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sábado, 30 de maio de 2026

Uso compulsório de gravata é “discriminação sexual”, alega britânico

15/10/2002 09h10 – Atualizado em 15/10/2002 09h10

Um funcionário público da cidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, Ian Jarman, está entrando com um processo contra seus chefes alegando que o uso obrigatório de gravata no ambiente de trabalho é uma forma de “discriminação sexual”.

Investigador de fraudes no sistema de benefícios da Previdência, Jarman, de 46 anos, disse que trabalhou por 26 anos sem usar gravata e se sentiu “insultado” com a introdução das normas que determinam que os funcionários do sexo masculino têm que passar a usá-las durante o expediente.

Jarman contou que concordou em colocar uma gravata para evitar uma ação disciplinar, mas entrou com um processo na Justiça trabalhista sobre a questão.

“Isso é ridículo. Trabalho nisso há 26 anos sem usar gravata e isso nunca afetou minha capacidade de executar o trabalho”, declarou.

“Isso é discriminação sexual. O código de vestuário afirma que membros da equipe do sexo feminino podem usar blusa com um colarinho aberto. Por que os homens têm que usar gravata?”, disse ainda o funcionário, indignado.

Uma porta-voz do Ministério do Trabalho informou que o código de vestuário destina-se a “projetar” uma imagem de profissionalismo.

“O código de vestuário influenciará a forma como o público verá o serviço que prestamos”, explicou.

Fonte: CNN

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