de captação no mercado internacional. Em comunicado à imprensa, a estatal informou que captou US$ 400 milhões com vencimento em 2008 através da sua subsidiária Petrobras Internacional Finance Company, Segundo a estatal, a demanda foi 3,5 vezes maior que o total original, o que permitiu a redução das taxas de juros previstas na operação.

A seguir, a íntegra da nota divulgada pela empresa sobre a operação:

“A Petrobras comunica que captou US$ 400 milhões em Senior Notes, através da sua subsidiária Petrobras Internacional Finance Company (Pifco), com vencimento em 2008.

As notas apresentam cupom de juros de 9,00% a.a. durante os primeiros 3 anos, elevando-se para 12,375% a.a. nos dois últimos anos, caso a opção de resgate não seja exercida no final do terceiro ano. As notas estão sendo emitidas a 98.65% do valor de face, resultando num rendimento total de 9,27% a.a. para o investidor até a opção de resgate em 3 anos, ou 10,5% a.a. até o vencimento final de 5 anos. A emissão representa a primeira utilização do registro de prateleira da Petrobras junto a Security and Exchange Commission (SEC).

A transação marca a reabertura dos mercados de capitais internacionais para a Petrobras. O prazo de cinco anos é o mais longo emitido por qualquer entidade brasileira, sem garantias desde abril de 2002.

A estrutura que foi desenhada para atrair tanto os investidores de varejo como os institucionais foi recebida com entusiasmo, apesar de não oferecer quaisquer garantias. O nível de demanda atingiu quase 3,5 vezes o tamanho original, o que permitiu a Petrobras e a Bear Stearns a aumentar o valor da transação e reduzir as taxas de juros. Um largo espectro de investidores dos EUA e Europa participou da emissão. A Moodydocument.write Chr(39)s deu um grau Ba2 para a emissão, 3 níveis acima da avaliação soberana brasileira de B2.

Destaca-se nessa transação o seguinte:

1- Ampla participação de investidores, notadamente de contas institucionais nos EUA e Europa. Muitos desses fundos estavam investindo no Brasil pela primeira vez em mais que um ano;

2- Novo parâmetro para uma emissão simples, sem garantias. A nova emissão ofereceu um rendimento de 10,5% a.a. até o vencimento final, somente 12 pontos base acima do rendimento das letras da Pifco com vencimento em 2008 que fecharam oferecendo um rendimento de 10,38% a.a.. Este fato representa excelente desempenho do papel já que aquelas notas se beneficiam de seguro de risco político;

3- Boa colocação em relação a títulos soberanos. As taxas oferecidas foram 190 pontos base abaixo do título soberano brasileiro para 2006, e aproximadamente 380 pontos base abaixo dos níveis negociados para o título Global Brasil 2008; O Bear Stearns agiu como o único coordenador e “book-runner” da operação.

Incluídos no grupo de vendas estavam Banco Safra, BB Securities e Banco Pactual”.

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