17/10/2002 16h38 – Atualizado em 17/10/2002 16h38
Em uma quinta-feira de poucas notícias novas no cenário interno, o dólar comercial subiu pela manhã, caiu forte no início da tarde e terminou o dia em leve baixa. A moeda americana fechou cotada a R$ 3,895 na compra e R$ 3,905 na venda, com recuo de 0,38%. O dia foi de negócios reduzidos e o Banco Central teve atuação discreta. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão viva-voz contabilizando expressiva alta de 6,15%, com o Índice Bovespa em 8.885 pontos e volume financeiro de R$ 571 milhões.
A bolsa brasileira operou em alta desde a abertura dos negócios e acelerou gradativamente a tendência, inclusive com um volume financeiro um pouco maior do que no últimos dias. A alta representa uma reação técnica da bolsa, que acumula queda de 2,9% no mês. Para se recuperar, o mercado brasileiro contou com a influência positiva das bolsas americanas e da queda do risco-país brasileiro.
Passado o estresse de um vencimento de US$ 3,6 bilhões e do enquadramento dos bancos a novas normas de câmbio do Banco Central, o mercado de câmbio aproveitou o ambiente menos tenso para fazer ajustes. No entanto, os operadores lembram que no dia 23 há um vencimento de US$ 1,1 bilhão, ainda sem nenhuma renegociação, além de nova reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que decidirá, mais uma vez, o rumo da taxa básica de juros da economia (Selic).
Os principais destaques do dia foram o vencimento de uma dívida pública cambial de US$ 3,6 bilhões e a entrada em vigor de novas medidas do Banco Central para tentar conter a escalada do dólar. Da dívida, o BC conseguiu renegociar 61,6%, deixando um saldo descoberto de mais de R$ 7 bilhões.
A cotação de venda chegou a R$ 3,98 pela manhã (+1,53%), mas foi contida pelo próprio movimento das tesourarias bancárias. À tarde, quando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subia mais de 6% e o risco Brasil caía mais de 7%, a cotação bateu a mínima de R$ 3,84 (-2,04%). Segundo profissionais do mercado, essa cotação só não se sustentou porque várias empresas com dívidas no exterior foram às compras. Os volumes negociados foram bastante reduzidos, o que também ajudou a manter a volatilidade das cotações.
Segundo profissionais do mercado, rumores sobre o cenário eleitoral também contribuíram para isso. A boataria atingia os dois candidatos à Presidência da República, mas não chegou a determinar tendências no mercado. A expectativa dos investidores é quanto às próximas pesquisas eleitorais, já que teve início nesta semana o horário eleitoral gratuito do segundo turno.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as taxas de juros seguiram à risca o desempenho do dólar; subiram pela manhã e reduziram o ritmo à tarde. O Depósito Interfinanceiro (DI) de novembro, que projeta os juros de outubro, ficou em 22,20% ao ano, contra 22,25% do fechamento de Ontem.
O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou hoje em alta de 1,35%, cotado a R$ 3,65 na compra e R$ 3,75 na venda. No Rio, o paralelo subiu 1,36%, valendo R$ 3,50 na compra e R$ 3,70 na venda. O dólar turismo de São Paulo fechou estável, a R$ 3,50 e R$ 3,75 na compra e venda, respectivamente.
Fonte: GloboNews




