25/03/2003 10h36 – Atualizado em 25/03/2003 10h36
PASADENA, EUA — A radiação em Marte é tão intensa que poderia pôr em risco astronautas que seriam enviados para explorar o planeta vermelho, alertou Cary Zeitlin, do National Space Biomedical Research Institute, dos Estados Unidos.
Os altos níveis de radiação medidos pela sonda espacial Mars Odyssey sugerem que qualquer vida extraterrestre teria poucas chances naquele planeta, a não ser que se desenvolva no subsolo, protegida da superfície poeirenta e fria.
“Essa vida teria que ser bastante robusta, contra todos os tipos de horrores ambientais”, disse Zeitlin, que participa do projeto da Odyssey.
As conclusões são baseadas em novos dados divulgados por cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa.
A agência espacial norte-americana refere-se vagamente a futuras missões tripuladas em Marte, onde os astronautas poderiam usar o gelo encontrado no planeta.
Mas as novas descobertas sobre radiação sugerem que uma missão tripulada seria um risco.
Marte é continuamente bombardeada por radiação da galáxia e por explosões periódicas do Sol, que liberam partículas também radioativas.
Na Terra, o campo magnético e a atmosfera protegem o planeta da radiação.
Em Marte, a radiação exporia astronautas em órbita do planeta vermelho a uma dose 2,5 vezes mais intensa do que a recebida por humanos na baixa órbita da Terra, a bordo da Estação Espacial Internacional, segundo os cientistas.
A missão científica da Mars Odyssey deve durar mais um ano e meio, embora uma prorrogação seja provável.
A sonda teria condições de permanecer em órbita do planeta vermelho por mais 20 anos, segundo cientistas da Nasa.




