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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Dólar fecha manhã em queda de 0,51% e Bovespa, em alta de 1,21%

18/10/2002 13h39 – Atualizado em 18/10/2002 13h39

SÃO PAULO – O clima de tranqüilidade continuou presente nos negócios no mercado financeiro e os ativos brasileiros voltaram a se valorizar. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que ontem subiu 6,34%, encerrou a manhã de hoje em alta de 1,21%, com R$ 266,9 milhões negociados. O dólar comercial ensaiou uma alta na abertura dos negócios, mas inverteu a tendência e terminou o período valendo R$ 3,875 na compra e R$ 3,885 na venda, com queda de 0,51%.

Correção de exageros, ajustes às normas do Banco Central e expectativas sobre o cenário eleitoral estiveram entre os motivos da melhora das cotações. Na Bovespa, a alta expressiva de ontem pegou alguns investidores de surpresa e levou à zeragem de posições, tendo em vista o vencimento do mercado de opções, na segunda-feira.

Risco recua – Os títulos da dívida externa brasileira voltaram a subir, puxando para baixo o risco-país brasileiro. O movimento é atribuído essencialmente a arbitragens dos investidores que realizam lucros no mercado de câmbio e às compras do Banco Central. Às 13h, o C-Bond subia 3,14%, cotado a US$ 0,53. Já o risco-país caía 2,43%, aos 2.015 pontos-base.

  • A Bovespa ainda está muito dependente do cenário internacional e não sei se a melhora do humor se estende até a próxima semana. Há vários balanços de empresas americanas para serem anunciados e, a qualquer notícia negativa, a bolsa brasileira pode ser contagiada – adverte Luiz Antônio Vaz das Neves, diretor de análises da Planner Corretora.

Vaz das Neves afirma que o vencimento do mercado de opções na bolsa ganhou mais importância desde ontem, já que investidores “vendidos” (que apostam na queda) foram surpreendidos pela alta de 6,34%.

  • Os especuladores ficaram ressabiados e a ponta de venda ficou mais enxuta nesta sexta-feira, colaborando para a alta – disse.

No cenário político, ainda figuram como destaque as declarações do coordenador da campanha petista à Presidência, Antônio Palocci, que reiterou compromissos do partido com um aumento do superávit primário. Em contrapartida, foi grande a expectativa dos investidores com o pronunciamento do tucano José Serra prometido para o próximo domingo no programa eleitoral gratuito. Em meio às proliferação de especulações políticas, as atenções se voltam às próximas pesquisas eleitorais, que conterão os reflexos do início do horário eleitoral do segundo turno.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as taxas de juros acompanharam o dólar e terminaram a manhã em baixa. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2003, o mais negociado, ficou em 24,45%, contra 24,40% do fechamento de ontem. A expectativa no mercado de juros é com a reunião ordinária do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 22 e 23. Em reunião extraordinária nesta semana, o comitê elevou de 18% para 21% ao ano a taxa básica de juros (Selic).

A medida busca barrar a inflação e complementa o pacote anunciado pelo Banco Central (BC) na semana passada para conter a escalada do dólar. Entre as medidas está a redução de 60% para 30% o limite máximo de exposição do patrimônio dos bancos ao câmbio, em vigor desde ontem. Segundo operadores, alguns bancos, entre eles um grande banco nacional, ainda promoveram ajustes hoje à nova condição do BC. Na próxima semana, entra em vigor a elevação dos depósitos compulsórios.

Segundo João Medeiros, diretor da corretora Pioneer, a correção ocorre em vários mercados porque também leva em conta o mercado externo, que se mostra mais tranqüilo, principalmente porque os Estados Unidos afastaram uma guerra imediata ao Iraque. Medeiros afirma que as medidas do Banco Central já estão mostrando eficácia no mercado de câmbio.

  • As medidas são duras e estão surtindo efeito. Apesar de não haver mudanças de expectativas baseadas em fatos concretos, os mercados tendem a corrigir os exageros e se adaptar às normas do BC, que se mantém firme – disse.

Fonte: GloboNews

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