22/03/2003 08h08 – Atualizado em 22/03/2003 08h08
O ministro da Saúde do Iraque, Umeed Midhat Murabak, disse neste sábado que três pessoas morreram nos últimos ataques a Badgá, realizados na madrugada.
Mais cedo, o ministro da Informação do Iraque, Mohhamed Saeed Al-Sahaf, declarou que mais de 200 civis foram feridos nos ataques, que provocaram destruição na cidade.
A maioria das vítimas, segundo o governo do Iraque, são mulheres e crianças. As vítimas estão sendo atendidas em cinco hospitais em Badgá, disse Al-Sahaf.
“Nós esperamos mais mortes de mártires como os três civis, porque a situação está se desenvolvimento rapidamente”, declarou o ministro da Saúde.
Mentiras
Al-Sahaf afirmou, no entanto, que tropas americanas e britânicas enfrentam uma dura resistência por parte dos soldados iraquianos, especialmente no sul do Iraque.
Falando depois da noite de intensos bombardeios em Badgá, Al-Sahaf negou que soldados americanos e britânicos tenham controlado a cidade portuária de Umm Qasr, no sul do Iraque, ou duas bases aéreas na porção oeste do país.
O ministro negou também que os americanos tenham controlado a península de Faw e os seus poços estratégicos de petróleo.
“Essas informações são mentirosas, são ilusões”, afirmou o ministro iraquiano.
De acordo com Al-Sahaf, o Iraque destruiu cinco tanques inimigos e matou soldados da coalizão.
As informações foram negadas pelos americanos e britânicos, que também não confirmaram a mortes dos civis.
Mas o ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, disse que os ataques por terra a Badgá, que começarão nos próximos dias, ajudariam a amenizar a morte de civis.
Destruição
Mais de 1,5 mísseis caíram sobre Bagdá.
O jornalista Sobhi Haddad, correspondente do Serviço Árabe da BBC em Badgá e morador da cidade, presenciou as explosões.
“Foi a noite mais terrível dos meus últimos 20 anos. Nem a guerra contra o Irã nem a Guerra do Golfo tiveram explosões tão intensas”, relatou.
“Milhas filhas não puderam dormir e não houve uma só área da capital que não tivesse sido atacada”, afirmou Haddad.





