17/10/2002 11h46 – Atualizado em 17/10/2002 11h46
Um acidente que aconteceu por volta das 7:40 horas, derrubou no pasto da fazenda Santa Luzia, o helicóptero prefixo PT- YBH, modelo Long Ranger IV, da empresa Jat Táxi Aéreo Ltda, pilotado pelo comandante Carlos Alberto Hoffmann, que transportava cinco passageiros, nos quais técnicos do Ibama e da empresa TBG, empresa que construiu o ramal do gasoduto, e que no momento estavam a trabalho, vistoriando as bases de conexão do gasoduto entre Campinas e Corumbá , MS. A equipe de técnicos pernoitaram em Três Lagoas, e no momento do acidente, seguiam até a cidade de Andradina, para abastecimento e depois prosseguir para Campo Grande para dar continuidade nos trabalhos. Segundo informações do comandante Hoffmann, dois minutos após a decolagem, ocorreu uma pane na turbina do aparelho. No painel de alarme acenderam-se as luzes vermelhas ENG AUT, alertando que a turbina estava inoperante e a luz vermelha LOW RPM, mostrando que estava perdendo sustentação. O comandante imediatamente iniciou o procedimento de emergência que é chamado de “autorotação” que significa fazer um planeio para pouso. Em questão de seguros, o comandante localizou uma área de pouso, onde conseguiu pousar, sem causar ferimentos nos ocupantes. Devido o impacto no solo, o helicóptero teve rachaduras no rotor principal, abrindo o Sky e quebrando cone, onde fica situado o rotor de cauda.
PROCEDIMENTO DE EMERGÊNCIA
Depois do aparelho ter pousado, o comandante Hoffmann prosseguiu fazendo todo procedimento de emergência, não deixando os passageiros sair antes do rotor principal parar. Procedimento que é o correto nestas circunstancias. Após evacuar a aeronave tentou combater o fogo com extintor do helicóptero, que insuficiente para debelar as chamas. Os ocupantes, temendo risco de explosão, se afastaram da aeronave. Como o sistema de combustível já tinha sido desligado, na chave geral o fogo não teve continuidade. Vendo que não mais o que fazer, o comandante ligou para sua esposa, no Rio de Janeiro, pedindo para que ela acionasse o Corpo Bombeiros local, no que foi feito imediato, chegando com duas viaturas com uma equipe de 15 homens, comandada pelo Sargento Gomes, em tempo de evitar que fogo se alastrasse no pasto e no aparelho.
TREINAMENTO
Na opinião do comandante, o acidente só não foi pior, graças aos constantes treinamentos, que os pilotos comerciais são submetidos rigorosamente, que é uma exigência do DAC. Pois na circunstancias que aconteceu esse acidente, o treinamento foi de grande valia, já que os passageiros nada sofreram além do susto. No caso do comandante, a experiência foi preponderante, devido estar com mais de dez mil horas de vôo, totalizando 20 anos de atividades por todo Brasil.
Equipes de técnicos da empresa e da aeronáutica está vindo para local para fazer uma completa avaliação.





