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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Forças britânicas decidem combater milícias iraquianas em Basra, para garantir entrada de ajuda

25/03/2003 09h22 – Atualizado em 25/03/2003 09h22

BASRA – Forças da Grã-Bretanha disseram nesta terça-feira que tomar a cidade sulista de Basra passou a ser um objetivo militar, para que a ajuda humanitária à população civil possa chegar ao local. As forças britânicas decidiram investir contra milicianos leais ao regime de Saddam Hussein, que até agora vinham impedindo que os soldados aliados assumissem o controle de Basra. Segunda maior cidade do país, Basra é o principal porto marítimo do país. É estratégica para os aliados não só por permitir a entrada de ajuda, mas por ser a principal entrada para os poços de petróleo no sul do Iraque.

Antes, as forças da coalizão diziam que queriam evitar combates de guerrilha urbana em Basra. A decisão de declarar partes da cidade como “alvos militares” foi tomada menos de 24 horas depois de o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ter alertado sobre uma crise humanitária no sul e ter dito que medidas urgentes tinham que ser tomadas para devolver à população local o abastecimento de eletricidade e água.

Forças britânicas cercaram a cidade e garantiram o controle de seu aeroporto, mas continuam a enfrentar bolsões de resistência, incluindo das milícias do grupo conhecido como Saddam Fedayeen (mártires de Saddam). Com 1,3 milhão de pessoas, Basra precisa ser controlada, dizem os militares, para garantir que as necessidades básicas da população sejam garantidas.

Há alguns dias, os militares britânicos disseram que preferiam negociar a rendição dos paramilitares e soldados iraquianos em vez de entrar em Basra através de combates, para evitar cenas de guerrilha urbana que poderiam aumentar as mortes entre civis. Mas como a resistência continua, eles aparentemente concluíram que algo mais decisivo era necessário. Não ficou claro, no entanto, se as forças britânicas entrariam no local ou deixariam o trabalho para seus contrapartes americanos.

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